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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Blatter lançará pedra fundamental de 1° campo sintético em Cuba


Presidente da Fifa visitará Havana no dia 25 de outubro; obra ocorrerá no Estádio La Polar

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, visitará Havana no dia 25 de outubro para lançar a pedra fundamental do que será o primeiro campo sintético de futebol em Cuba, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

O campo sintético será construído no Estádio La Polar, em Havana, e as obras começarão em janeiro de 2013.

Joseph Blatter visitará Cuba como parte de um tour no Caribe e passará também por Barbados, República Dominicana e Haiti, informou o presidente da Associação Cubana de futebol, Luiz Hernández, em declarações divulgadas pelo site "Cubadebate".

Esta será a segunda visita de Blatter à ilha, onde ficará apenas um dia. O presidente já havia estado em Cuba em novembro de 2000.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10844/BLATTER+LANCARA+PEDRA+FUNDAMENTAL+DE+1+CAMPO+SINTETICO+EM+CUBA.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fifa investigará processo de escolha das sedes das Copas 2018 e 2022


Comitê Executivo da entidade irá ouvir os dirigentes que participaram do processo

A Fifa iniciará uma investigação no processo de escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022, ocorrido em dezembro do ano passado e que pôs Rússia e Catar como países-sede das duas competições. O Comitê Executivo da entidade irá ouvir os dirigentes que participaram do processo.

À época, a Associação de Futebol Argentino (AFA) negou que o Catar tivesse oferecido dinheiro ao presidente da entidade, Julio Grondona, "para melhorar sua relação" com o dirigente, antes da escolha da sede da Copa do Mundo de 2022. Segundo o jornal americano "Wall Street Journal", o valor chegaria a US$ 78,4 milhões. Grondona é membro do Comitê Executivo da Fifa.

O catariano Bin Hammam, ex-presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), também foi acusado de ter desembolsado uma quantia para garantir votos a favor da candidatura do Catar como sede do Mundial. O dirigente era candidato à presidência da Fifa, mas desistiu da disputa com Joseph Blatter às vésperas do pleito após suspeita de corrupção. Depois, Hammam foi banido pela Fifa.

Já o ex-vice-presidente da Fifa, Jack Warner, também renunciou por acusações de corrupção. Ele seria um dos subornados por Hamman na tentativa de conseguir mais votos para o Catar. Warner, que também era presidente da Concacaf, chegou a ser suspenso por publicar uma mensagem do secretário-geral Jerome Valcke, na qual o dirigente dava a entender que a Copa 2022 foi comprada.

Em maio do ano passado, Joseph Blatter rebateu as acusações de corrupção no processo de escolha das sedes. Segundo o mandatário, o Comitê de Ética confirmou que "não existem elementos para abrir um procedimento" contra quatro dirigentes. Entre eles estavam Jack Warner e Ricardo Teixeira, então presidente da CBF.

Eleição
Na escolha da sede da Copa de 2022, ocorrida no dia 2 de dezembro de 2010, ocorreram quatro rodadas de votações. Na primeira, a Austrália foi eliminada, com apenas um voto. O Japão recebeu três, assim como os Estados Unidos, atrás de Coreia do Sul (quatro) e Catar (11).

Na segunda, foi a vez de os japoneses receberem apenas dois votos e deixarem o pleito. O país asiático ficou atrás dos sul-coreanos e dos americanos, que tiveram cinco votos, e dos catarianos, com dez.

A Coreia do Sul, com cinco votos, foi eliminada na terceira. Estados Unidos, com seis, e Catar, com 11, avançaram à fase final, em que os asiáticos venceram por 14 a 8.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10335/FIFA+INVESTIGARA+PROCESSO+DE+ESCOLHA+DAS+SEDES+DAS+COPAS+2018+E+2022.html

Blatter: "Se quiserem minha renúncia, peçam ao Congresso"


Dirigente disse que não sairá da presidência da Fifa e negou ter dito que a Alemanha comprou a Copa

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou nesta terça-feira que não pensa em renunciar ao cargo, mesmo após as críticas recebidas por ter acusado a Alemanha de pagar suborno para conseguir sediar a Copa do Mundo de 2006, algo que depois o dirigente negou que tenha declarado.

"Não basta que alguém da imprensa fale em renúncia. Se quiserem minha renúncia, peçam ao Congresso da Fifa. Se eles (o Congresso) não quiserem que eu continue, sairei tranquilamente. Mas os lembro que eu fui eleito pelo Congresso", declarou Blatter na entrevista coletiva concedida após uma reunião do executivo da entidade.

Diante do pedido de um eurodeputado alemão para que Blatter devolva a Ordem do Mérito, a mais alta condecoração civil da república alemã, que lhe foi concedida em 2006 pela chanceler Angela Merkel, o presidente da Fifa não quis entrar em polêmicas.

"Não vou entrar em discussão sobre isso. Se eles decidirem retirá-la de mim, que a retirem", esbravejou.

Blatter anunciou nesta terça que o Comitê Executivo aprovou por unanimidade os novos Códigos de Ética, que regerão as atuações do organismo a partir do próximo dia 25.

O suíço anunciou também o nome dos presidentes dos dois organismos da Comissão de Ética. O primeiro se encarregará da instrução dos casos que chegarem à associação e será presidido pelo americano Michael J. Garcia. O segundo se encarregará das funções de decisão e será dirigida pelo alemão Hans-Joachim Eckert. O cargo dos presidentes desses órgãos e de seus componentes durará até o próximo Congresso da Fifa.

Além disso, Blatter anunciou como novidade que os processos por suborno e corrupção não prescreverão. Sobre o caso ISL, o dirigente preferiu não fazer declarações argumentando que o assunto "não estava na ordem do dia".

A Fifa, em uma nota de imprensa, confirmou que os documentos do caso serão entregues para exame aos novos órgãos de instrução.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10333/BLATTER+SE+QUISEREM+MINHA+RENUNCIA+PECAM+AO+CONGRESSO.html

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fifa investigará escolhas das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022


Comitê Executivo da Fifa pretende esclarecer os detalhes dos processos de escolhas para as próximas Copas do Mundo

O Comitê Executivo da Fifa irá investigar os processos de escolha das sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Rússia e Qatar ganharam o direito de receberem os respectivos Mundiais, porém as escolhas foram cercadas de polêmicas por derrotarem candidaturas consideradas mais fortes.
O painel faz parte das reformas anti-corrupção planejadas pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter. O comitê Executivo irá indicar advogados, que terão a responsabilidade de comandar uma investigação independente.
O consultor anti-corrupção da Fifa, Mark Pieth, defende que a investigação é a chave para a modernização do futebol.
- Isso é fundemental neste sentido de modernização. Iremos encontrar com pessoas que participaram das votações, e colocar tudo às claras - disse Pieth ao jornal inglês "The Guardian".
Em dezembro do ano passado, as escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 esteve cercada de suspeitas de subornos, e até troca de votos. Como por exemplo, o pacto que teria sido feito para que os delegados do Qatar votassem na candidatura de Portugal e Espanha, em troca de apoio para o seu projeto.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Fifa-investigara-escolhas-sedes-Copas_0_737926268.html#ixzz20oBqQlSL 

Beckenbauer nega irregularidades para a Alemanha sediar Copa 2006


Ex-jogador disse que as insinuações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, são "incompreensíveis"

O principal responsável do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2006, Franz Beckenbauer, rejeitou nesta segunda-feira as insinuações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que a Alemanha "comprou" a oportunidade de sediar o torneio, afirmação que despertou um vendaval no meio futebolístico.

"Me soam completamente incompreensíveis as declarações de Sepp Blatter. O que foi decisivo (para a escolha da Alemanha como sede) foi o voto fechado dos europeus a nosso favor", afirmou o "Kaiser" ao jornal "Bild".

Em entrevista divulgada ontem pelo jornal suíço "SonntagsBlick", Blatter insinuou que teriam havido "irregularidades" na eleição que definiu a Alemanha como sede da Copa.

"Mundiais comprados... Lembrança que no momento da eleição alguém saiu. Assim, ao invés de 10 a 10, ficamos em 10 a 9 a favor da Alemanha. Me alegrei, porque não foi preciso um voto de desempate", disse Blatter, citando a fase final da votação, disputada entre as candidaturas alemã e sul-africana.

Ao ser questionado se a ausência de um dos membros da Fifa na reta final da eleição poderia representar um caso de corrupção, o presidente da entidade afirmou: "não, não suponho nada. O constato".

O secretário-geral da Federação Alemã de Futebol (DFB), Helmut Sandrock, qualificou ontem as insinuações como "nebulosas", com propósito de "desviar a atenção" sobre outros assuntos atualmente investigados.

Blatter está sob fortes pressões, especialmente da Alemanha, por não ter atuado com suficiente contundência contra a corrupção dentro da Fifa. O presidente da Liga Alemã, Reinhard Rauball, em uma recente entrevista por telefone, pediu a renúncia de Blatter, enquanto o da Federação Alemã de Futebol (DFB), Wolfgang Niersbach, afirmou que a Fifa está "consternada" pelos supostos casos de subornos.

Blatter, no entanto, manifestou repetidamente sua determinação de não jogar a toalha, apesar das pressões alemãs.

As tensões entre o presidente da Fifa e a Alemanha se acentuaram após as revelações de que João Havelange e Ricardo Teixeira são acusados de recebimento de suborno da empresa ISL em um processo na justiça suíça, e que Blatter teria conhecimento desse caso de corrupção.

O próprio Blatter admitiu, em recente entrevista ao site da Fifa, que ele é o anônimo "P1" que aparece no texto do processo aberto pela promotoria do cantão suíço de Zug por suspeita de fraude e que foi divulgado pela própria entidade.

O esclarecimento sobre a identidade de "P1" por Blatter aconteceu após a resolução do tribunal suíço que autorizou a divulgação do auto de arquivamento do caso ISL.

"P1" (Blatter) aparece citado em três ocasiões no documento tornado público pela Fifa na quarta-feira passada.

O texto revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (US$ 13 milhões no câmbio atual) entre 1992 e 1997, e Havelange, 1,5 milhão de francos suíços (US$ 1,53 milhão) em 1997.

O documento estava sob sigilo desde junho de 2010, pouco depois de a promotoria, a Fifa e os dois dirigentes brasileiros terem feito um acordo para arquivar o caso.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10325/BECKENBAUER+NEGA+IRREGULARIDADES+PARA+A+ALEMANHA+SEDIAR+COPA+2006.html

domingo, 15 de julho de 2012

Blatter diz que Havelange deve perder título honorário na Fifa


Presidente da entidade diz que pode voltar a concorrer ao cargo em 2015

ZURIQUE — O presidente da Fifa Joseph Blatter afirmou neste domingo que a Fifa deve tirar de João Havelange o título de presidente honorário da entidade. Ns última semana, a Justiça suíça revelou que Havelange e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, receberam dinheiro da agência de marketing ISL. A declaração de Blatter mostra uma mudança de postura. Em março, durante congresso da Fifa na Hungria, o presidente da Fifa homenageou João Havelange, que passava por problemas de saúde.
— Ele tem que sair. Ele não pode permanecer como presidente honorário depois desses incidente — disse ao jornal suíço SonntagsBlick.
Blatter também está sob pressão. Ele é acusado de omissão já que sabia dos subornos envolvendo a entidade nos anos 90. O presidente da Fifa insiste que os pagamentos eram legais na Suíça na época.
— Eu soube disso (dos pagamentos) depois da falência da ISL em 2001 — afirmou. — Foi a Fifa que fez uma reclamação criminal à época e manteve aberto o caso ISL.
No sábado, o presidente da liga de futebol profissional da Alemanha, Reinhard Rauball, pediu a renúncia de Blatter. No ano passado, o suíço foi reeleito — como candidato único — por mais quatro anos como presidente da entidade. Ele afirmou que pode concorrer mais uma vez ao cargo em 2015.
— Vamos ver como minha saúde vai estar — afirmou Blatter, de 76 anos e presidente da Fifa desde 1998.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/blatter-diz-que-havelange-deve-perder-titulo-honorario-na-fifa-5482437#ixzz20jloNp1f 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Blatter justifica omissão: ‘suborno não era crime’


Documentos provam que suíço sabia do escândalo. Teixeira ainda é consultor da CBF

ZURIQUE e RECIFE - Antes de serem identificados anteontem pela Justiça Suíça como beneficiários de um esquema de corrupção envolvendo contratos relativos à Copa do Mundo, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange, contaram com defesa da entidade internacional para que seus nomes fossem protegidos durante processo encerrado em 2010 em troca da devolução de R$ 5 milhões. Mesmo que os documentos divulgados tenham o preservado sob a sigla P1, o presidente da Fifa, Joseph Blatter preferiu se pronunciar ontem diante das evidências de que o caso era de seu conhecimento. Juntos, Teixeira e Havelange receberam R$ 45 milhões para defender interesses da ISL, agência de marketing que foi à falência em 2001.
— Da minha parte, o documento poderia ter sido publicado na íntegra para dar fim às especulações. Não sou acusado, fiquei anônimo como P1, o que honestamente não é difícil de descobrir — disse Blatter ao site da Fifa.
Entre os diversos depósitos do esquema, um deles, da ordem de R$ 2 milhões, destinado a Havelange, caiu equivocadamente na contabilidade da Fifa. Apesar da orientação jurídica e da movimentação financeira que envolvem a entidade, o suíço Blatter lavou as mãos ao alegar que, à época, o suborno ainda não era crime previsto pelas leis suíças:
— Não podemos medir o passado com os padrões atuais sob pena de fazer um julgamento moral. Então, não poderia ter tomado ciência de um delito que não existia.
Outrora protegida pelas conveniências, a prática se tornou inaceitável depois que Teixeira tentou lançar o catari bin Hammam em oposição a Blatter. Além de minar a candidatura com denúncias de corrupção, o suíço passou a disputar o jogo político com o dossiê ISL debaixo do braço. Em março, diante da iminência da revelação dos documentos, Teixeira renunciou às presidências da CBF e do Comitê Organizador Local e ao assento no Comitê Executivo da Fifa. Quatro meses antes, Havelange deixou o Comitê Olímpico Internacional e se livrou de investigação no órgão do do qual era membro há 48 anos. Como presidente de honra da Fifa ainda é passível de processo no qual Blatter prefere não se envolver.
— Não está entre minhas atribuições chamá-lo a prestar contas. O Congresso o nomeou presidente honorário e só o Congresso pode decidir sobre seu futuro.
Em visita ao Recife, onde a seleção enfrentará a China no dia 10 de setembro, no Estádio do Arruda, o atual presidente da CBF, José Maria Marin confirmou que Ricardo Teixeira segue dando assessoria à entidade:
— Nós temos mais de 300 contratos em andamento na CBF. E ele contribui com assessoria internacional, pelos cargos que ocupou, por mais de 24 anos. Então, aproveitamos da melhor maneira a experiência que Ricardo tem, inclusive captando recursos através da publicidade, de divulgação do futebol brasileiro. O que foi divulgado não tem nenhuma relação entre Ricardo Teixeira e a CBF. Ele continua prestando os mesmos serviços.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/blatter-justifica-omissao-suborno-nao-era-crime-5464552#ixzz20Y5Rw3nD 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Blatter sabia de pagamentos da ISL a Havelange e Teixeira


Em entrevista ao site da Fifa, dirigente afirmou que comissões não eram ílicitas na época

Um dia após a Justiça suíça divulgar documentos que confirmam o pagamento de propina a João Havelange e Ricardo Teixeira, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, confirmou que tinha conhecimento dos pagamentos.

Segundo o dirigente, que à época do repasse era secretário-geral da Fifa, as comissões da empresa de marketing ISL não eram ílicitas na ocasião. Para ele, não era possível saber sobre a infração, pois elas não existiam. "Esses pagamentos podiam ser deduzidas do imposto como despesas de negócios", disse Blatter em entrevista divulgada no site da Fifa.

O suíço disse que hoje o ato seria punido pela lei. "Não podemos julgar o passado baseado nos padrões do presente", afirmou. Além disso, ressaltou que como o atual mandatário da Fifa não tem poder de chamar Havelange, presidente honorário da entidade, para prestar contas. "O Congresso o nomeou. Somente o Congresso pode decidir o futuro dele".

O documento divulgado ontem é de 11 de maio de 2010 e revela que Teixeira recebeu da ISL pelo menos 12,74 milhões de francos suíços (R$ 26,4 milhões na cotação atual) entre 1992 e 1997. Havelange, por sua vez, recebeu 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,1 milhões) em 1997.

Fundada em 1982, a ISL quebrou em maio de 2001. A empresa de marketing esportivo chegou a ter um número de negócios com a Fifa de 2,2 bilhões de francos suíços (R$ 4,5 bilhões na cotação atual).

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10311/BLATTER+SABIA+DE+PAGAMENTOS+DA+ISL+A+HAVELANGE+E+TEIXEIRA.html

terça-feira, 20 de março de 2012

Fifa já vendeu US$ 198 milhões em ingressos VIPs da Copa, diz ministro

Aldo Rebelo afirmou em palestra que dado foi repassado por funcionários da entidade
Por Paulo Passos

A venda de pacotes para os setores VIPs da Copa do Mundo de 2014 já registra arrecadações milionárias para a Fifa, organizadora do evento. Segundo o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a entidade já ganhou US$ 198 milhões com a venda de entradas para camarotes e outros serviços para o torneio.

“Na última semana um funcionário da Fifa me disse que a entidade já vendeu US$ 198 milhões (aproximadamente R$ 360 milhões) em pacotes VIPs para a Copa do Mundo no Brasil”, afirmou Rebelo, durante palestra sobre o Mundial, nesta terça-feira, na FAAP, em São Paulo.

A venda de pacotes VIPs foi lançada em novembro de 2011. O serviço de venda é administrado pela empresa suíça MATCH em parceria com as brasileiras Traffic e Grupo Águia. A reportagem do iG tentou em contato com As assessorias da MATCH e da Fifa, que não atenderam as ligações.

A MATCH é responsável pela venda de pacotes VIPs desde o Mundial da Alemanha em 2006, mas já trabalha com a Fifa há 30 anos. Um dos sócios da empresa, Philippe Blatter, é sobrinho do presidente da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter.

As duas empresas nacionais que se associaram no negócio são parcerias de longa data da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A gigante do marketing esportivo Traffic, de J Hawilla, trabalha, entre outras coisas, com a venda de placas de publicidade em estádios do Brasil. Além disso, organizou a última Copa América, e foi responsável por intermediar o primeiro contrato entre a CBF e a Nike nos anos 90.

Já o Grupo Águia, cujo dono é Wagner Abrahão, organiza as viagens da seleção brasileira e trabalha com a venda de pacotes para as Copas do Mundo desde 1966. Em 1998 e 2006, a venda foi gerenciada pelas agências SBTR e Planeta Brasil, ambas de Abrahão.

Só para VIPs
 Por enquanto, apenas ingressos para os camarotes na Copa do Mundo de 2014, que podem chegar a R$ 8 mil, estão a venda. Os espaços VIPs correspondem em média a 13,6% dos lugares dos estádios da Copa. São 450 mil vagas para camarotes, que são vendidos em cinco tipos de pacotes diferentes.

As entradas comuns ainda não tem data para começarem a ser vendidas. A Fifa ainda não divulgou a tabela de preços para as entradas dos jogos do Mundial. A entidade alega que ainda precisa esperar a votação da Lei Geral da Copa para divulgar o plano de vendas.

Segundo o projeto de lei, que dá garantias a organizadora da Copa, haverá uma cota de ingressos populares para estudantes e beneficiados do programa Bolsa Família, do Governo Federal. Idosos terão direito a meia-entrada nas outras categorias de ingressos.