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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Funcionários públicos convocam greve em Londres durante Olimpíada


Sindicato de Serviços Públicos e Comerciais informou que a paralisação será de 24 horas, no dia 26

Milhares de trabalhadores do Ministério do Interior britânico, entre eles os responsáveis pelo controle de fronteiras em aeroportos, foram convocados a realizar uma greve no dia 26 de julho, na véspera da abertura das Olimpíadas.

O sindicato de Serviços Públicos e Comerciais (PCS, na sigla em inglês) informou nesta quinta-feira que a greve terá duração de 24 horas e afetará, entre outros serviços, os postos de controle de passaportes em portos e aeroportos britânicos, como o aeroporto de Heathrow, o de maior trânsito da Europa.

O sindicato, que conta com cerca de 250 mil trabalhadores públicos, afirmou, além disso, que seus membros se negarão a trabalhar horas-extras entre os dias 27 de julho e 20 de agosto, período de intensa atividade, considerado pelos responsáveis de Heathrow como "o maior desafio que afrontou o sistema de transporte britânico em tempos de paz".

O governo anunciou há poucas semanas que aumentaria para 700 o número de pessoas dedicadas ao controle de fronteiras no maior aeroporto do país, a fim de evitar filas como as que já foram formadas no início do verão europeu.

O sindicato anunciou a greve como medida de protesto pelas condições trabalhistas e adiantou que planeja tomar "novas medidas" se as reivindicações não forem acatadas.

A ministra britânica de Interior, Theresa May, qualificou de "vergonhosa" a decisão de greve por parte dos trabalhadores em um dos "dias-chave" para o país, que espera receber milhares de pessoas por conta dos Jogos Olímpicos.

Ainda nesta quinta-feira, os motoristas da empresa ferroviária Midlands Oriental Trains também anunciaram uma greve dos motoristas da empresa por três dias em agosto. Segundo os grevistas, a intervenção deve acontecer entre os dias 6 e 8 de agosto, o que afetaria serviços de trem entre Londres e aeroportos como Gatwick, Stansted e Luton, assim como a ligação entre a capital do país e outras sedes do Jogos, como Manchester e Newcastle.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10353/FUNCIONARIOS+PUBLICOS+CONVOCAM+GREVE+EM+LONDRES+DURANTE+OLIMPIADA.html

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Assembleia de Sindicato decreta mais duas greves de ônibus londrinos antes das Olimpíadas


Por Jorge Luiz Rodriguez

Uma das paralisações está marcada para três dias antes da cerimônia de abertura

LONDRES - Não bastasse a péssima notícia para o Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres de que David Beckham não será convocado para a seleção britânica masculina de futebol, o que era considerado fundamental para melhorar a venda de ingressos, a quinta-feira fez aumentar a preocupação também em relação ao transporte público. O Sindicato de Motoristas de Ônibus convocou mais duas greves, de um dia, cada, em julho. Os condutores, que pararam por 24 horas na sexta-feira passada, cobrando um bônus de 500 libras (R$ 1,6 mil) livres de impostos pelo aumento de trabalho durante os Jogos, agora querem 600 libras (R$ 1.920), além de 100 libras (R$ 320) que foram descontadas pela falta ao serviço.
Uma das greves está marcada para acontecer no próximo dia 24 de julho (terça-feira), a apenas três dias da cerimônia de abertura, o que provocaria o caos na cidade, na ocasião, já repleta e com uma previsão de 881 mil visitantes extras para os Jogos. A outra paralisação será na próxima quinta-feira, dia 5.
Os 20 mil motoristas que trabalham em oito mil ônibus de 20 empresas são responsáveis por transportar 6,5 milhões de passageiros por dia, quase o dobro dos 3,4 milhões diários do metrô. A paralisação da última sexta-feira causou transtornos no Sul e no Leste de Londres – esta última, a região onde está localizado o Parque Olímpico de Stratford. Na rodoviária de Stratford, na ocasião, só duas das 19 linhas operaram, assim mesmo com intervalos de tempo superiores ao triplo do normal.
Anteontem, pela manhã, os motoristas já haviam feito manifestações nas portas de garagens, prejudicando ou paralisando serviços de 33 linhas de Londres.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/assembleia-de-sindicato-decreta-mais-duas-greves-de-onibus-londrinos-antes-das-olimpiadas-5342921#ixzz1z8KW9VjE 

domingo, 24 de junho de 2012

Motoristas de Londres fazem greve de advertência de 24 horas


A primeira paralisação desde 1982 causou transtornos na capital olímpica

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES. Cerca de 20 mil motoristas cumpriram a ameaça da véspera e paralisaram mais de 2/3 dos serviços de ônibus da capital inglesa nesta sexta-feira, numa greve de advertência por 24 horas – a primeira desde 1982. A paralisação causou transtornos na capital olímpica a exatamente cinco semanas da cerimônia de abertura dos Jogos-2012. O Unite (sindicato da categoria) voltou a ameaçar com greve geral durante as Olimpíadas (de 27 de julho a 12 de agosto). Os trabalhadores querem o pagamento de um bônus de 500 libras (R$ 1,6 mil) livre de impostos pelo trabalho extra durante o megaevento, quando a cidade calcula receber mais de 881 mil visitantes.
- Farei greve durante todos os dias das Olimpíadas se não me pagarem por esse trabalho. Querem que trabalhemos mais, vão arrecadar milhões com isso (os Jogos), e não valorizam nossa participação – disse um motorista, ao GLOBO, pedindo para não se identificar, enquanto tirava fotos do Terminal de Stratford completamente vazio.
Apenas duas das 19 linhas regulares que operam no terminal, a 500 metros do Parque Olímpico de Londres, circularam ontem, mas de maneira precária. Um aviso na entrada da rodoviária informava que a linha 108 (Lewisham) operava em intervalos de aproximadamente 20 minutos, enquanto a 262 (East Beckton) rodava a cada 15 minutos. No entanto, enquanto a reportagem esteve no local, apenas um ônibus da 262 apareceu, após 32 minutos de espera, quando o intervalo regular é de oito.
- Ontem, houve greve de médicos; hoje, de ônibus. Está complicado – disse o português Nélson Bento, enquanto esperava pela linha 108.
Nos horários do rush, o metrô teve superlotação, mas muitos trabalhadores que dependiam do ônibus não conseguiram trabalhar. Em dois novos hotéis construídos ao lado do Parque Olímpico, camareiras faltaram ao serviço por causa da greve.
- Tive que vir trabalhar a pé. Minha sorte é que minha casa fica a uns 20 minutos de caminhada – contou o porteiro Paul Oruma, que trabalha num dos hotéis.
Secretário-regional do Unite, Peter Kavanagh criticou o prefeito Boris Johnson, a quem acusa de ter entrado nas negociações apenas no último minuto.
- Apenas em cima da hora, o prefeito apareceu com uma proposta, depois de ter passado dez meses sem nos receber ou responder aos nosso pedidos. Não queríamos a greve, mas era preciso tomar uma posição. Os ônibus têm um papel central nos Jogos Olímpicos, e não descartamos a possibilidade de fazer greve durante as Olimpíadas – afirmou o sindicalista.
Piquetes aconteceram nas portas de garagens de 17 empresas. Policiais foram chamados para tentar controlar a situação, mas grevistas se deitaram em frente aos portões para impedir que alguns poucos ônibus circulassem.
A empresa Transporte para Londres (TfL), que regula os serviços de ônibus, metrô e táxis da capital, calcula que 22% da frota de oito mil ônibus circularam, mas Kavanagh questionou a estimativa.
- A informação que temos é de uma forte adesão à greve desde a madrugada. Poucos ônibus circularam. E podemos constatar que a categoria está unida nesse movimento.
Na véspera, a Justiça havia concedido uma decisão favorável a três das empresas, contra a paralisação. Funcionários das companhias Aviva, Go Ahead e Metroline foram avisados para não aderirem ao movimento de hoje.
A ODA (equivalente à Autoridade Pública Olímpica da Rio-2016) ofereceu à prefeitura 8,3 milhões de libras (R$ 26,6 milhões) para ajudar a pagar os bônus exigidos.
No entanto, seriam necessários 14 milhões de libras (R$ 44,9 milhões) para pagar o total de bônus, que sairiam dos cofres públicos ou de um fundo de 91 milhões de libras (R$ 292,1) para despesas extras com os Jogos.
No início de junho, os maquinistas, operadores e bilheteiros do metrô de Londres chegaram a um acordo com patrões para receberem bônus que variam de 500 (R$ 1,6 mil) a 900 libras (R$ 2,9 mil) pelo trabalho extra durante os Jogos Olímpicos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/motoristas-de-londres-fazem-greve-de-advertencia-de-24-horas-5288407#ixzz1yimHOPgU 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Greves fazem Londres ferver a cinco semanas das Olimpíadas


Sede dos Jogos sofre com paralisações de médicos, motoristas de ônibus e bombeiros

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES. Enquanto a tocha olímpica completava quinta-feira o 34º de seus 70 dias de percurso pelo Reino Unido rumo a Londres, a Grã-Bretanha fervia com a primeira greve de médicos do serviço público de saúde desde 1975. A temperatura promete subir ainda mais nesta sexta, quando 20 mil motoristas de 17 empresas de ônibus da capital inglesa vão desafiar uma decisão judicial, com uma greve de 24 horas, exigindo o pagamento de um bônus de 500 libras (R$ 1,6 mil) livres de impostos pelo aumento de trabalho durante as Olimpíadas. São os efeitos da recessão aliados à proximidade dos Jogos, de 27 de julho a 12 de agosto, que vão atrair mais de 881 mil visitantes à cidade.
A greve dos motoristas – a primeira na capital desde 1982 - tem potencial para criar o caos em Londres, tanto que a Justiça concedeu quinta-feira uma decisão favorável a três das empresas, contra a paralisação. Funcionários das companhias Aviva, Go Ahead e Metroline foram avisados para não aderirem ao movimento.
No entanto, funcionários de outras empresas prometem aderir nesta sexta à paralisação decidida pelo Sindicato da Categoria. Na véspera, houve uma reunião entre patrões e empregados, num órgão mediador, mas o acordo fracassou novamente. A ODA (equivalente à Autoridade Pública Olímpica da Rio-2016) ofereceu à prefeitura 8,3 milhões de libras (R$ 26,6 milhões) para ajudar a pagar os bônus exigidos. No entanto, ainda seriam necessários outros 14 milhões de libras (R$ 44,9 milhões), que sairiam dos cofres públicos ou de um fundo de 91 milhões de libras (R$ 292,1) para pagamentos de despesas extras com os Jogos.
– A greve é tremendamente frustrante – afirmou o prefeito Boris Johnson. – Temos o dinheiro para negociar o pagamento dos bônus, mas é preciso que os motoristas não paralisem os serviços. É desapontador que motoristas e empresas não tenham chegado a um acordo, mesmo com a oferta de 8,3 milhões de libras da ODA. Presidente do sindicato dos motoristas, Peter Kavanagh diz que há uma oferta da ODA, mas não boa vontade dos patrões e de outros órgãos.
– Estamos tratando desse assunto há dez meses e não houve evolução – justificou o sindicalista.
A companhia de Transportes de Londres, que regula os sistemas de metrô, trem e ônibus da cidade, enviou avisos por SMS aos usuários sobre a possibilidade de greve afetar os outros sistemas e informou que os passes para ônibus serão aceitos no metrô, nos trens de superfície e no trem elétrico. A empresa pediu que as pessoas também usem bicicletas ou caminhadas para os deslocamentos, mas a previsão de chuva para esta sexta-feira não colabora com a sugestão.
Nesta quinta, Londres também foi afetada pela greve dos médicos dos serviços de saúde. Apesar de o governo ter informado que somente 20% deles aderiram ao movimento, os hospitais da cidade cancelaram 520 cirurgias não emergenciais e 3.900 consultas por causa da greve. O Serviço National de Saúde (NHS) informou que os serviços de emergência funcionaram normalmente.
Membros da Associação Médica Britânica (BMA) em todo o país se recusam a atender casos não emergenciais, num boicote contra cortes de benefícios de aposentadorias. Também nesta quinta, bombeiros da região de Essex, na Grande Londres, anunciaram cinco paralisações por cortes de pessoal e melhores condições de serviço. A União das Brigadas de Incêndio informou que as paralisações acontecerão nos dias 28 de junho, 7 e 18 de julho, 18 de agosto e 18 de outubro. O sindicato diz que Essex terá perdido um a cada cinco bombeiros desde 2008 se os cortes continuarem. A pergunta que os britânicos estão se fazendo é: quantas graves mais poderão acontecer nas cinco semanas que restam até o início das Olimpíadas?

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/greves-fazem-londres-ferver-cinco-semanas-das-olimpiadas-5281288#ixzz1yWuqJ0iO