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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

BR Sports anuncia parceria com líbero Fabi


A agência de marketing esportivo digital BR Sports assinou contrato com a jogadora de vôlei Fabi. O objetivo da parceria será gerenciar a imagem da líbero da equipe carioca Unilever e da seleção brasileira.

O primeiro passo da associação foi a criação de uma página oficial da atleta na rede social Facebook. O endereço eletrônico é www.facebook.com/pages/Fabiana-Alvim-de-Oliveira/187635587961737. 

Além de Fabi, a BR Sports cuida da imagem de 13 esportistas. Entre eles estão os jogadores de futebol Paulinho, do Corinthians, e Bernard, do Atlético-MG, o nadador Thiago Pereira e o tenista Bruno Soares.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/27/27982/BR-Sports-anuncia-parceria-com-libero-Fabi/index.php

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A verdade do ídolo


Por Erich Beting

Usain Bolt e Lance Armstrong são hoje duas pontas do processo de criação da imagem de um ídolo.

Ontem, no Rio de Janeiro, Bolt mostrou o quão espetacular pode ser. A convite da Puma, sua principal patrocinadora, veio ao Brasil e deu o seu habitual show de simpatia, atraindo a atenção da mídia, criando pautas inusitadas por onde passou e engajando as pessoas em torno dele, que tem tudo para ser o ídolo mais global do esporte desde Michael Jordan.

Por outro lado, o ex-ciclista americano segue com a avalanche de denúncias contra si em relação ao doping e vê sua credibilidade descer em velocidade que nem mesmo ele conseguiria alcançar nos áureos tempos de atleta “limpo”. Tanto que ontem a revista Runner’s World dos EUA publicou que Armstrong deve ter seus registros das maratonas de Boston e Nova York apagados pelos organizadores.

Os extremos em que hoje se encontram Armstrong e Bolt resumem-se a um status que é fundamental para o ídolo. Ser verdadeiro.

O velocista jamaicano é hoje uma figura mundialmente conhecida e admirada exatamente por ser verdadeiro. A maneira como ele se diverte antes de uma prova absolutamente dura como uma final olímpica talvez seja o melhor meio de mostrar o porquê de ele ser tão admirado. Enquanto todos os atletas são vistos como pessoas de sucesso apenas quando estão sérias e concentradas, Bolt contraria a lógica e mostra que é possível ser bom e feliz naquilo que faz. Principalmente porque o comportamento do jamaicano fora da pista é exatamente igual àquele demonstrado dentro dela. A veracidade com que Bolt demonstra viver e competir confere a ele uma aura ainda mais simpática e isso o torna um ídolo muito maior para as pessoas.

E a verdade é um componente fundamental para a construção da imagem de um ícone.

Durante anos Lance Armstrong repetiu o mantra de que não se dopava. Passava pelos testes antidoping sempre limpo, embora o meio do ciclismo dissesse ser impossível para qualquer ser humano competir naquele nível e ter a performance que o americano conseguia. Hoje, esse mundo de fantasia caiu. Foi possível, tardiamente, comprovar um grande esquema de fraude que envolvia o ciclista para mantê-lo aparentemente “limpo”. No fim, todo o discurso de superação e exemplo que Armstrong transmitia foi colocado abaixo. O mocinho virou bandido, e a verdade virou embuste.

Armstrong ainda é mantenedor de um dos principais projetos sociais do mundo no combate ao câncer. Isso é espetacular. Mas, para que mantivesse a sua aura de ídolo, teria sido muito melhor que ele fosse apenas um ciclista mediano que superou o câncer e conseguiu criar um mundo melhor para as pessoas portadoras de uma das mais emblemáticas doenças que aflige o ser humano. A vitória a qualquer custo sempre tem um preço.

E para um ídolo ser verdadeiro, ele tem de saber que não se pode jogar sujo. Qualquer um que tenha lido histórias em quadrinhos na infância deveria saber disso.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/10/24/a-verdade-do-idolo/

sábado, 22 de setembro de 2012

Experiência de Forlán faz Inter repensar marca


Por Guilherme Costa

Em agosto, quando aproveitou o jogador argentino Andrés D’Alessandro para lançar a marca D’Ale 10, o Internacional estabeleceu que o uruguaio Diego Forlán seria o próximo mote nesse processo de individualizar o marketing das principais estrelas coloradas. Contudo, a experiência do camisa 7 da equipe gaúcha levou a diretoria a repensar o modelo de exploração da imagem dele.

Ao contrário de D’Alessandro, Forlán já possui uma série de produtos. O uruguaio tem há mais de dez anos uma empresa para gerenciar a própria imagem, e essa companhia já explorou a imagem do meia-atacante em diferentes searas.

A empresa já criou até um personagem, que se chama Dieguito. Atualmente, trabalha para lançar um filme sobre a trajetória do uruguaio, que foi eleito pela Fifa o melhor jogador da Copa do Mundo de futebol de 2010.

“O Forlán já é muito experiente nesse tipo de trabalho. Ele tem uma empresa que há mais de dez anos pensa em como explorar a imagem. É uma situação bem diferente do D’Alessandro”, explicou Jorge Avancini, diretor de marketing do Internacional.

A linha D’Ale 10 começou com chiclete e alfajor. Em 40 dias, a ideia do Internacional é colocar no mercado uma coleção de vestuário sobre o meia argentino.

Além da experiência, Forlán se diferencia de D’Alessandro pelo público-alvo. O argentino tem mais ascendência sobre crianças e adolescentes, e o uruguaio atinge também o jovem adulto.

A coleção do Internacional com a marca de Forlán ainda não tem data para ser lançada, mas a ideia do clube é que isso aconteça ainda no segundo semestre de 2012.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/26/26867/Experiencia-de-Forlan-faz-Inter-repensar-marca/index.php

sábado, 8 de setembro de 2012

Agência vai gerir imagem de irmãos Hypólito


A agência de comunicação e marketing B.Boss anunciou nesta semana a extensão de seu portfólio de clientes. A empresa assumiu a gestão da imagem e da carreira dos irmãos ginastas Daniele e Diego Hypólito.

O trabalho da agência incluirá planejamento de exposição e captação de parceiros. No entanto, detalhes sobre o acordo com os irmãos da ginástica artística não foram revelados.

“A parceria com a B.Boss me deixa totalmente focado no que mais interessa: meus treinos”, disse Diego. Antes de contratar os irmãos Hypólito, a agência já tinha uma parceria vigente com o judoca Leandro Guilheiro.

“Em pouquíssimo tempo, a B.Boss fez por nós o que ninguém tinha conseguido antes”, enalteceu Daniele Hypólito.

A ideia da B.Boss é anunciar na próxima semana os primeiros contratos comerciais que a agência angariou para os ginastas. Detalhes sobre essas parcerias ainda são mantidos em sigilo.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/26/26686/Agencia-vai-gerir-imagem-de-irmaos-Hypolito/index.php

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Zé Love e o planejamento de carreira no esporte


Por Eric Beting

“Eu já joguei em clube pequeno, já precisei me sujeitar a um tipo de situação como essa de ter que espera resposta de clube. Mas meu pai me ensinou que eu tinha que ter dignidade. Eu não posso ficar esperando no hotel. Eu tenho contrato de quatro anos com um grande clube. Não preciso esperar em hotel”.

Dessa forma o atacante Zé Love, ex-Santos e atual Genoa, da Itália, explica o motivo de ter desistido de esperar uma semana para ser ou não contratado pelo Milan.

Ok, cada um sabe onde o calo aperta, mas o caso de Zé Love é a típica mostra de como falta planejamento de carreira para a maioria dos atletas, especialmente no Brasil, país em que o tema começa, timidamente, a ser debatido agora.

Muitas vezes o atleta não tem a menor preocupação em saber como será sua vida dali a dez anos. Quase sempre, sua preocupação é com o momento, com o próximo jogo, com o salário que vai cair no final do mês. A maneira como ele se comporta fora de campo, os negócios que ele faz quando não está jogando ou até mesmo o que ele fará quando o ápice físico terminar são sempre deixados para escanteio, meio que naquela sensação de que é só “fazer um gol e está tudo resolvido”.

E a dúvida que perdura é a seguinte: entre ser o atacante da Genoa ou mais um atacante do Milan, o que você escolheria? A preocupação que você tem de ter é com o agora ou com o futuro? Será que passou pela cabeça de Zé Love estudar um pouco a história do clube milanês e perceber que ele poderá, ali, criar um plano de carreira num dos cinco clubes mais vitoriosos do mundo? Basta ver o histórico do Milan com atletas brasileiros e, mais do que isso, com jogadores com idade mais avançada e que permanecem vinculados ao clube, durante e depois de encerrar a carreira de atleta.

O maior entrave para uma profissionalização maior do esportista no Brasil é exatamente a forma como eles ainda trabalham o seu relacionamento com o empregador e, mais do que isso, a forma como o atleta se vê. Com o assédio enorme de terceiros, o esportista quase sempre se fecha num círculo íntimo para cuidar dos compromissos fora de seu ramo de atuação.

São os pais, os parentes ou os amigos de infância geralmente que tratam dos negócios do atleta. Ou, às vezes, um empresário que está mais de olho na lucratividade de uma transferência do que em olhar para o futuro da pessoa depois que a carreira tiver fim. Ao jogador, fica restrito o trabalho para obter a melhor performance esportiva possível.

Isso impede que, no Brasil, tenhamos uma indústria formada para trabalhar o planejamento de carreira para esportistas. E o maior entrave é exatamente pelo fato de, quase sempre, os amigos e familiares de atletas simplesmente não conseguirem enxergar (ou aceitar) queda no rendimento esportivo e, consequentemente, desvalorização dele no mercado. A emoção geralmente fala mais alto, e o passado sempre é levado em conta, sem olhar para o presente e, mais ainda, o futuro da pessoa.

Quando apareceu no mercado, a 9ine parecia que poderia assumir essa condição de percussora do trabalho de gestão e planejamento de carreira dos atletas. Mas, aos poucos, a empresa se posicionou mais para a área de planejamento de exposição do atleta na mídia e, assim, com aumento de geração de receitas a partir desse aumento de presença na mídia (Anderson Silva é o melhor exemplo disso).

Com essas e outras, continuamos carentes, no Brasil, de um serviço que mostre ao atleta a importância de ele olhar o futuro, e não o dinheiro do presente. Recusar o Milan por ter de esperar uma semana para saber se seria contratado ou não pelo clube é fechar uma porta que possivelmente não vai se reabrir para Zé Love. Daqui a 20 anos, ser um ex-jogador do Genoa possivelmente não causará o mesmo impacto do que ter sido um atleta do Milan.

A dignidade, invariavelmente, atrapalha e muito num planejamento mais longo de carreira. Zé Love, infelizmente, que o diga.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/28/ze-love-e-o-planejamento-de-carreira-no-esporte/

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Neymar veste a camisa de dez marcas na TV


Ambev, Baruel, Claro, Grupo Santander, Johnson Controls, Lupo, Nike, Panasonic, Unilever e Volkswagen veicularam, no primeiro semestre, 3.837 inserções comerciais com o craque na TV aberta brasileira

Por EDUARDO DUARTE ZANELATO

Levantamento do Controle da Concorrência aponta que o craque Neymar apareceu, entre janeiro e julho deste ano, 3.837 inserções comerciais na TV aberta. Apenas em julho, mês de férias, foram 1.053 inserções. Chama atenção, também, o número de marcas para as quais ele empresta a imagem. 

São dez, no total: Ambev, Baruel, Claro, Grupo Santander, Johnson Controls, Lupo, Nike, Panasonic, Unilever e Volkswagen - anunciante que, no momento, mantém dois filmes diferentes com o jogador (leia mais aqui). Em dezembro passado (período anterior ao levantamento feito pelo Controle da Concorrência), curiosamente, três comerciais estrelados pelo atleta estrearam no mesmo dia (leia mais aqui). 

Hoje, a imagem de Neymar é gerida por quatro empresas: a 9ine, de Ronaldo, Marcus Buaiz e do Grupo WPP; a IMX Talent, sociedade entre Eike Batista e IMG Worldwide; o Santos, clube ao qual ele está vinculado; e a Neymar Sports, empresa do jogador e de seu pai. Todos esses contratos passam pelo empresário do jogador, Wagner Ribeiro.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/2012/08/07/Neymar-veste-a-camisa-de-dez-marcas-na-TV.html

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Santos prepara plano de carreira 'à la Neymar' para jovem Victor Andrade


Clube está próximo de fechar acordo que oferecerá benefícios como curso de idiomas e treinamento de mídia para o atacante

Por Bruno Cassucci

O jovem atacante Victor Andrade é um dos "xodós" da diretoria santista. Com apenas 16 anos, o garoto, uma das grandes apostas do clube para o futuro, recebe atenção especial. Prova disso é que o Peixe está próximo de acertar um plano de carreira para o jogador, nos moldes do feito para Neymar, em 2010.

Pelo projeto, elaborado pelos departamentos de Marketing e Comunicação do clube, Victor terá direito a uma série de benefícios, como cursos de idiomas, treinamento de mídia - afim de se preparar melhor para entrevistas e ações publicitárias - e até sessões de fonoaudiologia, para aperfeiçoar a dicção. Além disso, a imagem do atacante será trabalhada e o Santos irá buscar patrocínios pessoais para ele (tendo direito a uma porcentagem dos lucros).

Já foram realizadas duas reuniões entre dirigentes alvinegros e o estafe do atleta e o acordo está próximo de ser selado. Entusiasmado, o presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, rasga elogios ao prodígio atacante.
- Já temos essa intenção há um tempo e estamos negociando com o pai dele (Nelson Andrade). O Victor tem um potencial muito grande. Já fico imaginando ele infernizando as defesas adversárias com o Neymar, quando ele voltar da Seleção. Ele tem cabeça muito boa, além de muita vontade, disposição física e habilidade - disse o mandatário, que completou:
- Queremos vê-lo ser um ídolo e ele também ambiciona isso. Sonho com a permanência do Neymar depois de 2014, mas esperamos ter substitutos para ele e, para isso, temos de trabalhar desde já - comentou.

O plano de carreira não agregará nenhum aumento salarial a Victor Andrade. Isso porque o garoto assinou seu primeiro vínculo com o Peixe ano passado, quando completou 16 anos, e só poderá registrar novo contrato com o Santos quando fizer 18 anos ou caso seja emancipado, o que não está nos planos neste momento.

Na Vila Belmiro desde os 11 anos, quando chegou pelas mãos de Robinho, Victor tem contrato com o Peixe até 2014 e sua multa rescisória para clubes do exterior é de 50 milhões de euros (cerca de R$124 milhões). Ele foi promovido ao elenco profissional do Santos há dois meses, já realizou sete jogos, mas ainda não marcou gols.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/santos/Santos-carreira-Victor-Andrade-Neymar_0_748725264.html#ixzz22XIK1I3J 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Neymar estrela propaganda da Volkswagen


Neymar, embaixador da Volkswagen do Brasil, será protagonista de uma propaganda lançada pela empresa. A campanha será transmitida, pela primeira vez, nesta quarta, 25, no intervalo da Avenida Brasil, novela da Rede Globo.

A propaganda, batizada de “O Cara”, terá imagens dos ícones Mahatma Gandhi, líder pacifista indiano, e Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1. O objetivo da campanha é explicar a importância de fazer a diferença.

No comercial, um narrador diz que “o cara” é o sujeito que todos querem ser, mas só ele é: “O cara faz acontecer. Vira referência. Deixa sua marca”. Surge então Neymar ao lado de um modelo Volkswagen e diz “Este aqui é “o carro”.

O valor do cachê e dos direitos pela liberação das cenas do tricampeão Ayrton Senna foram revertidos inteiramente para o Instituto Ayrton Senna.

O acordo de Neymar com a empresa automobilista foi firmado em março deste ano e vai até 2016. O jogador participará de diversas campanhas publicitárias da marca, e usará modelos de Volkswagen no seu dia a dia.

A multinacional alemã patrocina desde 2009 a seleção brasileira de futebol. O vencimento do acordo é em 2014.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26118/Neymar-estrela-propaganda-da-Volkswagen/index.php

Jogador de rúgbi assina contrato de patrocínio


O jogador Henry Trinder, que atua no Gloucester Rugby, assinou um novo acordo de patrocínio com a Worktop Express. Os termos financeiros do contrato não foram divulgados, e a duração da parceria é até o fim de 2013.

Trinder é tido como uma estrela em ascensão na Aviva Premiership (liga inglesa de rúgbi) desde que marcou um try nos primeiros três minutos da sua estréia na liga contra o Barbarian, em Maio de 2012. 

"A Worktop Express está empenhada em apoiar talentos locais e estamos muito satisfeitos em anunciar que estaremos patrocinando o Henry até o próximo ano", disse o porta-voz da empresa. 

"Estamos ansiosos para assistir a promissora carreira de Henry no rúgbi, e de continuar apoiando o Gloucester por muito tempo", completou.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/patrocinio/26/26109/Jogador-de-rugbi-assina-contrato-de-patrocinio/index.php

sábado, 21 de julho de 2012

Camisa 8 do handebol realiza sonho olímpico por outras vias


Com a seleção masculina fora dos Jogos, Bruno Souza descobre outra função em Londres

Por Ary Cunha

LONDRES — Camisa 8 da seleção brasileira masculina de handebol nas duas edições anteriores das Olimpíadas (Atenas-2004 e Pequim-2008), o niterioense Bruno Souza lutou contra os limites do corpo até quando pôde para tentar ajudar a equipe, após uma delicada operação no joelho direito. Mas não teve jeito. Sem Bruno, o Brasil não se classificou no Pan de Guadalajara, perdendo a final para a Argentina, e depois também fracassou no Pré-Olímpico, na Suécia. Ele, no entanto, se acostumou a superar desafios pelas próprias mãos. Bruno está em Londres desde o primeiro dia de julho, trabalhando no Centro de Operações da Vila (VOC, da sigla em inglês), a convite do diretor da Rio-2016 para relação com Comitês Nacionais e Vila Olímpica, o argentino Mário Cilenti.
O uniforme vinho e vermelho com calça cáqui dos voluntários que veste hoje é bem diferente da amarelinha que defendeu por 17 anos. Mas o orgulho de fazer parte da maior festa do esporte no planeta não mudou em nada, ele garante.
— Eu tinha de vir para as Olimpíadas de qualquer jeito —brinca Bruno, de 35 anos. — Desde janeiro, eu faço parte do curso do COB para atletas fazerem essa transição entre o fim de carreira esportiva com novas funções de gestão e então veio o convite para trabalhar na Vila Olímpica, ganhando experiência para alguma função que farei na Rio-2016. Conheço bem as necessidades dos atletas e agora acho que posso ver as coisas pelo outro lado. Está sendo maravilhoso.
De problemas com uma pia entupida, a riscos à segurança ou procedimentos para visita de autoridades, tudo que acontece na Vila passa pelos rádios da sala de comunicação, onde Bruno trabalha nove horas por dia. Ele faz parte de um grupo de 12 secondees, termo em inglês para profissionais contratados pela Rio-2016 que trabalham junto ao LOCOG londrino para adquirir experiência em setores importantes da organização dos Jogos, como Vila Olímpica, transportes, acomodações, seguranças, sistemas, etc...
— Temos também 130 observadores que vêm em momentos diferentes passar cinco dias aqui adquirindo experiência em diferentes áreas — explica Cinenti, que ingressou no mundo olímpico como voluntário no Pan de Mar del Plata-1995 e hoje é uma das maiores autoridades em relação com comitês olímpicos, contratado pelo COB desde 2007. — Não é por ser atleta que o Bruno se encaixou na função, mas porque ele tem uma excelente formação e está dentro do perfil para executar diferentes funções nessa área. Mas, claro, a experiência dele como atleta lhe dá uma bagagem incalculável para lidar com as situações de uma Vila Olímpica.
Bruno quer apenas fazer um jogo de despedida, na volta ao Brasil. Ele já foi convidado por Cilenti para trabalhar também nas Paralimpíadas. E, com a experiência de três Olimpíadas, essa de agora em novas funções, ele diz concordar com a declaração do príncipe Edward, que esteve há dias na Vila. O filho caçula da Rainha Elizabeth II afirmou que o Brasil deve "fazer os Jogos do jeito brasileiro", ao ser perguntado como deveria ser a organização da RIo-2016.
— Cada Olimpíada é diferente. E temos sim de fazer do nosso jeito, valorizando o que temos de melhor, nosso jeito carioca de ser. A Rio-2016 vai ter cara de Brasil e queremos que os atletas e visitantes sintam isso. Londres ainda não caiu de cabeça nas Olimpíadas, mas no Rio eu tenho certeza de que será uma grande festa. E eu, claro, estarei participando novamente. Fora da quadra, mas dando minha colaboração para o esporte brasileiro — afirma o camisa 8 em novas funções.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/camisa-10-do-handebol-realiza-sonho-olimpico-por-outras-vias-5546912#ixzz21GrkwGAW