Páginas

Mostrando postagens com marcador Exame. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exame. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

TCU diz que Copa pode legar herança indesejável

A área de mobilidade urbana é a que mais preocupa no cardápio de obras financiadas com dinheiro público
TCU diz que Copa pode legar herança indesejável

A área de mobilidade urbana é a que mais preocupa no cardápio de obras financiadas com dinheiro público
 área de mobilidade urbana é a que mais preocupa no cardápio de obras financiadas com dinheiro público. É também a que exigirá a maior fatia de investimentos da União: R$ 7,9 bilhões só em financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF), segundo a matriz de responsabilidade, que estabelece o custo das obras e quem faz o quê.
“Temo que essas intervenções de mobilidade, a serem inevitavelmente realizadas às pressas, baseiem-se em projetos sem o devido amadurecimento quanto ao seu detalhamento técnico; e mesmo quanto à sua viabilidade. Preocupa-me o risco de conceber uma herança que não corresponda às reais necessidades da população ao término dos jogos”, diz o relator Valmir Campelo responsável pelo acompanhamento das obras da Copa.
O relatório divulgado hoje (1) menciona entre as obras que nem começaram a sair do papel o polêmico veículo leve sobre trilhos (VLT) de Cuiabá, orçado em R$ 1,2 bilhão.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou na semana passada que a obra foi aprovada pelo Ministério das Cidades mediante um documento fraudado. O projeto original era o BRT, uma linha rápida de ônibus, que custava R$ 489 milhões.
Um acordo político do governo federal com o estadual alterou o projeto. Só que uma análise técnica feita pela pasta vetava a mudança imediata. Com o aval do ministro Mário Negromonte, a diretora de Mobilidade Urbana, Luiza Vianna, adulterou o parecer original, deixando a conclusão a favor do VLT.
Como as demais obras de mobilidade urbana, o VLT deveria ter as obras concluídas até dezembro de 2013, mas não passou ainda por licitação, como outras 23 obras do setor de mobilidade. O TCU registra que o governo do Mato Grosso conseguiu substituir o projeto, daí o atraso nos contratos de financiamento.
Em junho, a presidente Dilma Rousseff havia estabelecido o mês de dezembro como data limite para o início das obras de construção dos corredores de BRT (do inglês Bus Rapid Transit), faixas preferenciais, e monotrilhos. As obras que não tivessem sido contratadas poderiam ser excluídas da matriz de responsabilidade da Copa. O levantamento do TCU mostra que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já desembolsou R$ 273 milhões para a construção e reforma dos estádios nas cidades-sede da Copa. E alerta que as arenas de Porto Alegre e Curitiba, sob responsabilidade dos clubes de futebol, têm as obras “interrompidas ou não iniciadas”.

Com aval da Fifa, Brasil destinará de 30% a 40% dos ingressos da Copa para cotas

São Paulo – O governo federal, em acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), irá incluir no projeto da Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 (Lei 2.330/2011) a determinação de destinar 300 mil a 400 mil ingressos – com preços “populares”, de US$ 25 a US$ 35 – para cotas. Serão beneficiados pessoas com deficiência, de baixa renda, indígenas, estudantes e idosos. A quantia equivale a aproximadamente 30% a 40% dos cerca de 1 milhão de ingressos que serão vendidos no Brasil.
“Isso já foi decidido. Vamos escrever no texto da lei, e será vendido em separado. Havendo mais demanda do que oferta, será por sorteio”, disse hoje (1º) o relator do Projeto de Lei Geral da Copa, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).
Os ingressos destinados as cotas não serão vendidos pela internet, como usualmente a Fifa faz em seus eventos. Segundo o deputado, as entradas serão comercializadas nas sedes locais da Copa, preferencialmente nas comunidades de baixa renda. Se houver maior procura do que demanda, a Fifa irá sortear os ingressos aos interessados incluídos nas cotas.
A entidade também concordou com a proposta de incluir no projeto da lei a determinação de que sejam fornecidos cerca de 25 mil ingressos para serem trocados por armas. A ação fará parte do programa Brasil Contra as Armas, que além de entradas também retribuirá - com ingressos para espetáculos, bolas e camisas - as pessoas que entregarem suas armas ao Poder Público.
Segundo o deputado, as vendas de ingressos irão começar tão logo a lei seja sancionada pela presidenta da República e publicada no Diário Oficial da União. De acordo com ele, em duas semanas o projeto deverá ser votado no plenário da Câmara.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

FGV e Fifa se unem para ensinar “negócio do esporte”

Por: Bianca Montarroyos e Claudia Penteado, do 

Parceria tem como meta suprir a demanda por profissionalização em gestão, marketing e direito no esporte

São Paulo - O esporte nas redes sociais, uma parceria inédita da FGV com a Fifa e um emocionante encontro com Zagallo e João Havelange marcaram o segundo dia da e Claudia Penteadoe Claudia Penteado, maior evento de negócios de futebol do mundo, realizado, entre esta segunda (28) e terça-feira (29) no Hotel Sofitel e no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Membros da FGV (Fundação Getúlio Vargas) falaram da parceria com a Fifa para a Copa do Mundo de 2014 e do projeto em gestão, marketing e direito no esporte.
Sravros Xanthopoylos, diretor executivo online da FGV, abordou a demanda por cursos profissionalizantes relacionados ao esporte que resultou na parceria com a entidade maior do futebol mundial. O Brasil, por meio da instituição de ensino, é o 14º parceiro da Fifa na Copa de 2014.
“O brasileiro tem enorme interesse no esporte e a demanda por profissionalização em gestão esportiva tem crescido consideravelmente, como vemos na FGV. Nossa parceria com a Fifa para a Copa de 2014 é a prova dessa demanda”, disse o executivo.
Ricardo Trade, coordenador para o Brasil do Cies (Centro Internacional de Estudos do Esporte), abordou o projeto online realizado junto com a FGV, que envolve capacitação em gestão esportiva e o interesse social.
O programa envolve aperfeiçoamento das governanças e interessados na área esportiva, incluindo confederações, federações, associações, clubes, atletas, mídia e ONGs. “Manteremos o padrão de qualidade internacional.
As disciplinas terão uma visão geral da indústria do esporte e a participação em rede será altamente qualificada. Para ser um gestor na área esportiva, é preciso não se limitar a cursos de marketing esportivo, é preciso avançar em áreas como administração, direito e outras”, disse Trade.