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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Jornalista aponta falhas na preparação do Brasil para Copa do Mundo de 2014


Plínio Fraga ressalta dificuldade de acesso à internet nos estádios do Rio de Janeiro, prejudicando trabalho da imprensa, e falta de organização do país

A pouco mais de um ano da realização da Copa do Mundo no Brasil, o jornalista Plínio Fraga, do jornal "O Globo", ressaltou em entrevista ao "SporTV" que problemas de conectividade podem afetar a cobertura do evento esportivo.
Plínio revelou que a rede de internet dos estádios cariocas já não suporta o grande número de usuários, membros da imprensa e torcedores, que tenta enviar dados durante as partidas de menor público, como as disputadas pelos campeonatos Carioca e Brasileiro. Ele teme que a a situação se torne ainda pior e os jornalistas não consigam trabalhar durante o Mundial, caso um sistema de conexão mais potente não seja instalado.
- Em qualquer jogo no Engenhão ou no antigo Maracanã, enviar uma matéria ou foto pela internet é uma dificuldade. Na cobertura de final de Campeonato Brasileiro, conseguir um sinal de internet no estádio é muito complicado, porque todo mundo começa a transmitir coisas e dá uma espécie de apagão geral. O torcedor tenta colocar suas próprias fotos nas redes sociais e as pessoas não conseguem acesso. Imagina o volume de acesso de mídia na Copa do Mundo - observou o jornalista.
Quanto à infraestrutura do Rio de Janeiro para receber a Copa do Mundo, o jornalista acredita que o maior problema é a desorganização. Para Plínio, embora melhorias já estejam sendo feitas, o transporte carioca será uma das deficiências locais. Ele citou recentes confusões nos aeroportos da cidade como exemplos de falta de organização que não podem se repetir.
- As mudanças no transporte estão adiantadas, tudo está razoavelmente andando, o que não significa que vá funcionar, vai haver gargalos. Quanto à infraestrutura, já estamos tendo problemas graves nos aeroportos por questões de organização. Temos um problema geral de desorganização e de transparência nos gastos. Tem que haver uma fiscalização maior e mais empenho na organização, nosso ponto fraco - analisou.

Fonte: http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2013/01/jornalista-aponta-falhas-na-preparacao-do-brasil-para-copa-do-mundo-de-2014.html

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Contrato com fornecedora dá ao Fla acesso a CT europeu e tecnologia


Documento prevê regalias para clubes no topo do portfólio da Adidas, mas exige que até presidente rubro-negro não use marcas concorrentes

Por Janir Júnior e Vicente Seda

Além das cláusulas milionárias, obrigações e direitos incluídos no contrato de 87 páginas entre Flamengo e Adidas, a fornecedora alemã colocou o clube da Gávea no status de "Símbolo A Mundial", o que quer dizer que o Rubro-Negro - ao lado de Chelsea, Real Madrid, Milan e Bayern de Munique - integra o portfólio mais prestigiado entre os clubes patrocinados pela empresa. Na prática, isso representa um plano estratégico de negócios, verba anual de R$ 1,5 milhão para ações de marketing e acesso prioritário aos principais produtos da marca, incluindo testes de artigos que ainda não foram lançados no mercado.

A Adidas também colocará à disposição do Flamengo o centro de treinamento em sua sede na Alemanha, denominado "World of Sports (Mundo dos Esportes)", como centro logístico para "potenciais amistosos na Europa", conforme descrito no contrato de parceria. O espaço tem aproximadamente 39 hectares (ou 390 mil m²) usados para prática de diversos esportes e conta com cerca de 2.900 funcionários de mais de 50 nações. Há no contrato a obrigação de uma partida de exibição por ano - a Adidas ficará com todas as receitas, à exceção dos direitos de transmissão, e as despesas do clube sairão da verba de marketing.

Entre os produtos disponíveis para o clube, está um sistema de monitoramento de atividade física, o "miCoach Professional Team Training System". O sistema fornece indicadores físicos e monitoramento não invasivo. Entre os valores medidos pelo equipamento, estão velocidade, frequência cardíaca, distância percorrida com grande, média e baixa intensidades, entre outros. Entre os aparatos, estão sensores que são acoplados às chuteiras dos jogadores.

Nesse caso, a nova fornecedora abre exceção para que os atletas com contrato firmado com suas concorrentes possam usar chuteiras de outra marca, mas essa permissão se limita às chuteiras. Os demais calçados fora do gramado terão de ser Adidas.

A regra também vale para dirigentes. Nem o presidente eleito do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, estará livre do compromisso de não aparecer em trajes da concorrência. O item seis da cláusula oito do contrato diz que "membros do clube, incluindo o presidente, os diretores do clube, os gerentes jurídicos, de marketing, de futebol e a comissão técnica não usarão ou vestirão quaisquer produtos de um concorrente quando estiverem no exercício das suas funções oficiais". A multa para esse tipo de infração é de R$ 25 mil, mas não leva à rescisão contratual.

A Adidas se compromete ainda a indicar um gerente global de marketing dedicado a gerenciar a comercialização, as comunicações e a ativação do clube e dos negócios da Adidas a ele relacionados. A empresa destaca no contrato que o clube "deverá ser capaz de se beneficiar da grande rede de relações que a Adidas mantém com as entidades regulatórias do futebol, ligas, clubes, agências e marcas globais no que diz respeito ao enriquecimento e desenvolvimento" da instituição como clube de futebol ou como marca.

Pelo status do patrocínio, a Adidas se obriga ainda a produzir pelo menos 50 produtos licenciados diferentes em cinco categorias: vestimenta para jogo, para treino, tradicionais e de passeio, acessórios e hardware. Os produtos serão expostos em 1.500 lojas pelo mundo, 600 delas obrigatoriamente nos maiores mercados de futebol, descritos no contrato. A empresa ainda se compromete a criar mercado eletrônico dentro do seu site em todos os mercados habilitados para transações dessa natureza, que incluem outros países como Nova Zelândia e Coreia do Sul.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2012/12/contrato-com-fornecedora-da-ao-fla-acesso-ct-europeu-e-tecnologia.html

terça-feira, 3 de julho de 2012

Consórcio conclui compra de catracas do novo Maracanã


Empresa escolhida pelo governo também irá fornecer torniquetes e bloqueios motorizados

O Consórcio Maracanã Rio 2014, composto pelas construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, responsáveis pela reforma do estádio que receberá as finais da Copa das Confederações e do Mundial, assinou o contrato para a compra dos equipamentos de controle de acesso de torcedores.

Além das catracas, a empresa escolhida pelo governo irá fornecer torniquetes e bloqueios motorizados. No total, serão 160 equipamentos no novo Maracanã, com prazo de entrega de 120 dias. O estádio terá 11 bloqueios motorizados, 118 torniquetes e 39 catracas de três braços. Os produtos serão fabricados no Brasil, com algumas peças importadas da Alemanha. 

Com 56% de obras executadas, o estádio carioca deve chegar a uma fase importante no mês de setembro, quando toda a arquibancada deve ser concluída. Depois, a nova cobertura será instalada. A previsão é que a implantação dure seis semanas.

Os tipos de gramado, iluminação e cadeiras serão definidos no próximo mês após reunião do governo do Rio e da Fifa.

Com 5,4 mil operários e 20 frentes de trabalho, o Maracanã deve ser concluído até fevereiro de 2013. No momento, as arquibancadas superiores estão em processo de montagem das partes sobrepostas. A estrutura da parte inferior já está praticamente concluída. Nas intemediárias, 12 módulos de vigas metálicas e 180 vigas no total são instalados.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10242/CONSORCIO+CONCLUI+COMPRA+DE+CATRACAS+DO+NOVO+MARACANA.html