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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ligação com torcida organizada põe Fla na mira da Operação Fair Play


'Porrada neles' é uma inscrição estampada em uma camiseta regata da Torcida Jovem vendida pela Fla Boutique, uma loja oficial do Flamengo. Além do evidente mau gosto, a inocente peça de roupa escancara a ligação do rubro-negro carioca com a sua principal organizada.
Por conta da venda desse tipo de produto e de outras coisas mais, o torcedor rubro-negro será obrigado a ver seu clube investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. A entidade comanda a Operação Fair Play, que já levou a prisão de oito integrantes da Torcida Jovem suspeitos de participar do assassinato do vascaíno Diego Martins Leal. Ele foi morto a tiros e facadas em agosto do ano passado, em Tomaz Coelho, no Rio de Janeiro.
Entre os detidos está o presidente da torcida organizada, Carlos Renato Silva Santos, conhecido como Macedo.  Em sua casa foram encontradas uma pistola e um soco inglês. Me pergunto para que uma pessoa guarda dois artefatos como esse...
A sede da Torcida Jovem também foi revistada. Nela foram encontradas armamentos, dinheiro falso e material esportivo oficial do clube. Camisas usadas apenas nos jogos e que sequer são comercializadas para o torcedor comum.
O Flamengo garantiu que vai apurar a origem do material oficial encontrado. "O Flamengo desconhece, a denúncia é grave, e vai apurar se este material realmente saiu de dentro do clube", diz nota oficial do rubro-negro.
Também foram apreendidos carros e motos que eram usados para compor uma verdadeira escolta armada nos deslocamentos da torcida para...Jogos de futebol!  Em entrevista coletiva, o delegado Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior que participa da operação se mostrou espantado com o resultado da busca na sede da facção. "A estrutura não é de torcida e sim de crime organizado", declarou.
Nesta sexta-feira, o vice-presidente de finanças do Flamengo, Michel Levy deve comparecer a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, na Barra da Tijuca (região oeste do Rio de Janeiro) para depor e ajudar nas investigações.

Ligação quase umbilical
Apesar de todas as negativas da direção do Flamengo, a ligação do clube com a Torcida Jovem é histórica. Para se ter ideia, o atual presidente do Conselho Fiscal do Fla, Leonardo Ribeiro já foi outrora conhecido como Capitão Léo, o chefe da facção.  Sua escalada é das mais interessantes. Da arquibancada ele entrou para a política do clube nos anos de 1990 e se tornou representante do Flamengo na Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Capitão Léo chegou a ocupar a vice-presidência de Controle Interno da entidade. Sua atuação no clube sempre foi marcada por atitudes explosivas e seu último desafeto foi ninguém menos que o eterno ídolo rubro-negro, Zico.
O clube também divulgou nota afirmando que a Fla Boutique não é uma loja oficial. Apenas uma parceria e que o Flamengo não possui gerência na venda de produtos da rede. Na Fla Concept (outra loja do clube) apenas produtos da patrocinadora Olympikus são comercializados.
Ora, como o clube pode manter uma parceria de venda de produtos licenciados sem ao menos ter poder de veto sobre determinados produtos? Em se tratando do Flamengo pode ser apenas mais um dos muitos erros de gestão... Também pode ser outra coisa e é isso que a polícia vai investigar.
Em tempo: a Fla Boutique retirou do ar na madrugada desta sexta-feira os produtos da Torcida Jovem de seu site. Na página um gigantesco banner anuncia a 'Black Friday', uma promoção tradicional nos Estados Unidos (e importada recentemente por lojas brasileiras) que promete descontos de até 50% nos produtos do clube. Chega a ser irônico. Afinal, esta deve ser uma sexta-feira sombria na história do clube mais popular do país.

Fonte: http://br.esporteinterativo.yahoo.com/blogs/futebol-cinco-estrelas/liga%C3%A7%C3%A3o-com-torcida-organizada-p%C3%B5e-fla-na-mira-051212002.html

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Martha Rocha afirma que prisão de torcedores após briga foi marco na história da segurança em estádios


Chefe da Polícia Civil se reuniu nesta quarta-feira com líderes das organizadas e anunciou seminário para explicar limites de tolerância em casos de violência

Por Gustavo Goulart

RIO - A chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, se reuniu na manhã desta quarta-feira com representantes das torcidas organizadas do Rio. Ela afirmou que a prisão em flagrante dos 21 torcedores do Fluminense acusados de envolvimento na agressão e roubo de dois vascaínos no último sábado foi um marco na história da segurança nos estádios de futebol, e ainda chamou os envolvidos de "baderneiros".
A delegada anunciou ainda que foi marcado para 11 de setembro um seminário com integrantes das torcidas, no qual a polícia vai explicar o que não será tolerado em casos de violência - nos estádios e fora deles - e que vai aplicar a lei com rigor.
- Chega de impunidade! O que a delegada da 24ª DP (Piedade), Cristiane Carvalho, fez ao prender esses torcedores foi uma virada de página. Um marco que vai nortear a partir de agora o trabalho da polícia - disse Martha Rocha.

Na terça-feira, diante da frequência e da gravidade de crimes praticados por torcidas organizadas, a Justiça decidiu também agir para fechar o cerco aos “bandidos travestidos de torcedores”, nas palavras do presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos. Ele se reunirá com os presidentes dos maiores clubes cariocas (Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense) e da Federação de Futebol do Estado do Rio para discutir formas de reduzir a violência nos estádios.

Jovem do Flamengo e Força Jovem do Vasco estão banidas por seis meses
A bola da vez do Ministério Público estadual é a Young Flu. Após a Torcida Jovem do Flamengo e a Força Jovem do Vasco serem banidas dos estádios por seis meses, o MP aguarda apenas receber a representação do Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios (Gepe) para instaurar um inquérito sobre as agressões cometidas por membros da organizada. Na terça-feira, a Young Flu anunciou que expulsou os cinco membros da organizada que estão entre os detidos, e divulgou sua página da rede social Facebook um comunicado informando que repassou ao Gepe a relação dos representantes de sub-sedes da torcida, conforme solicitação do MP. Além disso, a nota afirma que a diretoria pretende apurar o caso junto às autoridades para tomar as medidas cabíveis.

Na terça-feira o Ministério Público estadual anunciou que a Torcida Jovem do Flamengo está banida dos estádios brasileiros por seis meses, por causa da morte do vascaíno Diego Martins Leal, no domingo retrasado. A 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte assinou um compromisso de ajustamento de conduta com a Torcida Jovem do Flamengo, semelhante ao que foi firmado, na semana passada, com a Força Jovem do Vasco, em decorrência do assassinato do flamenguista Bruno de Santa Ana Saturnino, em maio. A punição será válida durante os jogos do returno do Campeonato Brasileiro e do início da Taça Guanabara, em 2013.

A decisão proíbe o uso de faixas, bandeiras, instrumentos musicais e camisas da agremiação durante as partidas. O descumprimento do acordo implicará multa de R$ 5 mil, além de novas suspensões. A medida, no entanto, não impede a entrada de integrantes das torcidas nos estádios. Para isso, explica o promotor Pedro Rubim Borges Fortes, seria necessário que o Ministério do Esporte levasse adiante o compromisso de cadastrar os integrantes de torcidas, investir na identificação biométrica dos frequentadores e instalar roletas eletrônicas nos principais estádios, dentro do programa Torcida Legal, que ainda não chegou ao Rio.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/martha-rocha-afirma-que-prisao-de-torcedores-apos-briga-foi-marco-na-historia-da-seguranca-em-estadios-5931831#ixzz24y0CBFAL 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Oito delegacias vão combater violência entre torcidas e crimes em grandes eventos


A medida foi anunciada pela chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, que também entrou com uma representação na Procuradoria Geral de Justiça pedindo o banimento da Torcida Young Flu dos estádios, assim como fez com a Torcida Jovem do Flamengo

Por Gustavo Goulart, Antônio Werneck, Ana Claudia Costa, Renata Leite, Waleska Borges

RIO - A Polícia Civil montou um time para tirar de campo os torcedores brigões. Uma força-tarefa envolvendo policiais de oito delegacias especializadas vai atuar, a partir de agora, no combate aos crimes praticados durante a realização de grandes eventos, com foco nas torcidas organizadas. A medida foi anunciada nesta segunda-feira pela delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, que também entrou com uma representação na Procuradoria Geral de Justiça pedindo o banimento da Torcida Young Flu dos estádios, assim como fez com a Torcida Jovem do Flamengo. A decisão de Martha foi tomada após a prisão, no sábado, de 23 torcedores do Fluminense, entre eles dois menores, flagrados espancando e assaltando dois torcedores do Vasco na estação de trem do Engenho de Dentro.
— Estou recomendando aos delegados que a partir de agora qualquer fato envolvendo torcida organizada seja tratado com rigor — disse a delegada.

Núcleo criado em 2005 não durou
A Divisão de Homicídios (DH) — que investiga assassinatos só na capital — passa a trabalhar em todo o estado sempre que houver morte atribuída a torcedores, segundo a chefe de Polícia. A unidade já teve um Núcleo de Investigação Sobre Torcidas Organizadas, em 2005, mas em pouco tempo ele deixou de atuar.
Dos torcedores do Fluminense presos, 21 deles, maiores de idade, que estavam em Bangu 2 foram transferidos ontem para a Cadeia Pública Bandeira Stampa, em Gericinó. Advogados de sete deles entraram com pedidos de relaxamento de prisão no Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça, que negou todos. Outros quatro estão com pedidos em análise na 33ª Vara Criminal. Entre os adultos presos, quatro já tinham antecedentes criminais por lesão corporal dolosa, rixa, tumulto (previsto no Estatuto do Torcedor) e por atuar como cambista.

O comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), tenente-coronel João Fiorentini, disse ontem que muitos chefes de torcidas organizadas rivais usam redes sociais para marcar brigas e depois telefonam para mudar os pontos de encontro, driblando a polícia. Por isso, Fiorentini disse que vai sugerir aos clubes que cortem os ingressos gratuitos e os benefícios de torcidas organizadas que se envolverem em brigas:
— É uma coisa orquestrada (a violência) e não aleatória. Muitas vezes eles ficam rodando a cidade em busca de torcedores rivais.

O comandante disse nesta segunda-feira que está há um ano no comando da unidade e nesse período já prendeu 300 torcedores em brigas. Na maioria das vezes, o preso tem direito a responder ao inquérito em liberdade, disse. Segundo o oficial, há uma uma lista extensa de torcedores banidos dos estádios brasileiros, mas o Gepe não tem acesso a ela. Só os núcleos do Juizado Especial Criminal nos estádios têm esses nomes.

O juiz Marcello Rubioli, da 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça, disse nesta segunda-feira que a decisão de prender os 23 torcedores da Young Flu que agrediram dois torcedores vascaínos dentro de um trem pode ser interpretada como exemplar, mas baseada na lei. Ele explicou que mandou prender os agressores por roubo, o que foge à alçada do Juizado Especial Criminal (Jecrim), no qual deu plantão no sábado passado, dia da violência.
— As vítimas foram agredidas pelos 23 torcedores e vários pertences foram roubados por três deles. Os três foram presos em flagrante pelo crime de roubo simples e os demais pelo artigo 157, também roubo, mas pela co-autoria e participação. Todos eles foram identificados pelas vítimas, inclusive indicados por elas. As vítimas ficaram bastante machucadas. A agressão durou o tempo de uma viagem entre duas estações, partindo da Pavuna — contou. — A medida tomada pelo Jecrim é comum. Talvez essa tenha ganhado muito destaque pela quantidade de presos ou até mesmo pela morte do torcedor do Vasco na semana passada (quando a vítima foi morta por torcedores do Flamengo).

O magistrado disse que há seis anos o Jecrim vem agindo com rigor e que para reprimir a onda de violência nos estádios é necessário aplicar o Estatuto do Torcedor.
— O que é importante ser dito é que diante dessa crescente violência nos estádios no Rio, o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Civil e a Polícia Militar, que estão de frente para garantir a segurança, estão agindo, estão reprimindo e essas prisões são o retrato dessa atuação unificada do estado com o objetivo de que os estádios de futebol voltem a ser palco para as famílias, para poderem levar seus filhos, para poderem se divertir. E garantir o que diz o Estatuto do Torcedor, que o espetáculo esportivo é um local de segurança, onde o consumidor pode se divertir, é um local de lazer.

Há um projeto de lei, já aprovado em primeira discussão na Alerj, que busca ordenar a entrada de torcidas organizadas nos estádios. Ele determina que o poder público registre os torcedores. As torcidas ficariam em locais determinados e, se houvesse agressões, seriam impedidas de voltar aos estádios.
Para defender a paz entre as torcidas, um grupo está usando as redes sociais para organizar o Samba do Bellini, manifestação pacífica em 22 de setembro, em frente ao portão principal do Maracanã. O traje obrigatório será a camisa do time de cada torcedor. Em nota, o Fluminense informou que não compactua com a violência e apoia a ação policial. Disse ainda que dará apoio às torcidas do bem.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/oito-delegacias-vao-combater-violencia-entre-torcidas-crimes-em-grandes-eventos-5913428#ixzz24tfEmuHD 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Polícia Civil do Rio cria núcleo para combate a crimes em estádios


Por Lucas Vetorazzo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro criou o Núcleo de Apoio a Grandes Eventos, que irá coordenar o trabalho de sete delegacias no combate, por exemplo, à violência nos estádios de futebol.

A decisão foi motivada após duas semanas de episódios violentos entre torcidas organizadas no Rio. No domingo retrasado, torcedores de uma organizada do Flamengo mataram um torcedor do Vasco. No sábado (25), 23 torcedores do Fluminense foram presos em flagrante agredindo e roubando outros dois torcedores do Vasco.

O grupo vai combater, por exemplo, a venda de ingresso ilegal e também de roupas e artigos pirateados nos entornos de estádios e de locais de grandes eventos.

A recomendação da chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, é que os crimes ligados a torcidas organizados sejam apurados e punidos com o maior rigor possível. A delegada elogiou o trabalho de uma outra delegada do Rio, que indiciou os 23 envolvidos, entre outros crimes, por formação de quadrilha. Vinte um já estão no presídio aguardando julgamento.

"A delegada do caso dos torcedores do Fluminense atuou com o rigor necessário. Nós criamos esse núcleo olhando para o futuro. Vamos coordenação de várias delegacias para que crimes relcionados a eventos sejam previnidos e reprimidos. A atuação, no entanto, vai além das torcidas organizadas", afirmou Rocha, em coletiva de imprensa, no Rio.

O núcleo não será uma delegacia específica. Ele coordenará apenas as atividades relacionadas ao combate aos crimes em grandes eventos. Entre as delegacias envolvidas, estão a Delegacia de Homicídios, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e a Delegacia Especial de Apoio ao Turista, que irá coordenar as atividades.

A Delegacia Contra Crimes na Internet monitorará as redes sociais das organizadas, onde as brigas são armadas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1144088-policia-civil-do-rio-cria-nucleo-para-combate-a-crimes-em-estadios.shtml

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Polícia do Rio treina para segurança da Copa e da Olimpíada


Polícia Civil esteve nesta quinta no Engenhão; até 2015, dois mil agentes passarão pelo curso

A Polícia Civil do Rio de Janeiro promoveu hoje (16), no Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), o último treinamento da primeira turma de agentes que vão trabalhar na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

Até 2015, 2 mil agentes passarão pelo Curso de Capacitação de Operadores em Segurança, entre policiais militares, civis, bombeiros e guardas municipais, inclusive de outros estados. Além de disciplinas sobre segurança, os agentes têm aulas com especialistas brasileiros e estrangeiros sobre diversidade cultural, ciências políticas e turismo. Ao todo, são mais de 30 disciplinas.

De acordo com Jéssica Oliveira, diretora da Academia de Polícia Civil do Rio de Janeiro (Acadepol), todas as diretrizes internacionais para segurança em grandes eventos estão sendo abordadas no curso.“Essa grade nasce de todo um acúmulo de conhecimento que a gente vem produzindo há cerca de dois anos. As orientações internacionais estão sendo consideradas pelos nossos docentes”, destacou.    

Para Moacyr Duarte, instrutor do curso e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o grande desafio é qualificar pessoal para trabalhar na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos. “A organização que garante a segurança do evento é que nos faz primários. Pelo nosso potencial e pela riqueza natural, deveríamos ser os melhores. Mas isso só se faz com recurso humano de boa qualidade.”

O comandante da Polícia de Segurança Pública de Portugal, que participou do treinamento, considerou importante o esforço dos policiais do Rio em garantir segurança para os turistas. “Fico feliz porque sou turista e posso trazer minha família para o Rio de Janeiro, pois tenho certeza que as polícias estão unificadas em um sentido comum”, disse.

O curso começou em julho deste ano. A formatura da primeira turma está prevista para amanhã (17) na sede da Acadepol. Até o final deste ano, mais duas turmas serão formadas, cada uma com 50 alunos.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10550/POLICIA+DO+RIO+TREINA+PARA+SEGURANCA+DA+COPA+E+DA+OLIMPIADA.html