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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

BNDES planeja ampliar incentivo a modalidades olímpicas


Para 2013, está aprovado o financiamento da seleção brasileira de caiaque

Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar o esporte serão ampliados no próximo ano. Oriundos de renúncia fiscal, eles se destinam às modalidades de canoagem slalom, canoagem de velocidade e caiaque, visando a resultados olímpicos com as duas primeiras.

O slalom recebeu os maiores investimentos, com a construção de um centro de treinamento para a modalidade em Foz do Iguaçu, onde treina a seleção brasileira, e de onde saiu Ana Sátila, a mais jovem representante do país nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012.

“O banco começou a apoiar o esporte em 2011, quando elaborou seu regulamento de apoio a projetos esportivos. Também neste ano [2012], a partir de um estudo interno, elegeu a canoagem como modalidade que iria ajudar a desenvolver”, explicou o assessor da presidência do BNDES Gustavo Borges da Costa, responsável pela execução dos projetos na área.

Costa destaca que o objetivo é dar uma estrutura completa de apoio à modalidade e ao atleta, que recebe auxílio financeiro, suporte de equipe técnica e médica. Os treinamentos são feitos nas corredeiras, que permitem a migração para reprodução de peixes no lago da Usina de Itaipu, e são suspensos somente na época da piracema, no final do ano, quando os atletas tiram férias.

Segundo o assessor, em 2011 e 2012, o apoio ficou abaixo do montante disponibilizado pelo banco, por falta de projetos em condições de recebê-lo. “A gente depende de amadurecimento, da qualidade dos projetos e da boa qualificação dos proponentes do projeto. O BNDES ajuda o proponente a melhorar sua capacidade de gestão, governança, melhorar a qualidade do projeto, e dá esse olhar técnico”, disse.

Para 2013, está aprovado o financiamento da seleção brasileira de caiaque, que treinará na represa de Guarapiranga, em São Paulo, além de outros projetos que estão em análise, nessas modalidades. O banco também estuda uma forma de apoiar o hipismo, nas modalidades de salto, dentro do Plano Brasil Medalha 2016.

Os valores de 2012 e a previsão para 2013 não foram informados, mas Costa garantiu que o aumento é “bem expressivo”. Os recursos destinados a projetos de canoagem slalom ultrapassaram R$ 3 milhões. “Não é doação, mas uma aposta de fundo perdido. Tem metas, compromissos, e sim, tem contrapartidas de imagem também”, disse. O banco tem ainda linhas de financiamento à construção e reforma de estádios e o fomento ao turismo e infraestrutura para a Copa de 2014, que ultrapassam R$ 1 bilhão.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/11235/BNDES+PLANEJA+AMPLIAR+INCENTIVO+A+MODALIDADES+OLIMPICAS.html

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Profissionais reclamam da falta de incentivo para o handebol no AM


Dirigentes e técnicos acreditam que um trabalho mais eficaz de base nas escolas públicas de Manaus ajudaria no crescimento da modalidade

Por Frank Cunha

Após a realização do Campeonato Amazonense de Handebol infantil, com a participação de oito equipes de cada naipe e com apenas 14 dias de disputas, profissionais envolvidos com a modalidade declaram ao GLOBOESPORTE.COM que lamentam a pouca participação de equipes e, principalmente, a falta de incentivos.

Sem dinheiro e profissionais para massificar o esporte, o presidente da LIHAM, Jefferson Oliveira, disse que a preocupação é encontrar talentos por causa do início tardio dos atletas na modalidade e pela falta de interesse das escolas na iniciação esportiva.

- A garotada que vem jogar praticamente está iniciando no handebol, do zero. Estão iniciando com 16 anos, o que é incorreto. Os técnicos pegam atletas que veem em um jogo é trazem para jogar. A secretaria de educação, tanto da prefeitura quanto do estado, não se preocupa com a iniciação esportiva na escola. Nosso trabalho é de rendimento. Não somos renumerados para nada e não temos como entrar em escolas ou centro de excelência pra fazer a modalidade - declarou o presidente.

Responsável pela arbitragem e coordenador técnico da Liga de Handebol do Amazonas (LIHAM), Rubens Zaguri acredita no crescimento do esporte pelo nível apresentado no campeonato amazonense da categoria em 2012.

- Foi uma competição boa, apesar do número reduzido de equipes. Falta um trabalho mais efetivo dentro das escolas. As federações precisam de um apoio maior para melhorar nosso nível. Esperamos que nos próximos campeonatos tenhamos mais equipes escolares participando para melhorar nosso campeonato - explicou Zaguri.

Campeão pela primeira vez com a equipe masculina infantil do Dance Hall/Colégio Militar de Manaus (CMM), o técnico Nilson Santos acredita que a única alternativa para o handebol evoluir no Amazonas é a inserção do esporte dentro das escolas.

- É lá (escola) de onde vem o esporte. Hoje em dia sou professor, mas vim de dentro de uma escola. Se você tiver o apoio do estado ou da prefeitura para trabalhar dentro da escola e poder participar dos campeonatos, mudaria tanto na parte educacional, de segurança e na pedagogia das crianças nos bairros -explicou o treinador.

Destaque na final masculina do infantil pela equipe do Dance Hall/Colégio Militar de Manaus, que venceu Adalberto Valle por 17 a 16, na manhã de sábado (17), no ginásio do colégio militar, Lucas Emanuel, de 14 anos, pratica handebol há três anos. Para ser campeão, o time dele teve que se superar, pois não realizou nenhum treino antes da final.

- Para início, precisamos mais de incentivo. Nós temos campeonatos aqui, mas nada comparado a São Paulo. O que falta é um incentivo para chamar mais pessoas para ter uma equipe em união e conjunto e mais treinamento. Nós não treinamos nenhuma vez na semana. Juntamos a equipe e jogamos o que sabemos e vencemos - declarou o atleta.

O Campeonato Amazonense de Handebol infantil contou com a participação de oito equipes (Dance Hall/CMM,Villa Lobos, Adalberto Valle e Vicente Telles), nos naipes feminino e masculino. A competição terminou na manhã deste sábado (17), com Dance Hall/CMM, campeão no masculino, e o Nova Vida campeão, no feminino.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/am/noticia/2012/11/profissionais-reclamam-da-falta-de-incentivo-para-o-handebol-no-am.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

INCENTIVO AO ESPORTE


cabados os Jogos Olímpicos de Londres 2012, a atenção do mundo esportivo voltam-se para o Brasil, pois nos próximos 4 anos sediaremos os 2 maiores eventos do mundo, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada Rio 2016.

Muito se fala no legado que estes eventos deixarão no país e a preocupação procede, visto que, se bem aproveitados podemos ter consideráveis avanços em áreas como arenas esportivas funcionais, transporte, rede hoteleira, aeroportos, urbanismo e segurança entre outras. Porém cabe ressaltar uma área que também pode ter avanços significativos que é o esporte de alto rendimento.Para conseguirmos alcançar um lugar de destaque neste setor temos uma ferramenta muito pouco explorada até o presente momento, as Leis de Incentivo ao Esporte Federal e Estaduais.

Estas leis concedem benefícios fiscais para pessoas jurídicas e físicas que patrocinem projetos esportivos e sociais. Analisando a lei de incentivo ao esporte federal observamos que a empresa que patrocinar um projeto enquadrado o fará doando até 1% do seu imposto de renda devido para o desenvolvimento deste projeto, ou seja, não será necessário nenhum aporte de capital próprio, tudo será custeado com o valor que seria pago ao governo federal. Desta maneira, a empresa reverte um capital que já estaria comprometido com o IR para um projeto e ainda tem a publicidade de apoio ao esporte tão em evidência nos próximos anos.

Importante mencionar que este processo não é simples e requer trabalho. Quem quiser desenvolver um projeto necessita de uma instituição sem fins lucrativos para ser o proponente do projeto junto ao Ministério dos Esportes, além disso o projeto necessita atender uma série de requisitos estabelecidos em lei, que após a aprovação do projeto, está pronto para ser oferecido aos possíveis patrocinadores. É um trâmite um pouco demorado, muito trabalhoso e caso o proponente não tenha ajuda especializada, provavelmente seu projeto será reprovado, porém bem amparado e preenchendo todos os requisitos a probabilidade de êxito é grande.

Os patrocinadores sempre veem com bons olhos este tipo de iniciativa, pois para eles é a possibilidade de expor sua marca em um projeto sem ter que mobilizar capital próprio, ainda mais neste momento em que todas as atenções estarão voltadas para o cenário esportivo.

Entendemos ser esta uma bela alternativa para a elevação de nível do esporte de alto rendimento. Gostou? Tem alguma ideia de projeto? Entre em contato com a equipe da Estádios e Arenas que em parceria podemos alavancar sua ideia/projeto e o esporte nacional.

*Por Mario Bini - Diretor de Novos Negócios

Fonte: http://estadiosearenas.blogspot.com.br/2012/08/incentivo-ao-esporte.html

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ministério do Esporte anuncia criação de mais uma bolsa


Governo quer o Brasil entre os dez primeiros no quadro de medalhas em 2016

Por Ary Cunha e Luiz Ernesto Magalhães

LONDRES - O Ministério do Esporte vai anunciar nos próximos dias uma série de medidas financeiras para tentar melhorar o desempenho do Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016. O objetivo do governo é que o país avance para as dez primeiras posições do quadro de medalhas, mesma posição adotada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Levando em conta os Jogos de Londres, o Brasil precisará saltar de três para sete ouros, número alcançado pela Austrália, décima colocada na capital britânica. Além de um plano de investimentos que ainda será divulgado, o governo vai criar o programa Bolsa Ouro, que também está sendo chamado de Bolsa Medalha e Bolsa Pódio. Segundo o ministro Aldo Rebelo, o edital de convocação dos candidatos está em fase final de redação. Os atletas brasileiros que estiverem entre os 20 melhores nos rankings de suas modalidades poderão se candidatar a bolsas mensais entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. A verba será entregue diretamente aos atletas, sem passar por confederações ou pelo COB.- Esse dinheiro permitirá que os atletas contratem nutricionistas, preparadores físicos e técnicos para acompanhá-los em suas atividades. É uma contribuição para que desenvolvam ainda mais seu potencial - disse Rebelo.
No último ciclo olímpico, a União gastou R$ 1,76 bilhão na preparação dos atletas, somados Lei Piva, Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio de estatais e o programa Bolsa Atleta (ajuda de custo mensal entre R$ 350 e R$ 1.500). O valor é mais do que o dobro gasto pela Grã-Bretanha, que investiu R$ 834 milhões entre 2009 e 2012 e conquistou 65 medalhas (29 de ouro). Antes das Olimpíadas, o COB projetou 15 medalhas em Londres, enquanto o Ministério do Esporte falou em 20 pódios. O país terminou com 17 medalhas (três ouros), seu maior número numa edição de Jogos. Mas teve menos ouros do que em Atenas-2004 (cinco), para cuja preparação o governo federal investiu seis vezes menos do que o valor gasto na preparação para Londres. Quando divulgou sua discreta meta, o COB apostou que o país cresceria em número de finais disputadas, a ponto de o consultor americano do comitê, Steve Roush, ter admitido numa entrevista no Crystal Palace que “seria muito desapontador se o número de finais fosse o mesmo dos últimos Jogos”. O Brasil caiu de 41 em Pequim para 35 em Londres.
- Estamos na média. Pela projeção do COB, as 17 medalhas foram acima da expectativa. No nosso prognóstico (do governo), chegamos perto. Acho que a nossa tarefa agora é, principalmente, olhar para o futuro e reconhecer os esforços. Depois, vamos analisar nossas deficiências e também a dos agentes que participaram desse esforço - disse Rebelo.
O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, admitiu que tanto o COB quanto o ministério erraram na avaliação de algumas medalhas projetadas. E reconheceu que até o último ciclo olímpico não havia transparência na destinação dos recursos investidos.
- Um ponto muito positivo de Londres é a consolidação da ideia de que é preciso ter uma transparência nessa aplicação de recursos. Após Pequim, não foi assim. O Ministério do Esporte se bateu para que houvesse objetivos, metas, confrontos do resultado com o investimento - afirmou.
No entanto, a transparência vem gerando números distintos no discurso. O Ministério do Esporte divulgou novamente ontem um valor de R$ 599,54 milhões distribuídos pela Lei Piva, entre 2007 e 2011 — os números de 2012 não estão fechados. Mas, no domingo, o superintendente-executivo do COB, Marcus Vinícius Freire, disse que a entidade só havia recebido R$ 331 milhões, descontados impostos e investimentos no esporte escolar (10%) e universitário (5%).

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/ministerio-do-esporte-anuncia-criacao-de-mais-uma-bolsa-5778878#ixzz23ZIIG8i8