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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como anunciar nas mídias digitais - compra e monitoramento


por Sandra Turchi 

O crescimento continuado do número de pessoas que acessam a internet  e as redes sociais tem incentivado muitas empresas de diferentes áreas e setores a buscarem estar presentes nesses meios. Mas além de contar com um site próprio, criar perfis nas redes sociais, como Facebook, Orkut, LinkedIn, Twitter, entre outros,  e alimentá-los constantemente com conteúdos interessantes para o público, é também cada vez mais importante que essas empresas incluam, no seu planejamento de comunicação, formas de anunciar nos diversos meios digitais.

Para isso é preciso, inicialmente, desenvolver um planejamento estratégico e trabalhar, de preferência, com sua agência de publicidade. Há inúmeras possibilidades, a começar por um banner para ser veiculado nos sites mais conhecidos ou mesmo em sites de nicho como, por exemplo, o site da revista arquitetura e construção, da editora abril que é voltado para arquitetos, decoradores e estudantes. Ou ainda podem ser feitas alternativas como vídeos a serem postados no YouTube, links patrocinados nos buscadores (Google, Bing e Yahoo), blogs e nas diversas redes sociais.

Seja qual for o veículo, canal ou formato definido, é preciso pensar também no modelo de compra desta mídia. E aí as opções são bem variadas. Os tipos mais empregados são o CPM (custo por mil impressões), em que o custo do anúncio será definido com base na quantidade de impressões (exibições) alcançadas e o CPC (custo por clique) no qual o anunciante pagará apenas quando o usuário clicar no seu anúncio; este último é utilizado, principalmente, nos links patrocinados e nos grandes portais, como MSN, Yahoo, Terra e IG. Além desses há também a compra de faixa horária/diária e o patrocínio, no qual o anunciante sabe exatamente o dia e horário que sua comunicação será divulgada,  o CPA (custo por aquisição) no qual o anunciante só pagará quando o visitante fizer uma ação específica, como preencher um cadastro, download de um jogo, inscrever-se em um curso, etc e o modelo utilizado especificamente para os formatos de vídeo, que é o CPV (custo por visualização) no qual a mídia será paga quando o usuário tiver assistido 30 segundos ou mais do vídeo. Surge agora também o CPV (custo por valor), que gera mais assertividade, pois o pagamento está atrelado à geração direta de resultados ao cliente.

Outro ponto importante que precisa ser pensado está relacionado à gestão e monitoramento dos resultados da campanha, que poderá ser feito de forma manual, no qual a agência ou o cliente dependem das informações enviadas pelos veículos (o que normalmente ocorre somente após o encerramento da campanha publicitária), para analisar os resultados e propor mudanças para a próxima campanha, se necessário. O outro formato de gestão é o uso de adserver, que é um software contratado exclusivamente para gerir campanhas online, no qual a agência ou o cliente podem obter os dados de forma padronizada, a qualquer momento, permitindo uma tomada de decisão de forma mais ágil.

Os principais dados utilizados para a análise do desempenho da campanha digital são: CTR (click through rate), que indica a taxa de interesse do seu público por mais informações sobre o produto ou oferta divulgada - sendo que essa informação pode ser obtida por veículo e formato onde é possível identificar os que são mais eficazes. Taxa de Conversão, que indica o quanto aquele anúncio influenciou na venda de determinado produto ou serviço. E finalmente, o CPM (custo por mil usuários impactados), que indica a razão entre o número de investimentos em mídia e o número de usuários impactados durante a campanha.

É uma lição de casa um tanto trabalhosa, mas indispensável para as empresas que desejam não apenas participar desses novos canais, mas inclusive obter resultados compensadores para vender e promover seus produtos ou serviços e, de quebra, conquistar e fidelizar os consumidores tradicionais e, principalmente, os potenciais.

*Sandra Turchi é consultora e palestrante sobre em Marketing Digital e E-commerce. Leciona no MBA da FGV em Marketing Digital e coordena diversos cursos na área digital da ESPM-SP. Atua como profissional de Marketing há mais de 20 anos onde  foi executiva de grandes empresas. Bacharel em Administração de Empresas pela FEA/USP, pós-graduada pela FGV/EAESP, possui MBA pela Business School SP com a Toronto University e estudou empreendedorismo na Babson College de Boston.

**Renata Benigna atua como profissional de Mídia Online e Offline no segmento de telecomunicações e é especialista em Marketing Digital. Graduada em Engenharia Civil pela UNIP, com pós-graduação em Administração em Marketing pela FAAP e Comunicação com o Mercado pela ESPM.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/artigos/sandra-turchi/25262/como-anunciar-nas-midias-digitais-compra-e-monitoramento.html

domingo, 1 de julho de 2012

Clubes estão desconectados na comunicação virtual


Estudo da Trevisan Gestão do Esporte mostra que o Twitter já virou febre entre os jogadores de futebol. Entretanto, a mesma realidade já não se aplica aos clubes nacionais. Eles ainda utilizam pouco a ferramenta, que tem mais de 300 milhões de usuários. O que falar então da criação de Mark Zuckerberg, o Facebook, no qual um levantamento do portal Máquina do Esporte observou que os perfis “não oficiais” tinham mais fãs do que os oficiais.

Ou seja, é preciso que os clubes fiquem mais atentos às novas preferências e tendências. Afinal, as redes sociais mostraram-se um excelente canal de comunicação com os torcedores, abrindo oportunidades para fidelização e ampliação do relacionamento com todos os stakeholders – fornecedores, patrocinadores, mídia etc.

Navegando pelos sites dos 20 clubes da série A do Campeonato Brasileiro de 2011 e mais alguns times de destaque da B, foi possível observar que a muitos deles ainda estão tropeçando na rede. A navegabilidade é muito ruim (caminhos confusos para se obter uma informação – alguns não contam com ferramenta de busca para facilitar), há pouca interatividade, falta, principalmente, informação nas páginas sobre contato como clube – até porque a resposta mostrou-se demorada e, em alguns casos, sequera conteceu. No site do Botafogo, nem existe esse espaço. Isso vai na contra mãodo mundo globalizado e altamente conectado, no qual é imprescindível a boa comunicação virtual. Ela representa a maneira mais fácil de aproximar pessoas. Para o universo dos negócios, é uma ferramenta extremamente útil de se atingir clientes.

O Manchester United, por exemplo, gera 20% de sua receita através da internet. O clube inglês utiliza o site para venda de: publicidade no website; tickets para jogos e estacionamento; pacotes turísticos voltados tanto para os torcedores que moram na cidade e desejam acompanhar o time, como para os de outras cidades que queiram visitar Manchester; produtos licenciados; assinaturas da TV online que transmite, via internet, os jogos da equipe; serviços e produtos para mobile phone (ringtones, vídeos, informações e etc); produtos financeiros, como seguros, cartão de crédito e aplicações; e cassino online.

Então, porque os clubes brasileiros também não aproveitam essas oportunidades e facilidades para conquistar os torcedores? Lembrando que não basta apenas criar canais de compra, mas também oferecer produtos e serviços compatíveis com a demanda. Alguns têm mostrado um trabalho bacana na world wide web, como Corinthians, Santos, Internacional e São Paulo. O trabalho da agremiaçãodo Parque São Jorge no site oficial até pode assustar pela “poluição visual” na página inicial, mas a quantidade de informações e um espaço dedicado à “transparência”, no qual se encontram os balanços e outros documentos oficiais, é de se admirar, assim como a interatividade promovida via o perfil “República Popular do Corinthians”, além de ser o clube brasileiro com mais seguidores no Twitter, hoje com mais de 430 mil.

O Peixe está atualmente com mais de 136 mil seguidores no Twitter etambém tem aproveitado a ferramenta de promoções e ações de relacionamento coma torcida, o que, neste momento favorável da equipe, é fundamental e essencial. No caso do Colorado, o portal mostrou-se o mais completo de conteúdo. O São Paulo mostrou que está atento a esse movimento. Além de estar com um website novo e bem estruturado, para lançar seu novo site convocou os fãs a alcançar o número de 123 mil tweets com a hashtag # novo site soberano. A ação foi tão eficaz que, em oito horas, o novo site foi colocado no ar, sendo que a previsão da agência de comunicação responsável pela campanha era atingir a meta em 36 horas.

Enfim, não faltam opções para ampliar e melhorar a comunicação, essencial ao sucesso de todo negócio. Basta uma atenção redobrada e o entendimento de que as redes sociais e a Web são cada vez mais importantes e eficazes.

Por Andressa Rufino, consultora da Trevisan Gestão do Esporte e autora do livro “Arena Multiuso: um novo campo nos negócios”, da Trevisan Editora Universitária

Fonte: http://colunas.imirante.com/platb/zecasoares/2011/06/30/clubes-estao-desconectados-na-comunicacao-virtual/?goback=%2Egmp_3881735%2Egde_3881735_member_60286234