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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bernardinho: Sucesso é alguma coisa entre talento e determinação


Técnico campeão olímpico em Atenas-2004 deu palestra no seminário ‘2016 e o salto do esporte brasileiro’

Por MARCELO ALVES

RIO - Técnico campeão em Atenas-2004 e duas vezes vice-campeão olímpico em Pequim-2008 e Londres-2012, Bernardinho tentou explicar nesta segunda-feira um pouco do segredo do sucesso do vôlei brasileiro nos Jogos Olímpicos. Numa palestra cheia de frases de efeito que divertiu o público durante o seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro”, o treinador da seleção masculina de vôlei disse que para obter sucesso no esporte é preciso ter não apenas talento, mas também determinação.
Formar um time e evitar a vaidade dos atletas são outros pontos listados pelo técnico para que o Brasil se mantenha no topo.
- Não sei o segredo do sucesso, mas ele está em alguma coisa entre uma dose de talento e determinação. O que motiva é a necessidade e a paixão. O segredo do sucesso de qualquer instituição depende antes de tudo do questionamento – afirmou o técnico no painel “O exemplo do vôlei. Presença constante nos pódios olímpicos e mundiais”.
Repetindo constantemente na necessidade de buscar o por quê de tudo para se atingir o objetivo, Bernardinho disse ser um eterno inconformado e cobrou investimentos na base para que o Brasil possa formar talentos. E disse como o vôlei chegou ao topo a partir dos anos 80 com a geração de prata.
- Conseguimos profissionalizar o sistema, houve investimento na base e intercâmbio com grandes forças. Nos anos 70, os japoneses nos ajudavam, depois fomos até a cortina de ferro para sorver (conhecimento). Esses pontos foram divisores de água naquele momento para que pudéssemos chegar em finais de mundial e olímpicas. E isso gerou a formação de ídolos, que gera interesse de jovens e a ampliação do número de praticantes. Desde 84, com exceção de 88, o Brasil tem marcado presença nos pódios olímpicos. Muitas vezes em ambos os naipes (masculino e feminino).
Ao se definir não como um treinador, mas como um “provedor de zonas de desconforto”, Bernardinho definiu o seu método para se manter no topo.
- Conversei com o Arthur Zanetti (campeão olímpico nas argolas), mandei uma carta para ele dizendo que agora eu iria começar a monitorá-lo para ver se ele vai manter o foco. Será que ele estará disposto a continuar a pagar o preço necessário para chegar lá. Não sou mais um treinador, mas um provedor de zonas de desconforto. Para que eles (os confortáveis) possam se sentir confortáveis na hora da pressão.
E alertou que a pressão no Rio será ainda maior:
- Teremos o apoio, mas também a pressão. É grande a possibilidade de dispersão do foco. Será uma mídia numerosíssima e a possibilidade de dispersão é enorme.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/bernardinho-sucesso-alguma-coisa-entre-talento-determinacao-6908284#ixzz2E0zuCBEX 

Rubén Magnano defende a massificação do esporte para a evolução do basquete brasileiro


Técnico argentino falou das dificuldades que encontrou no início do trabalho com seleção masculina de basquete

Por MARCELO ALVES

RIO – O técnico da seleção brasileira masculina de basquete, Ruben Magnano, defendeu nesta segunda-feira a massificação do esporte para que o país possa evoluir e se transformar numa potência olímpica. Durante o seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro”, o treinador argentino lembrou as dificuldades que teve ao chegar para formar uma equipe que depois de 16 anos voltou a realizar o sonho de disputar uma Olímpiada. Em Londres, o basquete masculino ficou em quinto lugar.
- O maior trabalho que tivemos foi recuperar a credibilidade não apenas dos jogadores, mas entre os treinadores e os basqueteiros, as pessoas que amam o basquete. O Brasil tem uma história muito rica no esporte e não podemos esquecer isso. Minha estratégia era recuperar o comprometimento e foi isso que permitiu transformar o nosso sonho olímpico em uma realidade – disse o treinador durante o painel “O novo basquete Brasil e o retorno ao cenário olímpico”.
Magnano lembrou que era necessário formar uma equipe coesa e unida e o basquete conseguiu isso, tendo sido um exemplo de união na Vila Olímpica de Londres, se comportando como uma verdadeira equipe. Ele disse que a seleção não poderia abrir mão de talentos como Nenê, Leandrinho e Anderson Varejão, nomes que não participaram da campanha do pré-olímpico de Mar del Plata, na Argentina, mas viajaram para Londres. Mas deixou claro, que ninguém poderia se colocar acima da seleção.
O treinador disse ainda que foi necessário mudar um paradigma do basquete brasileiro de jogar demais com arremesso de três pontos.
- Isso não foi fácil. Se dizia, o Brasil só joga com arremesso de três pontos. O Brasil tem que jogar com arremesso de três pontos, de dois pontos, defendendo solidariamente, com comprometimento e sabendo que ninguém, nenhum nome próprio, está por cima do basquete do Brasil. Todos nós estamos abaixo do Brasil. Tivemos coisas positivas, negativas, mas fundamentalmente criamos um laço de comprometimento para que o Brasil recupere ainda mais respeito.
Para Magnano, a liga brasileira tem potencial para se transformar numa das melhores da América e, assim como Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, é preciso massificar o esporte.
- Gostaria de ter muito mais meninos jogando basquete. Gostaria de ver muitos garotos envolvidos com o basquete de maneira apaixonada. O dinheiro não é garantia de êxito, a soma de talentos de uma equipe não é garantia de êxito. Depois dos Estados Unidos, o Brasil tem tudo para ser o (principal) país na América. É preciso estar presente em diferentes segmentos de competição esportiva. Estaduais, colegiais, intercolegiais, jogos de base, a liga. Precisamos trabalhar ainda muito mais nessa recuperação (do basquete) – afirmou.
Magnano defendeu ainda o intercâmbio e a troca de informações entre treinadores no Brasil.
- Anualmente, na preparação da seleção do Brasil, abro as portas para todos os treinadores do país, inclusive, estrangeiros, para participar dos treinos. Sabe quantos foram no primeiro ano. Um. No último ano fiquei até feliz, pois foram oito. Se não acreditarmos no aperfeiçoamento e na continuação do aprendizado é difícil.
O técnico da seleção disse ainda que não quer pensar apenas nos Jogos de 2016, mas sim em deixar um legado para o basquete brasileiro.
- Não quero ficar pensando somente em 2016. Normalmente, em quatro anos você forma um atleta. Minha ideia é deixar alguma estrutura para que o basquete do Brasil fique num patamar importante no mundo para poder pegar uma situação favorável em qualquer momento.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ruben-magnano-defende-massificacao-do-esporte-para-evolucao-do-basquete-brasileiro-6909507#ixzz2E0zaAXyq 

Torben revela preocupação com a vela brasileira e a Baia de Guanabara


Bicampeão olímpico chegou atrasado ao seminário por conta de saco que plástico ficou preso no leme do barco

Por MARCELO ALVES

RIO – Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004, o velejador Torben Grael revelou nesta segunda-feira a sua preocupação com o futuro do esporte e a raia que o Rio de Janeiro pretende usar nos Jogos Olímpicos de 2016.
Torben chegou atrasado no seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro” realizado em um hotel em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, porque um saco plástico ficou preso no leme do barco em que velejava na Baía de Guanabara. O iatista viu a situação como um sinal de alerta para 2016.
- A Marina da Glória continua hoje no mesmo estágio de antes. Essas coisas preocupam a gente. O que aconteceu comigo hoje acontece na competição. Tem um monte de coisa flutuando na Baía de Guanabara, para não dizer outras coisas. Aquilo (o saco plástico) prende e acaba com a performance do barco. Você tem que parar o barco para tirar aquilo e isso pode definir o vencedor de uma competição. Em nível local, isso não é muito importante, mas se acontecer nos Jogos será desagradável - afirmou.
O painel era para o iatista falar sobre o sucesso olímpico da vela. Mas ao contrário disso, Torben preferiu focar nos problemas do presente e do futuro.
- Se os Jogos fossem hoje, (a Baía de Guanabara) seria, com certeza, o local mais poluído da história dos Jogos. Tem um programa de despoluição da Baía que em 20 anos não conseguiu (despoluir). A tarefa agora não será fácil – disse Torben, afirmando que no Pan de 2007 foi adotada uma solução paliativa para diminuir a emissão de poluição no local.
Ao lembrar do passado, Torben preferiu comparar com o presente e lembrou que os seus filhos hoje têm mais dificuldades para velejar do que ele tinha há 20 anos.
- É uma vergonha que um esporte com os resultados que tem a vela (é o segundo maior medalhista atrás do judô), hoje seja muito mais difícil para os meus filhos fazerem uma campanha olímpica do que foi para mim. Ele (o presidente do COB) acha que não, mas para mim é mais difícil, pois temos as mesmas condições que eu tive e lá fora o pessoal foi para frente. Ou seja, o que era difícil para mim, para eles passou a ser mais.
Torben também lamentou a diminuição do número de pessoas velejando no país. Ele lembra que quando ele começou precisava disputar uma seletiva regional para competir no Campeonato Brasileiro contra mais de 200 barcos.
- Eram 30 barcos do Rio de Janeiro, hoje não tem 30 barcos para o Brasileiro.
E defendeu que os maiores incentivos sejam voltados para os esportes olímpicos
- Temos várias competições que eu não sei se deveriam estar debaixo do guarda chuva da lei de incentivo como o UFC, rampa de skate, uma série de coisas que tem gente pagando ingresso, televisão. Ela devia ficar mais direcionada aos esportes olímpicos. Li uma estatística que o time inglês gastou menos recursos do que nós gastamos no último quadriênio, o que não faz sentido ao ver o resultado deles e o nosso (em Londres) – concluiu.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/torben-revela-preocupacao-com-vela-brasileira-a-baia-de-guanabara-6909970#ixzz2E0zDF1ah 

Aldo vê Copa e Olímpiadas como oportunidade de aperfeiçoar as instituições esportivas


Ministro do Esporte afirma que competições vão gerar 3,6 milhões de empregos

Por MARCELO ALVES

RIO – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta segunda-feira que a realização de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil são uma oportunidade de o país aperfeiçoar as instituições esportivas. Durante a abertura do seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro”, Aldo disse ainda que os Jogos serão importantes para o Brasil “melhorar no que somos bons e superar as deficiências”.
- Temos o desafio de aperfeiçoarmos as nossas instituições no esporte, melhorarmos a gestão, a profissionalização do esporte no Brasil. Criarmos regras estáveis nos clubes e nas entidades de representação do esporte. Em muitas instituições não há limite no número de mandatos que cada dirigente pode ocupar, há insegurança institucional de governança jurídica que afastam patrocinadores, investidores. Algumas instituições vivem ainda sob intervenção, outras têm eleições contestadas na Justiça, outras ainda usam o método de alterar os próprios estatutos para favorecer dirigentes que querem continuar no poder nos clubes ou entidades – disse Aldo.
Durante o painel, “A grande oportunidade de transformação do cenário esportivo nacional”, Aldo disse ainda a Copa e as Olimpíadas vão abrir um horizonte para mudar o panorama da prática esportiva no país.
- Hoje o Brasil é uma potencia no esporte. Ganhou cinco vezes a Copa do Mundo, aqui temos a evidência maior do vôlei, onde o Brasil tem alcançado posições importantes nas competições internacionais como as Olimpíadas dando a esse esporte um ssentido de permanência e continuidade com uma administração que tem se mostrado eficiente e gerando novos talentos. No atletismo precisamos recuperar a fase que o nosso Agberto (Guimarães, presente no seminário), brilhava nas pistas. No boxe conseguimos uma presença com medalhas em Londres, no judô alcançamos um nível compatível com o melhor judô do mundo, mas ainda estamos distantes daquilo que almejamos e temos condições nos esportes olímpicos. E em 2016 esse é também um dos desafios.
Aldo disse ainda que a Copa e as Olimpíadas vão gerar 3,6 milhões de empregos.
- Para cada dólar investido pelo poder público, US$ 3,4 serão investidos pelo setor privado. No que consiste o plano de nacionalização, vão gerar para todo o país a infraestrutura para a prática do esporte. Tanto no futebol quanto nas demais modalidades.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/aldo-ve-copa-olimpiadas-como-oportunidade-de-aperfeicoar-as-instituicoes-esportivas-6907819#ixzz2E0yp0voF 

CO-Rio quer que os Jogos retratem a alegria do povo brasileiro


Agberto Guimarães acredita em maior número de atletas e ingressos na Rio-2016

Por MARCELO ALVES

RIO – Os Jogos Olímpicos de 2016 devem retratar a alegria do povo brasileiro. Este é um dos objetivos do Comitê Organizador Rio-2016 (CO-Rio), que planeja deixar um legado esportivo para o país após a realização do evento daqui a quatro anos. Durante o seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro”, Agberto Guimarães, do CO-Rio, disse que a cidade vai organizar uma edição que contará com cerca de 11 mil atletas competindo em 41 modalidades de 28 esportes diferentes.
- Queremos que os Jogos do Rio sejam memoráveis e que retratem a alegria do brasileiro e do carioca. Vamos usar esse momento para que possamos em cada um dos eventos promover uma apresentação diferenciada dos esportes – afirmou Guimarães, durante o painel “A preparação dos Jogos e o legado esportivo”.
O Rioterá como novidades nas Olimpíadas a volta do rúgbi e do golfe. Por isso, Agberto acredita que o número de participantes será maior em 2016, assim como o de ingressos vendidos. Em Londres-2012 foram 8,8 milhões de entradas.
O CO-Rio também planeja que os equipamentos olímpicos fiquem como legado para a população e para grandes eventos após a realização dos Jogos.
- A intenção é que em Deodoro fique um legado para a prática esportiva e seja também um parque comunitário. O Centro de tênis ficará como legado para o futuro. A quadra central será mantida para grandes eventos no Rio e no Brasil. Teremos um centro de referência, onde faremos uma parceria com a Federação Internacional de tênis para ajudar na administração e prospecção e desenvolvimento de novos atletas.


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domingo, 25 de novembro de 2012

‘2016 e o salto do esporte brasileiro’ é tema de seminário em Ipanema


Abertura do evento será feita pelo ministro do Esporte Aldo Rabelo

Por CARLA ROCHA

RIO - Os destinos do esporte brasileiro serão discutidos no segundo seminário do projeto “2016 é agora”, que acontecerá na próxima segunda-feira, dia 3 de dezembro, no Hotel Caesar Park, em Ipanema, a partir das 9h. O principal tema do evento será “2016 e o salto do esporte brasileiro”. As inscrições estão abertas até 29 de novembro pelo telefone (21) 2227-8664. A iniciativa é dos jornais O GLOBO e “Extra”.
A mediação do debate ficará sob o comando do jornalista da TV Globo, Márcio Gomes. O seminário, aberto ao público, terá a participação de gestores da área esportiva e de atletas renomados. A cobertura jornalística estará disponível na página sobre os Jogos de 2016 no site do GLOBO. O patrocínio é da empresa GVT e do Bradesco.
O evento terá vários painéis e a abertura será feita pelo ministro do Esporte, Aldo Rabelo. Ele falará, a partir das 9h, sobre o primeiro tema da mesa, “A grande oportunidade de transformação no cenário esportivo nacional”.
Às 9h40m, será debatida “A preparação dos Jogos e o legado esportivo”. Às 10h20m, “O exemplo do vôlei” será o tema de Bernardo Rocha de Rezende, Bernardinho, técnico da seleção de vôlei masculino, presença constante nos pódios olímpicos e mundiais. Às 11h, será realizado o painel “O novo basquete Brasil e o retorno ao cenário olímpico”. O último painel “O sucesso olímpico da vela”, acontece às 11h40m e será apresentado pelo iatista e maior medalhista olímpico do Brasil, Torben Grael. Às 12h20m, o seminário é aberto para perguntas e debates.


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