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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ministro do Esporte diz que estádios podem ser repassados após a Copa


Brasília, 18 set (EFE).- O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou nesta terça-feira que alguns estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014 podem ter sua administração repassada para o setor privado para que o evento não deixe alguns "elefantes brancos".

Em entrevista coletiva concedida a correspondentes estrangeiros, Rebelo revelou que administradores de arenas esportivas de todo o mundo manifestaram interesse na gestão de alguns estádios brasileiros que receberão partidas do Mundial.

Atualmente, dos 12 estádios em que ocorrerão jogos da Copa, os de seis cidades são administrados por governos estaduais - Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Brasília, Natal e Manaus. No caso das três últimas, nem sequer há equipes na elite.

Apesar do risco de não haver partidas da primeira divisão nesses locais, Rebelo ressaltou se tratar de arenas multiuso, que ficarão preparadas para realizar grandes eventos esportivos e também artísticos, além de que contarão com centros de convenções, restaurantes e núcleos comerciais, que garantirão sua utilização e darão um caráter sustentável às obras.

O ministro destacou também que as obras estão seguindo os cronogramas estabelecidos junto à Fifa visando o Mundial e a Copa das Confederações, que acontecerá em 2013, a princípio, nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza.

Quanto à segurança, o Rebelo lembrou que o Brasil já tem experiência com grandes celebrações e citou como exemplo os carnavais do Rio, da Bahia e de Pernambuco, que a cada ano atraem milhões de turistas estrangeiros e são realizados habitualmente com as ruas repletas de gente e sem maiores incidentes.

Segundo os cálculos do ministro do Esporte, o país receberá durante os 31 dias da Copa cerca de 600 mil estrangeiros, que se unirão aos cerca de 3 milhões de brasileiros que circularão pelo país para acompanhar as seleções participantes.

Apesar desses números e da enorme distância entre as sedes, que poderá ser de até 6 mil quilômetros, Rebelo previu que não haverá dificuldades maiores para a mudança, devido, segundo ele à eficiência e a experiência das companhias aéreas nacionais.

Por fim, o ministro voltou a dizer que um dos fatores diferenciais do Mundial no Brasil será "o povo brasileiro, com sua diversidade e sua cultura", que se esforçará ao máximo para fazer do evento "uma grande festa cultural internacional".

Fonte: http://www.efe.com/efe/noticias/brasil/portadabra/ministro-esporte-estadios-podem-repassados-apos-copa/3/20/1871098

Estádios da Copa já têm estrangeiros interessados em concessão


Por Hugo Bachega

BRASÍLIA, 18 Set (Reuters) – Empresas estrangeiras administradoras de espaços multiuso já demonstraram interesse nas concessões dos estádios da Copa do Mundo de 2014, disse nesta terça-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Dos 12 estádios que estão sendo construídos ou reformados para o torneio, apenas três são privados, em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, e há expectativa principalmente quanto ao uso após o Mundial de arenas em cidades com pouca tradição no futebol, como Brasília, Manaus e Cuiabá.

"Administradores europeus já estão atrás dos estádios... Tem um interesse", disse Aldo em entrevista a correspondentes estrangeiros.

Os projetos dos estádios da Copa foram adaptados ao conceito multiuso, que prevê a utilização para apresentações musicais, exposições e outros eventos além do futebol. As arenas terão restaurantes, centros de compras e convenções e, em alguns casos, até hotéis.

A capacidade das arenas para o Mundial vai de 43 mil lugares, como em Cuiabá, a até 79 mil espectadores, como no Maracanã.

Aldo disse que algumas empresas, incluindo a AEG, que administra, entre outras arenas, o Staples Center, em Los Angeles, já demonstraram interesse na administração do estádio de Brasília.

Segundo o ministro, já há negociações também nos casos de Salvador e Natal com algumas empresas. Em Recife, a gestão da arena ficará a cargo do Náutico.

O Maracanã também pode ser oferecido para concessão, e o empresário Eike Batista já declarou interesse em assumir a administração do estádio, que será palco da final da Copa do Mundo de 2014.

Dos nove estádios públicos, cinco estão sendo reformados em Parcerias Público-Privadas (PPP) – Belo Horizonte, Fortaleza, Natal, Recife e Salvador.

Aldo descartou que as arenas possam se tornar "elefantes brancos" após o Mundial, como foi o caso na África do Sul depois da Copa do Mundo de 2010. "Não tem elefante na nossa fauna, nem dessa cor", disse.

O ministro disse que a expectativa é de que os gastos de governo com o torneio cheguem a 33 bilhões de reais, entre União e Estados, incluindo empréstimos para a reforma de estádios e obras de mobilidade urbana e outros investimentos em infraestrutura.

Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=9401