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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aldo vê Copa e Olímpiadas como oportunidade de aperfeiçoar as instituições esportivas


Ministro do Esporte afirma que competições vão gerar 3,6 milhões de empregos

Por MARCELO ALVES

RIO – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta segunda-feira que a realização de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil são uma oportunidade de o país aperfeiçoar as instituições esportivas. Durante a abertura do seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro”, Aldo disse ainda que os Jogos serão importantes para o Brasil “melhorar no que somos bons e superar as deficiências”.
- Temos o desafio de aperfeiçoarmos as nossas instituições no esporte, melhorarmos a gestão, a profissionalização do esporte no Brasil. Criarmos regras estáveis nos clubes e nas entidades de representação do esporte. Em muitas instituições não há limite no número de mandatos que cada dirigente pode ocupar, há insegurança institucional de governança jurídica que afastam patrocinadores, investidores. Algumas instituições vivem ainda sob intervenção, outras têm eleições contestadas na Justiça, outras ainda usam o método de alterar os próprios estatutos para favorecer dirigentes que querem continuar no poder nos clubes ou entidades – disse Aldo.
Durante o painel, “A grande oportunidade de transformação do cenário esportivo nacional”, Aldo disse ainda a Copa e as Olimpíadas vão abrir um horizonte para mudar o panorama da prática esportiva no país.
- Hoje o Brasil é uma potencia no esporte. Ganhou cinco vezes a Copa do Mundo, aqui temos a evidência maior do vôlei, onde o Brasil tem alcançado posições importantes nas competições internacionais como as Olimpíadas dando a esse esporte um ssentido de permanência e continuidade com uma administração que tem se mostrado eficiente e gerando novos talentos. No atletismo precisamos recuperar a fase que o nosso Agberto (Guimarães, presente no seminário), brilhava nas pistas. No boxe conseguimos uma presença com medalhas em Londres, no judô alcançamos um nível compatível com o melhor judô do mundo, mas ainda estamos distantes daquilo que almejamos e temos condições nos esportes olímpicos. E em 2016 esse é também um dos desafios.
Aldo disse ainda que a Copa e as Olimpíadas vão gerar 3,6 milhões de empregos.
- Para cada dólar investido pelo poder público, US$ 3,4 serão investidos pelo setor privado. No que consiste o plano de nacionalização, vão gerar para todo o país a infraestrutura para a prática do esporte. Tanto no futebol quanto nas demais modalidades.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/aldo-ve-copa-olimpiadas-como-oportunidade-de-aperfeicoar-as-instituicoes-esportivas-6907819#ixzz2E0yp0voF 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Brasil perdeu oportunidade de organizar melhor a Copa, diz Paes


Para prefeito do Rio, culpa do mau desempenho é ‘coletiva’, de todos os níveis de governo

Por TATIANA FARAH

SÃO PAULO - O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), criticou hoje o trabalho dos organizadores da Copa do Mundo de 2014. Durante discurso a profissionais dos meios de imprensa reunidos na Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol), em São Paulo, Paes avisou que seria "politicamente incorreto" e disse que o país "já perdeu uma oportunidade" de ter um bom desempenho ante a opinião internacional.
- Ou o Brasil se apercebe de que esses eventos são uma chance fantástica de catalisar, juntar esforços, de se erguer de forma distinta, ou a gente vai ter perdido a oportunidade de aproveitar esse calendário especial que nós temos. Vou ser mais politicamente incorreto aqui, eu ousaria dizer que, no caso da Copa do Mundo, o Brasil de certa forma já perdeu essa oportunidade - disse o prefeito.
Pouco depois, questionado em entrevista coletiva sobre o assunto, Paes reafirmou que o Brasil errou no planejamento da Copa.
- Não é que perdeu (a oportunidade), mas tem um aspecto desse processo todo que é a coisa do planejamento, de mostrar que tem organização, e aí eu diria que é uma culpa coletiva, de todos os níveis de governo. Não para dizer: o governo federal errou nisso.
Sem falar que as obras da Copa estão atrasadas, Paes disse que o país precisa aproveitar os eventos esportivos para "passar essa mensagem para o mundo de que nós conseguimos planejar e entregar as coisas no prazo":
- Essa coisa dos prazos respeitados, de menos confusão, isso obviamente vai passando uma impressão, uma mensagem de que o Brasil se planeja. Isso é que é importante passar.
Pacificação
Paes comemorou, porém, a ocupação dos Complexos de Manguinhos e do Jacarezinho e disse que a prefeitura deve investir em ações nas duas áreas.
- É uma alegria para a cidade você ter os territórios retomados, o Estado em seu sentido mais amplo passa a voltar a ter presença e agora, depois dessa retomada, a Prefeitura vai intensificar suas ações nessas duas áreas.
Segundo ele, a administração vai "intensificar a prestação de serviços":
- Tem uma comunidade, que é Manguinhos, que já vinha com mais obra de infraestrutura. Jacarezinho é uma situação mais complicada, apesar de a prefeitura já ter feito muitas coisas lá, mas é mais complicada e tem de olhar com mais atenção. Os serviços da prefeitura vão ser facilitados e intensificados a partir da pacificação dessas comunidades.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/brasil-perdeu-oportunidade-de-organizar-melhor-copa-diz-paes-6396802#ixzz29NBeRX5W 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

ESPECIALISTA EM DESENVOLVIMENTO URBANO DESTACA QUESTÕES ESSENCIAIS PARA QUE CIDADES APROVEITEM OS EFEITOS DA COPA


Pablo Vaggione compara Mundial a uma “vitamina” e acredita que sedes de 2014 sabem que impulso gerado pelo evento pode ter efeito duradouro

Por Gabriel Fialho

A oportunidade de sediar a Copa do Mundo pode ser uma grande “vitamina” para impulsionar um novo espaço urbano nas cidades brasileiras que receberão as partidas do Mundial. Tal fortificante pode ser tomado durante um mês, período do evento, ou por vários anos. Quem faz o diagnóstico é o arquiteto, especialista em desenvolvimento urbano, Pablo Vaggione, também membro da Organização das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (UN-Habitat).

Convidado do seminário “Copa 2014: Oportunidades para a sustentabilidade urbana” (confira cobertura completa), organizado pelo Ministério do Esporte em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Brasília, Vaggione fez uma análise das apresentações de 21 projetos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo no encerramento do evento. “Primeiro temos que entender que estamos diante de uma grande diversidade de cidades. Elas têm enfoques diferentes, veem a oportunidade de formas distintas, pois cada uma tem suas circunstâncias”.

Em entrevista ao Portal da Copa, ele explicou que há cidades mais interessadas em realizar projetos sistêmicos, que irão transformar boa parte da configuração e dinâmica urbanas, enquanto outras estão mais preocupadas com projetos de incremento, que irão melhorar pontualmente questões consideradas prioritárias, mas ambos podem ser igualmente importantes para as capitais. O essencial é saber “como relacionar um tipo de projeto ao outro com uma visão mais duradoura e com envolvimento da comunidade”.

Qual a diferença entre projetos de incremento e sistêmicos?
O projeto de incremento é aquele que objetiva uma pequena melhora no sistema, ou seja, fazer mais uma avenida, melhorar as linhas férreas, ou incluir mais trens. Um projeto sistêmico é aquele que tem mais perspectiva e modifica os elementos do sistema para conseguir uma solução mais duradoura. É importante deixar claro que não se trata de uma briga entre um tipo de projeto e outro. Os dois podem ser compatíveis e a aproximação dos projetos, acredito, seria muito útil para a cidade. Antes de se pensar nas definições dos projetos, há que se pensar no tipo de projeto que se quer, de incremento ou sistêmico? Um projeto de incremento tem diferença em relação ao custo, duração e impacto. O projeto sistêmico é de longo prazo, requer mais investimentos, mas também pode ter efeitos mais duradouros.

Como fazer com que a cidade tenha um projeto urbanístico que melhore a qualidade de vida da população?
Eu acredito que esse pode ser um dos principais pontos de legado da Copa do Mundo. É claro que tem que haver projetos de incremento, pois são aqueles que podem atacar pontualmente um problema, mas para realmente transformar uma cidade em uma cidade sustentável, necessitamos de um projeto sistêmico. Então, não se trata de ignorar os projetos de incremento, mas de como relacionar um tipo de projeto ao outro com uma visão mais duradoura e isso nos ajudaria rumo a uma transformação. Ainda temos dois anos para a Copa. Então, quando falamos de legado, creio que os ministérios, o BID, poderiam pensar em alguma forma de unir esses projetos de incremento para que de alguma forma sejam elementos de transformação real e de longo prazo para as cidades.

O que deve ser considerado para que haja uma continuidade das ações pós-eventos, como a Copa do Mundo?
O legado não é algo que se pensa quando termina o último jogo do Mundial. O legado pode ser pensado desde agora e pode ser construído coletivamente. A capacidade de aglutinar as pessoas, fazer com que participem, a criação de uma visão e de um entendimento de como os projetos de incremento podem de alguma forma ser simbióticos e ajudar a transformar a cidade, já é um grande legado. O legado não é um tijolo, pode ser uma forma de pensar, facilitar a colaboração, a criação de ideias em conjunto, dentro de um marco que estruture o todo. Isso é planejamento urbano.

Isso seria um eixo transversal?
Isso é uma forma de fazer com que todos os atores pensem transversalmente, claro, essa é uma forma de localizar as distintas relações entre os atores, para que não trabalhem isoladamente, mas em conjunto. Isso vai propiciar melhorias nos projetos, sendo mais adequados aos usuários e com melhor utilização dos recursos econômicos e naturais.

Quais aspectos devem ser levados em consideração para que os projetos sejam bem desenvolvidos e o planejamento seja bem feito?
O pensamento transversal é fundamental. As cidades têm que entender que antecipar o futuro ajuda a melhorar o presente. Um gestor que consegue com que a sua comunidade pense em conjunto no futuro terá mais condições para entender quais os pequenos passos deve dar no dia a dia para ir caminhando em linha reta rumo a esse futuro e não dando voltas, o que seria uma perda de tempo e recursos, que somente geraria conflito.

As cidades-sede brasileiras estão preparadas para aproveitar a “vitamina” que é o Mundial?
Eu acredito que as cidades sabem que a Copa do Mundo é uma vitamina e as cidades sabem que essa vitamina pode ser tomada por apenas um mês ou por vários meses. Creio que elas entendem que o objetivo não é tomar a vitamina por apenas um mês, mas ter a oportunidade de tomá-la continuamente. E como se consegue isso? Com planejamento, com parcerias, intercâmbio de ideias entre as cidades e acho que elas estão preparadas para estender os benefícios da Copa para além do próprio evento em si.

Fonte: http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/especialista-em-desenvolvimento-urbano-destaca-questoes-essenciais-para-que-cidades

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Com poucos inscritos, Manaus é oportunidade para voluntários


Cenário já havia sido revelado há mais de um ano, em evento do Portal 2014

Dos mais de 75 mil inscritos para o programa de voluntários da Copa até aqui, apenas 2,2% dos candidatos são de Manaus. O número preocupou o coordenador da Unidade Gestora da Copa, Miguel Capobiango, que, em entrevista ao portal local "A Crítica", conclamou os manauaras a se cadastrarem no site da Fifa.  

"Não queremos que o Amazonas fique para trás. Queremos que o número de inscrições cresça aqui", afirmou. Até agora, segundo ele, pouco mais de 1,7 mil manauaras ou pessoas disponíveis para trabalhar em Manaus durante a Copa se cadastraram. 

O alerta de que a cidade teria problemas nesse sentido, porém, já havia sido dado em abril de 2011, durante evento realizado na cidade pelo Portal 2014 e pelo Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia). Na ocasião, a então secretária de Juventude, Desporto e Lazer (Sejel) do estado do Amazonas, Waldívia Alencar, sugeriu que as inscrições abrissem o quanto antes na capital amazonense. 

"Onde vamos achar duas mil pessoas qualificadas e que possam destinar parte de seu tempo para a Copa?", indagou a secretária, à época. A situação de Manaus é ainda mais preocupante se for considerada a distância até outras cidades-sede da Copa, que é de pelo menos três horas viajando de avião, casos de Brasília e Fortaleza.

Para o diretor de marketing do Portal 2014, Rodrigo Prada, o problema é visto como uma grande oportunidade para aqueles que sonham em ser voluntários da Copa e moram em um centro mais concorrido. "Recebemos, diariamente, centenas de emails de estudantes que querem participar desse megaevento. Manaus pode ser a grande chance destes candidatos".

Lembrando que o custo com hospedagem e deslocamento até a cidade-sede é de inteira responsabilidade do candidato, esclarece Prada. "A entidade só custeia a alimentação e o deslocamento hotel-estádio." 

Sem participação na Copa das Confederações em 2013, Manaus terá quatro partidas no Mundial de 2014. nos dias 14, 18, 22 e 25 de junho. 

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10601/COM+POUCOS+INSCRITOS+MANAUS+E+OPORTUNIDADE+PARA+VOLUNTARIOS.html

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Oportunidade única para incrementar setor turístico

Executiva de agência inglesa diz que segredo é planejar além de evento

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - O Rio também está interessado em saber como foi organizada a recepção aos turistas. A Embratur fechou parceria com a Visit Britain, agência de fomento ao turismo na Grã- Bretanha, para trocar informações. Um relatório será apresentado, no fim de agosto, a operadoras de turismo que operam no mercado brasileiro. Desde que venceu a disputa pelos Jogos, Londres viu sua oferta de quartos saltar de 120 mil para 140 mil, mas as Olimpíadas não lotaram a cidade.
— Nossa ocupação da rede hoteleira é de 80%, o que corresponde à média histórica para este período do ano em Londres. Nosso foco é usar os Jogos Olímpicos para manter a cidade em alta como opção nos principais mercados turísticos após o evento — disse a inglesa Sandie Dawe, executiva-chefe do Visit Britain .
Ela sugere aos brasileiros que pensem no futuro:
— Quando a data dos Jogos se aproximar, é preciso haver um plano para os 18 meses seguintes. Além da mídia, usamos as redes sociais. Em quatro horas, mais de cem mil pessoas “curtiram” na rede as imagens que divulgamos da abertura do evento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/oportunidade-unica-para-incrementar-setor-turistico-5638844#ixzz23kxG4UZf 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Rio-2016 é uma oportunidade de investir no desenvolvimento


Segundo o governo brasileiro, os investimentos em infraestrutura devem representar um enorme retorno econômico ao país

Londres - Os Jogos Olímpicos do Rio-2016 representam uma oportunidade para investir no desenvolvimento do Brasil, afirmou nesta segunda-feira o secretário executivo do ministério dos Esportes, Luis Fernandes, um dia depois de o Rio de Janeiro receber a bandeira olímpica de Londres-2012.

"Somos um país em desenvolvimento. A Copa do Mundo (de 2014) e os Jogos Olímpicos são uma oportunidade para investir de maneira maciça e intensa no desenvolvimento econômico nacional, com investimentos em infraestrutura que provavelmente aconteceriam de todos os modos, mas em 10, 15 ou 20 anos", declarou em uma entrevista coletiva.

"O retorno econômico para o país é gigantesco. São infraestruturas que vão aumentar o desenvolvimento do país por mais de uma geração", completou.

Apenas a Copa representará, segundo Fernandes, 14 bilhões de dólares de investimentos diretos em infraestrutura, grande parte dos quais serão utilizados posteriormente para o evento olímpico.

Fernandes considera uma "oportunidade histórica" ter os dois grandes eventos esportivos em sequência no Brasil.

Além do legado material, que também deixará um centro de controle de segurança, o governo brasileiro espera que especialmente os Jogos Olímpicos deixem ainda um legado "imaterial", como o aumento da saúde preventiva com a prática do esporte ou o melhor aproveitamento do esporte no sistema educacional.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recebeu no domingo das mãos do prefeito de Londres, Boris Johnson, a bandeira olímpica durante a cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres, que também marcou o início da contagem regressiva para o Rio-2016, os primeiros da história em uma cidade da América do Sul.

Organizar o evento olímpico representa um enorme desafio para uma cidade que tem grandes problemas de transporte e de violência, além de serviços deficientes, mas o Rio de Janeiro se declara confiante a superar o desafio.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/rio-2016-e-uma-oportunidade-de-investir-no-desenvolvimento