Páginas

Mostrando postagens com marcador Gestor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os bancos tomam conta do esporte


Por Erich Beting

A partida desta noite entre Avaí e Atlético Paranaense, pela Série B do Campeonato Brasileiro, vai marcar a entrada de mais um banco no patrocínio do futebol brasileiro. Os dois times estamparão a marca da Caixa em seu uniforme. Os acordos foram fechados ontem e hoje, e representam o fortalecimento do setor bancário no esporte (leia mais aqui e aqui).

A maior presença do segmento bancário no patrocínio esportivo brasileiro é, na realidade, a elevação do país a um novo patamar de relacionamento das marcas com o esporte e, de uma forma indireta, é mais um reflexo do amadurecimento do mercado. Mundialmente, os grandes patrocinadores do esporte são as empresas mais ricas. No caso do setor bancário, em todo o mundo, mesmo com a crise no segmento, o patrocínio esportivo continuou na pauta.

No Brasil, o movimento dos bancos sobre o esporte (e especialmente sobre o futebol) veio se intensificar nos últimos cinco anos, com o cenário mundial do esporte e da grana começando a ser direcionado para o país. Primeiro foi o acordo Santander-Libertadores, depois, a movimentação do Itaú com a Copa do Mundo e o Bradesco com as Olimpíadas. E, agora, a Caixa com os dois clubes da Série B. Isso sem contar na aventura do BMG, que claramente usou a exposição do esporte para conseguir o negócio com o Itaú.

Com a entrada dos bancos, porém, aumenta-se a responsabilidade do esporte em dar retorno para seus patrocinadores. E esse é o grande pulo do gato nessa história toda. Antes, o setor bancário raramente se associava a equipes, preferindo a segurança de uma competição para não vincular a marca a uma torcida apenas. Agora, com as oportunidades cada vez mais escassas, naturalmente a migração será para a camisa do uniforme ou para outras modalidades, dentro de um projeto mais consistente.

Sinal dos tempos. E prenúncio, também, de que o próximo passo é a profissionalização do gestor do esporte. A grana do marketing, aos poucos, fará o esporte se tornar mais profissional. Assim como os bancos finalmente tomaram conta do segmento esportivo no Brasil, esse é um dos próximos passos.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/17/os-bancos-tomam-conta-do-esporte/

domingo, 1 de julho de 2012

Clubes estão desconectados na comunicação virtual


Estudo da Trevisan Gestão do Esporte mostra que o Twitter já virou febre entre os jogadores de futebol. Entretanto, a mesma realidade já não se aplica aos clubes nacionais. Eles ainda utilizam pouco a ferramenta, que tem mais de 300 milhões de usuários. O que falar então da criação de Mark Zuckerberg, o Facebook, no qual um levantamento do portal Máquina do Esporte observou que os perfis “não oficiais” tinham mais fãs do que os oficiais.

Ou seja, é preciso que os clubes fiquem mais atentos às novas preferências e tendências. Afinal, as redes sociais mostraram-se um excelente canal de comunicação com os torcedores, abrindo oportunidades para fidelização e ampliação do relacionamento com todos os stakeholders – fornecedores, patrocinadores, mídia etc.

Navegando pelos sites dos 20 clubes da série A do Campeonato Brasileiro de 2011 e mais alguns times de destaque da B, foi possível observar que a muitos deles ainda estão tropeçando na rede. A navegabilidade é muito ruim (caminhos confusos para se obter uma informação – alguns não contam com ferramenta de busca para facilitar), há pouca interatividade, falta, principalmente, informação nas páginas sobre contato como clube – até porque a resposta mostrou-se demorada e, em alguns casos, sequera conteceu. No site do Botafogo, nem existe esse espaço. Isso vai na contra mãodo mundo globalizado e altamente conectado, no qual é imprescindível a boa comunicação virtual. Ela representa a maneira mais fácil de aproximar pessoas. Para o universo dos negócios, é uma ferramenta extremamente útil de se atingir clientes.

O Manchester United, por exemplo, gera 20% de sua receita através da internet. O clube inglês utiliza o site para venda de: publicidade no website; tickets para jogos e estacionamento; pacotes turísticos voltados tanto para os torcedores que moram na cidade e desejam acompanhar o time, como para os de outras cidades que queiram visitar Manchester; produtos licenciados; assinaturas da TV online que transmite, via internet, os jogos da equipe; serviços e produtos para mobile phone (ringtones, vídeos, informações e etc); produtos financeiros, como seguros, cartão de crédito e aplicações; e cassino online.

Então, porque os clubes brasileiros também não aproveitam essas oportunidades e facilidades para conquistar os torcedores? Lembrando que não basta apenas criar canais de compra, mas também oferecer produtos e serviços compatíveis com a demanda. Alguns têm mostrado um trabalho bacana na world wide web, como Corinthians, Santos, Internacional e São Paulo. O trabalho da agremiaçãodo Parque São Jorge no site oficial até pode assustar pela “poluição visual” na página inicial, mas a quantidade de informações e um espaço dedicado à “transparência”, no qual se encontram os balanços e outros documentos oficiais, é de se admirar, assim como a interatividade promovida via o perfil “República Popular do Corinthians”, além de ser o clube brasileiro com mais seguidores no Twitter, hoje com mais de 430 mil.

O Peixe está atualmente com mais de 136 mil seguidores no Twitter etambém tem aproveitado a ferramenta de promoções e ações de relacionamento coma torcida, o que, neste momento favorável da equipe, é fundamental e essencial. No caso do Colorado, o portal mostrou-se o mais completo de conteúdo. O São Paulo mostrou que está atento a esse movimento. Além de estar com um website novo e bem estruturado, para lançar seu novo site convocou os fãs a alcançar o número de 123 mil tweets com a hashtag # novo site soberano. A ação foi tão eficaz que, em oito horas, o novo site foi colocado no ar, sendo que a previsão da agência de comunicação responsável pela campanha era atingir a meta em 36 horas.

Enfim, não faltam opções para ampliar e melhorar a comunicação, essencial ao sucesso de todo negócio. Basta uma atenção redobrada e o entendimento de que as redes sociais e a Web são cada vez mais importantes e eficazes.

Por Andressa Rufino, consultora da Trevisan Gestão do Esporte e autora do livro “Arena Multiuso: um novo campo nos negócios”, da Trevisan Editora Universitária

Fonte: http://colunas.imirante.com/platb/zecasoares/2011/06/30/clubes-estao-desconectados-na-comunicacao-virtual/?goback=%2Egmp_3881735%2Egde_3881735_member_60286234

terça-feira, 19 de junho de 2012

Traffic contrata novo diretor de planejamento e marketing

A Traffic acaba de contratar Eduardo Morato, com experiência na área de Marketing Esportivo, para integrar sua equipe. O profissional ocupará o cargo de diretor de Planejamento e Marketing.



O profissional chega à Traffic para ajudar na área de ativações promocionais, indo além dos patrocínios publicitários e pensando em ações de relacionamento entre as empresas e seus clientes, promoções, desenvolvimento de conteúdo e campanhas de incentivo com funcionários e em pontos de venda diretamente com o consumidor.

Eduardo Morato já foi gerente de marketing da Antarctica e diretor executivo de marketing e assessor da presidência do São Paulo Futebol Clube. Também teve passagens por empresas como Elma Chips, Coca-Cola, L’Oreal e Unilever, além de ter sido consultor da FIFA na Copa do Mundo da África do Sul.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

QUEM FAZ: RODRIGO GARCIA, GERENTE DE POLÍTICA E OPERAÇÕES ESPORTIVAS

Conheça as (muitas) responsabilidades de um dos gestores do Departamento de Esportes


A arbitragem, o controle de doping, a cronometragem, a distribuição de resultados das competições, as publicações relacionadas ao esporte e os serviços veterinários são apenas algumas das incontáveis responsabilidades da área de política e operações esportivas do Comitê Organizador Rio 2016™. Enumerá-las é tarefa difícil até para o paulistano Rodrigo Garcia, cuja serenidade diante do tamanho do desafio que terá pelos próximos cinco anos impressiona.
Gerente de uma das quatro áreas do Departamento de Esportes, que conta ainda com Competição Esportiva (Ricardo Prado), Arquitetura de Instalações Esportivas (Gustavo Nascimento) e Apresentação do Esporte (ainda sem gerente), Garcia comandará, em 2016, uma força de trabalho de mais de mil pessoas. Boa parte dela é composta por voluntários, que precisarão de treinamento e orientação. Outro grande contingente de profissionais, os de arbitragem, também estará sob sua guarda. Projetos para preparação de mão-de-obra brasileira estão nos planos, mas a recepção aos estrangeiros e o atendimento às suas necessidades são algumas das prioridades.
Além do planejamento da parte operacional, decisões que envolvem mais de um esporte e que exigem interface com outras áreas funcionais do Comitê, como Acomodações e Tecnologia, por exemplo, fazem parte do dia-a-dia. Da mesma forma, o contato e as trocas com as Federações Internacionais dos esportes são constantes. São elas que dão as diretrizes e, em boa parte dos casos, fazem a operação em conjunto com a organização do maior evento esportivo do planeta.
“Embora sejam os mesmos Jogos Olímpicos, cada esporte gosta de ser tratado de um nível diferente. Nós temos que fazer com que todos sejam atendidos em suas demandas, mas que eles entendam que estão em um ambiente único. Então, serão os Jogos Rio 2016™ para a Natação, o Futebol, o Tiro com Arco, o Triatlo e todos os outros. É o mesmo evento. Aí é que está a questão. Temos a interface com nossos parceiros de Londres 2012, por exemplo. Visitamos campeonatos dos esportes ao redor do mundo para entender como eles gostam de ser tratados no mundo deles. Os eventos têm a cara deles. Procuramos este conhecimento, mas faremos aqui com a nossa identidade”, analisa.
Aprendizado com os Jogos Pan-Americanos
Graduado em Esporte pela Universidade de São Paulo (USP), curso mais voltado para a gestão do esporte, Garcia levou a experiência com marketing e eventos para a organização dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Teve a oportunidade de gerenciar uma das principais instalações esportivas, o Estádio João Havelange, palco do Atletismo, e dali construiu a trajetória rumo ao maior espetáculo esportivo do planeta.
“O caminho de aprendizado começa nos Jogos Pan-Americanos. Depois, continua na candidatura do Rio para 2016, onde ajudei a fazer o Masterplan (o arcabouço do dossiê de candidatura). Trabalhei oito meses no Comitê de São Paulo para a Copa do Mundo de futebol e voltei. Todo esse processo foi importante. Minha área era de operação de instalações no Pan, uma interface da área de esportes com a área de instalações. Hoje, comando Política e Operações. A experiência de planejamento que tive no Pan está sendo fundamental”, diz o gerente, que cita também as oportunidades de aprendizagem nas observações em grandes eventos e nas consultorias a países menos estruturados.
“É interessante observar as diversas situações para entender melhor nossas demandas. Estivemos em Pequim 2008, que teve três vezes o tamanho do Pan. Foi minha primeira experiência olímpica. Depois, tivemos oportunidade de dar consultoria a alguns países da América do Sul e Caribe que preparavam candidaturas para Jogos regionais. Pudemos acompanhar os eventos-teste em Londres e participar de reuniões com as Federações Internacionais. Trabalhamos com organizações as mais distintas, é importante observar os detalhes”.
Evolução da organização do esporte no Brasil
Maior do que o desafio de organizar um megaevento, só o de torná-lo fonte de legados esportivos e não-esportivos sólidos para o Brasil e os vizinhos sul-americanos. Para Garcia, já é evidente o desenvolvimento da gestão esportiva no país. A tendência é de crescimento nos próximos anos.
“O Brasil está passando por um processo de evolução muito grande nessa parte de gestão do esporte, gestão de instalações esportivas. Isso fica claro. Desde antes do Pan até agora, eu consigo ver como as pessoas estão cada vez mais preparadas, como os clubes estão preparando melhor, como os eventos esportivos estão proporcionando experiência, bagagem. O legal é ver, quando vamos para um evento fora, que o que estamos planejando aqui não está distante da realidade de outros”, relata.
As responsabilidades da área de Política e Operações Esportivas são tão numerosas quanto as oportunidades que geram. Com voz serena, mas firme, Rodrigo Garcia comanda uma das áreas-chave do Departamento de Esportes e do Comitê Organizador como um todo. O desafio é de centenas de pessoas. O resultado é de milhões.