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sábado, 1 de setembro de 2012

Fifa diz que melhorou o ritmo das obras nos estádios da Copa


Jerome Valcke afirmou que o trabalho está sendo feito e vê cidades-sede engajadas pelo torneio

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, elogiou hoje (30) o ritmo das obras nos estádios brasileiros. Ele reafirmou a confiança de que tudo estará pronto para a Copa de 2014. Valcke participou ontem (30) de entrevista uma no Rio de Janeiro, ao lado do presidente da CBF, José Maria Marin.

“Muito trabalho está sendo feito. Antes estava difícil e devagar, mas agora está depressa, até pela aproximação do evento. Não tem nenhum estádio que esteja na zona crítica, nenhum com sinal vermelho. Nós ainda temos que monitorar o estádio do Recife para a Copa das Confederações, mas a decisão será tomada na primeira semana de novembro”, disse o secretário-geral da Fifa, que inspecionou nesta semana as obras dos estádios de Manaus e Cuiabá.

Valcke elogiou os esforços feitos pelos municípios. “As 12 cidades-sede estão totalmente engajadas para utilizar a Copa como motivação e criar novos programas de mobilidade e possibilitar a construção de novos hotéis”.

O presidente da CBF ressaltou que o importante é o legado que a competição deixará para o país, mas ressaltou que sua maior preocupação é acertar o time da seleção brasileira. “O mundo terá oportunidade de ver que o brasileiro possui capacidade de realizar uma grande Copa do Mundo. Em relação à construção das arenas, eu sempre estive tranquilo. O que me preocupa é a construção de uma grande Seleção Brasileira”, disse Marin.
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Também presente à entrevista, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, demonstrou confiança de que os estádios e a infraestrutura de mobilidade estarão prontos até o início da competição. “Temos certeza de que todas as obras essenciais estão com um bom ritmo de andamento e estarão prontas a tempo de atender a Copa do Mundo”.

As próximas cidades-sede a serem inspecionadas pela Fifa serão Belo Horizonte e Rio de Janeiro. As visitas deverão ocorrer a cada seis semanas. Também participaram entrevista os ex-jogadores Ronaldo e Bebeto, que integram o Comitê Organizador Local da Copa de 2014.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10634/FIFA+DIZ+QUE+MELHOROU+O+RITMO+DAS+OBRAS+NOS+ESTADIOS+DA+COPA.html

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A emboscada permite mais engajamento com o público


Por Erich Beting

Ser patrocinador oficial é legal e garante diversas propriedades para uma empresa. Mas será que o investimento que é feito apenas para ter o direito de ser um patrocinador de um grande evento vale realmente o quanto se paga por ele?

Os principais patrocinadores do Comitê Olímpico Internacional aportam cerca de US$ 300 milhões por ciclo olímpico só para poderem associar suas marcas ao valiosíssimo aro olímpico. Isso lhes garante muita coisa, inclusive trancar o seu segmento de atuação para outras marcas.

Só que a vida de quem é patrocinador oficial também é dura. Qualquer ação que ele queira fazer passa, invariavelmente pelo crivo do organizador do evento. E, caso não conte com a bênção de um COI ou de uma Fifa, esse patrocinador perde a chance de fazer algo que teria um ótimo poder de sedução para o consumidor mas que fere os interesses do dono da brincadeira.

E talvez esse seja o grande aprendizado tirado aqui de Londres por algumas empresas. Afinal, os projetos “oficiais” pouco têm, de fato, de algo que seja proibido de fazer se a empresa não fosse patrocinadora dos Jogos. A P&G valorizou a mãe dos atletas; a Visa tem Usain Bolt como garoto-propaganda; o Lloyds Bank investe em projetos para formação de atletas pela Inglaterra… E por aí vai.

No fim das contas, a maior diferença para o patrocinador é poder estar presente dentro das arenas para fazer uma comunicação direta com o público que visita o Parque Olímpico. Para quem vende produtos, obviamente o resultado é melhor, já que a empresa é a única autorizada a fazer a venda direta para o consumidor.

Só que quem não é oficial dos Jogos tem a chance de expor seu conceito na mídia, nas áreas públicas de convívio das pessoas e com uma linguagem que não pode envolver apenas as nomenclaturas oficiais do evento. Com o mínimo de criatividade um trabalho espetacular e marcante pode ser feito.

“Quando pensamos em alguém com 14 a 20 anos de idade, quando você não é um patrocinador oficial, pode fazer coisas mais audaciosas que acabam motivando mais esse jovem”. A frase é de Simon Cartwright, vice-presidente da Adidas (patrocinadora oficial das Olimpíadas de 2012) e responsável pela elaboração do projeto da marca para Londres.

Geralmente, as empresas patrocinadoras oficias de um evento têm como motivo da comunicação a competição em si, pelo qual ela desembolsa milhões. As marcas que ficam à margem disso buscam o consumidor para se comunicar, tendo como mensagem subliminar o evento que todo mundo sabe que está acontecendo. E isso, no final, pode gerar um maior engajamento do público com aquela empresa.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/10/a-emboscada-permite-mais-engajamento-com-o-publico/