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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Corinthians finda hiato e fecha com a Caixa


O Corinthians oficializou nesta segunda-feira o fim de um jejum. Sem um patrocinador máster fixo desde o término do contrato com a Hypermarcas, em abril deste ano, o time do Parque São Jorge acertou com a Caixa Econômica Federal. O banco será o principal anunciante do uniforme alvinegro até o fim de 2014.

O espaço mais nobre do uniforme alvinegro não tinha um ocupante fixo desde o fim de abril, mas a busca do Corinthians é anterior. Em dezembro do ano passado, o time alvinegro já havia sido comunicado pela Hypermarcas que a empresa não renovaria o vínculo.

Durante a vitoriosa campanha na Copa Santander Libertadores, o Corinthians recorreu a acordos pontuais para preencher o uniforme. Nas semifinais e na decisão, por exemplo, o time do Parque São Jorge estampou a marca Iveco.

Contudo, a Iveco não seguiu no clube, que voltou a buscar um patrocinador máster. A última parceria um pouco mais longeva, aliás, foi um pontual de sete jogos e péssima lembrança. O Corinthians fechou com a marca Apito Promocional, que sorteava viagens para o Japão. A empresa ofereceu R$ 1,5 milhão ao clube por esse período, mas não pagou o combinado, só apareceu no uniforme em cinco partidas e cancelou a promoção.

No Japão, a Caixa Econômica Federal será a única marca no uniforme do Corinthians. A Fifa, organizadora do Mundial de clubes, não admite que as equipes participantes exibam mais de um patrocinador.

No restante do contrato, a parceria não determina exclusividade. Portanto, o Corinthians seguirá podendo vender outros espaços no uniforme – atualmente, a equipe alvinegra tem acordos com Fisk (barra da camisa), TIM (interior do número) e Nike (fornecedora de material esportivo).

O contrato entre Corinthians e Caixa foi fechado nesta segunda-feira. A apresentação oficial será feita na terça, em evento no Museu do Futebol, em São Paulo. Detalhes sobre o negócio, como o valor envolvido, são mantidos em sigilo.

Por enquanto, é certo apenas que a Caixa Econômica Federal terá camarotes no novo estádio do Corinthians, ainda em construção, e que as contas da equipe alvinegra serão transferidas para o banco.

O negócio faz parte de uma aposta recente da Caixa em times de futebol do Brasil. Em 2012, o banco já havia fechado contratos com Avaí, Figueirense, Atlético-PR e Paraná. Além disso, a empresa negocia há meses com o Goiás, que já assegurou promoção para a elite nacional.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27571/Corinthians-finda-hiato-e-fecha-com-a-Caixa/index.php

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Grêmio negocia com banco da china, diz revista


O Grêmio iniciou na última quinta-feira a venda de ingressos para o jogo de inauguração de seu novo estádio. Dias antes do evento, porém, o local pode ser rebatizado. Segundo o site da revista “Placar”, o time gaúcho tem conversas adiantadas com um banco para vender os naming rights do aparato.

A instituição financeira que conversa com o Grêmio, de acordo com o site, é o ICBC, principal banco da China. Ainda segundo o portal, a informação foi confirmada por Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos.

A reportagem da Máquina do Esporte tentou contato com Antonini, mas não teve sucesso. A inauguração da arena está marcada para o dia 8 de dezembro deste ano, em amistoso contra o Hamburgo.

A nova arena do Grêmio terá capacidade para 60 mil espectadores, com estrutura para shows e eventos e um complexo multiuso (shopping, área residencial e centro empresarial).

Depois da inauguração

Ainda sobre a arena, o portal “UOL” publicou nota sobre uma negociação do Grêmio com o UFC, principal circuito de artes marciais mistas (MMA). A ideia é usar o novo estádio como sede da edição 156 do evento, que ainda não tem data definida.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/27/27352/Gremio-negocia-com-banco-da-china-diz-revista/index.php

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Efeito Armstrong faz banco holandês desistir de patrocinar o ciclismo


por Luiz Filipe Barboza

Efeito direto das revelações sobre o submundo das substâncias proibidas que a Usada (Agência Americana Antidoping) diz ter sido comandado por Lance Armstrong, o banco holandês Rabobank anunciou nesta sexta-feira que encerrou seu patrocínio de 17 anos ao ciclismo profissional. A alegação é de que "perdeu a fé nos líderes do esporte após o escândalo".

Para se ter uma ideia do que essa retirarada representa: segundo a agência Reuters, "o Rabobank é o maior financiador do ciclismo profissional holandês, com um patrocínio total no valor de 15 milhões de euros (20 milhões de dólares, ou mais de 35 milhões de reais) por ano, em um país onde há tantas bicicletas quanto pessoas".

"Nós não estamos mais convencidos de que o mundo internacional profissional de ciclismo pode fazer deste um esporte limpo e justo. Não estamos confiantes de que isso vai mudar para melhor em um futuro próximo - argumentou Bert Bruggink, membro do conselho do Rabobank, num comunicado.

- O relatório da Usada foi a gota d'água - acrescentou o executivo mais tarde, numa coletiva de imprensa transmitida ao vivo na Holanda. - O ciclismo internacional não está apenas doente, a doença vai até os níveis mais altos - acusou Bruggink. 

A equipe de ciclismo Rabobank (na foto acima, o time feminino), que participou em toda as competições do Tour de France desde 1984, disse em um comunicado que lamentava, mas entendia a decisão do banco. 

Antes do Rabobank, outras perdas

A Nike e a cervejaria Anheuser-Busch já tinham retirado seus patrocínios a Lance Armstrong nessa semana. A União Ciclística Internacional (UCI), que na segunda-feira dará veredito sobre o caso, reafirmou seu propósito de combater o doping, numa nota oficial distribuída nesta sexta: "Apesar de inevitáveis consequências, e às vezes dolorosas, a UCI reafirma seu compromisso com a luta contra o doping e transparência total sobre possíveis violações das regras antidoping".

Armstrong, de 41 anos e cuja luta contra o câncer ficou famosa no mundo todo, sempre negou tomar substâncias proibidas, mas decidiu não contestar as acusações da Usada, alegando perseguição política. 

O ciclista também americano Levi Leipheimer, que correu pelo Rabobank entre 2002 e 2004, foi demitido esta semana pela Equipe de Ciclismo Quick-Step depois de admitir para a investigação da Usada que havia tomado substâncias proibidas. Leipheimer, de 38 anos, foi um dos 11 ex-companheiros de equipe que testemunharam contra Armstrong. 

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/debike/posts/2012/10/19/efeito-armstrong-faz-banco-holandes-desistir-de-patrocinar-ciclismo-471146.asp

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os bancos tomam conta do esporte


Por Erich Beting

A partida desta noite entre Avaí e Atlético Paranaense, pela Série B do Campeonato Brasileiro, vai marcar a entrada de mais um banco no patrocínio do futebol brasileiro. Os dois times estamparão a marca da Caixa em seu uniforme. Os acordos foram fechados ontem e hoje, e representam o fortalecimento do setor bancário no esporte (leia mais aqui e aqui).

A maior presença do segmento bancário no patrocínio esportivo brasileiro é, na realidade, a elevação do país a um novo patamar de relacionamento das marcas com o esporte e, de uma forma indireta, é mais um reflexo do amadurecimento do mercado. Mundialmente, os grandes patrocinadores do esporte são as empresas mais ricas. No caso do setor bancário, em todo o mundo, mesmo com a crise no segmento, o patrocínio esportivo continuou na pauta.

No Brasil, o movimento dos bancos sobre o esporte (e especialmente sobre o futebol) veio se intensificar nos últimos cinco anos, com o cenário mundial do esporte e da grana começando a ser direcionado para o país. Primeiro foi o acordo Santander-Libertadores, depois, a movimentação do Itaú com a Copa do Mundo e o Bradesco com as Olimpíadas. E, agora, a Caixa com os dois clubes da Série B. Isso sem contar na aventura do BMG, que claramente usou a exposição do esporte para conseguir o negócio com o Itaú.

Com a entrada dos bancos, porém, aumenta-se a responsabilidade do esporte em dar retorno para seus patrocinadores. E esse é o grande pulo do gato nessa história toda. Antes, o setor bancário raramente se associava a equipes, preferindo a segurança de uma competição para não vincular a marca a uma torcida apenas. Agora, com as oportunidades cada vez mais escassas, naturalmente a migração será para a camisa do uniforme ou para outras modalidades, dentro de um projeto mais consistente.

Sinal dos tempos. E prenúncio, também, de que o próximo passo é a profissionalização do gestor do esporte. A grana do marketing, aos poucos, fará o esporte se tornar mais profissional. Assim como os bancos finalmente tomaram conta do segmento esportivo no Brasil, esse é um dos próximos passos.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/17/os-bancos-tomam-conta-do-esporte/