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sábado, 15 de setembro de 2012

Bozzano mostra trabalho de Ronaldo em nova campanha


Ronaldo encerrou a carreira de jogador de futebol no início de 2011. No entanto, ainda não deixou de trabalhar. O fenômeno criou uma agência em parceria com o empresário Marcos Buaiz e com o grupo WPP, possui uma série de empreendimentos e ainda tem cargo no comitê organizador local da Copa do Mundo de 2014. Essa lista de atividades é o foco da nova campanha publicitária da Bozzano.

A empresa do grupo Hypermarcas vai lançar o projeto de comunicação no próximo domingo, no intervalo do programa global “Fantástico”. A campanha foi desenvolvida pela agência WoodycomRossetto.

Nas peças, Ronaldo, que é garoto-propaganda da Bozzano desde 2009, aparece em ambiente de trabalho. O comercial televisivo, por exemplo, mostra o jogador fazendo a barba e se preparando para a jornada profissional diária.

“Ronaldo é uma inspiração para muitas pessoas, sinônimo de superação. O homem Bozzano tem esse perfil de ser batalhador e de lutar por seus sonhos. Ninguém melhor do que um grande ídolo do futebol e atual empresário de sucesso para representar a marca”, disse Regiane Bueno, diretora de marketing da Bozzano.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26785/Bozzano-mostra-trabalho-de-Ronaldo-em-nova-campanha/index.php

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Copa como possibilidade de negócios


Por Itamar Ciríaco

A Copa do Mundo é uma oportunidade histórica de acelerar o desenvolvimento econômico e uma chance de antecipar investimentos e consolidar legados sustentáveis para as cidades-sede. Essa foi a tônica de um painel realizado na tarde desta sexta-feira (22.06), no Rio de Janeiro, com representantes do Ministério do Esporte, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da FIFA, durante as atividades da Rio+20.

Com expectativa de mais de três bilhões de espectadores (cerca de 3,2 bilhões na África do Sul, em 2010), sendo que quase três milhões nos estádios, o Mundial foi analisado como mais do que um megaevento esportivo. Segundo o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, é uma chance de garantir que o Brasil projete para o mundo a imagem de eficiência e capacidade de encantar, mobilizar e emocionar o mundo. “Teremos bilhões de olhos voltados para cá. É a chance de aproveitar isso para promover a inovação, a criatividade, o empreendedorismo nacional”, disse.

Segundo ele, há três dimensões de planejamento que conduzem o país a um novo patamar. “A primeira é garantir que as obras, empreendimentos e serviços essenciais para a Copa fiquem prontos. Vários desses projetos, como os de mobilidade urbana, infraestrutura, telecomunicações e energia ficam de legado para o país. Os estrangeiros podem levar daqui, no máximo, a taça. E esperamos que não. O restante fica para o país”, afirmou.

As outras duas dimensões, segundo Fernandes, são a possibilidade de intensificar e acelerar a promoção de políticas públicas e as oportunidades de negócios que se abrem. “Um estudo do Itaú indicou que, para além dos investimentos da Matriz de Responsabilidade, da ordem de R$ 30 bilhões, há uma previsão de que isso seja quintuplicado em investimentos na economia como um todo. São cerca de R$ 150 bilhões de investimentos alavancados pela Copa do Mundo”, afirmou Luis Fernandes


Sustentabilidade
O secretário executivo reforçou, ainda, cinco pontos específicos da preparação do evento que têm a sustentabilidade como prioridade. São eles:

1. Certificação e gestão sustentável das arenas
Não era uma obrigação no acordo com a FIFA, mas foi uma decisão governamental atrelar os financiamentos do BNDES (R$ 400 milhões por arena) à certificação ambiental das obras.

2. Copa orgânica e sustentável
A ideia é apostar no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, com alimentos orgânicos para abastecer as cidades-sede. Trata-se de um exemplo de aproveitamento da oportunidade para estruturar uma cadeia produtiva nacional que ficará como legado.


3. Parques da Copa
Aproveitar o fato de o Brasil ter sedes em cada um dos biomas nacionais para fomentar o ecoturismo.


4. Resíduos e reciclagem
Esforços articulados com a política nacional de tratamento, reciclagem e coleta voltada para os eventos da Copa como uma dimensão social. Nesse contexto, há um papel importante das cooperativas de catadores e uma materialização no reaproveitamento da demolição dos estádios, em alguns casos para construção de habitações populares.


5. Mudanças climáticas
Inventário das emissões de efeito estufa e iniciativas de mitigação e compensação pelas emissões associadas à preparação para a Copa ficam como legado para o desenvolvimento sustentável do brasil pós Copa.

Fonte: http://blog.tribunadonorte.com.br/blogdociriaco/a-copa-como-possibilidade-de-negocios/3899

Greves fazem Londres ferver a cinco semanas das Olimpíadas


Sede dos Jogos sofre com paralisações de médicos, motoristas de ônibus e bombeiros

Por Jorge Luiz Rodrigues

LONDRES. Enquanto a tocha olímpica completava quinta-feira o 34º de seus 70 dias de percurso pelo Reino Unido rumo a Londres, a Grã-Bretanha fervia com a primeira greve de médicos do serviço público de saúde desde 1975. A temperatura promete subir ainda mais nesta sexta, quando 20 mil motoristas de 17 empresas de ônibus da capital inglesa vão desafiar uma decisão judicial, com uma greve de 24 horas, exigindo o pagamento de um bônus de 500 libras (R$ 1,6 mil) livres de impostos pelo aumento de trabalho durante as Olimpíadas. São os efeitos da recessão aliados à proximidade dos Jogos, de 27 de julho a 12 de agosto, que vão atrair mais de 881 mil visitantes à cidade.
A greve dos motoristas – a primeira na capital desde 1982 - tem potencial para criar o caos em Londres, tanto que a Justiça concedeu quinta-feira uma decisão favorável a três das empresas, contra a paralisação. Funcionários das companhias Aviva, Go Ahead e Metroline foram avisados para não aderirem ao movimento.
No entanto, funcionários de outras empresas prometem aderir nesta sexta à paralisação decidida pelo Sindicato da Categoria. Na véspera, houve uma reunião entre patrões e empregados, num órgão mediador, mas o acordo fracassou novamente. A ODA (equivalente à Autoridade Pública Olímpica da Rio-2016) ofereceu à prefeitura 8,3 milhões de libras (R$ 26,6 milhões) para ajudar a pagar os bônus exigidos. No entanto, ainda seriam necessários outros 14 milhões de libras (R$ 44,9 milhões), que sairiam dos cofres públicos ou de um fundo de 91 milhões de libras (R$ 292,1) para pagamentos de despesas extras com os Jogos.
– A greve é tremendamente frustrante – afirmou o prefeito Boris Johnson. – Temos o dinheiro para negociar o pagamento dos bônus, mas é preciso que os motoristas não paralisem os serviços. É desapontador que motoristas e empresas não tenham chegado a um acordo, mesmo com a oferta de 8,3 milhões de libras da ODA. Presidente do sindicato dos motoristas, Peter Kavanagh diz que há uma oferta da ODA, mas não boa vontade dos patrões e de outros órgãos.
– Estamos tratando desse assunto há dez meses e não houve evolução – justificou o sindicalista.
A companhia de Transportes de Londres, que regula os sistemas de metrô, trem e ônibus da cidade, enviou avisos por SMS aos usuários sobre a possibilidade de greve afetar os outros sistemas e informou que os passes para ônibus serão aceitos no metrô, nos trens de superfície e no trem elétrico. A empresa pediu que as pessoas também usem bicicletas ou caminhadas para os deslocamentos, mas a previsão de chuva para esta sexta-feira não colabora com a sugestão.
Nesta quinta, Londres também foi afetada pela greve dos médicos dos serviços de saúde. Apesar de o governo ter informado que somente 20% deles aderiram ao movimento, os hospitais da cidade cancelaram 520 cirurgias não emergenciais e 3.900 consultas por causa da greve. O Serviço National de Saúde (NHS) informou que os serviços de emergência funcionaram normalmente.
Membros da Associação Médica Britânica (BMA) em todo o país se recusam a atender casos não emergenciais, num boicote contra cortes de benefícios de aposentadorias. Também nesta quinta, bombeiros da região de Essex, na Grande Londres, anunciaram cinco paralisações por cortes de pessoal e melhores condições de serviço. A União das Brigadas de Incêndio informou que as paralisações acontecerão nos dias 28 de junho, 7 e 18 de julho, 18 de agosto e 18 de outubro. O sindicato diz que Essex terá perdido um a cada cinco bombeiros desde 2008 se os cortes continuarem. A pergunta que os britânicos estão se fazendo é: quantas graves mais poderão acontecer nas cinco semanas que restam até o início das Olimpíadas?

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/greves-fazem-londres-ferver-cinco-semanas-das-olimpiadas-5281288#ixzz1yWuqJ0iO