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sábado, 21 de julho de 2012

COI aprova relatório sobre Rio-2016, mas faz ressalvas


Andamento é considerado positivo, mas presidente Jacques Rogge destaca: ‘Há muito a fazer’

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES — Em entrevista no centro principal de imprensa do Parque Olímpico de Londres, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, elogiou o relatório entregue pelo comitê organizador das Olimpíadas Rio 2016, considerado positivo. O dirigente, porém, ressalvou que ainda há muito a fazer, embora tudo esteja sendo executado dentro do prazo, e que o relatório não tratou com o detalhamento necessário alguns temas. O relatório foi entregue pelo diretor-geral da Rio 2016, Leonardo Gryner, e pelo presidente do COB, Carlos Arthur Nuzmann.
Segundo Mark Adams, diretor de comunicação do COI, o comitê observou que os problemas estão sendo resolvidos. Um deles, o da coordenação entre todos os órgãos governamentais, que estava falha, e melhorou após a nomeação de um diretor de operações, o que ocorreu na sexta-feira. Outra questão, relativa ao staff, que o COI considerava abaixo do número necessário, também está sendo resolvida, destacaram os organizadores da Rio-2016.

Escândalo de ingressos
Jacques Rogge informou que as revelações, há um mês, da imprensa britânica de que integrantes de comitês olímpicos nacionais estavam oferecendo irregularmente ingressos VIP para venda no mercado negro surtiram já um efeito: o COI suspendeu a venda de ingressos das Olimpíadas de inverno de 2014, que será em Sothi, na Rússia. Ele acrescentou que todo o processo para venda de ingressos para a Rio-2016 vai ser revisto. O COI vai se reunir em setembro ou outubro, após os Jogos de Londres, portanto, para decidir sobre uma nova politica de venda de ingressos, de olho em 2016.
O COI abriu uma investigação em seu conselho de ética depois das denúncias. Mas Rogge admitiu que “uma decisão provavelmente levará meses”.
— Há mais de 20 pessoas envolvidas e uma grande quantidade de organizações e revendedores de ingressos. Os direitos da defesa exigem que todos tenham a chance de se explicar. É um trabalho enorme de investigação, e esperamos algum resultado até o final de setembro ou início de outubro — disse.
O COI suspendeu provisoriamente poderia ter quaisquer funcionários envolvidos ou os proibiu de assistir aos jogos, mas o conselho executivo do COI decidiu contra isso porque as audiências ainda levaria algum tempo.

Doping
Jacques Roge admitiu que casos de doping têm aumentado, mas destacou que o COI tem feito parceira com a Agência Mundial Antidoping (WADA) para que haja melhor coordenação entre países e comitês olímpicos nacionais, já visando às Olimpíadas de 2016. O objetivo, segundo o dirigente, é aprimorar o combate à fraude esportiva para os Jogos do Rio.

Havelange
Sobre a situação do presidente de honra da Fifa e membro do COI. o brasileiro João Havelange, acusado de corrupção quando presidia a entidade máxima do futebol mundial, o presidente do COI informou que seu comitê de ética vai aguardar a investigação da Fifa para tomar uma decisão.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/coi-aprova-relatorio-sobre-rio-2016-mas-faz-ressalvas-5549658#ixzz21JPqNfI6 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Comitê Olímpico Internacional irá discutir 'caso ISL', mas não punirá Havelange


Por ESPN.com.br com agência Gazeta Press

O Comitê Olímpico Internacional (COI) avisou que irá discutir em reunião o caso do recebimento de propina da ISL, empresa falida de marketing esportiva, por dirigentes da Fifa, entre eles João Havelange, atual presidente de honra da entidade que gere o futebol mundial.

Além do cargo na Fifa, Havelange era o membro mais antigo do COI, co vínculo há 48 anos. No final de 2011, o dirigente de 96 anos anunciou sua renúncia, alegando problemas de saúde. À época, porém, foi dito que ele tomara aquela postura para evitar uma expulsão ou suspensão do COI, pois o dossiê do caso estava em vias de ser revelado.

“Espero que o caso de propina seja discutido no próximo comitê executivo, claro”, disse o atual presidente do COI, Jacques Rogge, sem, porém, pensar em punir o brasileiro. “O senhor Havelange não é mais um membro do COI e, por isso, não está mais sob nossas regras. Ele deixou o cargo e não pode ser um membro honorário”, acrescentou.

Na última quarta-feira, a Fifa divulgou documento, no qual revelava que Havelange e seu ex-genro, Ricardo Teixeira, receberam subornos da ISL, empresa que faliu em 2001, que recebia vantagens no processo de direitos de transmissão para a Copa do Mundo durante a década de 90. Juntos, os dois receberam R$ 29 milhões.

Diante dos escândalos, em março Ricardo Teixeira deixou o cargo de presidente da CBF, que ocupava desde 1989, sob a alegação de que iria cuidar de sua saúde e hoje vive em Miami, nos Estados Unidos. Havelange, por sua vez, pode perder a presidência honorária da Fifa, já que Joseph Blatter, atual mandatário, avisou que pedirá ao conselho da entidade para demovê-lo da posição, em meio ao escândalo.

Fonte: http://ht.ly/cgXT7

domingo, 15 de julho de 2012

Blatter diz que Havelange deve perder título honorário na Fifa


Presidente da entidade diz que pode voltar a concorrer ao cargo em 2015

ZURIQUE — O presidente da Fifa Joseph Blatter afirmou neste domingo que a Fifa deve tirar de João Havelange o título de presidente honorário da entidade. Ns última semana, a Justiça suíça revelou que Havelange e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, receberam dinheiro da agência de marketing ISL. A declaração de Blatter mostra uma mudança de postura. Em março, durante congresso da Fifa na Hungria, o presidente da Fifa homenageou João Havelange, que passava por problemas de saúde.
— Ele tem que sair. Ele não pode permanecer como presidente honorário depois desses incidente — disse ao jornal suíço SonntagsBlick.
Blatter também está sob pressão. Ele é acusado de omissão já que sabia dos subornos envolvendo a entidade nos anos 90. O presidente da Fifa insiste que os pagamentos eram legais na Suíça na época.
— Eu soube disso (dos pagamentos) depois da falência da ISL em 2001 — afirmou. — Foi a Fifa que fez uma reclamação criminal à época e manteve aberto o caso ISL.
No sábado, o presidente da liga de futebol profissional da Alemanha, Reinhard Rauball, pediu a renúncia de Blatter. No ano passado, o suíço foi reeleito — como candidato único — por mais quatro anos como presidente da entidade. Ele afirmou que pode concorrer mais uma vez ao cargo em 2015.
— Vamos ver como minha saúde vai estar — afirmou Blatter, de 76 anos e presidente da Fifa desde 1998.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/blatter-diz-que-havelange-deve-perder-titulo-honorario-na-fifa-5482437#ixzz20jloNp1f 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Processo Fifa-ISL: confira na íntegra o processo

Confira aqui o processo Fifa-ISL.

L! OPINA: Da vergonha à transformação


Brasil tem ótima oportunidade de mudar o seu futebol para os próximos anos

A decisão da Justiça suíça de liberar os documentos que comprovam o recebimento de suborno no caso ISL pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange, veio apenas confirmar uma informação que este LANCE! entre outros veículos do mundo já sabia, mas não podia publicar por conta das restrições judiciais.
A divulgação dos nomes e dos mecanismos que levaram ao desvio de R$ 45,5 milhões para contas dos cartolas brasileiros não pode esgotar o assunto. Ao contrário, deve ser apenas o ponto de partida. A Justiça suíça cumpriu sua parte. Agora, à Justiça do Brasil, ao Ministério Público e à Polícia Federal cabe rastrear o caminho desse dinheiro, investigar evidências de enriquecimento ilícito, de prejuízos fiscais causados ao país pela movimentação ilegal do dinheiro. E punir severamente os culpados, onde quer que eles estejam.

Um país que se quer respeitado não pode ter o Engenhão, estádio que vai sediar competições de atletismo da Olimpíada de 2016, com o nome de um corrupto comprovado. O que dirá a comunida de esportiva internacional? O COB, aliás, tem o dever de cassar o prêmio Adhemar Ferreira da Silva, referenda máxima aos que são exemplo de conduta esportiva e ética no olimpismo brasileiro, que foi concedido em 2008 a Havelange.
O caso ISL deve servir de inspiração para que de uma vez por todas sejam implementadas novas e arejadas práticas na gestão do futebol do Brasil. O que, mesmo com a saída de Teixeira do comando da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, ainda está longe de acontecer. Muito pouca coisa mudou, desde então.
Teixeira, antes de refugiar-se nos EUA, quando sua situação tornou-se insustentável e a comprovação de seus atos ilícitos iminente, moldou sua saída, deixou na presidência da CBF e em todos os cargos estratégicos pessoas de sua confiança. Pior do que isso, continua recebendo um pagamento mensal de R$ 100 mil a título de consultoria. E assegurou a permanência de sua filha no Comitê Organizador da Copa de 2014, onde dá as cartas e recebe mais de R$ 70 mil mensais. Um escárnio com a Nação.
Ainda que a CBF e o COL sejam entidades privadas, não podem ser tratadas como capitanias hereditárias. Feudos imperiais. O governo, os clubes e a sociedade precisam reagir. Que os estatutos das duas entidades sejam respeitados - não se defende aqui uma virada de mesa, mas que dos dirigentes sejam cobradas as necessárias transformações para que nosso fut de fato entre em uma nova era, pautada pelos interesses públicos e não mais - como agora fica claro - movido por jogo pessoal e privado de poder.
Cabe a nós fazer deste momento de vergonha nacional uma oportunidade para mudar.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/OPINA-vergonha-transformacao_0_735526721.html#ixzz20YouOe46 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Blatter sabia de pagamentos da ISL a Havelange e Teixeira


Em entrevista ao site da Fifa, dirigente afirmou que comissões não eram ílicitas na época

Um dia após a Justiça suíça divulgar documentos que confirmam o pagamento de propina a João Havelange e Ricardo Teixeira, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, confirmou que tinha conhecimento dos pagamentos.

Segundo o dirigente, que à época do repasse era secretário-geral da Fifa, as comissões da empresa de marketing ISL não eram ílicitas na ocasião. Para ele, não era possível saber sobre a infração, pois elas não existiam. "Esses pagamentos podiam ser deduzidas do imposto como despesas de negócios", disse Blatter em entrevista divulgada no site da Fifa.

O suíço disse que hoje o ato seria punido pela lei. "Não podemos julgar o passado baseado nos padrões do presente", afirmou. Além disso, ressaltou que como o atual mandatário da Fifa não tem poder de chamar Havelange, presidente honorário da entidade, para prestar contas. "O Congresso o nomeou. Somente o Congresso pode decidir o futuro dele".

O documento divulgado ontem é de 11 de maio de 2010 e revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (R$ 26,4 milhões na cotação atual) entre 1992 e 1997. Havelange, por sua vez, recebeu 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,1 milhões) em 1997.

Fundada em 1982, a ISL quebrou em maio de 2001. A empresa de marketing esportivo chegou a ter um número de negócios com a Fifa de 2,2 bilhões de francos suíços (R$ 4,5 bilhões na cotação atual).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10311/BLATTER+SABIA+DE+PAGAMENTOS+DA+ISL+A+HAVELANGE+E+TEIXEIRA.html

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fifa divulga documentos que confirmam propina a Havelange e Teixeira


Entidade tornou público processo aberto em tribunal suíço, por gestão fraudulenta

A Fifa tornou públicos nesta quarta-feira documentos que confirmam que o ex-presidente da entidade João Havelange e o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira receberam subornos milionários procedentes da ISL, que comercializou os direitos audiovisuais das competições do organismo até falir, em 2001.

A entidade divulgou o processo aberto pelo Tribunal do cantão de Zug, na Suíça, por apropriação indevida e gestão fraudulenta, o que foi a raiz de uma denúncia do organismo reitor do futebol mundial contra a empresa suíça.

O material, de 11 de maio de 2010, revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (R$ 26,4 milhões na cotação atual) entre 1992 e 1997, e Havelange, 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,1 milhões) em 1997.

A Fifa divulgou o documento horas depois que a Corte Suprema suíça sentenciou que a imprensa tem direito a acessar detalhes do caso ISL.

O material não podia ser divulgado desde junho de 2010, pouco depois que o Tribunal de Zug, a Fifa e dois dos homens mais poderosos do futebol mundial chegaram a um acordo para arquivar a investigação.

Os diferentes pagamentos contabilizados pela investigação e descobertos em contas pessoais dos dois ex-dirigentes ou de empresas vinculadas a eles chegaram a 21,9 milhões de francos suíços (R$ 45,4 milhões) entre 1992 e 2000.

Correndo o risco de ser expulso devido ao caso, Havelange, de 95 anos, renunciou ao posto de integrante do Comitê Olímpico Internacional em dezembro do ano passado. Por sua vez, Teixeira deixou a presidência da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL) em 12 de março deste ano. Três dias depois, deixou o Comitê Executivo da Fifa.

Nenhum dos dois, de acordo com os documentos, informou à Fifa as comissões que receberam relacionadas às atividades dentro da entidade, o que configura infração, já que houve dano ao organismo e enriquecimento dos subornados.

Em comunicado, a Fifa demonstrou satisfação pela sentença da Corte Suprema suíça. Para a entidade, a decisão confirma, como já havia sido constatado pelo Tribunal de Zug em junho de 2010, que seu atual presidente, Joseph Blatter, "não está envolvido no caso".

O organismo disse que a divulgação vai ao encontro da postura adotada por Blatter e por seu Comitê Executivo, que vinham, segundo a nota, pedindo a publicação desde o ano passado.

O dirigente suíço disse em 6 de dezembro de 2011 que tornaria públicos detalhes do caso, mas Havelange e Teixeira apelaram junto ao tribunal federal para evitar a publicação dos documentos.

Fundada em 1982, a ISL quebrou em maio de 2001. A empresa de marketing esportivo chegou a ter um número de negócios com a Fifa de 2,2 bilhões de francos suíços (R$ 4,5 bilhões na cotação atual).

A falência causou o cancelamento do Mundial de Clubes que seria disputado há 11 anos na Espanha e criou uma crise interna na Fifa, colocando em risco a realização da Copa de 2002.

O caso voltou à tona em novembro de 2010, quando a rede de televisão britânica "BBC" divulgou detalhes de um documento confidencial da ISL que incluía uma lista de 175 pagamentos recebidos por funcionários de altos cargos da Fifa em troca da concessão de contratos de televisão e direitos de patrocínios durante os Mundiais disputados na década de 90.

A publicação foi feita dias antes da votação para a escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022. A entidade máxima do futebol rebateu dizendo que uma investigação já havia ocorrido e que nenhum dos integrantes do organismo foi condenado. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10296/FIFA+DIVULGA+DOCUMENTOS+QUE+CONFIRMAM+PROPINA+A+HAVELANGE+E+TEIXEIRA.html