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domingo, 20 de janeiro de 2013

Surfista Gabriel Medina vai usar óculos da Oakley


O surfista Gabriel Medina, 19, anunciou nesta sexta-feira um novo patrocinador. O atleta fechou contrato com a Oakley, que será a marca oficial de óculos dele durante os próximos três anos.

Medina, nascido em São Sebastião-SP, é o mais jovem brasileiro a integrar a elite da associação dos surfistas profissionais (ASP), que reúne os 36 melhores nomes da modalidade em âmbito mundial.

O primeiro patrocinador do surfista foi a confecção Rip Curl. Medina também tem contratos comerciais com Gorilla e FCS. Ele faz parte da IMX Talent, braço de gestão de atletas da agência criada pelo grupo IMG em parceria com o bilionário Eike Batista.

O contrato com a Oakley é o primeiro de Medina depois de ter fechado com a IMX – a agência oficializou a parceria em julho do ano passado.

“Os objetivos do Gabriel se encaixam com os da Oakley. Ele tem o perfil de atleta que nós gostamos: jovem, talentoso e bem determinado”, avaliou Luiz Henrique Saboia Campos, gerente de marketing esportivo da empresa.

O time de atletas da Oakley conta com mais de 150 nomes do esporte brasileiro. Detalhes financeiros da operação não foram revelados.

“Estou muito feliz por esse acerto. Eu sempre quis fazer parte desse time. Será uma parceria bem positiva”, projetou Medina.


Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/28/28189/Surfista-Gabriel-Medina-vai-usar-oculos-da-Oakley/index.php

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Oakley também cancela aporte a Lance Armstrong


Após ter seus sete títulos da Volta da França cassados pela União Ciclista Internacional (UCI), o ex-ciclista Lance Armstrong perdeu mais um patrocinador. A Oakley tornou-se a mais recente empresa a encerrar sua parceria com o ex-atleta. 

Em um comunicado oficial enviado à imprensa, a marca de óculos esportivos disse estar profundamente entristecida com a situação, porém continuará apoiando a fundação Livestrong Armstrong, que arrecada fundos para pesquisas contra o câncer e ajuda vítimas da doença.

O escândalo do doping vem trazendo diversos problemas ao ex-ciclista. Diversas empresas já encerraram seus contratos de patrocínio, entre elas: Nike, FRS (fabricantes de bebidas energéticas), AB-Inbev (cervejaria), 25 Hour Fitness, Honey Stinger (alimentos orgânicos), Trek e Giro (capacetes para ciclismo).

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27261/Oakley-tambem-cancela-aporte-a-Lance-Armstrong/index.php

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O terror do COI influencia o comportamento das marcas


Por Erich Beting

“Por favor, pedimos apenas para que não seja filmada a nossa atleta com a marca, para que não tenhamos qualquer problema com o COI”. O pedido foi feito à Diana Amato, repórter cinematográfica da Máquina do Esporte, durante a produção de uma reportagem sobre a casa de relacionamento que a Oakley montou aqui em Londres. O receio era o de que, se a matéria fosse para o ar associando diretamente a fabricante de óculos com um atleta olímpico, esse atleta sofreria uma punição do COI por propaganda indevida de uma marca.

A confusão que a executiva da Oakley fez atinge também outros executivos de outras grandes marcas que estão, de uma forma ou de outra, ligadas aos Jogos Olímpicos. O COI criou uma cartilha de comportamento para ser dada aos atletas e confederações e, também, para os patrocinadores.

Só que essa tal carta de conduta tem causado mais confusão do que certeza entre todos. As mídias sociais, por exemplo, viraram o canal de ativação desses patrocínios. Mas o que pode ou não ser feito? Esse temor tem causado um primeiro impacto nas marcas. Em vez de correr o risco, elas preferem não criar polêmica. Ao ameaçar o atleta, e não a empresa, o COI acertou em cheio para ser o único “dono” da promoção nos Jogos.

Mas o que mais se vê pelos arredores de Londres e pelas mídias sociais é a velha tática de emboscada que funciona, transmite a mensagem e não agride os direitos adquiridos pelos patrocinadores. Outro dia, no metrô, foi possível ver o champanhe “para campeões”. No café próximo à Tower Bridge, a distância para o local era comparada ao tempo que Usain Bolt leva para percorrê-la. Nos centros de maior concentração de pessoas, a Nike por sua vez celebra o consumidor “comum”, que é responsável segundo a marca por conferir grandeza às coisas.

Os atletas, porém, só estão relacionados aos patrocinadores oficiais do COI. Quem não é de uma das dezenas de marcas patrocinadoras do evento geralmente não aparece como garoto-propaganda pelas ruas.

E isso é péssimo no longo prazo. É muito legal o comitê conseguir remover as propriedades comerciais de dentro das arenas esportivas. Isso transmite uma imagem muito mais “limpa” da competição. Mas, ao minar a relação do atleta com uma marca, o COI deixa numa encruzilhada o seu maior produto.

Ao forçar as marcas a não aproveitarem o potencial olímpico de um atleta, o comitê pode dar um tiro no próprio pé. Afinal, sem patrocinador o atleta não consegue competir e, no final das contas, sem atleta não existe esporte. É muito bom que o COI tenha certeza de que seus patrocinadores estejam contentes com o resultado do patrocínio. Mas é preocupante proibir que toda a mão-de-obra dessa competição simplesmente tenha estrangulada a maior chance de ser atleta.

Por enquanto, as marcas estão tímidas ao anunciar seus patrocinados como grandes vitoriosos. É hora de ligar o sinal de alerta.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/06/o-terror-do-coi-influencia-o-comportamento-das-marcas/