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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eike cria nova empresa e assume etapa brasileira do UFC


Por: Guilherme Serodio, do Valor Econômico
RIO - O grupo EBX, do empresário Eike Batista,  se uniu à empresa IMG Worldwilde para criar a IMX. A joint venture focada em esportes e entretenimento, que terá participação de 50% de cada uma das empresas, foi formada no mês passado.
Hoje, no anúncio oficial, os empresários Eike Batista e o presidente-executivo da IMG, Michael Dolan, explicaram que o  objetivo da nova companhia é ser uma das principais empresas do setor no Brasil. O primeiro passo foi a aquisição da Brasil1 Esportes e Entretenimentos, agência carioca de marketing esportivo, responsável pela realização do UFC no Brasil e pela etapa brasileira da Volvo Ocean Race.
“A empresa pretende investir R$ 500 milhões nos próximos três a quatro anos”, disse o novo  presidente da IMX, Alan Atler, antigo sócio da Brasil1. “Viemos para ser grandes e nos consolidarmos para sermos talvez a maior de esportes e entretenimento do Brasil”.
A IMX vai dividir sua atuação em três frentes: esportes, com destaque para produção de eventos e gerenciamento de talentos, arenas e entretenimento, incluindo realização de shows e artes cênicas.
O grupo pretende ainda construir novas arenas ou operar as que serão licitadas. Segundo Atler, Maracanã é o principal objetivo da empresa na área. Eike também confirmou interesse em participar da licitação para o estádio. Segundo ele, a arena do Maracanã tem grande potencial para se transformar também em centro comercial. “A arena é fantástica se você agregar outras coisas. Não pode ser só para jogar futebol. Deveria ser um lugar passar se passar o dia todo, um shopping”, comentou o empresário, que pediu por um processo de licitação “transparente”. “Se não for um processo transparente eu nem vou participar”, concluiu.
Na área de eventos, a empresa planeja, apenas em 2012, realizar 58 eventos no país, a maioria no Rio de Janeiro. Na lista destacam-se o UFC, o mundial de futevôlei, a Ocean Race e uma prova internacional de triatlo.
A IMG é líder no setor de esportes e entretenimento no mundo,  presente  em 30 países com cerca de três mil funcionários. “O Brasil certamente é a bola da vez. Estamos muito felizes e excitados em participar deste projeto”, comentou Dolan, lembrando os grandes eventos que serão realizados no país.
Esse é o primeiro passo do empresário Eike Batista no setor de entretenimento que, empolgado, considera a iniciativa como “party time” (tempo de festa).  A empresa terá sede no Rio, como todo seu grupo. Segundo Eike, “o melhor lugar de eventos no mundo”.

HISTÓRIA DOS JJOO-2016!


Por: Cesar Maia*
       
Abril de 1993, os srs. J. Havelange e R. Marinho sugeriram a mim, no início da primeira gestão como prefeito, que se inscrevesse o Rio para as Olimpíadas, persistindo, pois não seria escolhida em uma vez. Esse seria o caminho do relançamento do Rio, como o de outras cidades-sede. A primeira tentativa, para os JJOO de 2004, a gestão foi do setor público. Em 1997, o Rio foi desclassificado na primeira fase. Em 2002, com a escolha para sede do Pan-2007, voltou a apresentar a candidatura para 2012, sob a gestão do COB, com a sustentação da prefeitura. Em 2004, outra decepção: o Rio foi eliminado na preliminar.

Consultado o COI sobre as razões de uma eliminação na primeira fase, foi dito que os patrocinadores não poderiam correr riscos com projetos de papel, e que o Rio deveria aproveitar o Pan-07 e mudar seu escopo. Os equipamentos teriam que deixar o nível dos Jogos Panamericanos e passar a ser equipamentos de nível olímpico. E as consultorias de planejamento e de segurança deveriam ter experiência em Jogos Olímpicos. Com isso todo o orçamento apresentado para o Pan teve de ser alterado e ampliado. Dos US$ 350 milhões previstos, o valor mais do que triplicou. O governo federal entrou, de fato, no segundo semestre de 2006, com os sinais de reeleição.

A prefeitura, a partir da experiência de outras Olimpíadas (Barcelona), transformou gastos financeiros em gastos de capital sem desembolso, trocando a Vila do Pan por gabarito e usando o sistema de concessões no Rio-Centro (ginásios provisórios e imprensa) e na Marina (prorrogação), deixando de desembolsar R$ 400 milhões. O desembolso, em equipamentos, direitos de TV (US$ 13 milhões), comitê gestor e na urbanização do entorno dos equipamentos, alcançou R$ 1 bilhão. O governo federal, apenas no específico ao Pan, aplicou R$ 800 milhões, incluindo os gastos do governo do Estado que, pela transição política, não tinha caixa.


Com as consultorias com experiência olímpica, planejando e acompanhando o Pan, os dirigentes do COI passaram a ter informações sobre a capacidade de gestão do evento e da segurança. E, com os equipamentos olímpicos, foram minimizadas as dúvidas dos patrocinadores. O primeiro sinal positivo veio no leilão dos direitos de TV-2016. Dos US$ 20 milhões que a TV brasileira pagou por Pequim e dos US$ 60 milhões pagos por Londres, 2016 custou US$ 170 milhões e mais US$ 40 milhões de espaços publicitários na TV. Num sinal que o aprendizado até esta terceira tentativa e o cumprimento das orientações recebidas quanto a equipamentos e planejamento colocaram a candidatura do Rio no patamar em que está hoje, de forte competitividade. Dia 2/10 o Rio foi escolhido Cidade Sede dos JJOO-2016. De lá para cá muitos projetos, idéias, leis e definições. Mas -por enquanto- ainda falta concretizar. Em janeiro de 2012 serão 4 anos para o periodo de 6 meses de finalização dos JJOO-2016. É pouco tempo. Há que acelerar e.....cobrar.

*Cesar Maia, economista e político, foi prefeito da Cidade do Rio de Janeiro por 3 mandatos, articulador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007  e esteve a frente do processo de início da candidatura da cidade para sediar os Jogos Olímpicos nas 3 tentativas. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

BNDES atualiza financiamentos de estádios: R$ 3,2 bi em empréstimos

Banco financia nove palcos da Copa 2014 em até 75% ou R$ 400 milhões

Oito cidades-sede já obtiveram o empréstimo solicitado ao BNDES (nove se interessaram) para a construção ou reforma de seus estádios para a Copa do Mundo 2014. E o valor, somado, já atinge R$ 3,2 bilhões, segundo oficializou a empresa em balanço divulgado. Apenas Brasília, São Paulo e Porto Alegre não solicitaram o financiamento, que será quitado em até dez anos pelos governos.
O teto estabelecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é de R$ 400 milhões ou 75% do orçamento. Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná utilizaram o montante total. O último citado, no entanto, ainda não tem a aprovação registrada, e o dinheiro, portanto, não foi liberado. O caso está tramitando ainda como "carta-consulta".
Até aqui, o palco mais barato para o Mundial é a Arena da Baixada (R$ 220 milhões), do Atlético-PR, que, moderna, precisa só de ajustes externos, ampliação da arquibancada - para atender a exigência da Fifa de mínimo de 40 mil lugares - e de infra-estrutura tecnológica. Na outra ponta, o estádio de Itaquera, do Corinthians, está orçado em R$ 820 milhões - apesar de receber apenas 48 mil pessoas -, mas dados extraoficiais apontam para cerca de R$ 1 bilhão.
Vale lembrar que alguns não incluíram acessórios, como placar e assentos, na conta inicial, o que vai elevar mais um pouco o preço total até o fim de 2012.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2011/12/bndes-divulga-resumo-de-custeio-de-estadios-r-32-bi-em-emprestimos.html

Que legado se espera de uma Olimpíada?

Por: Jonas Oliveira
Que tipo de legado uma cidade deve esperar de um grande evento esportivo? Essa é uma discussão primordial, que deveria ser anterior à decisão de candidatar-se a sede de uma Copa do Mundo ou Olimpíada. Sem saber aonde se quer chegar, não se chega a lugar algum.
À primeira vista, a preparação de Londres 2012 parece não sofrer deste mal. Todo o projeto olímpico está bem amarrado em torno da sustentabilidade, do legado esportivo e do desenvolvimento da região leste da cidade, onde estarão localizadas as principais instalações.
Nesta semana, porém, veio à público o fato de que o primeiro ministro britânico David Cameron ordenou que os gastos com as cerimônias de abertura e encerramento dos jogos fossem dobrados, saltando de 40 para 81 milhões de libras. A justificativa é que as cerimônias são oportunidades únicas de promover o Reino Unido mundo afora – como Pequim fez muito bem em 2008.
Os gastos com segurança também saltaram de 282 para 553 milhões de libras. Graças a alguns cortes na construção do Parque Olímpico, os gastos inesperados não tiveram reflexo no orçamento total, que ainda está mantido em 9,2 bilhões de libras.
No entanto, a medida não foi bem recebida pelos britânicos. No ano passado, o governo decidiu cortar cerca de 162 milhão de libras de um programa de incentivo à prática de esportes em escolas.
Cerimônias de abertura e encerramento certamente atrairão a atenção de todo o mundo para o Reino Unido. Mas investir na formação de novos atletas traria um legado esportivo mais duradouro e condizente com o que se espera de uma Olimpíada.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/olimpiadas/londres/que-legado-se-espera-de-uma-olimpiada/

Sony divulga ações para Mundial de Clubes da FIFA

Patrocinadora oficial da FIFA, a empresa planeja uma série de ações especiais para o campeonato que fecha o ano do futebol

São Paulo - A Sony, como patrocinadora oficial da FIFA, planeja uma série de ações especiais para propagar as emoções dos estádios de futebol para torcedores do mundo todo durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA – Japão 2011.
Este ano o evento contará com as presenças de Santos e Barcelona e o possível duelo entre Neymar e Messi. Neste cenário, a empresa criou um verdadeiro estádio virtual, batizado de “Tweet Stadium”, para que torcedores de todos os cantos do planeta possam trocar suas emoções.
O “Tweet Stadium” será uma fan page no Facebook especialmente criada para reunir experiências dos fãs de futebol, que poderão interagir com os amigos e se conectar com outros usuários da rede. O narrador e comentarista Silvio Luiz está a cargo de convocar a torcida pelas redes sociais.
Já o ex-goleiro e treinador Zetti será o embaixador da ação no Brasil, escalado para comentar os jogos do Santos ao vivo pela rede social. Ambos utilizarão os equipamentos e a tecnologia Vaio oferecida pela Sony para informar e convidar os torcedores a participar do “Tweet Stadium”.
Outras atrações para os fãs de futebol serão o “Guess the Score”, criado para que os torcedores possam arriscar seus palpites e interagir com outras pessoas e o “Free kick”, onde os usuários testarão suas habilidades no futebol virtual.
Além das ações online, a Sony também irá levar três torcedores, com direito a acompanhante, para assistir a final do torneio, no estádio. Em 5 de dezembro serão divulgados os vencedores do concurso cultural “Melhores do Mundo” e os dois primeiros, além de receberem produtos da Sony, poderão assistir ao jogo final dentro do campo, na área reservada para os fotógrafos.
As ações para marcam os eventos programados pela Sony para a Copa do Mundo de 2014 e estão inseridas no novo slogan da marca, “Todos Conectados pelo Futebol”.

Artigo Científico - economia do esporte

Confira um estudo sobre economia do esporte, publicado em 2006. Clique aqui.

Chega de amadorismo!!!

Por: Ricardo Araújo

O STJD condena o Brasil a um atraso sem precedentes em termos de exploração comercial de arenas esportivas.

Com o auxílio luxuoso da CBF, a complacência da imprensa, que habitualmente mira no caso e esquece da tese, e quase que de forma despercebida, o STJD colocou uma pulga imensa atrás das orelhas de todos os grupos que ainda pretendem entrar no mercado de gestão comercial de arenas no país. E porque tudo isso ? Explico.
A CBF marcou para a última rodada 2 clássicos no Rio de Janeiro, torcendo para que um deles não valesse nada. Isso porque, com as obras no Maracanã, só existe atualmente 1 estádio em condições de receber um jogo de grande público na cidade. Esse foi o primeiro êrro. Trocar o certo pelo duvidoso. Mas os erros não pararam por aí. Ignorando o mando de campo, obrigou o Botafogo, dono do estádio, a cedê-lo a terceiros e jogar em outra cidade, mesmo que este ainda precise da vitória para conseguir uma vaga na Libertadores 2012. A alegação foi de que o outro jogo possuía mais apelo, seria mais decisivo. E pronto. Dispôs da propriedade alheia a seu bel prazer. Exemplos como esse não se encontram em lugar nenhum do planeta civilizado e profissional.
O Rio de Janeiro, pela sua grande exposição e representatividade no país, disseminou o que sempre foi uma particularidade muito própria mas praticamente única no mundo, 1 estádio público servindo 4 grandes clubes, onde Federações e Suderj (administradora do estádio) intervinham nas tabelas, alterando mandos, jogos, e o que mais lhes conviesse, pois estádio que é de todos no fundo não é de ninguem. O Maracanã portanto nunca foi explorado de forma profissional, pois o Estado nunca foi do ramo. Assim, de anomalia, de exceção, virou regra, implantou a cultura do estádio “dividido”, e do “joga quem tiver o jogo mais importante”. Exceção porque, repito, não existe caso semelhante no mundo. Em cidades que possuem vários clubes de massa, esses possuem cada qual o seu estádio, mesmo que a cidade eventualmente tambem possua um estádio público.
Alguem imagina a Federação argentina, numa última rodada de um Clausura, por exemplo, desalojando o Boca Jrs. da Bombonera por ter este um jogo de menos importância, e colocando em seu estádio o jogo decisivo entre um clube pequeno e mandante, e o River ??? Nem imaginem, porque isso nunca irá acontecer.
A tal “cultura” que se implantou por aqui, a dos estádios “divididos”, e a do remanejamento compulsório, é uma punhalada mortal na gestão comercial de estádios no Brasil porque ela simplesmente despreza os compromissos assumidos pelo proprietário da arena com seus patrocinadores e consumidores. Sem a garantia de autonomia para dispor de datas, como vender propriedades no estádio ? Como prometer aos patrocinadores que os camarotes negociados serão disponibilizados em tal data e para tal jogo, conforme a tabela ?
Como terão recebido essa notícia os consórcios que atualmente constroem as novas arenas do Palmeiras, do Corinthians, e do Grêmio, por exemplo, em troca da exploração comercial por vários anos à frente, sabendo que a CBF, amparada pelo STJD, poderá mudar jogos e mandos de forma unilateral ?
Entender que uma arena esportiva é uma fonte de recursos importante para seus proprietários, e que gerí-la profissionalmente é parte indissociável disso, faz-se urgente por parte de Federações, imprensa, e opinião pública em geral. Os tempos de amadorismo e mentalidade estatal precisam ter um fim, ou de nada adiantará construir e investir milhões em novas arenas no Brasil. A era de estádios “divididos” terá que terminar. Quem tem o mando do jogo precisa do estádio para cumprir acordos comerciais com seus patrocinadores e com seus associados. Não é uma questão de “segurança”, nem tão pouco esportiva. É uma questão puramente comercial, e como tal, de sobrevivência econômica dos nossos clubes.
E para terminar, deixo uma última pergunta.
Se o Botafogo tivesse vendido antecipadamente alguns milhares de carnês para sócios torcedores, garantindo o direito de quem comprou assistir a Botafogo x Fluminense no estádio Olímpico, como seria ? Quantos milhares entrariam na Justiça para terem seus direitos resguardados ? E a quem caberiam as indenizações, ao Botafogo, ou à CBF ???
Pois é, as coisas não são tão simples como alguns imaginam. Isso não é assunto para amadores, e muito menos para políticagem.

Lidando com o torcedor consumidor

Clubes e times estão deixando de ver seu público apenas como torcedores para enxergarem como clientes. O resultado disso é a evolução do marketing esportivo

Depois que você ler essa matéria, entre no site oficial de três times de futebol (fique a vontade para escolher). Lá, com certeza, terá um link com opções de compras dos produtos licenciados dos clubes. São camisas, bonés, chaveiros, casacos, canecas, bolas e – pode ter certeza - muito mais.
Esses produtos representam apenas a ponta do iceberg do quanto o mundo esportivo é lucrativo. Há também venda de ingressos nos estádios, cotas de televisão e, claro, os patrocínios. Muitas empresas têm apostado nesse mercado buscando uma identidade pessoal entre seu público-alvo e marca, ligando-se não apenas de forma comercial aos seus clientes, mas também de forma afetiva.
De acordo com Melissa Johnson Morgan e Jane Summers, no livro "Marketing Esportivo",essa conexão das marcas e do esporte facilita a aproximação com os torcedores. "O esporte está diretamente ligado com o momento de lazer de seus torcedores e proporciona uma infinidade de emoções que vão desde o amor intenso até o ódio. Essa ligação emocional entre o torcedor e o time abre caminho para uma grande oportunidade quando se analisa a promoção de um produto, pois durante esse momento de lazer, o torcedor se torna mais receptivo as mensagens transmitidas, levando com que o torcedor - até mesmo de forma inconsciente - faça ligação entre as emoções prazerosas do jogo, as marcas e produtos", explicam.
Uma pesquisa realizada no Reino Unido sobre a eficácia do marketing esportivo mostra que o patrocínio pode ter ainda mais impacto entre os jovens de 15 a 24 anos. Quarenta por cento dessa faixa etária indicou que se sentem mais confiantes em consumir produtos de marcas que patrocinam eventos esportivos como Olimpíadas e Copa do Mundo.

Camisas milionárias
Um dos caminhos do mercado da bola mais frequente encontrado pelas marcas são estampar nos uniformes dos times. E hoje, não é difícil encontrar camisas de alguns clubes que se assemelham aos "classificados" de um jornal, devido ao grande número de propagandas.
José Estevão Cocco, diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy e da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, acredita que isso não se trata de uma tendência, mas uma necessidade atual. "Dificilmente os clubes têm encontrado patrocinadores com verba suficiente para investir com exclusividade e como marca única nos uniformes. Essa postura pode ser revertida de acordo com o ciclo de mercado. Não entendo que seja ruim. O automobilismo sempre teve essa atitude, com diversas marcas estampadas nos carros, macacões, bonés, capacetes", explica José Estevão.
O futebol brasileiro, inclusive, é o terceiro que mais arrecada com patrocínios em camisas no mundo. De acordo com levantamento da Sport+Markt, consultora alemã do mercado esportivo, o lucro total dos clubes brasileiros em 2010 foi de 104,6 milhões de euros, arrecadação somente menor que a dos times ingleses (128 milhões de euros) e alemães (118 milhões de euros).

Os talentos fazem a diferença
Basta o Neymar ou Ronaldinho entrarem em campo e começa aquele frisson. Seja na seleção ou em seus clubes, os dois atletas - considerados por muitos como as grandes estrelas atuantes do futebol brasileiro - arrastam multidões aos estádios, ajudam seus times a conquistar resultados, atraem mais patrocinadores e, consequentemente, geram receitas.
"A presença de craques e jogadores talentosos é fundamental. Eles é que agregam atração da mídia gerando noticiário e visibilidade para o clube e patrocinadores. Aumentam consideravelmente o valor de uma disputa de jogo em espetáculo capaz de atrair torcedores em maior número e frequência", relata José Estevão.
Para você ter ideia, somente o Neymar possui nove patrocínios - sendo eles: Nike, Red Bull, Panasonic, Tenys Pé Baruel, Ambev, Lupo, Santander, Unilever e Claro. E as razões do interesse de tantas empresas parecem óbvio: associação à promessa
"Além de ser considerado o símbolo da sua geração, o Neymar tem identificação com o segmento que está a cada dia mais conectado e usa as redes sociais para se comunicar, especialmente com smartphones e tablets", disse o diretor de marketing da Claro, Erik Fernandes logo após a empresa fechar contrato com o jogador. A operadora assinou com o craque até 2016.

Razões para o marketing esportivo
Hoje, é quase inquestionável: o esporte é um dos fenômenos de entretenimento e de negócios mais eficientes em todo o mundo. Ele é um elemento de união entre as nações e move milhares de pessoas aos estádios, torneios e competições. Em nosso país, a paixão pelo esporte está no DNA do brasileiro, elevando ainda mais o seu potencial.
Por isso, a utilização de planos estratégicos de comunicação e de marketing nesse segmento são cada vez mais utilizadas por empresas, marcas e produtos. Aqueles que passam a ver os torcedores como consumidores em potencial abrem um leque de oportunidades imenso – e que tende a crescer ainda mais. Entre as três razões para o investimento no marketing esportivo mais comum estão:
1° - Imagem: traz valor, divulgação e até rejuvenescimento à marca ou produto.
2° - Esporte como mídia: é uma mídia alternativa. O esporte tem espaço em qualquer tipo de mídia. Alcança determinados públicos e mercados diferentes.
3° - Comunicação alternativa: a logomarca é exposta nos bonés e uniformes dos desportistas, nas placas, cartazes e outros tipos de publicidade estática presentes nos espaços destinados ao evento esportivo (ginásio, estádio, arena etc.) e via diferentes tipos de merchandising, particulares ao esporte em questão.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/lidando-com-o-torcedor-consumidor/50385/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Globo faz estudo para adotar naming right de estádios

GUILHERME COSTA e RODRIGO CAPELO
Da Máquina do Esporte, no Rio de Janeiro (RJ)
Tema recorrente no debate sobre comportamento da mídia em relação ao esporte, o veto da Globo ao uso de naming rights de estádios em transmissões esportivas vai deixar de existir. A emissora incluiu em contratos fechados com as equipes no ano passado uma cláusula em que admite citar parceiros comerciais das arenas, e atualmente conduz um estudo interno para decidir como fazer isso.

Em novembro deste ano, o Grêmio divulgou estimativa de faturar R$ 100 milhões em um contrato de dez anos pelos naming rights da arena que o clube está construindo. A diretoria tricolor tem usado a anuência da Globo como trunfo nas negociações.

O faturamento com naming rights também é o principal alicerce do projeto comercial do novo estádio do Corinthians, que está sendo construído em Itaquera. O aparato deve receber a abertura da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, e o clube alvinegro, segundo a "Folha de S.Paulo", já recusou uma proposta de R$ 220 milhões pelo nome do local.

O otimismo das equipes em relação ao potencial comercial dos estádios está diretamente ligado aos novos contratos com a Globo. Os vínculos foram assinados neste ano, depois do processo de implosão do Clube dos 13, e têm validade até 2015.

Na época, o Clube dos 13 chegou a anunciar um acordo com a RedeTV! pelos direitos de mídia do Campeonato Brasileiro. No entanto, um grupo de clubes ignorou o acerto e passou a negociar individualmente com as emissoras.

O processo deu origem a um modelo individual de negociações de mídia. A Globo fechou contratos até 2015 com 18 times (Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Vitória, Goiás e Sport).

"Está nos contratos que nós nos comprometemos a estudar como compatibilizar esse tipo de negociação com a política comercial da emissora", confirmou Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esporte.

O modelo de adoção dos naming rights nas transmissões da Globo será definido e esmiuçado apenas em 2012. A única coisa certa até o momento é que o uso será inserido gradualmente no conteúdo (chamadas de programação, por exemplo, serão um estágio anterior às transmissões).
 
 
Opinião:
Já não era sem tempo da Globo promover a abertura na sua grade. Que isso proporcione a outros esportes o mesmo direito, fazendo com quem patrocine equipes esportivas tenha o seu nome divulgado durante as transmissões, pois estamos num paradoxo no qual cobramos maiores investimentos que não aparecem na maior rede de TV do país.

Gasto com publicidade e patrocínio em eventos esportivos dobra

Dados da IFM Sports Marketing Events apresentados pelo especialista alemão, Bernd Proske, durante palestra em São Paulo revelam que o setor movimentou US$ 25 bilhões em 2002, saltando em 2011 para aproximadamente US$ 50 bilhões.

De acordo com Proske, um dos fundadores da Proske Sports, 90% dos gastos com publicidade e patrocínio em 2010 foram vinculados a eventos esportivos e envolveram questões como hospitalidade, logística, merchandising, mídias sociais, relações públicas e comunidade em geral.

O especialista explica que eventos esportivos chamam a atenção das grandes companhias porque mexem com a emoção e podem ser explorados por meio da hospitalidade. Estandes, restaurantes, eventos para clientes e tudo que está ligado ao patrocínio é capaz de tornar a ação ainda mais efetiva.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Líderes do Brasileirão alavancam vendas


Por: Letícia Casado
Líderes do Campeonato Brasileiro e disputando a taça até a última rodada, Corinthians e Vasco ganharam não apenas os títulos de líder e vice, respectivamente. Faturaram também fora do campo com a venda de produtos licenciados. Ontem, o Pacaembu, em São Paulo, sediou Corinthians x Palmeiras, numa partida sem gols. O Engenhão, no Rio, foi palco de Vasco x Flamengo, que terminaram empatados em 1 x 1. O time paulista só não levaria a taça se fosse derrotado e o Vasco obtivesse uma vitória. Os dois estádios receberam torcidas munidas de acessórios que, com o bolso recheado pelo 13º, fizeram disparar as vendas de artigos dos times em até 120% nas últimas duas semanas.
No dia 20 de novembro, o Corinthians ganhou do Atlético-MG e poderia vencer o torneio na semana seguinte. No domingo, 27, bateu o Figueirense, mas, aos 45 do segundo tempo, no Rio, o Vasco derrotou o Fluminense. O resultado levou a decisão para a última rodada, e os torcedores, às lojas.
A Centauro comercializa artigos dos dois times, e, entre 21 e 30 de novembro, viu as vendas aumentarem em 60% na comparação com os dez dias anteriores. A rede Poderoso Timão, que tem produtos do Corinthians e deve fechar 2011 com 112 franquias, faturou 40% a mais no período.
O movimento na Gigante da Colina, franquia do Vasco com cinco lojas, disparou depois do jogo do dia 27, e o faturamento cresceu 20%. O fluxo tinha caído "porque era fim de mês", diz o supervisor Diego Freitas de Azevedo.
A reviravolta permitiu à importadora Classe vender 15% a mais na última semana. Em seu portfólio há seis itens, de "mãozinha" para agitar no estádio a pintura para o rosto com as cores do time. A empresa vende artigos para a torcida dos quatro grandes times de São Paulo e está em mais de mil pontos de venda, afirma Eliane De Martini, gerente de comunicação.
Em Brasília, a Casa Vascaína viu o faturamento crescer 120% no dia 1º de dezembro sobre a mesma data em 2010, diz a gerente Caroline Souto. Segundo ela, o fluxo de pessoas mais do que dobrou na semana passada. Em Belém, as camisas do Vasco venderam 40% a mais na Globo Esporte Magazine, diz um funcionário que prefere não se identificar. "Vendemos bem Flamengo, Remo, Paissandu e Corinthians durante o ano inteiro", diz ele. "O Vasco foi novidade."
A Netshoes administra o comércio eletrônico de alguns times - inclusive dos líderes do Brasileirão e do Santos, campeão da Taça Libertadores este ano. Estar na final de um campeonato importante, diz o diretor de marketing Roni Bueno, aumenta as vendas em 30%.
O Campeonato Brasileiro termina no início das vendas de Natal, melhor data para o comércio. As duas marcas vão terminar bem 2011. "Se [o Corinthians] não for campeão, perco a venda adicional que teria. Mas, quando a gente faz o plano das lojas, consideramos que o ganho não vai ser tão grande", disse ao Valor na sexta-feira André Giglio, da Poderoso Timão.
O Vasco faturou alto logo depois de vencer a Copa do Brasil. As vendas em junho foram "absurdas", diz Azevedo, da Gigante da Colina.
Na Centauro, a expectativa é de que a última semana do Brasileirão terminasse com recorde de vendas, diz Sebastião Bomfim Filho, presidente do Grupo SBF, que detém a marca. "O campeonato está absolutamente empolgante, com dois times de massa".
Opinião: 
Juntamente a fase final do brasileirão estamos próximo do Natal. 2 momentos nos quais a procura por esse tipo de material cresce de acordo com os valores praticados e a posição do time. Ainda me pergunto por que as equipes não realizam ações durante o restante do ano para que esse produto torne-se significante na receita do clube. No nível local, me surpreendi com a ação do Itaguaí Rugby ao ficar sabendo, durante a última etapa do circuito estadual, que o clube estava vendendo camisas do time, arregimentando meios de alavancar seu orçamento. 3 anos de existência e uma gestão que a seguir assim, poderá ser exemplo na região.

Falhas no Mundial de Patinação mostraram que Brasília precisa melhorar organização de eventos esportivos


Da Agência Brasil

Edição: Aécio Amado
Brasília - A realização do 56° Mundial de Patinação Artística, de 14 a 27 de novembro, mostrou que a capital do Distrito Federal (DF) ainda não está preparada para organizar eventos esportivos internacionais. As delegações de 37 países que participaram do campeonato enfrentaram problemas com o local da competição que atrapalharam o desempenho dos patinadores. A cidade que vai sediar jogos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014, não soube preparar o Ginásio Nilson Nelson para o evento.
“Fiquei surpreso com o pouco tempo para montar a estrutura para um evento como esse, a pista é maravilhosa, mas aí choveu, teve uns problemas de goteira e os próprios atletas tiveram que ajudar a colocar baldes de água, e isso pegou um pouco mal. Outra coisa que deixou a desejar foi a abertura, a gente sabe que não teve um tempo adequado para treinar o pessoal [que fez parte da abertura] o suficiente, mas comparando com outros países, a gente sabe que o nível poderia ter sido melhor, uma atleta americana com a qual eu falei disse que achou tudo um pouco descoordenado”, declarou o patinador da equipe brasileira na categoria senior, Henrique Pamplona.
A patinadora Maristela Mendonça também reclamou do estado do ginásio que, com a chuva, ficou alagado por causa das goteiras, e, no dia seguinte, o excesso de mosquitos atrapalhou o andamento das disputas. “Eu achei muito ruim o que aconteceu, os mosquitos atrapalharam o desempenho de um atleta italiano que teve que parar a apresentação para pedir que o piso fosse limpo”, disse a atleta.
A técnica da delegação argentina Gabriela Montechiari disse que as goteiras atrapalharam o desempenho dos patinadores, reclamou do calor, mas elogiou a hospitalidade das pessoas. “Soube do incidente com a goteira por meio de outros atletas, o calor aqui também está um pouco intenso, mesmo assim estou muito feliz de estar aqui participando desse Mundial, estou sendo muito bem tratada, os brasileiros são muito amáveis”, declarou a técnica argentina à Agência Brasil.
A falta de recursos para fazer o evento foi, para o técnico de patinação do Clube Passo a Passo do Rio Grande do Sul, Leandro Dias, a principal causa dos problemas ocorridos durante a competição. Ele cobrou mais atenção das autoridades pelo esporte. “A estrutura está muito boa, mas acredito que a falta de verbas atrapalhou o evento que poderia estar melhor, o calor aqui atrapalha o desempenho do atleta. Soube do que aconteceu no ginásio por conta da chuva que ocasionou em goteiras. Com tantas medalhas que foram trazidas por atletas nesse esporte no Pan-Americano, acho que seria o momento do governo enxergar a patinação com mais carinho, porque outros esportes de massa não têm trazido tantos resultados positivos”, disse.
Apesar dos problemas que prejudicaram a qualidade do evento, o presidente da Federação Brasiliense de Hóquei e Patinação, Lúcio Rezende, declarou que o Ginásio Nilson Nelson passou pela fiscalização do Comitê Internacional de Patinação, que aprovou o local para a realização do campeonato mundial. Segundo ele, o presidente do comitê, James Pollard, que acompanhou as competições, quando esteve em Brasília para verificar as condições do ginásio, gostou do ginásio.
Rezende explicou ainda o problema com os mosquitos que levou um patinador a interromper a sua apresentação. “Eram mosquitos de luz, que apareceram à noite, e pelo piso ser branco e haver o reflexo da luz, então eles aparecem e isso atrapalha quando há uma quantidade grande. Houve um caso de um atleta que parou a apresentação e pediu para que o piso fosse limpo”.
O subsecretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Luís Carlos, procurado pela Agência Brasil, disse que a falta de logística da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação na organização do campeonato pode ter contribuído para que esses tipos de falhas ocorressem. “Quando sedia-se um evento desse, deve ser feito antes uma logística. Essa parte fica por conta da confederação, o que fazemos é atender com o espaço. O gerador, a segurança, a limpeza, atendemos com o mínimo possível, o restante fica por conta da confederação. Ficamos tristes ao saber dessas notícias ruins”, disse.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Circuito de altas cifras


Além do legado na área de infraestrutura, eventos devem gerar 89,3 mil empregos diretos e indiretos

RIO - A menos de cinco anos dos Jogos Olímpicos e a três anos de receber a final da Copa do Mundo de 2014, a cidade começa a calcular o impacto econômico que os grandes eventos trarão para o Rio por conta de obras, principalmente, de infraestrutura urbana e no setor hoteleiro. Um estudo divulgado recentemente pela PricewaterhouseCoopers (PwC), a pedido da Agência Rio Negócios, criada para promover a cidade entre investidores, estima que o Rio receberá R$ 53,2 bilhões de investimentos relacionados direta e indiretamente aos eventos. Isso deve gerar 89.300 empregos direitos e indiretos, incluindo temporários e definitivos. O cálculo foi feito apesar de a Autoridade Pública Olímpica (APO) ainda não ter fechado o orçamento final, indicando que projetos levarão o selo olímpico de responsabilidade dos governos e do Comitê Organizador.
— O estudo é uma fotografia de momento. É claro que esses investimentos acabam tendo um efeito multiplicador, gerando mais investimentos a longo prazo. Quando se investe em infraestrutura urbana, como na implantação de corredores de transportes por ônibus, isso melhora a circulação na cidade e torna o Rio mais competitivo — analisou o diretor comercial da Rio Negócios, Antônio Carlos Dias.
Por essas contas, o Rio receberia mais investimentos que Londres, sede dos Jogos de 2012, que tem uma economia mais desenvolvida que a carioca. A capital inglesa projeta alavancar US$ 7 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões), com a abertura de duas mil novas empresas e a geração de 40 mil empregos.
Muitos desses investimentos no Rio terão como parceiras empresas privadas, que em breve serão selecionadas por meio de licitações. Uma das mais importante é a escolha do consórcio ou da empresa que será responsável por construir o Parque Olímpico no terreno hoje ocupado pelo Autódromo de Jacarepaguá. O mesmo ocorrerá com o BRT Transolímpico (Barra-Deodoro). O corredor de ônibus articulados ficará no canteiro central de uma nova via expressa, que será construída e terá pedágio. Os BRTs, no entanto, ficarão livres da tarifa. A estimativa é que o projeto fique em mais de R$ 1 bilhão. O Transolímpico será a primeira via expressa do Rio com pedágio desde a construção da Linha Amarela (Barra-Ilha do Fundão) em meados da década de 90.
Para o presidente da Associação Comercial do Rio (Acerj), Antenor Monteiro de Barros, a cidade viverá até 2016 os anos mais importantes para o futuro do Rio devido aos grandes eventos. Nessa lista, além da Copa do Mundo e das Olimpíadas, estão a Rio +20 (2012), a Jornada Mundial da Juventude (2013) e a comemoração dos 450 anos de fundação da cidade (2015).
— Mas temos que manter o foco para assegurar que o legado realmente existirá, ao contrário do que ocorreu em Atenas, por exemplo, considerado um fracasso — disse Monteiro de Barros.

TCU manda Caixa rever financiamento de obras da Copa

Por: André Borges

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal (CEF) tem prazo de 120 dias para apresentar ao Tribunal de Contas da União (TCU) documentos detalhados a respeito dos desembolsos já feitos pelo banco para  financiar obras de mobilidade urbana para a Copa 2014.
Os recursos oferecidos por meio do programa Pró-Transporte são provenientes da arrecadação do FGTS, fundo administrado pela CEF. De acordo com os auditores do tribunal, os dois únicos contratos já firmados pelo banco, na cidade de Belo Horizonte, com valor de R$ 34,6 milhões, têm "análise comparativa de custos deficiente".
O TCU quer que a Caixa faça uma nova análise orçamentária dos empreendimentos, além de cópia de licenças, certidões ou alvarás de todos os órgãos ou entidades relacionados aos contratos. O tribunal alertou a CEF que o descumprimento das determinações "poderá ensejar a adoção de medida acautelatória, consistente na paralisação do fluxo financeiro dos contratos, assegurado o contraditório ao tomador dos empréstimos".
A orientação é para a CEF utilizar diferentes bases de dados para chegar ao preço real das obras que financia. As decisões do banco são orientadas pelos dados contidos no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi).
"Compreendo que em obras de tal complexidade, como a do BRT aqui tratado, a busca por referenciais de preços para todos os serviços do empreendimento seja tarefa custosa, às vezes inatingível. É sabido ainda que o Sinapi possui limitações”, comentou o ministro relator, Valmir Campelo. Limitar as análises, porém, a 12% da obra, como ocorreu em BH, disse o ministro, "não alcança o espírito dos normativos do próprio banco e nem garante a necessária legitimidade dos objetos dos empréstimos".
A orientação do TCU é que, para verificar a compatibilidade dos preços de obras financiadas, a CEF deve, se necessário, "abandonar a zona de conforto e adicionar a seu leque de pesquisas outras fontes oficiais de preços", como o Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro), "tendo em vista as limitações do Sinapi em construção de pavimentos rodoviários".

Prorrogação

Por: Felipe Patury
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, quer se livrar do Segundo Tempo, o programa onde se concentraram as denúncias que redundaram na queda de seu antecessor, Orlando Silva. Como o Segundo Tempo é voltado para a iniciação esportiva de crianças e adolescentes, Rebelo negocia sua  transferência para o Ministério da Educação. Se der certo, terá um motivo a menos para dor de cabeça.

Opinião:
Do que adianta um Ministério do Esporte que não quer se responsabilizar pelo esporte e que, não conta com técnicos na linha de frente? E, cade o legado esportivo da década de ouro do esporte no Brasil?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Artigos publicados

Neste post disponibilizo 2 artigos construídos durante o mestrado:



A construção de cenários como ferramenta na gestão do esporte


Inúmeras empresas utilizam os cenários enquanto ferramenta para tomada de decisão. A capacidade do gestor em analisar os cenários futuros e direcionar a empresa para o caminho de maior eficácia é primordial para o sucesso do negócio. No entanto, a gestão esportiva pouco utiliza tal ferramenta no seu cotidiano. Assim como, não há expressividade por parte dos acadêmicos em estudos realizados sobre este tema.

Cenários prospectivos são, segundo Godet (1987) apud Marcial e Grumbach (2008) "o conjunto formado pela descrição coerente de uma situação futura e pelo encaminhamento dos acontecimentos que permitem passar de origem à situação futura" e, partem dos atributos inerentes ao campo estudado para a construção de cenários futuros, em que uma gama destes pode ser elaborada, de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos inicialmente. Em relação aos atributos, a escolha deve recair sobre os de maior relevância para o estudo em questão. A construção desses cenários deveria ser adotada pelos gestores esportivos, sejam eles oriundos da iniciativa privada, da administração pública ou do terceiro setor, com o intuito de saírem do improviso e, acima de tudo, evitar surpresas desagradáveis por conta da falta de um planejamento mais robusto.

O uso desta ferramenta na administração pública seria de valioso auxílio, principalmente em se tratando de uma política de Estado, na qual a troca dos governantes pode interferir de maneira crucial no andamento do projeto instalado. Já no terceiro setor, onde nem sempre há grandes estruturas, haveria uma corrida em direção ao binômio eficácia/eficiência, pois a tomada de decisão será tomada com maior velocidade devido à situação, no todo ou em parte, já ter sido vislumbrada pela equipe gestora. No entanto, é provável que seja na iniciativa privada o local em que a adoção desta ferramenta seja mais comemorada, pois a urgência pelo lucro é capaz de afetar decisões a serem tomadas sob pressão. Nesse caso, é importante que a equipe possua ferramentas robustas para que se minimizem os danos à unidade de negócio afetada.

A gestão esportiva ainda padece do uso de ferramentas advindas da administração, e o resultado desse atraso acadêmico/profissional é percebido nos resultados alcançados pelo esporte em nosso território de modo geral e a exacerbação do uso político feito pelos gestores, ficando o esporte quase que, como uma moeda de troca.

Referência: Marcial, E. C.; Grumbach, R. J. S. Cenários Prospectivos: como construir um futuro melhor. 5. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro, Editora FGV, 2008.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

TCU diz que Copa pode legar herança indesejável

A área de mobilidade urbana é a que mais preocupa no cardápio de obras financiadas com dinheiro público
TCU diz que Copa pode legar herança indesejável

A área de mobilidade urbana é a que mais preocupa no cardápio de obras financiadas com dinheiro público
 área de mobilidade urbana é a que mais preocupa no cardápio de obras financiadas com dinheiro público. É também a que exigirá a maior fatia de investimentos da União: R$ 7,9 bilhões só em financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF), segundo a matriz de responsabilidade, que estabelece o custo das obras e quem faz o quê.
“Temo que essas intervenções de mobilidade, a serem inevitavelmente realizadas às pressas, baseiem-se em projetos sem o devido amadurecimento quanto ao seu detalhamento técnico; e mesmo quanto à sua viabilidade. Preocupa-me o risco de conceber uma herança que não corresponda às reais necessidades da população ao término dos jogos”, diz o relator Valmir Campelo responsável pelo acompanhamento das obras da Copa.
O relatório divulgado hoje (1) menciona entre as obras que nem começaram a sair do papel o polêmico veículo leve sobre trilhos (VLT) de Cuiabá, orçado em R$ 1,2 bilhão.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou na semana passada que a obra foi aprovada pelo Ministério das Cidades mediante um documento fraudado. O projeto original era o BRT, uma linha rápida de ônibus, que custava R$ 489 milhões.
Um acordo político do governo federal com o estadual alterou o projeto. Só que uma análise técnica feita pela pasta vetava a mudança imediata. Com o aval do ministro Mário Negromonte, a diretora de Mobilidade Urbana, Luiza Vianna, adulterou o parecer original, deixando a conclusão a favor do VLT.
Como as demais obras de mobilidade urbana, o VLT deveria ter as obras concluídas até dezembro de 2013, mas não passou ainda por licitação, como outras 23 obras do setor de mobilidade. O TCU registra que o governo do Mato Grosso conseguiu substituir o projeto, daí o atraso nos contratos de financiamento.
Em junho, a presidente Dilma Rousseff havia estabelecido o mês de dezembro como data limite para o início das obras de construção dos corredores de BRT (do inglês Bus Rapid Transit), faixas preferenciais, e monotrilhos. As obras que não tivessem sido contratadas poderiam ser excluídas da matriz de responsabilidade da Copa. O levantamento do TCU mostra que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já desembolsou R$ 273 milhões para a construção e reforma dos estádios nas cidades-sede da Copa. E alerta que as arenas de Porto Alegre e Curitiba, sob responsabilidade dos clubes de futebol, têm as obras “interrompidas ou não iniciadas”.

Com aval da Fifa, Brasil destinará de 30% a 40% dos ingressos da Copa para cotas

São Paulo – O governo federal, em acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), irá incluir no projeto da Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 (Lei 2.330/2011) a determinação de destinar 300 mil a 400 mil ingressos – com preços “populares”, de US$ 25 a US$ 35 – para cotas. Serão beneficiados pessoas com deficiência, de baixa renda, indígenas, estudantes e idosos. A quantia equivale a aproximadamente 30% a 40% dos cerca de 1 milhão de ingressos que serão vendidos no Brasil.
“Isso já foi decidido. Vamos escrever no texto da lei, e será vendido em separado. Havendo mais demanda do que oferta, será por sorteio”, disse hoje (1º) o relator do Projeto de Lei Geral da Copa, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).
Os ingressos destinados as cotas não serão vendidos pela internet, como usualmente a Fifa faz em seus eventos. Segundo o deputado, as entradas serão comercializadas nas sedes locais da Copa, preferencialmente nas comunidades de baixa renda. Se houver maior procura do que demanda, a Fifa irá sortear os ingressos aos interessados incluídos nas cotas.
A entidade também concordou com a proposta de incluir no projeto da lei a determinação de que sejam fornecidos cerca de 25 mil ingressos para serem trocados por armas. A ação fará parte do programa Brasil Contra as Armas, que além de entradas também retribuirá - com ingressos para espetáculos, bolas e camisas - as pessoas que entregarem suas armas ao Poder Público.
Segundo o deputado, as vendas de ingressos irão começar tão logo a lei seja sancionada pela presidenta da República e publicada no Diário Oficial da União. De acordo com ele, em duas semanas o projeto deverá ser votado no plenário da Câmara.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Pesquisa acadêmica sobre gestão do esporte

Pesquisa sobre gestão do esporte para minha dissertação de mestrado. Ela é direcionada aos profissionais e estudantes de educação física. Participe aqui.