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domingo, 6 de janeiro de 2013

Corinthians é dono das quatro maiores contratações do Brasil


Clube se aproxima de recorde ao assinar com Pato por R$ 40,5 milhões
Argentino Tévez ainda é maior aquisição do futebol brasileiro
Chegada de Ronaldo, em 2009, mudou parâmetros

Por Marcelo Alves

RIO - A injeção de cerca de R$ 60 milhões por ano com os novos contratos de patrocínio fechados no ano passado já começa a fazer diferença no Corinthians. Com a contratação de Alexandre Pato por € 15 milhões (US$ 19, 6 milhões, ou R$ 40,5 milhões), o clube paulista põe mais um nome entre as principais transferências já feitas por clubes brasileiros. A maior quantia gasta por um jogador também pertence ao Corinthians, que em 2005, auxiliado pela então parceira MSI, desembolsou US$ 22 milhões para tirar o atacante Carlos Tévez do Boca Juniors.
Em comum entre os dois períodos, há um um ciclo de forte investimento vivido pelo clube paulista. Mas ao contrário dos tempos da MSI, o Corinthians enriquece sem a ajuda de um parceiro e, sim, com novos contratos assinados desde a chegada de Ronaldo, em 2009. Desde então, além dos novos investimentos de patrocinadores, o time paulista bate recordes de arrecadação, recebe a maior cota de TV nas transmissões e o resultado são conquistas em sequência dentro do campo, incluindo a inédita conquista da Copa Libertadores contra o Boca e do bicampeonato mundial no ano passado.
Entre 2005 e 2006, a MSI também ajudou o Corinthians com outras duas contratações caras que fazem o campeão do mundo ser dono de quatro das dez maiores contratações já feitas por um clube brasileiro. A terceira maior transferência é a do atacante Nilmar, que em 2006 deixou o Lyon depois que a MSI pagou R$ 27 milhões pelo jogador. Um ano antes, o volante Mascherano deixou o River Plate depois que a parceira pagou R$ 25 milhões para o atual jogador do Barcelona defender o clube paulista.
Das dez maiores transferências do futebol brasileiro, sete foram feitas entre 2011 e 2013. As únicas exceções são a dos jogadores do Corinthians nos tempos da parceria com a MSI. No ano passado, o São Paulo pagou R$ 24 milhões para tirar Paulo Henrique Ganso do Santos. Parte desse dinheiro pode ter sido investido pelo clube da Vila Belmiro para tirar Montillo do Cruzeiro. Os R$ 18,7 milhões gastos representam a sétima maior transferência da história do Brasil.
Já o tricolor paulista é responsável por duas das dez maiores contratações. Além de Ganso, o São Paulo pagou R$ 17,5 milhões para contratar em 2001 o atacante Luís Fabiano, então no Sevilla.
No ano passado, o Atlético-MG pagou R$ 19,7 milhões ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, para contratar o atacante André e o Fluminense desembolsou R$ 16,2 milhões para contratar Thiago Neves junto ao Al Hilal, da Arábia Saudita. Já o Inter pagou R$ 15 milhões para tirar Oscar do São Paulo.
Recorde de venda é de Lucas
A aposta em Oscar rendeu frutos ao clube gaúcho, que vendeu o meia para o Chelsea por 31,9 milhões de euros. Mas entre as maiores vendas já feitas pelo futebol brasileiro, o novo recorde foi estabelecido pelo São Paulo, que recebeu 43 milhões de euros do PSG pelo meia Lucas. O jogador já fez a sua primeira partida em um amistoso em Doha, no Qatar, mas a estreia oficial só deve acontecer no domingo.
A terceira maior venda do futebol brasileiro é a de Denilson, que em 1998 trocou o São Paulo pelo Bétis por 31,5 milhões de euros.

Confira as maiores transferências do futebol brasileiro:

Compra:
1- Carlos Tevez - do Boca Juniors para o Corinthians - R$ 60 milhões - 2005
2- Alexandre Pato - do Milan para o Corinthians - R$ 40,5 milhões - 2013
3- Nilmar - do Lyon para o Corinthians - R$ 27,8 milhões - 2006
4- Mascherano - do River Plate para o Corinthians - R$ 25 milhões - 2005
5- Paulo Henrique Ganso - do Santos para o São Paulo - R$ 23,9 milhões - 2012
6- André - do Dínamo de Kiev para o Atlético-MG - R$ 19,7 milhões - 2012
7- Montillo - do Cruzeiro para o Santos - R$ 18,7 milhões - 2013
8- Luís Fabiano - do Sevilla para o São Paulo - R$ 17,5 milhões - 2011
9- Thiago Neves - do Al Hilal para o Fluminense - R$ 16,2 milhões - 2012
10- Oscar - do São Paulo para o Internacional - R$ 15 milhões - R$ 2012
11- Marcelo Moreno - do Shakhtar Donetsk para o Grêmio - R$ 14,5 milhões - 2012
12- Vágner Love - do CSKA Moscou para o Flamengo - R$ 14,4 milhões - 2011
13- Wesley - do Werder Bremen para o Palmeiras - R$ 14,3 milhões - 2012
14- Guilherme - do Dínamo de Kiev para o Atlético-MG - R$ 14,1 milhões - 2011
15- Alex - do Spartak Moscou para o Corinthians - R$ 14 milhões - 2011
16- Valdívia - do Al Ain (Emirados Árabes) para o Palmeiras - R$ 13,7 milhões - 2010
17- Petkovic - do Venezia para o Flamengo - R$ 13 milhões - 2000
18- Sorín - do River Plate para o Cruzeiro - R$ 12 milhões - 2000
19- Keirrison - do Coritiba para o Palmeiras - R$ 11,7 milhões - 2009
20- D’Alessandro - do Zaragoza para o Internacional - R$ 11,1 milhões - 2008

Venda:
1- Lucas - do São Paulo para o PSG - € 43 milhões - 2012
2- Oscar - do Internacional para o Chelsea - € 31,9 milhões - 2012
3- Denilson - do São Paulo para o Bétis - € 31,5 milhões - 1998
4- Robinho - do Santos para o Real Madrid - € 24 milhões - 2005
5- Alexandre Pato - do Internacional para o Milan - € 22 milhões - 2007
6- Lucas - do Atlético-PR para o Rennes - € 21,3 milhões - 2001
7- Geovanni - do Cruzeiro para o Barcelona - € 21 milhões - 2001
8- Nilmar - do Internacional para o Villarreal - € 16,5 milhões - 2009
9- Fred - do Cruzeiro para o Lyon - € 15,6 milhões - 2005
10- Mário Fernandes - do Grêmio para o CSKA Moscou - € 15 milhões - 2012


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/corinthians-dono-das-quatro-maiores-contratacoes-do-brasil-7193911#ixzz2HEr0ZTGu 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Esporte-Negócios: Portal de negócios para a Copa faz ponte entre empresas no país


Por Lucas Vettorazzo

RIO DE JANEIRO, RJ, 13 de novembro (Folhapress) - Um portal de negócios para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 entrou no ar hoje. O site registra ofertas e demandas de empresas por produtos e serviços de outras companhias principalmente no Estado do Rio. Há também ofertas em Estados que sediarão jogos da Copa do Mundo.

A página funciona da seguinte forma: uma empresa do setor hoteleiro, por exemplo, registra sua intenção de compra de uma quantidade específica de roupa de cama. Na outra ponta, uma empresa nacional que fabrica o produto anuncia sua intenção de venda. O site casa as duas necessidades e faz a ponte entre comprador e vendedor.

A página relaciona 929 atividades em 10 setores, entre os quais construção civil, tecnologia da informação, têxtil e vestuário, turismo, comércio varejista, agronegócios e serviços.

O endereço já está disponível em português. O serviço em inglês entra em funcionamento nos próximos 20 dias. 

A página, inspirada em portal semelhante dos Jogos Olímpicos de Londres, é uma incitava da empresa brasileira WSB (World Sports & Business) e tem o apoio da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio. 

O serviço é gratuito para empresas nacionais e estrangeiras. A WSB vai operar o portal e dará consultoria gratuita para as empresas que quiserem fechar negócios. 

De acordo com o presidente da WSB, Hélio Viana de Freitas, 1.004 ofertas de produtos e serviços - que somam R$ 1,7 bilhão em negócios em potencial - já estão cadastradas no site (houve um pré-cadastramento). 

PME 

Segundo Freitas, 23% da demanda pelo serviço será de pequenas e médias empresas com até 10 funcionários. "Algumas empresas, de tão enxutas que são, não têm familiaridade nem com a linguagem de editais e precisarão de alguma ajuda para acessar os grandes compradores", disse Freitas, durante o lançamento do portal, no Rio de Janeiro. 

"Um produtor de panela do interior do Rio pode achar que ele nada tem a ver com a Olimpíada, mas pode haver um hotel interessado em comprar seu produto. O portal fará essa ponte", explicou. 

O objetivo é permitir que empresas locais captem fatia maior dos investimentos que serão feitos para os jogos. Segundo dados do comitê da candidatura do Rio à sede das Olimpíadas, apresentados durante o lançamento do portal, somente a cidade do Rio receberá R$ 53 bilhões em investimentos. 

Investimento

De acordo com Freitas, um total de R$ 1 milhão foi investido no desenvolvimento do site. A receita da WSB virá da publicidade veiculada no site. Haverá ainda uma seção do site, paga, em que as empresas poderão fazer anúncios de seus produtos. A WSB não cobrará comissão pelos negócios fechados. 

"A possibilidade de empresas locais serem fornecedoras de produtos e serviços voltados para esses grandes eventos aumenta muito com essa ferramenta", disse o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio, Júlio Bueno.

Fonte: http://www.jornalacidade.com.br/editorias/economia/2012/11/13/esporte-negocios-portal-de-negocios-para-a-copa-faz-ponte-entre-empresas-no-pais.html

sábado, 10 de novembro de 2012

O “grande” negócio dos clubes com o contrato de TV


Por Erich Beting

Um dos grandes argumentos usados pelos clubes brasileiros quando assinaram o contrato individual de televisão com a Globo foi o valor recorde alcançado na negociação. Mesmo que os números não sejam divulgados, os clubes praticamente triplicaram o que recebiam da TV no contrato anterior.

Já falei longamente aqui no blog sobre a visão apequenada da negociação individual dos clubes com a TV e, também, de como o mercado de televisão está em mutação no Brasil. Os valores maiores a cada um dos clubes significa, também, disparidades maiores no que um recebe e no que outro recebe. Flamengo e Corinthians, por exemplo, hoje recebem 66% a mais do que o Coritiba da TV. Antes, a diferença era de 50%.

Agora, com os clubes renovando esse vínculo com a Globo até 2018, o problema mostra-se ainda maior. Não apenas pela possibilidade que temos de aumentar o abismo entre os clubes, mas pela visão tacanha sobre o mercado de televisão no Brasil que é demonstrada pelos dirigentes do esporte.

No último dia 24 de outubro, a Anatel publicou o levantamento sobre o número de assinantes da TV paga no país. Setembro registrou um aumento de 1,84% nas assinaturas em relação a agosto e, na comparação anual, tivemos 29,5% de aumento no número de assinantes da TV paga.

Num Brasil que vive a era do pleno emprego e da queda nos preços de produtos tecnológicos e mídia digital, o mercado de TV paga e internet são os que sofrem maior alteração. E isso traz impacto direto, também, na TV aberta. Só para se ter uma ideia, em 2007 eram 5,3 milhões de domicílios com TV paga no Brasil. Hoje, são 15 milhões.

O quanto valorizou o contrato de TV fechada para os clubes? De que forma eles enxergam o futuro das transmissões? A internet não seria uma forma de rentabilizar ainda mais o negócio dos direitos de transmissão, com a venda de pay-per-view para o mundo todo? Essas são apenas algumas questões que vêm à tona numa análise superficial dos números do mercado de televisão no Brasil.

Mas em busca do dinheiro de curto prazo, os clubes comprometem sua receita, sem variação, pelos próximos seis anos. Caso o mercado de TV fechada cresça na proporção que foi desde 2007, teremos pelo menos mais 10 milhões de lares (ou 33 milhões de pessoas, nas contas da Anatel) equipados com TV a cabo.

Isso tudo terá um impacto enorme na forma como as pessoas consomem a mídia, seja ela a TV aberta (cada vez com menor audiência), a fechada (crescendo bastante) ou a internet (o meio em maior expansão). Isso sem falar no impacto que a Copa de 2014 trará para o mercado de consumo de evento ao vivo a partir da melhoria dos estádios.

Talvez somente daqui a três anos os clubes comecem a perceber o “grande” negócio que fizeram com o contrato de TV. E, aí, talvez seja tarde demais para voltarmos ao óbvio…

FontE: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/11/08/o-grande-negocio-dos-clubes-com-o-contrato-de-tv/

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Nova dimensão das receitas no futebol


Por Amir Sommoggi

No meu último texto, escrevi que retornaria a falar sobre o desenvolvimento comercial do futebol europeu e como as fontes de receitas dos clubes ganharam novas dimensões. Esse será o caminho a ser trilhado pelos nossos clubes e a razão para a discrepância dos valores elevados gerados pelos gigantes europeus, em relação ao produzido atualmente pelos clubes brasileiros.

O segredo do sucesso do futebol europeu foi uma melhora contundente do conteúdo dos projetos de marketing e comunicação dos clubes. Os projetos com os estádios e a exploração da marca e mídia possuem um alto grau de criatividade e eficiência comercial. 

Essa visão foi aplicada com êxito na Europa e deve servir de modelo para evoluirmos no processo de geração de receitas dos clubes brasileiros. As receitas dos clubes brasileiros devem passar por um amplo projeto de expansão, saindo da dependência de poucas fontes de recursos para uma diversificação ampla, com o estádio, marketing e mídia.

As novas dimensões das fontes de receitas para os clubes brasileiros

Patrocínios: são incorporados a uma visão mais abrangente, como receitas de marketing, que incluem muitas ações, além da venda das cotas de patrocínio, com dezenas de marcas parceiras, grande parte sem aparecer nos uniformes dos times. Essa fonte de receitas é alavancada pelas verbas de ativação das marcas patrocinadoras. Além do patrocínio, outras receitas importantes são o licenciamento, franquias, ações constantes com o torcedor, ações com empresas, ações promocionais e marketing experiencial.

Bilheteria: Ganha uma nova importância, dentro de um contexto do estádio, que incorpora a visão das receitas do dia do jogo, como consumo em bares, restaurantes, camarotes, lojas e inúmeras ações nos estádios e outras ações em dias sem partidas e em explorações comerciais das mais variadas.

Direitos de TV: são incorporados às receitas de mídia, que incluem receitas publicitárias e promocionais do site oficial, Facebook, Twitter, além de inúmeras receitas de e-commerce que podem ser desenvolvidas. Há ainda projetos em diferentes plataformas que apresentarão um crescimento acentuado nos próximos anos.

Sócios do futebol - Tornam-se essenciais para os projetos de marketing: são os heavy users. Devem ser tratados de forma diferenciada e serem vistos muito além da mensalidade paga, com inúmeras ações promocionais e comerciais, que rentabilizem essa relação. O potencial é que as receitas geradas com o sócio-torcedor possam dobrar com essas ativações.

Comparando as receitas dos maiores clubes brasileiros com os maiores europeus, fica claro o grau de amadurecimento da Europa. Por outro lado, o Velho Continente vive uma crise financeira difícil, sem precedentes. 

Esse ambiente permite uma melhora nos projetos de marketing dos clubes brasileiros, para que atraiam mais empresas patrocinadoras globais e novos investidores. 

Há espaço para as receitas de marketing, mídia e estádios de nossos clubes crescerem muito em uma nova dimensão mercadológica. 

E a perspectiva com a Copa de 2014 é extremamente positiva, o que torna esse momento atual fundamental para esse processo de mudanças. 

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/ponto_de_vista/2012/09/19/Nova-dimensao-das-receitas-no-futebol

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Skate vira negócio na mão de praticantes


Por Gisele Tanamar

A prática de esporte na infância como brincadeira, o aperfeiçoamento das manobras na adolescência e o sucesso nos negócios na fase adulta. Este é o caminho trilhado por muitos empreendedores que atuam no segmento de skate no Brasil. Os empresários desse setor também têm um perfil semelhante: boa parte deles transformou a forte ligação emocional com as pranchas deslizantes e o prazer pelo esporte em uma forma de ganhar dinheiro.

Com conhecimento no assunto, eles ajudam a movimentar um mercado de R$ 500 milhões ao ano, segundo estimativa da Confederação Brasileira de Skate (CBSk). "Todas as empresas de sucesso têm um skatista na direção ou na gerência de alguma área. Os aventureiros não deram certo pela dificuldade do mercado concorrido com um público consumidor bem informado", destaca o vice-presidente da confederação, Edson Scander, 45 anos.

O empresário George Rotatori, 47 anos, é um empreendedor fascinado pelo skate. Em 1984, antes mesmo de entrar na Faculdade de Arquitetura, ele construiu uma mini rampa no quintal de casa para fazer algumas manobras. "Foi por impulso, uma primeira manifestação que futuramente teria uma importância grande para o conceito da empresa", lembra.

Depois de competir profissionalmente e terminar a graduação, Rotatori abriu uma empresa para montar, projetar, construir, vender e alugar pistas. O negócio, batizado com o seu sobrenome, alcançou boa saúde financeira e registrou faturamento de R$ 600 mil em 2011. O empresário também é responsável pela montagem da MegaRampa no Brasil, estrutura com 110 metros de extensão e plataforma de descida de 27 metros de altura. "Não tenho vergonha de falar que não tenho coragem de andar nela", revela.

Para os empresários dispostos a entrar no mercado, Rotatori alerta para o cuidado de não confundir crescimento com inchaço, principalmente com desperdício na contratação de pessoal e aquisição de máquinas e ferramentas.

O skatista Rafael Narciso, 32 anos, também prospera na área. Depois de criar a marca de roupas Latex, que durou quatro anos, ele lançou uma nova marca de tênis em agosto de 2008, a Öus. "A produção nacional era considerada de segunda linha e queríamos mudar essa imagem", diz Narciso, que competiu profissionalmente até os 19 anos.

A preocupação de criar modelos para atender às necessidades dos praticantes fez com que a marca convidasse skatistas profissionais para ajudar no desenvolvimento da linha de produtos. Os modelos especiais são projetados com o objetivo de unir conforto e resistência. As palmilhas têm alto poder de absorção e não deformam. O forro do tecido é feito de material de banco de automóvel - projetado para ser duradouro e não criar mau cheiro.

Os calçados estão à venda em 60 cidades do Brasil, na internet e também são exportados para Noruega e Chile. Só em 2011, a empresa faturou R$ 4 milhões. "O skate tem uma comunidade grande, formada por pessoas com forte ligação com a cultura de rua. Tentamos levar isso para nossa marca", relata Narciso, que abriu a empresa junto com o irmão Bruno.

Peças. A história de empreendedorismo de Sergio Bellinetti, 47 anos, começou diante da necessidade de fazer bons equipamentos para praticar o esporte. "Quase não tinha indústria. Então, fazíamos um 'cemitério' de peças e montávamos nossos equipamentos", conta. A prática se profissionalizou em 1985, quando ele fundou a Vertex para fabricar eixos do skate.

A sociedade durou quatro anos e Bellinetti resolveu abrir outra empresa sozinho. "Abri a Crail 15 dias depois do Plano Collor. Trabalhava sozinho no fundo da casa do meu pai. Foi nessa crise total que nasceu a empresa", relata.

Durante três anos, o empresário fez dupla jornada. De dia, trabalhava na área de vendas de uma empresa de telecomunicações e à noite se dedicava à Crail. Quando teve a oportunidade de assumir um cargo de gerência, resolveu escolher o que mais gostava: o skate. "Sempre fui um skatista mediano, mas sempre apaixonado. O skate mexe com a sua emoção, socializa, dá a sensação de liberdade, é um integrador", opina.

Hoje, a empresa tem 30 funcionários e três marcas próprias: Crail (eixos de skate), Agacê (shapes importados) e Moog (amortecedores), além de atuar como distribuidora de produtos licenciados.

"Brasileiro é muito seduzido por tudo o que é estrangeiro. Para brigar com as grifes de fora, tenho a meu favor a história da marca, foco no produto e na qualidade e a capacitação dos funcionários", diz Bellinetti.

Para acertar

Especialista

A empresa deve ter um skatista ou ex-praticante na operação. O profissional ajuda a entender as características do mercado.

Divulgação

Patrocine atletas e eventos. A prática ajuda na divulgação da marca e a empresa tende a ficar melhor posicionada no mercado.

Transparência

Skatista é um consumidor exigente e informado. Ele sabe o valor dos produtos estrangeiros e faz comparações.

Atendimento

Os praticantes querem ser atendidos por profissionais que entendam do assunto e dos produtos. Treinar funcionários é essencial.

Fonte: http://estadao.br.msn.com/economia/skate-vira-neg%C3%B3cio-na-m%C3%A3o-de-praticantes