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domingo, 6 de janeiro de 2013

Corinthians consolida domínio financeiro pós-Ronaldo



A contratação de Ronaldo pelo Corinthians, em dezembro de 2008, criou um irreversível processo de transformação do clube paulista no maior gerador de receitas do país. Isso é o que aponta o estudo “Evolução das Finanças dos Clubes Brasileiros”, realizado pelo especialista em marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi.

O levantamento apurou receitas e dívidas das principais agremiações de futebol no período compreendido entre os anos de 2003 e 2012. Nele, fica claro que o "fator Ronaldo", aliado a outras mudanças na gestão do Corinthians levaram o clube à liderança entre aqueles que mais faturam no país. 

Até 2008, o São Paulo liderava o ranking de receitas. No ano seguinte, o Corinthians alcançou o topo, onde permanece até hoje. A lista dos dez primeiros, após os dados de 2011, é composta por Corinthians (R$ 290 milhões), São Paulo (R$ 226 milhões), Internacional (R$ 198 milhões), Santos (R$ 189 milhões), Flamengo (R$ 185 milhões), Palmeiras (R$ 148 milhões), Grêmio (R$ 143 milhões), Vasco da Gama (R$ 137 milhões), Cruzeiro (R$ 129 milhões) e Atlético-MG (R$ 100 milhões).

Atualmente, este grupo de times representa 65% do mercado brasileiro em receitas, enquanto, em 2003, os dez maiores eram responsáveis por 58%. A previsão é de que, após 2012, o número chegue a 66% do total.

O movimento corintiano é similar ao que aconteceu na Europa com o Real Madrid. Depois de alguns anos de domínio do Manchester United como clube mais rico do continente, o clube espanhol atingiu o topo de arrecadação ao apostar no time dos "Galáticos", com Zidane, Ronaldo, Raúl e David Beckham. A contratação do jogador inglês, aliás, foi o que impulsionou de vez o clube espanhol ao topo. 

No caso do Corinthians, as receitas obtidas com patrocínio ao contratar Ronaldo e, recentemente, com o novo acordo de televisão, em negociação individual, foram os principais responsáveis por alçar o clube ao topo da lista de maior arrecadação do país. Em 2012, com as conquistas da então Copa Santander Libertadores e do Mundial de Clubes, a expectativa é a de que pela primeira vez um clube brasileiro ultrapasse a barreira dos R$ 300 milhões arrecadados no ano.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/28/28026/Corinthians-consolida-dominio-financeiro-pos-Ronaldo/index.php

terça-feira, 17 de julho de 2012

Internacional inaugura loja em parceria com Nike


Por Lucas Turco

O Internacional apresentou mais uma novidade para os seus torcedores. O clube de Porto Alegre inaugurou, em parceria com a Nike, fornecedora de material esportivo do clube, a InterShop, loja oficial localizada no estádio Beira-Rio.

“A InterShop é uma inovação no país, será a primeira vez que uma loja terá duas empresas, a Nike e o Internacional. O Internacional mais uma vez é pioneiro nesse novo conceito”, disse Jorge Avancini, diretor de marketing do clube gaúcho.

O clube possui outras 33 lojas oficiais espalhadas por Porto Alegre e interior do Rio Grande do Sul. No entanto, a parceria com a Nike será exclusividade da loja do Beira-Rio.

“Com a Nike será só essa no nosso estádio, com o tempo vamos reformar e reestruturar, mas não abriremos outras”, revelou Avancini.

A nova loja ainda não contará com privilégios para os sócio-torcedores (o Internacional é o clube brasileiro com mais adeptos do plano).

“No primeiro momento os sócios não terão vantagens. Estamos em fase de aprimoramento e futuramente esses privilégios virão. Mas, temos diversas lojas em que os sócio-torcedores possuem entre 5 e 20% de descontos”, completou Avancini.

A diretoria colorada espera obter uma receita anual de R$ 20 milhões até 2017 apenas com lojas e licenciamentos, o que representaria um acréscimo de 50% no atual faturamento da área

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26020/Internacional-inaugura-loja-em-parceria-com-Nike/index.php

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Líderes do Brasileirão alavancam vendas


Por: Letícia Casado
Líderes do Campeonato Brasileiro e disputando a taça até a última rodada, Corinthians e Vasco ganharam não apenas os títulos de líder e vice, respectivamente. Faturaram também fora do campo com a venda de produtos licenciados. Ontem, o Pacaembu, em São Paulo, sediou Corinthians x Palmeiras, numa partida sem gols. O Engenhão, no Rio, foi palco de Vasco x Flamengo, que terminaram empatados em 1 x 1. O time paulista só não levaria a taça se fosse derrotado e o Vasco obtivesse uma vitória. Os dois estádios receberam torcidas munidas de acessórios que, com o bolso recheado pelo 13º, fizeram disparar as vendas de artigos dos times em até 120% nas últimas duas semanas.
No dia 20 de novembro, o Corinthians ganhou do Atlético-MG e poderia vencer o torneio na semana seguinte. No domingo, 27, bateu o Figueirense, mas, aos 45 do segundo tempo, no Rio, o Vasco derrotou o Fluminense. O resultado levou a decisão para a última rodada, e os torcedores, às lojas.
A Centauro comercializa artigos dos dois times, e, entre 21 e 30 de novembro, viu as vendas aumentarem em 60% na comparação com os dez dias anteriores. A rede Poderoso Timão, que tem produtos do Corinthians e deve fechar 2011 com 112 franquias, faturou 40% a mais no período.
O movimento na Gigante da Colina, franquia do Vasco com cinco lojas, disparou depois do jogo do dia 27, e o faturamento cresceu 20%. O fluxo tinha caído "porque era fim de mês", diz o supervisor Diego Freitas de Azevedo.
A reviravolta permitiu à importadora Classe vender 15% a mais na última semana. Em seu portfólio há seis itens, de "mãozinha" para agitar no estádio a pintura para o rosto com as cores do time. A empresa vende artigos para a torcida dos quatro grandes times de São Paulo e está em mais de mil pontos de venda, afirma Eliane De Martini, gerente de comunicação.
Em Brasília, a Casa Vascaína viu o faturamento crescer 120% no dia 1º de dezembro sobre a mesma data em 2010, diz a gerente Caroline Souto. Segundo ela, o fluxo de pessoas mais do que dobrou na semana passada. Em Belém, as camisas do Vasco venderam 40% a mais na Globo Esporte Magazine, diz um funcionário que prefere não se identificar. "Vendemos bem Flamengo, Remo, Paissandu e Corinthians durante o ano inteiro", diz ele. "O Vasco foi novidade."
A Netshoes administra o comércio eletrônico de alguns times - inclusive dos líderes do Brasileirão e do Santos, campeão da Taça Libertadores este ano. Estar na final de um campeonato importante, diz o diretor de marketing Roni Bueno, aumenta as vendas em 30%.
O Campeonato Brasileiro termina no início das vendas de Natal, melhor data para o comércio. As duas marcas vão terminar bem 2011. "Se [o Corinthians] não for campeão, perco a venda adicional que teria. Mas, quando a gente faz o plano das lojas, consideramos que o ganho não vai ser tão grande", disse ao Valor na sexta-feira André Giglio, da Poderoso Timão.
O Vasco faturou alto logo depois de vencer a Copa do Brasil. As vendas em junho foram "absurdas", diz Azevedo, da Gigante da Colina.
Na Centauro, a expectativa é de que a última semana do Brasileirão terminasse com recorde de vendas, diz Sebastião Bomfim Filho, presidente do Grupo SBF, que detém a marca. "O campeonato está absolutamente empolgante, com dois times de massa".
Opinião: 
Juntamente a fase final do brasileirão estamos próximo do Natal. 2 momentos nos quais a procura por esse tipo de material cresce de acordo com os valores praticados e a posição do time. Ainda me pergunto por que as equipes não realizam ações durante o restante do ano para que esse produto torne-se significante na receita do clube. No nível local, me surpreendi com a ação do Itaguaí Rugby ao ficar sabendo, durante a última etapa do circuito estadual, que o clube estava vendendo camisas do time, arregimentando meios de alavancar seu orçamento. 3 anos de existência e uma gestão que a seguir assim, poderá ser exemplo na região.