Páginas

Mostrando postagens com marcador Gestão esportiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestão esportiva. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Modelo Nuzman de gestão gasta 43,5% da verba em burocracia


Carlos Arthur Nuzman será reeleito, na próxima sexta-feira, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) pela quarta vez. Como resultado do trabalho de 17 anos, trouxe pela primeira vez as Olimpíadas para a América do Sul, multiplicou as verbas públicas disponíveis para o esporte olímpico e, principalmente, criou um modelo de gestão que gasta em burocracia 43,5% do que arrecada. E ainda sufoca oposição ao seu comando.

O centro da questão é a Lei Piva. Em vigor desde 2001, destina 2% das verbas arrecadadas com loterias federais ao esporte. Deste montante, 15% vai para o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) e 85% para o COB que, por sua vez, tem de investir 10% no esporte escolar e 5% no universitário. O plano inicial era dar 60% da verba restante às confederações, usar 10% para a criação de um fundo de reserva e ficar com apenas 30%. O problema é que, ao longo dos 11 anos da Lei, o quesito que mais consumiu recursos no planejamento do COB foi a “manutenção da entidade”.

De 2001 a 2011, o COB ficou, em média, com 43,5% do que recebeu. Esse dinheiro é gasto de diferentes formas, desde participações em competições esportivas até o investimento em projetos ousados, como as candidaturas do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas de 2012 e 2016. O total destinado às confederações variou de 79,2% em 2002 a 42,6% em 2007, ano em que os Jogos Pan-Americanos do Rio consumiram o orçamento do COB.

A entidade, consultada pelo UOL Esporte, discorda da avaliação, e explica que ainda repassa às confederações o fundo de reserva. "As Confederações continuam recebendo a maior parte dos recursos da Lei Agnelo/Piva para a preparação dos atletas. Esse aporte tem se dado através do Fundo Olímpico, que é um fundo de reserva formado pelo Comitê Olímpico Brasileiro a partir de uma parcela dos recursos que a entidade recebe da Lei Agnelo/Piva", disse o COB, por e-mail (confira a resposta completa no quadro à esquerda).

Além da alta “taxa de manutenção”, a maneira como a divisão dos recursos para as confederações também ajuda a fortalecer quem está no poder. O COB divide o dinheiro usando um sistema de meritocracia: na prática, quem ganha mais, recebe mais. Nos bastidores, são raros os opositores de Nuzman que reclamam do modelo. Cartolas argumentam que esportes como vôlei, judô, vela, atletismo e natação, líderes em termos de arrecadação, fazem sucesso justamente por terem mais dinheiro e patrocinadores privados.

Nesse caso, vale a comparação com o esporte dos EUA. Mas não o olímpico: o profissional. Por lá, cada jovem jogador que pleiteia um lugar na liga deve passar por um draft, uma espécie de recrutamento em que as equipes escolhem as revelações uma a uma. A ordem dessas escolhas é ditada pelo resultado, mas inversamente. Os times com pior rendimento escolhem primeiro, igualando as forças. Se essa lógica fosse usada pelo COB, as modalidades com mais recursos financeiros, mais patrocinadores, seriam as últimas a retirar sua fatia das verbas públicas. É assim, também, que funcionam financeiramente as ligas esportivas por lá, em que times com arrecadações maiores dividem seus lucros com equipes mais modestas.

Para especialistas, no entanto, o erro do COB vai além da burocracia ou do benefício aos mais ricos. “A gente tem poucas competições estaduais, poucos clubes. E então a gente tem pouca competição. A base é fraca no Brasil. A Lei Piva podia ter um fomento para isso”, diz a ex-jogadora de vôlei Ana Moser, que defende a profissionalização dos cartolas para que os resultados apareçam com mais facilidade.

Outra crítica é a centralização de poder sem objetivos claros. “A questão da Lei Piva é que o COB vira um repassador de verbas. Ele não gere a operação. As Confederações fazem projetos bem simples, apresentam para o COB e eles transferem o dinheiro. Aí tem uma prestação de contas, mas eu não vejo metas definidas”, analisa Gustavo Cruz, gestor do escritório ISG, que auxilia no projeto de alto rendimento da Petrobras, que tem a ex-jogadora de basquete Paula Gonçalves, a Magic Paula, como executiva principal.

Esse modelo de distribuição de verbas sem cobrança por resultados gera uma das maiores armas de Nuzman na manutenção de poder: a centralização. Durante anos, a Lei Piva foi a única fonte de receita de confederações menores. Quem decide o valor que cada uma receberá é o COB. E os dirigentes das Confederações, ao longo do tempo, foram evitando críticas ao comando geral, para não colocar em risco seus repasses. Na prática, todas as iniciativas de oposição ao presidente foram sufocadas.

Em 2010, uma ameaça de alternativa a este processo alarmou Nuzman. Quando soube nos bastidores que a Petrobras planejava investir, via Lei de Incentivo ao Esporte, em remo, levantamento de peso, taekwondo, esgrima e boxe, ele fez pressão política no Ministério do Esporte para que o projeto não fosse aprovado. Não obteve sucesso.

Com Magic Paula gerindo seu projeto, a estatal exigiu renovação entre os dirigentes das confederações e ameaçou o poder no esporte olímpico. Gerindo uma verba considerável, ela mostrou aos cartolas parceiros que eles não precisavam ser tão dependentes do COB. No início deste ano, parte destes dirigentes ensaiou um movimento de oposição a Nuzman. Acabaram, no entanto, desistindo sem apresentar uma candidatura.

Nuzman tem o apoio declarado de 29 dos 30 presidentes de confederações de esportes olímpicos na eleição desta sexta . Boa parte deles, mesmo sem saber exatamente como funciona a partilha dos recursos oriundos da Lei Piva, concorda com o modelo de distribuição adotado pelo dirigente no Comitê Olímpico. Aprova, inclusive, o modo como parte desses recursos é gasto pelo próprio Comitê.

"Sinceramente, não sei muito bem como isso funciona, mas eu acredito na boa-fé", fala o presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo, Carlos Fernandes. "Não vejo problema nos repasses nem nos gastos do COB. Se querem um comitê competente, isso tem um custo", completou.

A opinião é a mesma do presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coracy Nunes. Segundo ele, a imensa maioria das entidades olímpicas está satisfeita com atual gestão do COB e não tem do que reclamar. "Eu apoio o presidente Nuzman assim como quase todos os presidentes de confederações", disse Nunes. "Ele é um grande presidente, fez muito pelo esporte brasileiro e espero que tenha saúde para ficar no comitê por muito tempo." 

Fonte: http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/10/04/modelo-nuzman-de-gestao-gasta-435-da-verba-em-burocracia

sábado, 25 de agosto de 2012

São Paulo terá curso de gestão esportiva no futebol


A sede do Nacional, tradicional clube de futebol de São Paulo, receberá no dia 29 de setembro deste ano um curso sobre gestão esportiva. O programa é coordenador por Luiz Moura, e tem palestras de profissionais como Fabio Cunha, Michel Fauze Mattar, José Arthur Fernandes Barros e Thiago Scuro.

As palestras abordarão temas como gestão do departamento de formação, marketing e captação de patrocínios, montagem e gestão de equipe multidisciplinar, capacitação e formação do gestor e gestão de futebol profissional.

Os preços de inscrição variam de R$ 109 a R$ 250. O pagamento da inscrição só pode ser feito via depósito bancário.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site oficial.
http://www.mkpro.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=73&Itemid=73

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/cursoseeventos/26/26513/Sao-Paulo-tera-curso-de-gestao-esportiva-no-futebol/index.php

sábado, 18 de agosto de 2012

Harvard esportivo da costa do Mar Negro


Em Sochi vai aparecer sua Harvard, mas esportiva. A apresentação da Universidade Olímpica Internacional russa e seu programa de educação para gestão esportiva superior teve lugar em Londres. Aqui na capital dos jogos olimpicos a universidade assinou dois acordos com as principais universidades britânicas - Universidades de Brunel e de Sheffield.
A idéia da universidade na russia, onde se formariam os gerentes esportivos, apareceu alguns anos atrás. Em 2009, ela adquiriu suas formas reais com a decisão do Governo da Rússia. Os fundadores da universidade foram o Comitê Olímpico da Rússia, o comitê Organizativo Sochi-2014 e companhia Interros, que está construindo em Sochi uma parte de instalações desportivas para os Jogos de Inverno. Exatamente os próximos Jogos de Inverno na costa do Mar Negro foram o principal motivo que levou à criação de universidade. Mas houve outras razões, salienta o chefe da Interros Vladimir Potanin:

"Quando tivemos a idea da universidade de Sochi, era um pouco ambiciosa - Harvard Russo para esportes. A universidade não deveria ter muita concorrência dentro do seu nicho. Há várias grandes instituições internacionais que cooperam com o Comitê Olímpico, e que têm ideias sérias. Com os dois, a nossa Universidade assinou hoje um acordo. No entanto nesta esfera não há concorrência forte. E esperamos que a nossa universidade vá liderar nesta área. Será uma marca de Harvard esportiva."

Educação na nova universidade não será barata. Um ano letivo para os futuros gerentes esportivos vai custar um milhão de rublos (pouco mais de 30 mil dólares). Tal preço elevado é devido ao elevado nível de ensino. Afinal, as figuras de topo de esportes e negócios serão convidados para lecionar para os alunos. No entanto, numa fase inicial para atrair mais alunos à escola, Vladimir Potanin, promete oferecer 20 bolsas.

A nova universidade em 2013 vai receber os primeiros alunos, quando será construído o edifício escolar e campus. Naquela altura, vai se formar o corpo docente, que pode ser sujeito a alterações.

Assume-se que na Universidade Internacional, 50 por cento do seu corpo docente vão ser os russos, o resto - especialistas estrangeiros. A mesma proporção será dos alunos. Embora as variações sejam possíveis, salientaram os organizadores da universidade.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2012_07_30/83442204/

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A geração de informação para os megaeventos

Terminou no último dia 30, o Simpósio Rio-Londres: Cidades Olímpicas & Painel Interuniversidades e Cidades Bases dos Megaeventos Esportivos 2013, 2014 e 2016, realizados pela Universidade Gama Filho em parceria com a University of East London e o Nutau-USP e, com o apoio da FIRJAN, do SESI, da ALERJ, do Confef e da Academia Olímpica Brasileira. O evento aconteceu na unidade Downtown (Barra da Tijuca) da Universidade Gama Filho e contou com cerca de 600 inscritos. 
O site do Confef trasnmitiu o evento pela internet e, segundo Luiz Carlos Nery, cerca de 10 países e 50 cidades brasileiras acompanharam o evento. Aproximadamente 60 palestrantes discutiram e apresentaram, em diversos segmentos, dados e cases sobre megaeventos esportivos. 
O evento feito para profissionais por profissionais foi o primeiro de grande porte na área de gestão do conhecimento no país, que se destaca por estar na década de ouro do esporte, com a realização dos Jogos Pan-Americanos, em 2007; dos Jogos Mundiais Militares, em 2011; da Copa do Mundo de futebol, em 2014 e, dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em 2016. Sem contar os demais eventos de nível mundial que o país acabará sediando por conta da exposição gerada pelos eventos citados. 
Como resultado do evento será disponibilizado um repositório com o conteúdo gerado pelos palestrantes. A previsão para a disponibilização desse conteúdo é do próximo mês de maio. 

terça-feira, 27 de março de 2012

Simpósio Rio-Londres

Está chegando a hora. Começa na próxima quinta, 29, a partir das 8h, na Universidade Gama Filho, unidade Downtown, o Simpósio Rio-Londres: Cidades Olímpicas & Painel Interuniversidades e Cidades Base dos Megaeventos Esportivos 2013, 2014 e 2016, evento que marca a produção de conhecimento acerca dos megaeventos no nosso país. Mais de 50 palestrantes estarão presentes para apresentar e gerar conhecimento sobre o tema. Inovações como o City Branding e a discussão sobre legados estarão presentes no programa do evento.  O Shopping Downtown fica na Shopping Downtown - blocos 5 e 7 - Auditório (Subsolo)Avenida das Américas, 500 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ.
Confira a programação

terça-feira, 20 de março de 2012

Para refletir!

Magic Paula sobre a gestão esportiva: “Existem feudos no esporte brasileiro. A gente não admite que tenha gente fazendo um trabalho melhor do que o nosso. No esporte, a gente tem de ser mais humilde. Falta humildade de a gente sentar junto e construir. Mas, quando alguém propõe algo, pensa-se que se quer fazer ingerência, que se quer tomar o poder. A vaidade é algo muito presente na política esportiva. E o dirigente não sai (da confederação) e também não prepara ninguém para substituí-lo. A vaidade e a falta de união fazem a gente caminhar a passos bem lentos.”

segunda-feira, 12 de março de 2012

Simpósio Rio-Londres - Universidade Gama Filho


8h às 9h Credenciamento

9h às 9h30
Autoridades do Governo e dirigentes das organizações parceiras
Presidência da mesa: Reitor Marcio André Mendes Costa (UGF)

9h20
Sr. Boris Johnson - Prefeito de Londres
Sr. Eduardo Paes – Prefeito do Rio de Janeiro

9h30 às 10h
“What can Olympic Cities learn from each other?” (Vídeo)
Gavin Poyter (UEL)
Bruno Padovano (NUTAU-USP) – Tradução simultânea do vídeo

10h às 12h30
Moderador: Álvaro De Miranda (UEL)
After London: New approaches to Legacy
Iain MacRury (UEL)

Evolução conceitos de legado e legados reversos
Fernando Telles (USP-NUTAU)

Impacts of London 2012 Olympic Games
Allan Brimicombe (UEL)

What are the legacies of the Paralympic Games?
Keith Gilbert (UEL)
Debatedores: Marcelo Moreira Antunes (UniverCidade); Marcia Campeão (UFRRJ); Marcelo Haiachi; Carla Rocha (FADEUP / UGF); Marcela Lobo (UGF); Cristiano Belém (UGF); Bernardo Villano (COB); Leonardo Mataruna (UGF); Rodrigo Terra (Veiga de Almeida); Iain MacRury (UEL); Fernando Telles (NUTAU-USP) e Lamartine DaCosta (UGF).

12h30 às 13h30 Almoço

13h30 às 15h30
Promovendo a Gestão do esporte em universidades
Pedro Sarmento (FADEUP, Universidade do Porto/ Portugal)

Promovendo inovação no esporte em universidades brasileiras
Branca Terra e Luiz Alberto Batista (UERJ)

Promovendo diagnósticos e levantamentos estatísticos do esporte brasileiro – Papel da universidades
Celi Taffarel (UFBa) e Ailton de Oliveira (UFSe)

Promovendo a parceria de Cidades Base de 2014 e de 2016 com universidades locais
Heglison Toledo (UFJF)

Promovendo a Gestão e Otimização de instalações esportivas em perspectivas locais
Luiz Carlos Marcolino e Antônio Bramante (SESI DN)

15h30 às 16h Coffee Break - Networking

16h às 18h
Coordenador: Carlos Henrique Ribeiro (UGF)

Formação de gestores públicos nas universidades em face aos legados 2014 e 2016: o caso da UFRRJ
Heloisa Nogueira (UFRRJ)

Legado Reverso do Estádio João Havelange (Engenhão) implantado pela UGF: cursos, laboratórios e projetos de desenvolvimento socioesportivos e de alto rendimento
Guilherme Pacheco (UGF)

Aperfeiçoamento de gestores para megaeventos esportivos 2014 e 2016 em nível universitário
Tufic Derzi (Candido Mendes)

Pesquisa tecnológica no desenvolvimento do esporte de alta competição – Experiências e novas propostas da UERJ
Luiz Alberto Batista (UERJ)

Gestão de atletas de alto nível em instalações esportivas de Ensino Superior: o caso da EsEFEx como receptora da representação do Brasil nos Jogos de 2016
Cap. Rafael Leite Varela (Escola de Ed. Física do Exército)

Disciplinas de Estudos Olímpicos e Educação Olímpica na universidade: o caso da Universidade Estácio de Sá
Ana Miragaya (Estácio)

Alternativas de implantação de MBA em Marketing e Gestão do Esporte como resposta aos desafios de 2014 e 2016: o caso da UFRJ
Francisco Paulo de Melo Neto (UFRJ)

Implementação do Curso de Graduação Profissional em Gestão do Esporte na UGF em 2012
Valeria Bitencourt (UGF)

16h às 18h
Coordenador: Georgios Stylianos Hatzidakis (UniFMU)
Debatedores iniciais: Bruno Padovano (NUTAU-USP), Tadeu Correa (UGF); Paulo Lobato (UFV) e Dirce Correa (UVV)

O caso de Sorocaba como candidata à Cidade Base 2014 com foco na promoção de saúde, exercício físico, lazer e educação, e como referência aos base camps da região da Catalunha – Espanha na Olimpíada de Barcelona 1992
Vitor Lippi (Prefeito de Sorocaba-SP)

Juiz de Fora como modelo de base camp 2014 para as condições brasileiras: planejamento e experiências práticas
Heglison Toledo (Prefeitura de Juiz de Fora / UFJF)

Projetos incentivados em esporte e produção de eventos na base municipal
Andrea D’Aiuto (CEO.UGF), Edgar Oliveira (CEO.UGF) e Jorge Luis da Silva (CEO.UGF)

Proposta de modelo para projetos e formação de RH com foco nos megaeventos 2014 e 2016
Ana Lígia Nunes Finamor (FGV), Thomaz Naves (TV Record) e Lucio Macedo (FGV)

18h às 19h
Álvaro De Miranda (UEL)


8h30  Credenciamento

9h às 10h40
Coordenador: Bruno Roberto Padovano (NUTAU / USP)

Projeto e legado urbanístico da proposta vencedora do Concurso Nacional para o Porto Olímpico - Vila da Mídia e dos Árbitros, Rio 2016
João Pedro Backhauser (BLAC Arquitetura e Cidade)

Projeto e legado urbanística da proposta vencedora do Concurso Internacional para o Parque Olímpico, Rio 2016 (a confirmar)
Daniel Gusmão (DG Arquitetura e Planejamento)

10h40 às 12h30
Coordenador: Bruno Roberto Padovano (NUTAU / USP)
Sessão temática: ‘Impactos dos Jogos Olímpico 2016 no Rio de Janeiro’
Lamartine DaCosta (UGF / UEL)

Debatedores iniciais: Allan Brimicombe (UEL) e Bruno Roberto Padovano (NUTAU-USP)

Pesquisa de impactos e sustentabilidade nos Jogos Olímpicos de 2016 – Abordagens conceituais
Carla Rocha (FADEUP / UGF)

Debatedores iniciais: Allan Brimicombe (UEL) e Marcela Lobo (UGF / UERJ)

Impactos do Parque Olímpico 2016 na área da Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
Cristiano Belém / UGF

Debatedores iniciais: Allan Brimicombe / UEL e Marcela Lobo / UGF / UERJ


12h30 às 14h Almoço

14h às 16h
Coordenador: Carlos Henrique Ribeiro (UGF)
Turismo na pesquisa de megaeventos
Rodrigo Tadini (UFF)

Pesquisa de inovação epistemológica e conceitual do doping em face aos Jogos de 2016
Paulo Rodrigo da Silva (FIOCRUZ) e Fátima Cecchetto (FIOCRUZ)

Pesquisa sociocultural dos estádios do Rio de Janeiro
José Maurício Capinussú (UNIVERSO) e Maurício Murad (UNIVERSO)

Publicação de estudos e pesquisas relacionadas aos megaeventos 2014 e 2016
Carlos Alberto Figueiredo da Silva (UNISUAM)

Economia dos megaeventos esportivos: Seminário Brasil – Espanha / UGF – Rio e UAB – Barcelona
Marcela Lobo (UERJ)

Diretrizes para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas aos megaeventos do período 2013-2016 em universidades do Estado do RJ: o caso da UGF
Tony Meireles (UGF)

Mobilização e treinamento de voluntários para os Jogos Mundiais do Trabalhador
Branca Pena (FIRJAN / UGF), Andrea D’Aiuto (CEO.UGF) e Neise Abreu (EARJ / CEO.UGF)

TIC e Redes Sociais na organização dos Jogos Mundiais do Trabalhador
Branca Pena (FIRJAN / UGF), Andrea D’Aiuto (CEO.UGF) e Neise Abreu (EARJ / CEO.UGF)

16h às 16h30 Coffee Break - Networking

16h30 às 18h40
Coordenador: Georgios Stylianos Hatzidakis (UniFMU)
Debatedores iniciais: Bruno Padovano (NUTAU-USP) e Rômulo Reis (CBF / UGF)

16h30 às 17h
Vicente Ambrósio (CEO.UGF)

17h às 17h20
Carlos Alberto Lancetta (Secretário de Esporte de Petrópolis-RJ) e Luiz Miguelotti (Secretaria de Educação de Petrópolis-RJ)

17h às 17h40
Geraldo Campestrini (UGF)

17h40 às 18h40
Ricardo Trade (Diretor de Operações LOC/COL), João Gomide (Escola Brasileira de Futebol) e Manoel Flores (Gerente de Operações da Diretoria de Competições)
Temas: Funcionamento LOC/COL 2014, formação e desenvolvimento profissional no futebol e organização de competições.

18h40 às 19h
Beatriz Azevedo (Galileo), Lamartine DaCosta (UGF/UEL), Geiza Rocha (Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico - RJ) e Talita Müller (FIRJAN / UGF)

Observação: A programação está sujeita a alterações.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Simpósio Rio-Londres: Cidades Olímpicas & Painel Interuniversidades e Cidades Base dos Megaeventos Esportivos 2013, 2014 e 2016

Local: Universidade Gama Filho
Avenida das Américas, 500 - Barra da Tijuca 
CEP: 22640-100 - Rio de Janeiro -RJ 

Programa

Dia 29/03 – Quinta feira, 2012 / Auditório

09h às 09h30 - Cerimônia abertura – Autoridades governo e dirigentes das organizações parceiras e de chancela; Mesa: Reitor Márcio André Mendes Costa /UGF; Pro Reitor Gilberto Chaves / UGF: Prof Dr. Leandro Nogueira / UFRJ (representa universidades presentes) e demais autoridades com composição a definir até 20/03/2012 – previsão: mesa com dez lugares; saudações prefeitos Londres e Rio de Janeiro (três minutos cada).

09h30 – 10h -  Conferência de abertura (Video e Internet): Gavin Poyter / UEL - “What can Olympic Cities learn from each other?” (20 minutos) / Coordenador apresentação e debate com participantes (10 minutos): Bruno Padovano / NUTAU-USP (tradução simultânea sobre o vídeo e em seguida sobre transmissão Internet).

10h às 12h30 -  Sessão temática: Legados; Coordenador-moderador: Álvaro De Miranda/UEL; Palestras  (30 minutos) seguidas de perguntas debatedores e participantes (7 minutos). Conferencistas:
Iain MacRury / UEL – “After London: New approaches to legacy” – Debatedores iniciais: Fernando Telles / NUTAU-USP; Lamartine DaCosta / UGF; Bernardo Villano / COB; Leonardo Mataruna / UGF

Fernando Telles / USP-NUTAU – “Evolução conceitos de legado e legados reversos” – Debatedores iniciais: Iain MacRury / UEL e Lamartine DaCosta /UGF

Allan Brimicombe / UEL – “Impacts of London 2012 Olympic Games”- Debatedores iniciais: Carla Rocha / FADEUP / UGF; Marcela Lobo / UGF / UERJ; Cristiano Belém/UGF

Keith Gilbert / UEL – “What are the  legacies of  the Paralympic Games?” – Debatedores iniciais: Marcelo Moreira Antunes/  UniverCidade; Marcia Campeão / UFRRJ e Marcelo Haiachi /UFSe
12h30 às 13h30 - Intervalo livre para almoço – Downtown Shopping / Networking participantes.

13h30 às 18h - Painel Interuniversitário: pesquisa, inovação, formação e aperfeiçoamento de recursos humanos para suporte aos megaeventos de 2013, 2014 e 2016

13h30 às 15h30 - Auditório sem tradução simultânea
Palestras de introdução aos temas do Painel (20 minutos seguidos de 4 minutos debates). Coordenador - debatedor (comentários síntese): Leandro Nogueira/ UFRJ; Palestrantes:
Pedro Sarmento / FADEUP, Universidade do Porto (Portugal) – “Promovendo a Gestão do Esporte em universidades”

Branca Terra e Luiz Alberto Batista / UERJ – “Promovendo inovação no esporte em universidades brasileiras”

Celi Taffarel / UFBa e Ailton de Oliveira / UFSe – “Promovendo diagnósticos e levantamentos estatísticos do Esporte brasileiro – Papel da universidades”

Heglison Toledo / UNIPAC – “Promovendo a parceria de Cidades Base de 2014 e de 2016 com universidades locais”

Luiz Carlos Marcolino e Antônio Bramante / SESI DN – “Promovendo a Gestão e Otimização de instalações esportivas em perspectivas locais”


15h30 às 16h - Coffee break / Networking – Downtown Shopping.


16h às 18h - Auditório (sem tradução simultânea) 


Painel de Projetos e Propostas sobre inserção das universidades brasileiras em inovações e desenvolvimento de megaeventos esportivos; Coordenador  Carlos Henrique Ribeiro / UGF; Relatos síntese (12 minutos) seguidos de perguntas curtas de esclarecimentos (3 minutos):
Heloisa Nogueira / UFRRJ – Formação de gestores públicos nas universidades em face aos legados 2014 e 2016: o caso da UFRRJ

Guilherme Pacheco/ UGF – Legado Reverso do Estádio João Havelange (Engenhão) implantado pela UGF: cursos, laboratórios e projetos de desenvolvimento sócio-esportivos e de Alto Rendimento

Tufic Derzi / Candido Mendes – Aperfeiçoamento de gestores para megaeventos esportivos 2014 e 2016 em nível universitário

Luiz Alberto Batista/ UERJ – Pesquisa tecnológica no desenvolvimento do esporte de alta competição – Experiências e novas propostas da UERJ

Cap. Rafael Leite Varela / Escola de Ed. Física do Exército – Gestão de atletas de alto nível em instalações esportivas de ensino superior: o caso da EsEFEx como receptora da representação do Brasil nos Jogos de 2016

Ana Miragaya / Estácio – Disciplinas de Estudos Olímpicos e Educação Olímpica na universidade: o caso da Universidade Estácio de Sá

Francisco Paulo de Melo Neto/UFRJ -  Alternativas de implantação de MBA em marketing e gestão do esporte como resposta aos desafios de 2014 e 2016: o caso da UFRJ

Valeria Bitencourt / UGF – Implementação do curso de graduação profissional em gestão do esporte na UGF em 2012

16h às 18h - Sala S1 (sem tradução simultânea) – Painel Cidades Base 2014 e 2016: cases, requisitos FIFA e COI, projetos e propostas. Coordenador  Georgios Hatzidakis / UniFMU / CONFEF; Relatos (25 minutos) seguidos de perguntas de esclarecimentos (5 minutos) – Extensão até 19,00h por demanda dos presentes e ajustes da coordenação.
Vitor Lippi / Prefeito de Sorocaba-SP – O caso de Sorocaba como candidata a Cidade Base 2014 com foco na promoção de saúde, exercício físico, lazer e educação, e como referência aos base camps da região da Catalunha – Espanha na Olimpíada de Barcelona 1992

Heglison Toledo / Prefeitura de Juiz de Fora / UGF – Juiz de Fora como modelo de base camp 2014 para as condições brasileiras: planejamento e experiências práticas

Andrea D’Aiuto / CEO.UGF,  Edgar Oliveira / CEO.UGF e Jorge Luis da Silva / CEO.UGF – Elaboração projetos incentivos fiscais ao esporte e produção de eventos na base municipal

Paulo Lobato / UFV – Levantamentos municipal de esporte e educação física para inserção de profissionais de educação física nos projetos de Cidades Base 2014: experiência da pesquisa ICSSPE de 2011 no Brasil.

18h às 19h - Salas S2, S3 e extras: Reuniões a programar de acordo com propostas dos participantes como continuidade de apresentações do Simpósio & Painel.
Propósito: aprofundamento, esclarecimentos e projetos futuros; Alternativas: salas no primeiro andar acima do Auditório a definir segundo demanda; contato para marcação encontros: Valeria Bitencourt / UGF; Silvestre Cirilo / UFRRJ / UGF; contato para marcação encontros palestrantes UEL: Alvaro De Miranda que fará tradução e interpretações inglês – português de acordo com disponibilidades. Anúncios sobre eventos extra programa serão feitos nos intervalos ao longo da tarde no Auditório (link: Valéria Bitencourt - Luiz Carlos Nery)


Dia 30/03 – Sexta feira, 2012 / Auditório; Tradução simultânea 09,00-12,30h

09h às 10h40 - Sessão temática: ‘Intervenções de regeneração e desenvolvimento urbano no Rio de Janeiro’; Coordenador: Bruno Roberto Padovano /NUTAU - USP; intervenções de 40 minutos seguidas de debates (10 minutos). Conferencistas:
Bill Hanway / AECOM-UK – “Parques Olímpicos Londres e Rio: semelhanças e diferenças” (a confirmar). [Alternativa: Daniel Gusmão, arquiteto brasileiro associado à AECOM no projeto vencedor Concurso Parque Olímpico 2016]

Sergio Magalhães / Presidente do Concurso Internacional do Parque Olímpico 2016 – “Parque Olímpico, Porto Olímpico e perspectivas urbanas da Cidade do Rio de Janeiro para 2016” (a confirmar). [Alternativa: Mauro Nogueira, arquiteto da UFRJ e participante do Concurso do Porto Olímpico]

10h40 às 12h30 - Sessão temática: ‘Impactos dos Jogos Olímpico 2016  no Rio de Janeiro’; Coordenador: Bruno Roberto Padovano /NUTAU - USP; intervenções de 30 minutos seguidas de debates (5 minutos). Conferencistas:
Lamartine DaCosta / UGF / UEL – “A megalópole São Paulo – Rio como base de sustentabilidade dos legados urbanos dos Jogos Olímpicos 2016”; Debatedores iniciais: Allan Brimicombe / UEL e Bruno Roberto Padovano / NUTAU-USP

Carla Rocha / FADEUP / UGF – “Pesquisa de impactos e sustentabilidade nos Jogos Olímpicos de 2016 – Abordagens conceituais”; Debatedores iniciais: Allan Brimicombe / UEL e Marcela Lobo / UGF / UERJ

Cristiano Belém / UGF – “Impactos do Parque Olímpico 2016 na área da Barra da Tijuca – Rio de Janeiro”; Debatedores iniciais: Allan Brimicombe / UEL e Marcela Lobo / UGF / UERJ

12h30 às 14h - Intervalo livre para almoço – Downtown Shopping/ Networking

14h às 16h - Auditório (sem tradução simultânea)
Painel de temas para inserção nas universidades brasileiras como inovação e desenvolvimento de megaeventos esportivos; Coordenador  Carlos Henrique Ribeiro / UGF; Relatos síntese (12 minutos) seguidos de perguntas curtas de esclarecimentos (3 minutos):
Rodrigo Tadini / UFF – Turismo na pesquisa de megaeventos

Paulo Rodrigo da Silva / FioCruz e Fátima Cecchetto / FIOCRUZ – Pesquisa de inovação epistemológica e conceitual do doping em face aos Jogos de 2016

José Maurício Capinussú / UNIVERSO e Maurício Murad / UNIVERSO – Pesquisa sociocultural dos estádios do Rio de Janeiro

Carlos Alberto Figueiredo da Silva / UNISUAM – Publicação de estudos e pesquisas relacionadas aos megaeventos 2014 e 2016

Marcela Lobo / UERJ – Economia dos megaeventos esportivos: pesquisa de base

Tony Meireles / UGF – Diretrizes para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas aos megaeventos do período 2013-2016 em universidades do Estado do RJ: o caso da UGF

Branca Pena / FIRJAN / UGF, Andrea D’Aiuto / CEO.UGF e Neise Abreu / EARJ / CEO.UGF – Mobilização e treinamento de voluntarios  para os Jogos Mundiais do Trabalhador

Valeria Bitencourt / UGF; Talita Müller / FIRJAN / UGF e Luisa Parente / FIRJAN / UGF – Redes sociais na organização dos Jogos Mundiais do Trabalhador
  
16h às 16h30 - Coffee break / Networking – Downtown Shopping.

16h30 às 18h40 - Auditório e Sala S1 (sem tradução simultânea e com transmissão Internet ligando os dois espaços) – Painel Cidades Base 2014 e 2016: cases, requisitos FIFA e COI, projetos e propostas. Coordenador  Georgios Hatzidakis / UniFMU / Confef
16h30 às 17h - Palestra introdutória ao tema: City branding: legado síntese de cidades base 2014 e 2016 – Vicente Ambrósio / CEO.UGF (cinco minutos finais para debate)

17h às 17h20 - Carlos Alberto Lancetta/Secretário Esporte Petropolis-RJ e Luiz Miguelotti / Secretaria Educação Petrópolis-RJ: Metodologia da elaboração de projeto para Cidades Base da Copa 2014 – o caso de Petropolis (três minutos finais para debate)

17h20 às 17h40 - Geraldo Campestrini / UGF – Produção de projetos de Cidades Base 2014 no Estado de Santa Catarina: diagnósticos locais e desenvolvimento (três minutos finais para debate); debatedor inicial: Rômulo Reis / CBF / UGF

17h40 às 18h40 - Mesa Redonda Confederação Brasileira de Futebol - CBF
Ricardo Trade - Diretor de Operações LOC/COL
João Gomide - Escola Brasileira de Futebol
Manoel Flores - Gerente de Operações da Diretoria de Competições.
Temas: Funcionamento LOC/COL  2014; formação e desenvolvimento profissional no futebol; e organização de competições
Intervenções: 10 minutos para cada palestrante (introdução ao debate)
Debate com participantes (extensão até 19,00 a critério coordenador e palestrantes)

18h40 às 19h - Encerramento: Desenvolvimentos futuros – Lamartine DaCosta/UGF, Geiza Rocha / Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico RJ e Talita Müller / FIRJAN / UGF

19h – Confraternização ad libitum de palestrantes e participantes no Shopping Downtown.

Agenda pós-evento de ofertas às universidades e Cidades Base (1º semestre 2012):
·  Entrega do Repositório de Conhecimentos Simpósio & Painel aos participantes, universidades, Cidades Base e patrocinadores, seguida de disponibilidade pública – Centro de Estudos Olímpicos, CEO.UGF / abril – maio de 2012 

·    Funcionamento pleno do Centro de Estudos Olímpicos da UGF como plataforma de colaboração interuniversitária no Brasil e no exterior por associação com Universidade East London (Reino Unido), Universidade Autònoma de Barcelona – CEO

Livro sobre Gestão do Esporte



Elaborado por diferentes autores, a obra reúne capítulos que integram os conhecimentos teóricos da gestão do esporte a sua aplicação em importantes segmentos e organizações responsáveis pelo desenvolvimento do esporte no País. Clique aqui para mais informações sobre o livro. 


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Negócios da China


Após o caso envolvendo Ronaldinho, Flamengo e Traffic, será mesmo que as parcerias clube-investidor valem a pena?

Por Matheus Harb

Já faz algum tempo que as parcerias tomaram conta do futebol brasileiro. Com investimentos, ajudaram a construir boas ou grandes equipes, desempenhando um papel central no novo cenário do esporte no país. No entanto, a boa intenção da ideia é, por vezes, um tiro que sai pela culatra, como visto no caso Ronaldinho e Flamengo. A chance de acontecer um desfecho negativo, como esse, compensa a aposta no casamento?
Boa parte dos casos de parcerias investidor-clube, no Brasil, começaram com ótimas perspectivas. ISL e MSI montaram supertimes que prometiam conquistar o mundo ou, ao menos, é a impressão que se tinha no início. Aos poucos, o 'amor' acabou, o dinheiro saiu, ficaram as dívidas. Grêmio e Corinthians se envolveram com gente que, para se ter uma ideia, são alvos até hoje de investigações em nível federal. Isso pra não falar nos rebaixamentos que vieram dessas uniões mal geridas.
O quadro evoluiu, e novos atores entraram em cena. Empresas de marketing esportivo possuem um grande número de atletas em todas as divisões do país, um modelo de negócio mais 'diplomático' que o anterior. E, mesmo assim, os desentendimentos continuam. Responsável pela contratação, e pelo pagamento de R10, a Traffic é também uma das motivadoras da crise que reina no Flamengo, ao descumprir um acordo que, em janeiro do ano passado, parecia à prova de falhas. O Grupo Sonda entrou em rota de colisão com o Santos, desde o episódio da venda de parte dos direitos de Ganso.
É claro, também existem exemplos positivos na história. A mesma DIS ajudou a montar a base do Inter campeão da Libertadores de 2010, e sua contribuição ainda se faz presente. O Flu, com o apoio da Unimed, inicia a nova temporada com um dos elencos mais fortes dos últimos anos, e larga como favorito nas competições que disputa. Mas vamos com calma. Se, por acaso, esses dois 'mecenas' saíssem repentinamente de jogo, os dois clubes estariam em apuros.
Pensar a questão sob uma perspectiva anti-investidores, porém, não ajuda a discutí-la. As parcerias estão fortalecendo o futebol que é praticado no país, tanto nos reforços quanto na manutenção de jovens valores vão surgindo. A questão, parece, é como manter o casamento com esses investidores. Na ambição de vencer, os clubes se esquecem de avaliar os riscos de cada união que fazem, e a pesada conta só chega depois. Por aí, quem sabe, a relação começa a ficar mais sadia.
De qualquer forma, é preciso imaginar alternativas para o modelo vigente. Mais cedo ou mais tarde, os clubes vão querer de volta sua autonomia, e isso depende de seu poderio financeiro. Até lá, vai ser difícil, mas necessário, resistir às tentações dos investimentos milagrosos. No final das contas, nem todo negócio é da China.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Rio 2016 - Qual é o lugar do esporte?


 (Publicado originalmente no site www.marcobauhaus.com.br)
Rio de Janeiro, cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos! A cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 começa a ver a grande transformação proposta para a cidade no período 2009-2016. Se nossos governantes conseguirem executar e gerir o planejamento proposto para o período em questão, os cariocas terão a oportunidade de ouro de verem o seu município transforma-se numa Barcelona dos trópicos. Transformação no sentido de infraestrutura e oferta de serviços. Após a apresentação da logomarca dos Jogos durante o último réveillon, em Copacabana, e a visita dos membros do COI (Comitê Olímpico Internacional), o prefeito Eduardo Paes apareceu na grande mídia dizendo que o cronograma está adiantado e, que o planejamento será cumprido à risca. Ok! Você venceu! Temos capacidade e coordenação para realizar tal evento.

No entanto e, apesar de ser um evento que mexe com toda a estrutura da cidade, os nossos gestores se esquecem do desenvolvimento de um setor: o esporte. Brinco com meus amigos que o desenvolvimento do esporte carioca e a sobrevivência de quem trabalha nessa área depende do que for feito até o ano de 2016.
Ao acessar o sítio da prefeitura do Rio e contemplar uma leitura do plano estratégico para o período 2009-2012, na seção esporte e lazer, observa-se que as metas concentram-se na construção de infraestrutura (100 quadras em bairros e escolas até 2012 e finalização de 3 vilas olímpicas e construção de mais 4) e, os indicadores de desempenho se resumem à quantidade de construções concluídas até 2012. Mas, onde fica a convergência disso com a Lei nº 9.615, de 24/03/1998? Essa lei versa sobre a tipificação do esporte no território brasileiro.
Esporte de participação, esporte escolar e esporte de rendimento. Nossos governantes tem vindo à mídia com bonitos discursos em relação ao esporte de rendimento, construção de Centros de Treinamento, bolsas para que os atletas se preocupem somente com o seu treinamento etc. Mas, como chegar ao alto rendimento sem passar pela base? Como chegar ao ensino superior sem passar pelo fundamental? O que vem sendo feito na base da pirâmide esportiva? Como está sendo a gestão de programas de iniciação esportiva e da educação física escolar? Como está se tratando os talentos que surgem nos rincões do Estado?
Teremos Jogos Olímpicos em 2016, mas e o esporte após o evento, como fica? Haverá estratégias possíveis para o seu desenvolvimento após o maior evento esportivo do Planeta Terra? Como gerir o esporte sem associá-lo perigosamente com a política? É possível planejar uma política pública que contemple os tipos de esporte citados acima e, que eles sejam convergentes num único objetivo: ofertar à população um serviço de qualidade e continuidade?