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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Titanic Operacional – Profissionalismo não se compra no mercado


No ultimo mês fomos bombardeados com noticias sobre o naufrágio do cruzeiro Costa Concordia no dia 13 de janeiro de 2012, que após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até a manhã de segunda-feira, dia 16, seis mortes haviam sido confirmadas. Outras 16 pessoas seguiam desaparecidas: dez turistas e seis tripulantes.
Segundo as primeiras informações sobre as causas do acidente, o navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando bateu em uma rocha e começou a adernar. Houve pânico entre os passageiros, que reclamaram de despreparo da tripulação e luta por coletes salva-vidas. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele nega, mas a empresa responsável pela embarcação se posicionou confirmando a negligência do capitão.
Ao rever alguns pontos deste fato, farei menção ao mundo corporativo, afinal algumas falhas estão, pelo menos neste momento, evidentes tais como: negligência operacional pelo comandante, pois havia manual interno de navegação, mapa náutico com a rota a ser seguida, equipe treinada para evacuação do navio, anos de experiência, risco de imagem e reputação, entre outros.
Quantas vezes não vimos no mundo corporativo os mesmos problemas, como desrespeito às normas, negligencia as regras internas e externas, capacitação da equipe no gerenciamento de crises, quando as pessoas não dão a devida atenção aos treinamentos, as falhas acontecem, pois não sabem o que fazer, soberba, por achar que sabe mais do que as normas e os procedimentos direcionam ou orientam, falta de preparo em não avaliar os riscos inerentes a atividade, e no caso do comandante que deveria orientar a evacuação e gerenciar a crise, vale a pena salientar causada por ele mesmo, foi um dos primeiros a abandonar o navio.
Portanto devemos avaliar melhor os nossos processos de gestão de riscos e controles internos, avaliar se os profissionais indicados estão devidamente preparados para o gerenciamento de crises, avaliar se existem desvios aos normativos, que neste caso é mais fácil identificar, as crises acontecem, pois as pessoas sempre cometem desvio de conduta e dos procedimentos, por achar que estão acima das regras de compliance, e a imagem e reputação fica totalmente exposta.
Pergunta: Você esta com um pacote de cruzeiro comprado, o que você esta pensando neste momento? Será que acontecerá a mesma coisa comigo? Qual a probabilidade de acontecer de novo?
Profissionalismo não se compra no mercado, pelo contrario, se conquista e podemos moldar o perfil de nosso profissional, na busca pela excelência, pelo respeito às regras e normas, comprometimento com a empresa, afinal risco de imagem e reputação aparece, quando alguém não faz a sua parte, e não sabemos qual o impacto financeiro causado pela falha operacional e será que a sua empresa será um Titanic Operacional? Pense nisso.
* Marcos Assi é professor e coordenador do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, e autor do livro “Controles Internos e Cultura Organizacional – como consolidar a confiança na gestão dos negócios” (Saint Paul Editora). Consultor de Governança, Riscos Financeiros e Compliance da Daryus Consultoria.
Opinião: Muito interessante esse texto. Mesmo não sendo específico à gestão do esporte, fica a lição sobre o profissionalismo, o qual muitos "gestores" acham que pode se comprar na esquina e, não, uma situação que se conquiste com um trabalho sério e planejado.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A concorrência com conglomerados internacionais

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos em 31/01/2012 na edição 679


Os canais pagos dedicados aos esportes ganharão um concorrente de peso a partir de 5 de fevereiro de 2012. A Fox Sports, do conglomerado News Corporation, de Rupert Murdoch, monta base no Rio de Janeiro e imediatamente passa a transmitir com exclusividade na TV por assinatura brasileira o principal torneio de futebol do continente: a Copa Santander Libertadores.
Com promessa de cinco narradores e mais de 70 profissionais em sua estrutura, a Fox Sports ocupará oficialmente o espaço do Speed, que não está no pacote básico da TV por assinatura, começando com um público estimado de 3,5 milhões de espectadores. Já que a pretensão é exibir todos os jogos do torneio, o canal FX, também pertencente ao grupo, será utilizado para transmissões todas as vezes que no mesmo horário ocorrerem duas partidas.
A Fox Sports também obteve o direito de transmitir com exclusividade a Copa Bridgestone Sul-Americana no segundo semestre, retirando os dois campeonatos da SporTV, empresa ligada às Organizações Globo. Como os torneios europeus, com destaque para a Liga dos Campeões da Europa, estão há anos com os canais ESPN (Disney) – que terá que dividir a transmissão da Premier League (Campeonato inglês) na temporada 2012-1013 com o novo concorrente no Brasil –, a SporTV só poderá transmitir jogos de futebol organizados no país, aproveitando-se dos privilégios político-institucionais da Rede Globo de Televisão.
Exclusividade do Canal Combate
Além disso, apesar de apresentar dificuldades em tirar profissionais de outras emissoras, inclusive de TV aberta, a maioria dos contratados anunciados pela Fox Sports é ex-funcionária das Organizações Globo, casos do comentarista José Ilan (Globoesporte.com e ex-repórter da Rede Globo), do repórter Victorino Chermont (SporTV) e dos narradores João Guilherme e Marco de Vargas (SporTV). Já o vice-presidente do novo canal é Eduardo Zebini, que trabalhou por mais de uma década como diretor de esportes da Rede Record e participou das primeiras disputas travadas por direitos de transmissão esportiva, na segunda metade da década passada.
Cogitou-se até que a transmissão da Libertadores em TV aberta pela Rede Globo ficaria restrita a um jogo por semana para toda a rede, ao contrário do que tem acontecido, quando a emissora coloca uma partida diferente para cada núcleo (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Nordeste). Em nota oficial, nos últimos dias de 2011, a Globo afirmou que transmitirá os dois jogos com brasileiros na Pré-Libertadores (Flamengo e Internacional) e, a partir da fase de grupos, duas partidas por rodada, reafirmando a posse exclusiva dos direitos de transmissão do torneio em TV aberta até 2018.
A SporTV ganha mais uma concorrente de peso. Além dos torneios sul-americanos de clubes de futebol, a Fox Sports já começa com 11 campeonatos de tênis, cerca de oito competições de automobilismo – dentre elas a Nascar, principal categoria estadunidense – e um pacote de lutas. Mesmo com a parceria com o UltimateFightingChampionship (UFC) nos Estados Unidos, onde transmitiu o evento pela primeira vez em TV aberta para todo o território, em novembro de 2011, o canal ainda não se posicionou se tirará a exclusividade do Canal Combate (pay-per-view do SporTV) sobre a atração esportiva que mais cresce no Brasil nos últimos anos.
Transmissão esportiva
A curiosidade sobre esta disputa é que se presumia que existisse um acordo tácito das Organizações Globo com a News Corp. em que não haveria concorrência por pacotes de conteúdos até então pertencentes à empresa brasileira. Afinal, os dois conglomerados comunicacionais foram parceiros por muito tempo na posse da Sky (hoje Sky/Directv), na segunda onda globalizante do audiovisual brasileiro, que tem como marcas a privatização do setor de telecomunicações e sua aproximação com empresas tradicionais que operavam na televisão paga, numa associação entre oligarcas regionais e grandes empresas globais.
Além disso, os canais Globosat e a Fox são sócios nos canais Telecine que, dentre outros produtos e serviços, coproduz filmes com a Globo Filmes e demais produtoras do país, como são os casos de Assalto ao Banco Central (Marcos Paulo, 2011) e O Palhaço (Selton Mello, 2011).
Essa mudança de paradigma já é um reflexo das alterações oriundas da Lei do Audiovisual (12.485/2010), que exige 30% de produção nacional nos canais de TV por assinatura e permite maior participação das grandes empresas mundiais no setor, especialmente no que concerne à posse de operadoras, agora sem limite para o capital estrangeiro. Lembra-se que os grandes conglomerados empresariais atuam tanto nas telecomunicações quanto na produção e distribuição do conteúdo. Este caso reflete também a importância da transmissão esportiva enquanto mercadoria, a ponto de superar antigas alianças.
Filão da TV aberta
A concorrência direta de dois grandes conglomerados, no que tange aos esportes na TV por assinatura – representados pelos canais Fox Sports e ESPN –, pode representar um risco ainda maior para as Organizações Globo nas próximas negociações dos direitos de transmissão de campeonatos nacionais de futebol. Isto pode mudar o estágio atual, de monopólio do direito de transmitir na maioria das mídias, confirmado, por exemplo, no último contrato assinado com os clubes para o Campeonato Brasileiro de Futebol, válido até 2015.
Se as barreiras impostas pela Globo na televisão aberta, por conta de seu padrão tecno-estético e de suas relações político-institucionais, foram, e ainda são, difíceis de serem rompidas, elas são bem mais frágeis na TV paga, onde o confronto envolve organizações com larga experiência internacional, em termos de produção e distribuição de audiovisual, com capitais muito superiores aos dos radiodifusores nacionais.
As novas barreiras que passam a ser construídas pelos conglomerados globais podem ser intransponíveis para os tradicionais oligarcas do mercado audiovisual brasileiro. Por isso a aversão – apresentada já em 2002, quando da necessidade de se fixar em 30% a quantidade de capital estrangeiro nas empresas de comunicação mais tradicionais (TV, rádio e jornal) – em permitir a entrada desses grupos num filão como o é a televisão aberta, já que 63% dos recursos publicitários do mercado nacional vão para este meio de comunicação.
***
[Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos são, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos e mestrando no mesmo programa]

Por R$ 5 milhões, Flamengo aprova patrocínio na barra da camisa

Por Lancepress


O Conselho Fiscal do Flamengo aprovou na noite de desta quita-feira a proposta da Cosan Combustíveis e Lubrificantes S.A. para estampar o patrocínio da Mobil na barra da camisa rubro-negra. Desta forma, o clube receberá o valor de R$ 5 milhões pelo acordo de um ano.

Já a reunião que estava prevista com a Traffic não aconteceu e poderá ser remarcada para esta sexta. O encontro servirá para discutir o futuro da parceria, que pode não ser renovada. O clube, então, bancaria Ronaldinho.
O encontro foi cancelado em função das decisões tomadas pelo clube em relação ao futebol - nesta quinta foi oficializada a demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo e o desmembramento do departamento de futebol.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Com novo parceiro, Goiás atinge R$ 2 mi em permutas

Por Rodrigo Capelo


O Goiás possui novo parceiro comercial. A Mednutrition fechou acordo de dois anos e irá fornecer produtos farmacêuticos e suplementos alimentares. Em contrapartida, terá a marca em uniformes de treino, backdrops e centro médico. Com negócios similares, o clube diz economizar quase R$ 2 milhões anuais.

Dentre os cerca de 20 patrocinadores da equipe goiana, apenas o Hosital do Coração Anis Rassi, dono da cota máster desde o fim da última semana, repassa alguma verba aos cofres do clube. Mas isso não significa que os outros parceiros não levam vantagens financeiras.

Ao firmar parcerias específicas, como no caso da Mednutrition, o Goiás economiza com despesas que teria de qualquer modo. Nas contas de Marco Goulart, gerente de marketing, o valor poupado todos os anos está muito próximo de R$ 2 milhões.

“Nós ainda temos várias propriedades disponíveis, e mesmo assim temos vários parceiros que nos ajudam a economizar uma quantia relevante”, comemora o dirigente. As camisas titular e reserva, usadas em partidas oficiais, seguem apenas com a marca do Hospital do Coração, a ser deslocada para as mangas caso surja uma oferta mais rentável pela cota máster.

Nova camisa do Palmeiras

Coletiva de apresentação da KIA Motors como patrocinadira master do Palmeiras...




Lucas di Grassi lança agência esportiva


One International Sport Business nasce da aquisição da Fragata Marketing Esportivo e chegada de sócios herdeiros de importantes grupos empresariais

Por: Robert Galbraith

Após lançar uma agência de marketing esportivo para cuidar de seus próprios negócios, o piloto de automobilismo Lucas di Grass fechou a compra da Fragata Marketing Esportivo para ampliar a atuação de sua empresa que passa a se chamar One International Sport Business. Entre seus sócios na empreitada estão os filhos do comandante Rolim, Marcos Amaro (ex-TAM) e do publicitário Guga Valente, João Augusto Marques Valente Jr. (ex-XYZ Live), e o neto do empresário Antônio Ermírio de Moraes, Mario Moraes (Grupo Votorantim). Os demais acionistas são Henry Guedes (ex-Fabrica, Sport Track e Informidia), que desempanhará o papel de diretor executivo, e Guilherme Nastari (da consultoria Datagro). Maurício Fragata, fundador da empresa incorporada, será diretor de operações. “Cada um desses sócios e executivos será responsável por uma área estratégica do negócio e vão compor um conselho”, explica Henry Guedes. 
Os principais clientes são Alpargatas, Star Events, Minas Tênis, Pirelli, Eurobike, Schioppa, Locaweb e Caçula Pneus; além da gestão da carreira do próprio di Grassi. A expectativa é faturar R$ 15 milhões neste primeiro ano de operação conjunta.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/2012/01/31/Lucas-di-Grassi-lan-a-ag-ncia-esportiva.html

Logomarca da Copa das Confederações


A caça ao patrocínio no futebol


Os times de futebol atraíram o interesse de anunciantes e dobraram suas receitas em cinco anos. Agora enfrentam problemas para renovar contratos.

Por: Marcelo Onaga

Nos últimos anos, os times brasileiros de futebol viveram um clima de euforia. Grandes estrelas foram contratadas e repatriadas, os valores pagos pelos direitos de transmissão dos jogos atingiram patamares inéditos e os acordos de patrocínio bateram recordes.
Em 2010, a receita de patrocínio dos clubes brasileiros foi de 370 milhões de reais, o dobro do que foi arrecadado cinco anos antes, segundo a consultoria BDO RCS. O resultado colocou o campeonato brasileiro como o terceiro mais rentável do mundo em patrocínio de camisas, atrás apenas do inglês e do alemão.
No ano passado, estima-se que os valores tenham chegado a 420 milhões de ­reais. Para frustração dos times, essa fartura não deverá se repetir na atual temporada.
Especialistas em marketing falam em queda de até 20% nos valores de alguns contratos. Alguns dos maiores patrocinadores do país devem reduzir significativamente seus investimentos nesta temporada.
O BMG, que estampou sua marca em 39 equipes em 2011, deve ficar em cinco. A Hypermarcas, que investiu 80 milhões de reais no Corinthians em dois anos, não deve renovar o contrato.
O temor quanto aos efeitos da crise europeia no Brasil e a decepção de alguns patrocinadores com os resultados dos investimentos já fizeram com que algumas das principais equipes do país iniciassem o ano com suas camisas “limpas”.
Clubes como Flamengo, dono da maior torcida do país, São Paulo e Palmeiras não conseguiram renovar seus principais contratos, e a busca por novos patrocinadores se mostra difícil.
“Se conseguirmos os mesmos valores de 2011 já será um bom resultado”, diz Júlio Casares, vice-presidente de mar­keting do São Paulo. “Depois de dois anos de euforia, os patrocinadores estão fazendo ajustes”, diz  Eduardo Muniz, professor de branding da ESPM.
A falta de planejamento por parte de times e de patrocinadores é apontada como o principal motivo para retornos abaixo dos esperados. “Os clubes só oferecem a visibilidade que as transmissões dos jogos proporcionam, e as empresas também não fazem nada para ampliar o resultado do patrocínio”, diz César Gualdani, sócio da empresa de consultoria em marketing esportivo Sport+Markt.
Na Espanha, a Telefônica investe cerca de 20 milhões de euros por ano só para explorar ações que envolvam internet e telefonia do Real Madrid, valor similar ao que a empresa de loterias Bwin paga para estampar sua marca na camisa do time.
O Barcelona, que leva na camisa a marca da Qatar Foundation,  também tem uma parceria extracampo com a montadora alemã Audi que rende mais de 10 milhões de euros por ano.
E o inglês Manchester United, que estampa no uniforme apenas a marca da seguradora Aon, tem contratos também com a Turkish Airlines e com a DHL. “Os clubes brasileiros estão na idade da pedra do marketing esportivo”, diz Amir Somoggi, diretor da BDO RCS.
Para aproveitar ao máximo a visibilidade das transmissões, os times fatiam seus uniformes e transformam suas camisas em uma espécie de abadá, com até seis marcas estampadas nas mais diversas cores. “Isso é um erro. Uma pesquisa que fizemos mostra que o torcedor reconhece apenas duas marcas por time”, diz Gualdani.
Na Europa, todos os grandes times exibem apenas uma marca em sua camisa. A evolução do marketing esportivo brasileiro depende de uma mudança cultural tanto de clubes quanto de empresas patrocinadoras.
“Desenvolvemos ações para nossos patrocinadores que incluem a presença de jogadores em eventos, uso de nosso estádio para ações de relacionamento e exposição de produtos para a torcida”, afirma Armenio Neto, gerente de marketing do Santos, clube que vem tentando adotar uma gestão mais profissional de seus negócios. “Mas o próprio patrocinador ainda valoriza muito mais o modelo tradicional.”

Palmeiras fecha patrocínio com a Kia Motors


Marca coreana venceu disputa com a montadora chinesa JAC Motors

Por: Marcio Ishikawa

São Paulo - A Kia Motors vai oficializar nesta quarta-feira, dia 1º de fevereiro, o contrato de patrocínio com o Palmeiras. O anúncio será feito em uma concessionária da marca em São Paulo, capital, e contará com a presença do presidente da Kia Motors do Brasil, José Luiz Gandini, e o presidente do clube, Arnaldo Tirone.
Desde o final do contrato com a Fiat, no final do ano passado, o Palmeiras estava sem patrocinador na camisa. Especulações chegaram a dar como certo um acordo com a JAC Motors, mas a Kia teria entrado na disputa posteriormente e levado a melhor.
Nenhum valor oficial foi revelado, mas reportagens da imprensa esportiva afirmam que o contrato é de três anos e totaliza R$ 74 milhões.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Engenheiros esperam que Mineirão seja exemplo em sustentabilidade


Cronograma de obras do estádio, que abrigará partidas da Copa do Mundo de 2014, prevê várias práticas eficientes para o desenvolvimento ambiental

Por Ana Paula Moreira

Além de estar em dia com as obras de modernização, o Mineirão também se tornará um exemplo na parte de sustentabilidade ambiental. Pelo menos é o que espera a equipe responsável pela reforma. Desde o projeto conceitual das obras, o estádio segue um cronograma de ações que têm o meio ambiente como preocupação principal. O gerente do projeto Copa sustentável, Vinícius Lott, enumerou as etapas do projeto.

- O objetivo do Mineirão é ser referência como construção sustentável. Para isso, têm que ser analisados todos os aspectos desde o projeto conceitual, como redução do consumo de água, de energia, metas de como trabalhar com resíduos e toda a operação do empreendimento. Depois, durante a obra, vários cuidados têm que ser analisados, como a destinação dos resíduos, o controle de poeira, o controle da origem dos materiais.

Todas essas ações são importantes para que o Mineirão alcance um certificado internacional de prédio verde. A certificação Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) analisa questões como a geração de energia limpa, captação e reutilização de água de chuva e origem dos materiais utilizados na obra.

- A certificação Leed é um selo de construção verde, reconhecido internacionalmente. Ele analisa todos esses aspectos de sustentabilidade do empreendimento, e o Mineirão tem buscado o nível prata, que é o segundo nível. Então, analisam a pontuação de certificação nos vários aspectos de sustentabilidade, e é conferida a certificação.

Para alcançar essa certificação, o Mineirão tem vários projetos sustentáveis e com preocupação ambiental. Um deles é a geração de energia limpa. Serão instalados paineis fotovoltaicos na cobertura do Mineirão, que podem gerar energia solar para atender a aproximadamente 1.200 residências de médio porte. Outro projeto é a captação da água da chuva para ser reaproveitada no estádio.

- A opção foi captar a água do telhado do Mineirão, enviar para um reservatório com a capacidade de mais ou menos seis milhões de litros de água. É um reservatório bem grande, capaz de atender todo o período de estiagem do Mineirão. Um exemplo e uma referência interessante para mostrar que técnicas sustentáveis são economicamente viáveis é que o custo de implantação dessa captação é pago pela economia de água em três anos. Então, tem um retorno muito rápido desse investimento - explica Lott.

Outra preocupação na obra do Mineirão é com os destinos dos resíduos. Segundo Lott, a regra é reutilizar o máximo de resíduos possível. Essa questão serve para evitar que os resíduos sejam levados para outros locais.
- A regra no Mineirão é reutilizar, reciclar ou incorporar na obra o máximo possível de resíduos. Ou seja, evitar o envio para aterro e locais não desejáveis. Exemplos: uma quantidade de aproximadamente 850.000 m³ de terra foi reaproveitada em outras obras, em loteamento da região metropolitana. O concreto foi britado e utilizado em pavimentação de ruas também na cidade e cidades do entorno. Todas as cadeiras do estádio foram doadas para ginásios e estádios do interior do estado. E a parte metálica, de sucata, foi reaproveitada através de reciclagem. O gramado também foi reaproveitado em um projeto social do estado, e R$ 130 mil foram economizados com os 13 mil m² de grama. Temos um cálculo de mais de 90% de aproveitamento dos resíduos na obra - relata o gerente.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/mg/futebol/campeonato-mineiro/noticia/2012/01/mineirao-vira-exemplo-de-obra-correta-em-sustentabilidade-ambiental.html

Deu na coluna do Ancelmo

Capital dos esportes

A prefeitura do Rio fechou parceria com a consultoria McKinsey num projeto com empresas de evento e de mídia para fazer da cidade a “capital mundial dos esportes”.


Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/

Alguém tem que avisar às autoridades, que a cidade só se transformará na capital dos esporte através de uma política séria de desenvolvimento do mesmo. Caso a alcunha de capital mundial dos esportes seja direcionada aos megaeventos, aí tudo bem...

Concurso na Unb – Gestão, Marketing e Organização de Eventos no Esporte

Edital de Abertura de Concurso N. 585/2011 Universidade de Brasília – UnB
Faculdade de Educação Física – FEF
Área: Gestão, Marketing e Organização de Eventos no Esporte
Classes: PROFESSOR ADJUNTO e ASSISTENTE
Inscrições: 02/01 a 08/02/2012
Ver:
http://srh.unb.br/concursos/concursos-2011/category/8033-585

Fonte: http://abragesp.wordpress.com/

Congressos

Fiquem ligados. Vários congressos estarão aocntecendo nesse início de ano para quem curte a gestão do esporte.

No dia 14 de março, acontece o I Simpósio Virtual de Gestão do Desporto, uma promoção da AIGD (Aliança Intercontinental de Gestão do Desporto). Para maiores informações, clique aqui.

Entre 2 e 5 de abril, acontece em Belo Horizonte, o XIV Congresso Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa. Para maiores informações, clique aqui.

Entre 17 e 19 de maio, acontece em Florianópolis, o II Congresso Internacional de Formação Profissional no Campo da Educação Física e do VI Seminário de Estudos e Pesquisas em Formação Profissional no Campo da Educação Física. Para maiores informações, clique aqui.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SAIBA TUDO SOBRE A SELEÇÃO DE LÍDERES DE COMPETIÇÕES ESPORTIVAS


Rio 2016™ busca 52 profissionais para comandar as operações dos esportes e disciplinas olímpicos e paralímpicos

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ inicia nesta segunda-feira, dia 30, a Seleção de Líderes de Competições Esportivas, visando identificar profissionais altamente qualificados que serão responsáveis por toda a operação dos 28 esportes olímpicos e 22 paralímpicos no maior evento do planeta em 2016.
De olho no legado de gestão esportiva para o país, a prioridade será dos profissionais brasileiros. Os selecionados vivenciarão uma experiência única nos próximos quatro anos em termos de aprendizado. Após os Jogos, terão a missão de ser multiplicadores.
“É uma oportunidade única para profissionais de gestão de todo o Brasil, que experimentarão o desafio de liderar uma competição olímpica ou paralímpica em todos os seus aspectos técnicos. Cada detalhe do trabalho deste Líder é fundamental. As responsabilidades são muitas, mas as recompensas para o profissional e para este mercado no país são da mesma proporção”, analisa Agberto Guimarães, diretor de Esportes do Rio 2016™.
Os 52 selecionados estarão sob o comando de Ricardo Prado, gerente de competição esportiva. Medalhista olímpico, ex-recordista mundial e um dos maiores nomes da natação brasileira, Prado detalha a Seleção de Líderes de Competições Esportivas e seus impactos na entrevista a seguir:
Quais são as responsabilidades de um Líder de Competição Esportiva?
Ele vai nos ajudar a montar todo o programa de competição dessa disciplina ou desse esporte. Será responsável por manter o relacionamento com a Federação Internacional para a definição do calendário de competição, por exemplo. Ajudará nas decisões sobre infraestrutura das instalações de competição, para que sigam todos os requerimentos técnicos. Auxiliará na aquisição de equipamentos esportivos homologados pelas Federações Internacionais. Determinará as funções dos voluntários. Será também uma ponte entre os delegados técnicos da respectiva Federação Internacional e o resto do Comitê Organizador Rio 2016™, uma referência, um centro de conhecimento. Trocará informações com departamentos responsáveis, por exemplo, por transporte e alimentação.
São 52 vagas para 50 esportes. Por quê?
O Programa esportivo do Rio 2016™ tem 28 esportes olímpicos com 41 disciplinas, e 22 esportes paralímpicos com 23 disciplinas. Em vez de contratar 64 profissionais, um para cada disciplina, buscamos otimizar o número de pessoas envolvidas. Foi definido que esportes olímpicos com um correspondente paraolímpico, e que serão disputados na mesma instalação, terão só um profissional designado. Levamos em consideração ainda que alguns esportes, como Desportos Aquáticos, tem múltiplas disciplinas com planejamento diferenciados – natação, nado sincronizado, polo aquático e saltos ornamentais. Nesse caso, precisamos de um profissional designado para a gestão do esporte, e outros quatro para coordenar cada uma das disciplinas. Após uma análise detalhada, chegamos ao número de 52 profissionais.
Qual o perfil do profissional que Rio 2016™ procura?
Buscamos pessoas com grande capacidade de liderança e com experiência em eventos esportivos. Uma boa formação também é fundamental, assim como o inglês avançado. A comunicação com as Federações Internacionais é toda feita em inglês. Acreditamos que as áreas de Administração, Educação Física e Gestão Esportiva sejam as principais, mas nada impede que profissionais de outras áreas se candidatem e estejam aptos. Certamente, ajuda se o candidato já tiver sido um atleta, mas também sabemos do potencial, por exemplo, dos gestores de clubes, árbitros, gestores de federações e confederações ou pessoas ligadas ao ramo de eventos. Acredito que teremos um mix de perfis.
É necessário ser especialista ou ter experiência com o esporte específico?
A pessoa vai se cadastrar para um esporte específico. Queremos especialistas, com grande conhecimento técnico focado no esporte. De qualquer forma, podemos entender que o candidato tem um perfil interessante e aproveitá-lo em outra vaga no futuro.
Em que nível de hierarquia e remuneração os Líderes iniciarão?
Os profissionais selecionados assinarão um contrato de prestação de serviços com o Rio 2016™, com pagamento através de per diem, seguindo a mesma abordagem adotada por Londres e outros Comitês Organizadores.
Esse contrato prevê a participação em várias atividades coordenadas pelo Rio 2016™, como, por exemplo, reuniões, observações de competições nacionais e internacionais, auxílio com informações técnicas, interação com Federações Internacionais e outras áreas do Rio 2016™, dentre outros. É importante ressaltar que, durante a vigência desse contrato, os profissionais poderão continuar em seus atuais empregos e não precisam morar no Rio de Janeiro.
A partir de janeiro de 2013, esses profissionais serão considerados pelo Rio 2016™ para eventuais contratações. Caso sejam convidados a integrar o quadro de colaboradores, será necessária a realocação para o Rio de Janeiro e término de outros vínculos empregatícios.
De que forma esta experiência contribui para a carreira do profissional?
A capacitação é uma parte muito interessante. Você vai compartilhar informações e conviver com os gestores mundiais do esporte na fase anterior aos Jogos. Além disso, é a possibilidade de estar no coração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Você será o responsável por tudo que diz respeito a determinado esporte ou disciplina. Para qualquer pessoa apaixonada por esporte, que trabalha com esporte, é a realização de um sonho.
Qual o legado que esta oportunidade deixará para a gestão esportiva brasileira?
Serão 52 profissionais altamente qualificados, com Jogos Olímpicos e Paralímpicos no currículo, capazes de levar os conhecimentos adquiridos para outras regiões do país, alimentar toda uma rede de profissionais com estes conhecimentos e, assim, ampliar o impacto positivo do Rio 2016™ também em relação à gestão esportiva. Acredito que vamos nos surpreender com os perfis de candidatos e com o potencial dessas pessoas. Antes de procurar fora, é nossa obrigação procurar aqui no Brasil. É nosso objetivo construir um legado em termos de recursos humanos que gerará impacto real para o esporte brasileiro.

Parceiro da CCR NovaDutra vai construir centro esportivo em Jacareí


Por: Maurício Cintrão

A Diretoria do Jacareí Rugby anunciou esta semana que conseguiu da Prefeitura da cidade a permissão de uso de uma área de 18 mil m² para a construção de sua sede social e esportiva. O Jacareí Rugby é parceiro da CCR NovaDutra em projeto de inclusão social pelo esporte. A proposta da agremiação é construir um centro de treinamento, que será referência para o rugby no município, elevando as condições para a formação regional de atletas.
Atualmente as atividades do Jacareí Rugby no município abrangem treinamentos para categorias M12 (menores de 12 anos), M14, M16, M18, M20, Feminino e Principal, que representam a cidade em diferentes competições da FPR (Federação Paulista de Rugby) e CBRu (Confederação Brasileira de Rugby). Em 2011, a Associação Esportiva Jacareí Rugby atendeu a mais de 5 mil participantes em seus projetos sociais.
“Nossas condições são limitadas, pois não temos campo oficial, nem um local como referência para o rugby no município”, relata Julio Cesar Faria, treinador do Jacareí Rugby. “Com este novo cenário estamos bastante confiantes na possibilidade de construirmos um centro de treinamento, nossa casa em Jacareí”.
O Jacareí Rugby já formou vários atletas convocados para diferentes seleções paulistas e brasileiras. Com uma estrutura adequada terá condições de formar melhor seus atletas, fortalecendo as equipes competitivas e aumentando a expectativa de ter cada vez mais atletas convocados para seleções e possivelmente atletas olímpicos.
“Trabalharemos e nos dedicaremos para construir este centro de treinamento e fazer deste local um berço de grandes atletas e cidadãos”, comenta Edis Abrantes, coordenador técnico do Jacareí.
A conquista do local para o Jacareí Rugby foi um processo comandado pelo Vereador Marino Faria, auxiliado pelo Secretário de Esportes Hernani Barreto e pelo Prefeito Hamilton Mota.
Márcia Andreoti, presidente da Associação Esportiva Jacareí Rugby, afirma que a credibilidade e investimento depositado pelo município no Jacareí Rugby sempre terão bons resultados provindos dos trabalhos sociais realizados pela Associação.
Ainda em janeiro o Jacareí Rugby também conquistou a parceira da Aliança Francesa, que destinará inicialmente bolsas integrais de estudos de idioma para participantes das atividades da Associação.
O Jacareí Rugby tem parceria e apoio em seus projetos da CCR NovaDutra, Prefeitura de Jacareí, Aliança Francesa e Lavalpa Logística e Armazenagem.

Confederação de Hóquei sobre Grama anuncia planejamento estratégico para 2012

Por ASCOM/ME


Em entrevista coletiva realizada no Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro, durante a concentração de atletas das seleções, o gerente-geral da Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama (CBHG), Eduardo dos Santos, expôs o planejamento para a temporada 2012 e as estratégias para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Eduardo ressaltou a relevância dos investimentos do Ministério do Esporte e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), fundamentais para a modalidade, principalmente, pela falta de patrocínios privados no hóquei. “A verba da Lei Agnelo/Piva e os investimentos por meio da parceria com o Ministério do Esporte são preciosos. É assim que gerimos todo o esporte, não somente a seleção”, explicou. 

A CBHG, por meio de um convênio com o Ministério do Esporte, realizará o intercâmbio de doze jogadores, homens e mulheres, para aprimoramento técnico na Argentina. Os atletas serão incluídos gradativamente no campeonato argentino e as equipes escolherão os atletas após um período de treinamento.

A chegada do consultor de alto rendimento ao Brasil - o holandês Bert Bunnik - foi um dos pontos mais abordados pelo gerente. “Bert está aqui para nos ajudar a corrigir o que tem sido feito de errado e a valorizar o que estamos acertando”, resumiu. A presença do experiente consultor acarretará avanço do esporte em todo o Brasil. 

Bert tem experiência no esporte, ele já realizou trabalhos técnicos nas seleções da Holanda, Espanha e Paquistão. “É tempo de organização e temos tempo para isso. Planejamentos e treinamentos irão aumentar o rendimento dos jogadores brasileiros”, disse o consultor. 

O gerente-geral da CBHG também revelou que há planos para a construção de mais cinco campos oficiais no Brasil. Atualmente, o País conta apenas com um, no Rio de Janeiro, legado dos Jogos Pan-Americanos de 2007. “Estamos buscando o desenvolvimento de campos em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outro no Rio de Janeiro. Esses são estados que já possuem a federação da modalidade”, explicou.



Fonte: http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=8083

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Naming rights: o fôlego de uma antiga estratégia


No Brasil, a estratégia teve mais êxito no campo do entretenimento com a nominação de casas de espetáculos, cujo pioneirismo cabe ao Credicard Hall

A concessão dos naming rights permite que uma empresa estampe sua marca como o nome oficial de uma propriedade, seja ela um espaço ou um evento. Assim como no campo do entretenimento, trata-se de uma estratégia amplamente utilizada no ambiente esportivo, que busca diversificar cada vez mais suas formas de obtenção de receita – principalmente no Brasil.

Nos Estados Unidos, a tradição vem de longa data e o modelo está consolidado. Até escolas de negócios são “patrocinadas” por esta via. O Knight Management Center, da Stanford University, na California, por exemplo, foi assim nomeado graças a um aporte de US$ 105 milhões.

Atribui-se o surgimento dos naming rights dos espaços esportivos à década de 1920, quando o estádio do Chicago Cubs, time de basebol, foi batizado de Wrigley Field, expondo a marca de chicletes de seu proprietário, William Wrigley. Porém, a nominação que representou uma quebra de paradigmas ocorreu em 1953, quando a Anheuser-Busch, então dona da Budweiser, comprou os direitos do Sportsman’s Park, a casa do St. Louis Cardinals, rebatizando seu nome para Budweiser Stadium, o que não foi aceito pelo presidente da liga de basebol à época. Rapidamente, foi tomada a decisão de nomear o espaço de Busch Stadium, o que, inclusive, motivou o lançamento de um produto, a Busch Bavarian Beer. O estádio fechou em 1966, mas as duas casas subsequentes dos Cardinals permaneceram com o mesmo nome.

Atualmente, os clubes das principais ligas esportivas dos Estados Unidos (basquete, basebol, hóquei e futebol americano) sediam seus jogos em arenas cujos direitos de nominação foram cedidos. O NY Mets, por exemplo, negociou com o Citigroup a nomenclatura do seu estádio por US$ 400 milhões ao longo de 20 anos, valor que representou aproximadamente 50% do custo total do espaço. Fedex, Gillette e American Airlines são outras companhias que seguem o mesmo caminho.

Já na Europa, cuja tradição de arenas volta-se ao futebol, tem como recentes exemplos os estádios Allianz Arena, na Alemanha, e o Emirates Stadium, na Inglaterra, cujo valor aproxima-se dos US$ 180 milhões em um contrato que incluiu o patrocínio ao Arsenal, clube mandatário do estádio. Recentemente, o clube Chivas Guadalajara, do México, lançou sua nova residência, que desde seu início chama-se Omni Life Stadium.

No Brasil
Por aqui, os naming rights tiveram mais êxito no campo do entretenimento com a nominação de casas de espetáculos, cujo pioneirismo cabe ao Credicard Hall, que nasceu em setembro de 1999 e permanece com o mesmo nome.

Salas e redes de cinema são, também, alvo desta estratégia. Se hoje marcas como TAM, Sabesp e Livraria Cultura investem neste tipo de exposição, a inspiração é o Espaço Banco Nacional de Cinema, criado no início da década de 1990 por Adhemar Oliveira em São Paulo e que exigiu do patrocinador um investimento inicial de US$ 1,5 milhão. Posteriormente, o conjunto de salas tornou-se Espaço Unibanco e expandiu-se sob a forma de outras unidades. Alguns grandes teatros também foram batizados, como é o caso do Abril, Bradesco e Alfa, que recebem espetáculos cênicos e musicais de grande porte.

No esporte, esta estratégia não é muito antiga, embora passe por um aquecimento na demanda. A primeira equipe de futebol a efetivar esta prática no país foi o Atlético Paranaense, que assinou um contrato com a empresa de tecnologia Kyocera em 2005. O objetivo da companhia consistia em facilitar a entrada no mercado latino-americano, região com tímida participação no faturamento da organização, mas com índices promissores de crescimento. O contrato, todavia, foi encerrado três anos depois.

A perspectiva de construção de novos espaços em decorrência da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 criou uma atmosfera de otimismo no setor. O prometido estádio do Corinthians, por exemplo, gera na diretoria do clube a expectativa de captar R$ 300 milhões de reais em troca da nominação do espaço por 15 anos. Especula-se também que os novos campos de Palmeiras e Grêmio lancem mão também deste tipo de financiamento.

Aqui, o “batismo popular” de estádios por parte de torcedores e imprensa ainda é uma barreira cultural a ser superada. Além disso, as empresas de comunicação não são flexíveis a este tipo de exposição de marcas não anunciantes. No caso do Atlético Paranaense, a Kyocera Arena jamais deixou de ser chamada de “Arena da Baixada”. A mesma preocupação ronda o estádio corintiano, que extraoficialmente já é chamado de “Fielzão”.

Trata-se de uma estratégia de investimentos que, por sua característica de longo prazo, requer ativações muito bem feitas e uma presença efetiva, que justifique uma associação de tal porte. Se o espaço não tiver utilização constante, a diluição dos custos torna-se mais difícil e a arena passa a ser onerosa. Por isso, nos Estados Unidos os naming rights vinculam-se a locais multiuso, nos quais diferentes equipes e modalidades sediam suas competições, além de oferecem a possibilidade de serem utilizados para eventos de outras naturezas, como grandes feiras ou espetáculos. Resta saber se no Brasil o modelo perdurará da mesma maneira.

*Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Com:Atitude, da Edelman Significa, e agora no Mundo do Marketing de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Fonte: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/22730/naming-rights-o-folego-de-uma-antiga-estrategia.html

Rio 2016: comitê divulga locais que podem servir de alojamentos para atletas


Foram selecionadas 172 instalações de 73 cidades em 18 estados do país

RIO - O Comitê Organizador da Rio 2016 divulgou nesta terça-feira a relação oficial dos locais que podem servir para alojar atletas em treinamento para as Olimpíadas. Ao todo, foram selecionadas 172 instalações esportivas de 73 cidades em 18 estados das cinco regiões do país. No estado do Rio, foram selecionadas 32 instalações de 12 municípios. São eles: Angra dos Reis (1), Búzios (2), Cabo Frio (2), Duque de Caxias (1), Macaé (1), Mangaratiba (1), Maricá (1), Niterói (4), Nova Iguaçu (1), Resende (1) e Volta Redonda (6).
Na capital, a lista conta com 11 instalações, incluindo a sede do Fluminense, o Iate Club do Rio e o Centro de Educação Física do Exército e a Vila Olímpica do Mato Alto. O Flamengo, que acertou com parte da delegação americana a cessão do seu espaço, não faz parte da lista, pois não se inscreveu no cadastro do comitê organizador. O mesmo ocorreu com o Centro de Educação Física do Exército, que cederá sua estrutura para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), conforme já havia sido divulgado.
O diretor de esportes do Comitê Organizador Rio 2016, Agberto Guimarães, acrescentou que essa lista ainda pode sofrer inclusões e exclusões ao longo dos anos, dependendo do cumprimento ou não das exigências para servir de sede de treinamento. Da lista, há 150 instalações que precisarão passar por reformas. Dessas, 14 estão prontas e oito que ainda serão construídas. A relação completa pode ser conferida no site www.rio2016.com/treinamentoprejogos/documentos.
- Essa não é uma lista final. Ao longo do tempo, poderemos ter inclusões e exclusões de cidades e instalações. Nos Jogos Olímpicos de Londres nós vamos distribuir um guia para os Comitês Olímpicos. A partir daí faremos atualizações periódicas pela internet no caso de mudanças na relação - explicou Agberto Guimarães.
As negociações com as delegações para a cessão das instalações serão feitas diretamente entre os responsáveis pelos equipamentos e as delegações. A contrapartida pode ser financeira ou em serviços. Um clube pode negociar, por exemplo, um intercâmbio para seus atletas fazerem estágio na mesma modalidade esportiva naquele país.
O processo de pré-seleção teve início no ano passado. Ao todo, foram inscritas 200 instalações de 84 cidades em 20 estados que foram inspecionadas por equipes de especialistas do Comitê Organizador Rio 2016. Nesse processo, vários itens foram avaliados, tais como: viabilidade do projeto, infraestrutura esportiva e a distância de hospitais de emergência e aeroportos.
No caso dos Jogos Olímpicos de Londres (2012), a lista divulgada contava com bem mais inscrições: 640 instalações, das quais cerca de cem foram selecionadas pelas delegações. Outra diferença é que os londrinos permitiram inscrições não apenas para a Inglaterra (país-sede do evento), como para todo o Reino Unido. Na lista brasileira, a relação conta até com um resort: O Porto Bello, em Mangaratiba.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/rio-2016-comite-divulga-locais-que-podem-servir-de-alojamentos-para-atletas-3751460#ixzz1kOzfALKq 

CBRu se aproxima de acertos por Sul-Americano

Por Duda Lopes


No fim de 2011, a Costa Rica desistiu de receber o torneio Sul-Americano de rúgbi, e a Confederação Brasileira da modalidade (CBRu) assumiu o compromisso da organização no Brasil. Agora, a entidade quer definir os últimos detalhes dos jogos para pode fechar com mais patrocinadores.

A questão principal é o local do torneio. A CBRu está próxima de acertar com a administração de um estádio no Rio de Janeiro, que ainda não pode ser divulgado a pedido da entidade. Se não houver acordo, outro local será procurado, não necessariamente na capital fluminense. As conversas, no entanto, estão adiantadas.

Outra situação que está próxima de uma definição, mas que ainda não tem contrato assinado, é a transmissão do torneio. A CBRu negocia com a Sportv, que em 2011 cobriu o Campeonato Brasileiro da categoria com a exibição ao vivo das semifinais e da decisão. 

Somente quando essas duas questões estiverem definidas, o que deve acontecer nos próximos dias, é que a CBRu deverá ir atrás de patrocinadores para o evento. Até o momento, três empresas já garantiram participação: Heineken, Bradesco e Topper. Todas já são parceiras da Confederação Brasileira de Rugby. 


Fox Sports põe time em campo e revela prioridade de investimentos no Brasil


Por Rafael Santos | TV Esporte Blog

A  Fox Sports começa suas operações no Brasil no próximo dia 5 de fevereiro, mas vem fazendo barulho no universo esportivo há algum tempo, já que terá exclusividade nos direitos de transmissão na TV fechada da Copa Libertadores da América 2012. A emissora também irá transmitir a Sul-Americana, o Campeonato Inglês, as corridas da Nascar, torneios de tênis e esportes radicais. Ao todo, serão 2500 horas de conteúdo original produzido no Brasil.
Gigante do setor, a companhia integra a News Corp, do bilionário australiano (naturalizado norte-americano) Keith Rupert Murdoch e promete agitar o mercado de TV a cabo no país.  Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, no hotel Unique, em São Paulo, a empresa apresentou seu time de repórteres, comentaristas e narradores. Gente conhecida no mercado como João Guilherme e Marco de Vargas, que se notabilizou pelo bordão "É rede", em transmissões esportivas da RBS, Sportv e PFC.
Fox Sports ainda não tem acordo com operadoras de TV a cabo
O time da Fox Sports é formado por Anita Paschkes, Eduardo Elias, Erich Pelitz, José Ilan, Renata Cordeiro e Tammy Di Calafiori como apresentadores. Além de Vargas, a equipe de narradores reúne Éder Reis, Hamilton Rodrigues e João Guilherme.
A equipe de reportagem é composta por André Cavalcanti, Fernando Caetano, Flávio Winick, Juliana Rios e Victorino Chermont.  Carlos Simon e Paulo Julio Clement serão os responsáveis pelos comentários dos jogos.
Uma série de eventos vai marcar a estreia no canal em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de campanhas publicitárias em mídias externas.  Segundo o presidente da Fox Internacional Channels para a América Latina, Carlos Martinez, o Brasil representa a praça com maior potencial consumidor fora dos Estados Unidos.
Para o vice-presidente sênior e diretor geral do canal para o Brasil, Gustavo Leme, a expectativa é dobrar o número de assinantes três anos após a estreia do canal. Leme também confirmou que existem negociações com o apresentador Rafinha Bastos, que pode emplacar um projeto na FX, outro canal da companhia.
Especulações
Além de  contratar nomes famosos no meio esportivo, a chegada da emissora no Brasil é marcada por rumores.  O principal envolve a compra do canal a cabo Band Sports, que não foi confirmada até o momento. Martinez disse que a empresa tem muitos projetos para comprar conteúdo e firmar parcerias (inclusive com a Bandeirantes), mas por enquanto a compra não está fechada. Ele também confirmou que inicialmente a empresa irá mesmo ocupar o lugar do canal Speed na grade da TV fechada. Os dirigentes da empresa também afirmaram que um acordo está prestes a ser firmado com as principais operadoras de TV a cabo no país. Contudo, hoje não existe nada firmado.
Martinez também fez questão de ressaltar a boa relação que a companhia tem com as operadoras, inclusive com a Net, que tem parte das ações vinculadas às Organizações Globo.
"Estamos interessados em todos os grandes eventos esportivos", disse Eduardo Zebini, vice-presidente do Fox Sports no Brasil, pouco antes de revelar que a emissora irá transmitir o Brasil Open de Tênis. Segundo os executivos da companhia, um acordo deve ser anunciado até o dia 30 deste mês.
UFC fica com a Globo
Apesar dos rumores em torno da transmissão do UFC pela Fox Sports, Zebini garante que inicialmente os eventos da franquia não serão veículados pela emissora. "O UFC é um grande evento, mas pertence a uma outra emissora no país (Globo). Essa é uma negociação fechada, assim que existir a possibilidade de negociar, vamos com certeza conversar com a franquia."

Fonte: http://br.esportes.yahoo.com/blogs/tv-esporte/fox-sports-p%C3%B5e-time-em-campo-e-revela-141217684.html

Duelo de ídolos: depois de Ronaldo, Fittipaldi foca no marketing esportivo


Bicampeão de F-1 se associa ao publicitário Washington Olivetto para atuar com atletas brasileiros dos gramados, das pistas, das quadras e dos octógonos

Por Alexander Grünwald

Acostumados a vencer como esportistas, eles também não brincam em serviço no mundo dos negócios. Pouco mais de um ano depois do ex-jogador Ronaldo anunciar sua entrada no cenário do marketing esportivo, é a vez do ex-piloto Emerson Fittipaldi colocar sua extensa experiência no mundo dos negócios à disposição de seu novo empreendimento, voltado também para o esporte. O bicampeão mundial de Fórmula 1 é um dos sócios da Momentum Sports, numa união que inclui também Washington Olivetto, um dos mais bem-sucedidos publicitários do país.
Concorrente da 9ine, de Ronaldo, a agência atuará em diversas modalidades, com um elenco de atletas bastante diversificado, que inclui o futebol. Luis Fabiano, atacante do São Paulo, e Julio Cesar, goleiro do Corinthians, são os primeiros da lista. Nas quadras de vôlei, a empresa atuará com Murilo e Jaqueline, além do treinador Giovane Gávio, campeão mundial e olímpico como jogador. Nas pistas, a empresa representará os pilotos Thiago Camilo, da Stock Car, Pietro Fittipaldi, da Nascar, e Eric Granado, que neste ano ingressará no Mundial de Motovelocidade. Outros atletas que serão agenciados pela Momentum são Marcos Rogério, o Pezão, lutador de MMa, o skatista Marcelo Bastos e o jogado de rugby Fernando Portugal.
- Sou muito amigo do Ronaldo. Vamos é colaborar um com o outro. Cada empresa vai ampliar o mercado de alguma forma, já que ambos temos clientes grandes. Este crescimento é muito bom para o mercado do marketing esportivo, já que a empresa vem com uma experiência muito forte do exterior – afirma o vencedor de duas edições das 500 Milhas de Indianápolis.
Além do trabalho de consultoria, ativação de marcas e gerenciamento de carreiras, a nova parceria do campeão visa também a promoção de eventos esportivos. Caso da etapa brasileira do novo Mundial de Endurance, prevista para o dia 15 de setembro no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Para Emerson, o bom momento da economia nacional pode criar uma série de oportunidades para bons negócios.
- O Brasil agora é um alvo de investimentos em todos os setores, e isso inclui o esporte. Teremos a Copa, os Jogos Olímpicos, entre outras coisas, então é preciso ter gente forte por trás dos principais atletas e eventos para aproveitar da melhor forma as oportunidades que vão aparecer – ressalta o ex-piloto.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/sp/noticia/2012/01/duelo-de-idolos-depois-de-ronaldo-fittipaldi-foca-no-marketing-esportivo.html

Investimento chinês em brasileiros pode ser maior do mundo, diz estudo


A China poderá se transformar num dos maiores mercados do futebol nos próximos anos, segundo estudo da Brunoro Sport Business.

Para projetar o tamanho do mercado da bola da China no futuro, o trabalho da empresa relacionou o PIB chinês com o investimento de países como o Brasil e a Inglaterra na compra de atletas.

Pelo estudo, se a China investir a mesma proporção de seu PIB em transações de jogadores que o Brasil investe atualmente, vai se tornar o quinto maior mercado de futebol em volume de negócios.

Se o apetite chinês pelo futebol se igualar proporcionalmente ao inglês, líder em negociações, o investimento em contratações do país asiático será o dobro do da Inglaterra até o final desta década.

Até o meio do ano passado, a China estava fora do grupo dos 20 maiores compradores. Mas deverá ser incluída já neste ano.

Em dezembro, o Shanghai Shenhua pagou R$ 57 milhões pelo francês Nikolas Anelka, ex-Chelsea.
O brasileiro Kaká, do Real Madrid, está na mira do clube chinês neste ano.

Drogba, também do Chelsea, é outro que pode deixar o futebol europeu para jogar no oriente. Time do argentino Conca, o Guangzhou Evergrande anunciou no mês passado interesse em contratar o atacante marfinense.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=104038

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Negócios da China


Após o caso envolvendo Ronaldinho, Flamengo e Traffic, será mesmo que as parcerias clube-investidor valem a pena?

Por Matheus Harb

Já faz algum tempo que as parcerias tomaram conta do futebol brasileiro. Com investimentos, ajudaram a construir boas ou grandes equipes, desempenhando um papel central no novo cenário do esporte no país. No entanto, a boa intenção da ideia é, por vezes, um tiro que sai pela culatra, como visto no caso Ronaldinho e Flamengo. A chance de acontecer um desfecho negativo, como esse, compensa a aposta no casamento?
Boa parte dos casos de parcerias investidor-clube, no Brasil, começaram com ótimas perspectivas. ISL e MSI montaram supertimes que prometiam conquistar o mundo ou, ao menos, é a impressão que se tinha no início. Aos poucos, o 'amor' acabou, o dinheiro saiu, ficaram as dívidas. Grêmio e Corinthians se envolveram com gente que, para se ter uma ideia, são alvos até hoje de investigações em nível federal. Isso pra não falar nos rebaixamentos que vieram dessas uniões mal geridas.
O quadro evoluiu, e novos atores entraram em cena. Empresas de marketing esportivo possuem um grande número de atletas em todas as divisões do país, um modelo de negócio mais 'diplomático' que o anterior. E, mesmo assim, os desentendimentos continuam. Responsável pela contratação, e pelo pagamento de R10, a Traffic é também uma das motivadoras da crise que reina no Flamengo, ao descumprir um acordo que, em janeiro do ano passado, parecia à prova de falhas. O Grupo Sonda entrou em rota de colisão com o Santos, desde o episódio da venda de parte dos direitos de Ganso.
É claro, também existem exemplos positivos na história. A mesma DIS ajudou a montar a base do Inter campeão da Libertadores de 2010, e sua contribuição ainda se faz presente. O Flu, com o apoio da Unimed, inicia a nova temporada com um dos elencos mais fortes dos últimos anos, e larga como favorito nas competições que disputa. Mas vamos com calma. Se, por acaso, esses dois 'mecenas' saíssem repentinamente de jogo, os dois clubes estariam em apuros.
Pensar a questão sob uma perspectiva anti-investidores, porém, não ajuda a discutí-la. As parcerias estão fortalecendo o futebol que é praticado no país, tanto nos reforços quanto na manutenção de jovens valores vão surgindo. A questão, parece, é como manter o casamento com esses investidores. Na ambição de vencer, os clubes se esquecem de avaliar os riscos de cada união que fazem, e a pesada conta só chega depois. Por aí, quem sabe, a relação começa a ficar mais sadia.
De qualquer forma, é preciso imaginar alternativas para o modelo vigente. Mais cedo ou mais tarde, os clubes vão querer de volta sua autonomia, e isso depende de seu poderio financeiro. Até lá, vai ser difícil, mas necessário, resistir às tentações dos investimentos milagrosos. No final das contas, nem todo negócio é da China.