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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Contrato com fornecedora dá ao Fla acesso a CT europeu e tecnologia


Documento prevê regalias para clubes no topo do portfólio da Adidas, mas exige que até presidente rubro-negro não use marcas concorrentes

Por Janir Júnior e Vicente Seda

Além das cláusulas milionárias, obrigações e direitos incluídos no contrato de 87 páginas entre Flamengo e Adidas, a fornecedora alemã colocou o clube da Gávea no status de "Símbolo A Mundial", o que quer dizer que o Rubro-Negro - ao lado de Chelsea, Real Madrid, Milan e Bayern de Munique - integra o portfólio mais prestigiado entre os clubes patrocinados pela empresa. Na prática, isso representa um plano estratégico de negócios, verba anual de R$ 1,5 milhão para ações de marketing e acesso prioritário aos principais produtos da marca, incluindo testes de artigos que ainda não foram lançados no mercado.

A Adidas também colocará à disposição do Flamengo o centro de treinamento em sua sede na Alemanha, denominado "World of Sports (Mundo dos Esportes)", como centro logístico para "potenciais amistosos na Europa", conforme descrito no contrato de parceria. O espaço tem aproximadamente 39 hectares (ou 390 mil m²) usados para prática de diversos esportes e conta com cerca de 2.900 funcionários de mais de 50 nações. Há no contrato a obrigação de uma partida de exibição por ano - a Adidas ficará com todas as receitas, à exceção dos direitos de transmissão, e as despesas do clube sairão da verba de marketing.

Entre os produtos disponíveis para o clube, está um sistema de monitoramento de atividade física, o "miCoach Professional Team Training System". O sistema fornece indicadores físicos e monitoramento não invasivo. Entre os valores medidos pelo equipamento, estão velocidade, frequência cardíaca, distância percorrida com grande, média e baixa intensidades, entre outros. Entre os aparatos, estão sensores que são acoplados às chuteiras dos jogadores.

Nesse caso, a nova fornecedora abre exceção para que os atletas com contrato firmado com suas concorrentes possam usar chuteiras de outra marca, mas essa permissão se limita às chuteiras. Os demais calçados fora do gramado terão de ser Adidas.

A regra também vale para dirigentes. Nem o presidente eleito do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, estará livre do compromisso de não aparecer em trajes da concorrência. O item seis da cláusula oito do contrato diz que "membros do clube, incluindo o presidente, os diretores do clube, os gerentes jurídicos, de marketing, de futebol e a comissão técnica não usarão ou vestirão quaisquer produtos de um concorrente quando estiverem no exercício das suas funções oficiais". A multa para esse tipo de infração é de R$ 25 mil, mas não leva à rescisão contratual.

A Adidas se compromete ainda a indicar um gerente global de marketing dedicado a gerenciar a comercialização, as comunicações e a ativação do clube e dos negócios da Adidas a ele relacionados. A empresa destaca no contrato que o clube "deverá ser capaz de se beneficiar da grande rede de relações que a Adidas mantém com as entidades regulatórias do futebol, ligas, clubes, agências e marcas globais no que diz respeito ao enriquecimento e desenvolvimento" da instituição como clube de futebol ou como marca.

Pelo status do patrocínio, a Adidas se obriga ainda a produzir pelo menos 50 produtos licenciados diferentes em cinco categorias: vestimenta para jogo, para treino, tradicionais e de passeio, acessórios e hardware. Os produtos serão expostos em 1.500 lojas pelo mundo, 600 delas obrigatoriamente nos maiores mercados de futebol, descritos no contrato. A empresa ainda se compromete a criar mercado eletrônico dentro do seu site em todos os mercados habilitados para transações dessa natureza, que incluem outros países como Nova Zelândia e Coreia do Sul.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2012/12/contrato-com-fornecedora-da-ao-fla-acesso-ct-europeu-e-tecnologia.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quando a troca de camisas no Fla-Flu não é nada amigável


Depois de oferta milionária ao rival, tricolor quer rever seu contrato com fornecedora de material esportivo este ano

Por Gian Amato

RIO - Nelson Rodrigues imortalizou a frase “O Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada”. Mas o clássico de domingo já começou há quatro meses. Em lados opostos no campo, os rivais prometem travar uma luta pela troca de camisas. Insatisfeita com a proposta de R$ 350 milhões por 10 anos feita em maio por sua fornecedora de material esportivo, a Adidas, ao Flamengo, a diretoria tricolor quer pedir a revisão, com valorização financeira, do seu contrato atual, de R$ 9,1 milhões por ano até 2014. A ideia é renegociar ao fim deste ano, ainda mais se o clube for tetracampeão nacional.
A empresa de material esportivo alemã ofereceu R$ 35 milhões por ano ao Flamengo para suceder a Olympikus no rubro-negro a partir de 2015, justamente um ano após o encerramento do contrato com o Fluminense. A quantia seria fixa por dez anos, tempo em que o Flamengo se tornaria um clube classe A dentro da concepção da empresa. Categoria na qual estão Milan, Chelsea, Real Madrid e Bayern de Munique.
O projeto elaborado para o Flamengo teve no Fluminense o mesmo efeito que o gol de barriga de Renato Gaúcho causou nos rubro-negros em 1995: surpresa e decepção no último minuto. Afinal, a Adidas e o Fluminense negociaram após o tricampeonato brasileiro, em 2010. Em fevereiro de 2011, chegaram a um acordo que, dentro dos antigos padrões da parceira que começou em 1996, foi considerado bom. Antes do título nacional, o Fluminense recebia R$ 1,6 milhão por ano mais participação nas vendas, podendo chegar ao total bruto de R$ 2,1 milhões. A empresa ofereceu aumento de 20%. O clube recusou e, enfim, chegaram à quantia de R$ 9 milhões, quase quatro vezes menos que os R$ 35 milhões oferecidos ao Flamengo.
— Tem mais dois anos de contrato. Se pudermos antecipar, seria bom — disse um dirigente do Fluminense.
O Fluminense ficou insatisfeito, também, ao ser surpreendido pelo vazamento das novas camisas oficiais antes de o clube fazer o lançamento. As camisas branca, tricolor número quatro, de treino e de goleiro foram enviadas a uma loja de um shopping na Zona Norte do Rio e compradas antes do anúncio oficial. Além disso, a camisa tricolor número quatro, feita para ser a número 1, no lugar da tradicional, desagradou à diretoria.
Devido ao temporal, do time titular, apenas Edinho foi a campo ontem de manhã nas Laranjeiras. À tarde, Fred prestou depoimento na Delegacia do Consumidor, na Gávea, porque um ingresso de sua cota para o jogo com o Corinthians foi parar nas mãos de um cambista. O capitão disse ter o costume de distribuir entradas que sobram para torcedores comuns. Naquele jogo, em agosto, quatro cambistas foram presos com ingressos de cortesia da diretoria tricolor, da Polícia Militar e de uma organizada.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/quando-troca-de-camisas-no-fla-flu-nao-nada-amigavel-6205492#ixzz27er1IXhY

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Fila vestirá seleção brasileira de futsal


A empresa italiana Fila é a nova fornecedora de material esportivo da seleção brasileira de futsal. A companhia assinou com a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) pelo período de quatro meses.

A apresentação oficial acontecerá no Campeonato Sul-Americano, que será disputado de 5 a 7 de outubro. Segundo detalhes da parceria, a marca será exposta em banners e placas de publicidade nos ginásios em que o Brasil atuar.

Com esse vínculo, a Fila deseja se aproximar do público simpatizante da modalidade. Além disso, visa fortalecer seu posicionamento como corporação ligada ao universo esportivo.

Durante as partidas, a empresa realizará ativações nas mídias sociais para interagir com os torcedores. Outros destaques do acordo serão sessões de autógrafo dos jogadores em Brasília, São Luís e São Paulo.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26712/Fila-vestira-selecao-brasileira-de-futsal/index.php

sábado, 1 de setembro de 2012

Após lançamento, Amil mira fornecedor de material


Por Guilherme Costa

Responsável por todo o investimento financeiro para a criação de um time de vôlei feminino em Campinas, no interior de São Paulo, a Amil assumiu cota de title sponsor da nova equipe. Além disso, tornou-se a única marca exposta no uniforme, mas essa situação não deve durar muito.

A empresa de saúde, por ser a única investidora do projeto, não abre mão de ocupar todos os espaços de patrocínio no uniforme da equipe. Contudo, admite buscar um parceiro para o segmento de material esportivo.

O curioso é que essa busca só será intensificada agora, depois do lançamento do time. Para as primeiras partidas, a própria Amil bancou também o desenvolvimento e a produção das peças do enxoval.

Essa situação deve-se a um posicionamento estratégico da Amil, que queria desenvolver uma identidade visual para o time antes de buscar um parceiro para material esportivo.

A ideia da empresa de saúde é que agora o conceito visual está mais claro, tanto para a marca quanto para a equipe. Assim, é mais fácil desenvolver peças a partir de agora.

A busca por um fornecedor de material esportivo é um dos próximos focos da equipe, mas não é uma necessidade premente. A própria Amil admite manter o custeio das peças caso não encontre um parceiro adequado ao projeto.

A criação do time de vôlei feminino faz parte de um projeto da Amil para fortalecer sua marca no interior do país. A empresa tem contrato de quatro anos com Campinas, e também banca inteiramente os custos da arena em que a equipe mandará partidas. O valor do aporte é mantido em sigilo.

* O repórter viajou para Campinas a convite da Amil.


Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26590/Apos-lancamento-Amil-mira-fornecedor-de-material/index.php

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Inter deve lançar terceiro uniforme no fim do ano


Por Rodolfo Gomes

Os detalhes sobre a peça ainda são mantidos em sigilo, mas o Internacional planeja o lançamento de um novo terceiro uniforme. O clube vem conversando sobre isso com a Nike, que desde o início do ano é fornecedora de material esportivo da equipe colorada, e a camisa deve ser apresentada no fim desta temporada.

"A Nike trabalha com o calendário europeu e, por isso, deveremos sempre lançar as camisas número um e dois para o segundo semestre e a número três para o primeiro", explicou Jorge Avancini, diretor de marketing do Internacional.

Avancini afirmou também que o estatuto do Internacional não permite a introdução de uma outra cor além do vermelho e do branco. "Por ser atípico, o único momento em que pudemos mexer nas cores da camisa foi no ano do centenário, quando usamos o uniforme dourado", contou.

Outra preocupação do time gaúcho é elaborar uma peça que não gere rejeição em nenhum grupo de adeptos. "Parte da torcida do Inter é conservadora e, por isso, temos de lançar um produto que agrade a todos. Eu posso garantir que a terceira camisa que vem aí está muito bonita, apesar de ser ancorada nas cores vermelha e branca. Tenho certeza que o torcedor vai gostar", finalizou o diretor. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26555/Inter-deve-lancar-terceiro-uniforme-no-fim-do-ano/index.php

terça-feira, 10 de julho de 2012

Com novo fornecedor, Vivo/Franca mira sócios


Por Lucas Turco

O Vivo/Franca, time de basquete que disputa a NBB, terá algumas novidades na área de marketing. O clube terá um novo fornecedor de material esportivo, lançará lojas oficiais e dará benefícios aos sócios-torcedores.

O novo fornecedor será a Cambs, marca esportiva criada pelo ex-jogador de basquete Luís Cambraia. Os novos uniformes já estão sendo confeccionados e serão lançados em breve. O valor e o tempo de contrato não foram divulgados.

O clube lançará duas lojas oficiais, uma física e outra na internet. As duas terão coleções completas de produtos do Vivo/Franca, e a primeira deve funcionar na cidade que abriga a equipe.

“Estamos negociando com algumas empresas para que elas cuidem da parte administrativa das lojas. Será a empresa que tomará conta do estoque, por exemplo. Mas o nome da empresa nós ainda não temos”, disse Lucas Diniz, assessor de comunicação da Vivo/Franca.

Os diretores planejam também mudanças na área dos sócios-torcedores. Os aficionados terão descontos nas lojas oficiais do clube e contarão com benefícios nas empresas parceiras. Os filiados do time pagam atualmente valores que variam de R$ 15 (arquibancada) a R$ 70 (VIP).

“As vantagens desses torcedores ainda não estão definidas, pois estamos reformulando a rede de parcerias. Com certeza essas mudanças ajudarão os torcedores da equipe, que são apaixonados e merecem esses benefícios”, afirmou Diniz.

Além da Vivo, patrocinadora oficial da equipe desde a temporada 2008/2009, o clube conta com outros parceiros como Gatorade, Santa Casa de Franca, Comércio da Franca, Feac e Freitas Corrêa. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/25/25908/Com-novo-fornecedor-Vivo/Franca-mira-socios/index.php

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fornecedores de materiais esportivos travam batalha particular nas Olimpíadas


Jogos de Londres são cenário de disputa entre Nike, Adidas e Puma por mais clientes e mercados

HERZOGENAURACH, Alemanha e LONDRES - Os grandes astros que irão às Olimpíadas, como Michael Phelps, Usain Bolt, Neymar ou Kobe Bryant, não estarão em Londres apenas na busca por medalhas para seus países em diferentes modalidades. Eles também serão armas poderosas numa guerra de proporções mundiais que terá como teatro de operações as instalações da capital londrina. Se Londres foi impiedosamente bombardeada pelas forças nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, nos anos 40, ela será alvo agora do bombardeio de dois gigantes, a Nike, líder do mercado americano de material esportivo, e sua arquirrival, a alemã Adidas, na disputa por mais e mais clientes e novos mercados para seus desejados produtos.
Nesta guerra mundial do marketing esportivo, tanto a Adidas quanto a Nike estão trancadas em seus quartéis-generais, buscando maneiras de melhorar o desempenho de seus atletas e assim obter o máximo de brilho nos próximos Jogos. Além de serem um gigantesco evento esportivo, as Olimpíadas tornam-se também uma vitrine para novas tendências e para avanços tecnológicos que os fornedores de material esportivo esperam que elevem as vendas num período de terremoto econômico em muitos mercados. Diferentemente dos estádios da Copa do Mundo de futebol, as arenas olímpicas não têm anúncios ao seu redor. Com isso, os fornecedores de tênis e roupas esportivas se tornam as mais visíveis marcas aos olhos do mundo.
— Isto coloca Nike, Adidas e Puma de uma maneira muito evidente nos momentos mais carregados de emoção — disse Danny Townsend, da consultoria Repucom. — Acordos de patrocínio com atletas que provavelmente terão uma extensa cobertura, como Usain Bolt ou Jessica Ennis representam um imenso ganho. Nossas projeções relativas aos Jogos de Pequim-2008 indicam que cerca de 3,6 bilhões pessoas ao redor do mundo viram ao menos algum programa de TV, o que dá um forte indicador do poder desta presença. Este nível de exposição de marca é muito forte para elevar as vendas.
Dono de três ouros olímpicos (100m, 200m e 4x100m), o jamaicano Bolt é o garoto propaganda da alemã Puma, a terceira maior empresa de artigos esportivos atrás da rival local, a Adidas.
— As Olimpíadas são, provavelmente, a maior plataforma que se tem enquanto marca esportiva. Com Usain Bolt correndo os 100m, os 200m e o revezamento 4x100m, o mundo inteiro irá focalizá-la na TV — afirmou o CEO da Puma, Franz Koch.
A Adidas investiu pesado para ser o fornecedor oficial de material esportivo dos Jogos, com dezenas de milhares de voluntários e dirigentes olímpicos usando seus conhecidos modelos com três listras. Isto faz parte de um contrato de longa duração para fornecer o material esportivo a uma equipe britânica que inclui a heptatleta Jessica Ennis, esperança de medalha e rosto fotogênico da delegação do país anfitrião.
— Estamos fornecendo material a cinco mil atletas e 84 mil voluntários com três milhões de peças — informou Simon Cartwright, chefe do Departamento Olímpico da Adidas, situado na pequena cidade alemã de Herzogenaurach, também sede da Puma.
A Adidas estima que o interesse gerado pelos Jogos trará um extra de 100 milhões de libras em vendas no Reino Unido, ajudando-a a superar a rival Nike como líder do mercado naquele país. Cartwright diz que a situação é semelhante à de Pequim, quando os Jogos a ajudaram a liderar o mercado lá em 2008.
— A Adidas pôs o pé no acelerador. Eles desafiaram a Nike porque querem tomar a liderança de mercado no Reino Unido. A Nike está mais concentrada na Rio-2016 — disse um gerente da Adidas.
Sediada em Portland, no Oregon, a Nike permanece a líder global de mercado, com vendas anuais de quase 21 bilhões de dólares contra 17 bilhões da Adidas. A Puma, fundada em 1948, depois que irmãos deixaram a Adidas, está num distante terceiro lugar em vendas, com 3,8 bilhões. As duas maiores parecem manter vantagem apesar do fator Bolt. As vendas da Nike aumentaram 15% no período de seis meses até o fim de fevereiro, enquanto a Adidas relatou um crescimento de 14% nos três primeiros meses do ano. A Puma conseguiu apenas um aumento de 6%, seguindo suas rivais na Europa, China e EUA.
A Nike, que patrocina a equipe olímpica americana, diz que os Jogos lhe dão a chance de criar ua expectativa quanto a seus produtos.
— É como um modelo de carro conceito. Nós estreamos estas inovações com os melhores atletas do mundo, e então comercializamos a oportunidade (de usar este material) fornecendo estas tecnologias a atletas de todo lugar — declarou Ryan Greenwood, chefe do Departamento de Relações Públicas e Comunicações da Nike no Reino Unido.
A Adidas, por sua vez, produziu 41 tipos de tênis diferentes que serão usados por atletas competindo em 25 modalidades. A única coisa que eles têm em comum é seu peso. Eles são em média 25% mais leves que os tênis equivalentes usados há quatro anos em Pequim.
— Cada 100 gramas economizadas no peso equivalente a um 1% na melhoria de desempenho — garantiu Cartwright.
A companhia também criou o que vem sendo chamada de mais leve sapatilha de velocidade de todos os tempos, com 99 gramas.
— É tão avançado que nós não podemos fazer muitas delas — acrescentou Cartwright.
A Nike também está promovendo tênis ultra-leves e a um uniforme para corrida apresentando partes especiais com o objetivo de reduzir o arrasto aerodinâmico sobre o atleta, uma ideia retirada das covinhas que ajudam as bolas de golfe a voar mais longe. Depois de exaustivos testes no túnel de vento, a empresa anuncia que pode reduzir em 0s023 os tempos nos 100m, o que significaria a diferença entre uma medalha conquistada ou perdida.
Atrás da Puma, a japonesa Asics é a número quatro no setor e se coloca como uma fornecedora de produtos de maior qualidade a todos, dos maratonistas de elite a quem pratica o jogging regularmente. A companhia planeja abrir uma nova loja matriz na Oxford Street, em Londres, pouco antes de os Jogos começarem no dia 27 de julho. Abaixo destes quatro — Nike, Adidas, Puma e Asics —, há um punhado de fornecedores menores, incluindo algumas de países com economias em crescimento, como a Rússia e a China.
Uma empresa privada russa, a Bosco é a fornecedora da delegação espanhola e abriu uma loja no novo shopping center nos arredores do Parque Olímpico. A chinesa Li Ning Co. Ltd. se tornou conhecida em Pequim-2008, quando seu fundador , um ex-atleta de ginástica em Olimpíadas e que dá nome à empresa, teve a honra de acender a pira olímpica. Entretanto, a crescente competitividade da Nike e da Adidas na China está sufocando a ela e a outras indústrias locais. A Li Ning sofreu um retrocesso este mês quando divulgou problemas de lucratividade e suas ações caíram. A também chinesa Anta Sports Products Ltd informou igualmente que está enfrentando um ano desafiador, por causa da elevação dos custos e da intensa competição.
— Seria necessária uma mudança monumental no ambiente do mercado de material esportivo, em âmbito globsal, para causar algum impacto no domínio da Nike e da Adidas — analisou Townsend, da Repucom. — Acredito que onde poderíamos ver um verdadeiro empurra-empurra na disputa pelo mercado é no segundo nível, depois das duas grandes.
Os Jogos dizem respeito não apenas ao desempenho. Eles também buscam garantir que os atletas pareçam bem e que as maiores marcas tenham trabalhado com os melhores designers para os Jogos. Por uma mera coincidência, tanto a Adidas quanto a Puma optaram pelas filhas de músicos famosos. A Adidas tem uma longa parceria com Stella McCartney, cujo pai, Paul McCartney, deverá se apresentar na cerimônia de abertura. Já Cedella Marley, filha do ícone do reggae Bob Marley, desenhou o uniforme jamaicano para a Puma.
Cada uma de nossas delegações tem um design único — comentou Cartwright, explicando como a Adidas tentou incorporar símbolos nacionais aos uniformes de países como Alemanha, França e Austrália:
— Os jovens alemães estão mais felizes em agitar a bandeira e em ser mais patrióticos, e então temos um design exclusivo.
Enquanto os uniformes da Grã Bretanha têm dividido opiniões, porque alguns o consideram azul demais (com poucos detalhes em vermelho, outra cor predominante na bandeira britânica), Cartwright minimiza as críticas.
— Esteve na mídia por dois dois dias — disse, dando a entender que qualquer comentário é um bom comentário.
A Puma, por sua vez, mergulhou nos livros de história para buscar inspiração para seus uniformes de corrida para a delegação jamaicana. Os uniformes amarelos irão exibir os rostos de Arthur Wint, que, em Londres-1948, tornou-se o primeiro jamaicano a ganhar uma medalha de ouro, e seu companheiro de equipe Herb McKenley, que terminou em segundo, atrás dele.
— Nós queremos ouvir as pessoas dizerem: “Ei, o que é isto?” Nós queremos ser diferentes, originais — enfatizou Franz Koch, CEO da Puma.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/fornecedores-de-materiais-esportivos-travam-batalha-particular-nas-olimpiadas-5341092#ixzz1zD9Zo4v7