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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Aldo defende limite de mandatos em confederações


O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu nesta sexta-feira que haja um limite de apenas uma reeleição para a presidências da confederações nacionais das modalidades esportivas. De acordo com ele, a alternância de poder será saudável para o desenvolvimento do esporte no País.
"Defendo que sejam dois mandatos consecutivos. Sem direito a uma terceira eleição ou uma segunda reeleição. Por que procuramos esses critério? A democracia estabelece que tudo tem um limite. O tempo do mandato também estabelece compromisso, porque você não terá a vida inteira para fazer alguma coisa, você tem de se programar para realizar um programa, uma plataforma dentro de um determinado tempo", opinou o ministro do Esporte, que compareceu a São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, para acompanhar a partida entre Brasil e Rússia pela Copa Davis.

No início do clico olímpico que culminará com os Jogos do Rio-2016, o ministro defendeu maior profissionalismo das confederações. "A outra questão é a da gestão profissional, que valorizará o próprio esporte, valorizará perante os patrocinadores. Aumentará a confiança de patrocinadores e sócios na gestão e, portanto, não se ficará exposta a uma marca ou a uma gestão temerária", ressaltou ele, um dia depois de lançar o programa Brasil Medalhas 2016, que pretende dar uma bolsa mensal de R$ 15 mil até os Jogos do Rio a cerca de 200 atletas brasileiros classificados entre os 20 melhores do mundo em suas categorias.

Fonte: http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/aldo-defende-limite-de-mandatos-em-confederacoes-20120914.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Após anunciar dinheiro para atletas, ministro fala em 'limitar' mandato de dirigentes


Por Filipe Coutinho e Flávia Foreque

Após anunciar investimentos de R$ 1 bilhão nos atletas do Rio-2016, o ministro Aldo Rebelo (Esporte) sugeriu nesta quinta-feira em "limitar" os mandatos das entidades esportivas, muitas delas controladas há mais de dez anos pelo mesmo grupo político.

Um dos objetivos do governo, dentro do "Plano Brasil Medalhas", é "apoio ao aprimoramento" da gestão das confederações. Para o ministro Aldo Rebelo, as entidades devem se "democratizar e modernizar".

"Isso significa, por exemplo, limite de tempo e números de mandatos", disse Aldo.

O ministro, contudo, não deu detalhes de quais entidades precisam se democratizar. Carlos Arthur Nuzman, por exemplo, está há 17 anos no comando do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

"Não sei se o governo precisa fazer alguma coisa. Vamos fazer, de preferência e se possível, com o apoio das entidades. Vamos mostrar que isso traz melhorias", disse.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1153138-apos-anunciar-dinheiro-para-atletas-ministro-fala-em-limitar-mandato-de-dirigentes.shtml

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Por democracia no vôlei, presidente da FIVB descarta reeleição


BRIAN HOMEWOOD - Reuters

O organismo que controla o voleibol mundial só teve dois presidentes durante os 51 primeiros anos de sua existência, por isso foi uma surpresa e tanto quando o atual mandatário disse que irá deixar o cargo após um único mandato.

Wei Jizhong disse à Reuters que irá manter sua decisão, afirmando que isso lhe dará a certeza de que as eleições deste ano serão as mais transparentes que a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) já teve.

"Tive a oportunidade de me tornar presidente e meus objetivos eram mudar a imagem da FIVB no mundo esportivo e fazer mudanças na governança interna de acordo com os seguintes quatro princípios básicos: transparência, democracia, delegação de poder e supervisão", disse ele.

"Já que não procuro me reeleger, posso organizar e supervisionar as eleições mais democráticas na história da FIVB", afirmou Wei, ex-presidente da Confederação Asiática de Voleibol e cheio de energia aos 75 anos.

A decisão de Wei é incomum entre diretores esportivos, muitos dos quais passam décadas no cargo.

Joseph Blatter terá passado 17 anos à frente da Fifa quando seu atual mandato terminar em 2015, e seu antecessor, o brasileiro João Havelange, ocupou a posição durante 24 anos.

Os precursores de Wei também estiveram na função por muito tempo. O francês Paul Libaud encabeçou a FIBV de sua fundação em 1947 até 1984, quando foi substituído pelo mexicano Ruben Acosta, que ali permaneceu por outros 24 anos.

Quando Acosta pediu para sair em 2008, apresentou Wei como seu sucessor durante o congresso da FIVB, e o chinês foi imediatamente aprovado - nenhum outro candidato sequer teve uma chance.

"Talvez ser um ex-esportista me ofereça uma perspectiva diferente", disse Wei, que jogou vôlei no time da Universidade de Nanjing.

"Queria limitar o mandato de futuros presidentes da FIVB, mas o comitê executivo não concordava com isso".

O norte-americano Doug Beal, o brasileiro Ary Graça e o australiano Chris Schacht se oferecerão para sunstituir Wei no Congresso da FIVB na Califórnia em setembro.

Os quatro anos de Wei no comando da organização incluíram uma recolocação da marca FIVB e a introdução de um fundo de desenvolvimento para ajudar o crescimento da modalidade nas categorias de base. 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,por-democracia-no-volei-presidente-da-fivb-descarta-reeleicao,904362,0.htm