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sábado, 22 de setembro de 2012

Experiência de Forlán faz Inter repensar marca


Por Guilherme Costa

Em agosto, quando aproveitou o jogador argentino Andrés D’Alessandro para lançar a marca D’Ale 10, o Internacional estabeleceu que o uruguaio Diego Forlán seria o próximo mote nesse processo de individualizar o marketing das principais estrelas coloradas. Contudo, a experiência do camisa 7 da equipe gaúcha levou a diretoria a repensar o modelo de exploração da imagem dele.

Ao contrário de D’Alessandro, Forlán já possui uma série de produtos. O uruguaio tem há mais de dez anos uma empresa para gerenciar a própria imagem, e essa companhia já explorou a imagem do meia-atacante em diferentes searas.

A empresa já criou até um personagem, que se chama Dieguito. Atualmente, trabalha para lançar um filme sobre a trajetória do uruguaio, que foi eleito pela Fifa o melhor jogador da Copa do Mundo de futebol de 2010.

“O Forlán já é muito experiente nesse tipo de trabalho. Ele tem uma empresa que há mais de dez anos pensa em como explorar a imagem. É uma situação bem diferente do D’Alessandro”, explicou Jorge Avancini, diretor de marketing do Internacional.

A linha D’Ale 10 começou com chiclete e alfajor. Em 40 dias, a ideia do Internacional é colocar no mercado uma coleção de vestuário sobre o meia argentino.

Além da experiência, Forlán se diferencia de D’Alessandro pelo público-alvo. O argentino tem mais ascendência sobre crianças e adolescentes, e o uruguaio atinge também o jovem adulto.

A coleção do Internacional com a marca de Forlán ainda não tem data para ser lançada, mas a ideia do clube é que isso aconteça ainda no segundo semestre de 2012.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/26/26867/Experiencia-de-Forlan-faz-Inter-repensar-marca/index.php

domingo, 15 de julho de 2012

Chegada de estrelas revela nova ordem do futebol brasileiro


Contratações de Seedorf e Forlán, evidenciam força do mercado interno

Por Fabio Juppa

RIO — Espécie de “xepa às avessas” dos clubes estrangeiros, habituados a comprar aqui os talentos mais cobiçados do mercado a preço de banana, o futebol nacional celebra seu milagre econômico. Se as permanências de Neymar, Lucas e Leandro Damião, eternas enquanto durarem, sinalizam um ambiente aquecido, as chegadas de estrelas internacionais como Seedorf e Diego Forlán indicam o ponto de ebulição que eleva o Campeonato Brasileiro a um novo patamar.
— A Europa ainda tem os campeonatos mais competitivos, mas, se esses jogadores escolheram o Brasil, significa que o futebol aqui está mais profissional. As melhoras da economia e da competência são evidentes — atesta o luso-brasileiro Deco, que em 2010 trocou o Chelsea pelo Fluminense atraído pela chance de conciliar o desejo de encerrar a carreira na terra natal e ótimos contratos.

Campeonato globalizado
Para dirigentes, executivos de marketing e jogadores consagrados que, assim como Seedorf, de 36 anos, e Forlán, de 33, curtem a maturidade profissional e já não associam realização apenas a dinheiro, vários fatores ajudam a entender as decisões do holandês e do uruguaio de abrirem mão de propostas financeiramente mais vantajosas da China, do mundo árabe ou mesmo do futebol europeu para curtir os anos que antecedem a aposentadoria por aqui. Casado com uma brasileira, o vínculo afetivo de Seedorf com o país é anterior ao interesse do Botafogo.
Embora tenha construído praticamente toda a carreira na Europa, geograficamente o uruguaio Forlán sempre esteve próximo. No Internacional, ficará mais perto da família sem abrir mão de jogar em alto nível.
— Vejo a vinda deles mais como efeito da globalização do Campeonato Brasileiro, mais organizado, disputado por pontos corridos, como na Europa, do que propriamente com o fortalecimento do mercado — opina Juninho Pernambucano, que após trajetória singular no futebol francês e duas temporadas no Qatar, aos 36 anos voltou ao Vasco, seu clube de coração. — O fuso horário atrapalha bastante lá fora, mas, nos meus últimos dois anos na França e no período em que fiquei no Al-Gharafa, assistia ao Brasileiro.
Quem vê o futebol como negócio destaca que o Brasil se tornou naturalmente atraente para jogadores e investidores por ser sede da próxima Copa do Mundo. Presidente do Conselho da Brunoro Sports Business e diretor esportivo do Grupo Pão de Açúcar, José Carlos Brunoro alerta que as vindas de Seedorf e Forlán mostram, sim, a força do mercado interno, mas ainda acha prematuro afirmar que, em breve, o futebol brasileiro será capaz de contratar jovens estrelas estrangeiras, como o Corinthians fez em 2005 com os argentinos Tévez e Mascherano, graças aos milhões de dólares da MSI, que acabou nas páginas policiais.
— Tudo é possível, mas num médio prazo — diz Brunoro. — Já sabemos que, em alguns casos, pagamos tão bem quanto lá fora. Para trazer uma estrela em ascensão, vai depender de uma engenharia financeira. Mas, se oferecermos a infraestrutura renovada que teremos após a Copa, com novas experiências e a qualidade de vida do brasileiro, por que um argentino jovem e talentoso não pode pensar como Forlán e Seedorf e vir para cá? — indaga.

Para o diretor executivo do Fluminense, Rodrigo Caetano, esta realidade está distante.
— Jogadores do nível de Seedorf e Forlán só têm oportunidade de vir em final de contrato — enfatiza. — Basta ver o exemplo do Deco, que jogou no Porto, Barcelona e Chelsea. Pegue as referências desses clubes, não temos poder aquisitivo para adquirir direitos tão caros. Tente trazer Xavi ou Iniesta, ninguém vai conseguir.

Seedorf já atrai sócios
Diretor da Soccer Mídia, empresa carioca de marketing esportivo que tem vários clubes brasileiros como clientes, João Cláudio de Luca ressalta que, no exterior, os clubes costumam recuperar o investimento em grandes estrelas em campanhas de marketing de venda de produtos associados e de fidelização de torcedores.
Segundo Sérgio Landau, diretor executivo do Botafogo e um dos articuladores da contratação de Seedorf, em menos de uma semana a chegada do novo reforço atraiu 2,5 mil novos sócios-torcedores. E dinamizou negociações até então estagnadas com duas empresas interessadas em exibir as marcas nas costas e nas mangas da camisa.
— Pular de 3,5 mil sócios-torcedores para 10 mil já seria fantástico. E prevemos um aumento de cinco mil em média de público em nossos jogos. Se a torcida responder da maneira que imaginamos, fica tudo equacionado. Por isso, a participação dela é fundamental.
José Carlos Brunoro, no entato, faz ressalvas:
— Apostar no torcedor é perigoso. Jogadores como esses deveriam vir com o direito de imagem associado a alguma empresa. É a imagem, associada a um plano de marketing, que vai pagar o investimento.

Talento só não basta
Rodrigo Caetano lembra que tão importante quanto o planejamento para honrar os compromissos com o jogador é ter a certeza de que o perfil do escolhido se adequa às necessidades, e não só a técnica:
— Os benefícios de ter um jogador desse nível são inúmeros. Eles agregam experiência, trajetória vencedora, fortalecem os clubes e o campeonato. E normalmente têm uma responsabilidade com os mais jovens. Muitos meninos acabam se afirmando a partir do convívio com esses ídolos.
Sérgio Landau revela que, antes de bater o martelo sobre a contratação do holandês, o nome de Seedorf foi amplamente discutido pelo chamado Comitê de Futebol do Botafogo, grupo formado pelos principais dirigentes do clube que definem as mais importantes decisões dos departamentos:
— Avaliamos todo o ambiente competitivo em que ele esteve envolvido. O convívio com resultado e sucesso na carreira é espetacular. Apostamos em qualidade, até porque acreditamos que nosso time é um dos candidatos ao título.
Em comum, todos concordam que, apesar do prestígio e do talento reconhecido mundialmente, o sucesso de empreitadas como as de Botafogo e Inter está quase que exclusivamente atrelado ao retorno técnico que Seedorf e Forlán ainda são capazes de dar às equipes que defendem.
— Ambos estão unindo o útil ao agradável. Se não tiverem o desempenho que deles se espera, aí todo o esforço dos clubes corre risco de ser desfigurado — adverte Brunoro.
Modelo de profissionalismo e referência de qualidade, Juninho vê motivos para acreditar no triunfo da dupla.
— Dar certo depende dos objetivos de cada um. São experientes, profissionais e o Seedorf, principalmente, parece estar em grande forma — afirma. — Na Europa, o jogador aprende desde cedo que, para atingir o melhor, talento só não basta. É preciso ser profissional. Parece o caso dos dois. Isso diminui o risco de erro.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/chegada-de-estrelas-revela-nova-ordem-do-futebol-brasileiro-5479999#ixzz20jmUfxBi 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Seedorf, Forlán, Ronaldinho, Neymar… Será que agora vai?


Por Erich Betting

A euforia não poderia deixar de ser maior. O termômetro foi o “Jornal Nacional” do sábado, mostrando a festa das torcidas de Botafogo e Inter para as apresentações de Seedorf e Forlán em suas equipes, respectivamente. O comentário também é de que o Brasil finalmente passou a ter um dos melhores campeonatos de futebol do mundo. Mantém o talento de jovens como Neymar, Ganso e Lucas e ainda traz para o país algumas estrelas, entre elas o craque da Copa-2010.

Mas dá para confiar que, realmente, somos a bola da vez? É  permitido imaginar que o futebol brasileiro terá um produto de alto nível para o seu público consumidor?

Sinceramente acredito que a euforia é muito maior do que a realidade. As contratações de Seedorf e Forlán representam nada além do que a realidade financeira do mundo. Os jogadores estão começando a vir para cá porque, no Brasil, paga-se melhor do que na Europa. Não só no futebol, mas em diversos setores da economia. Um time de porte médio/grande, como são Bota e Inter, pagam melhor do que os clubes de mesmo tamanho na Europa. Seedorf e Forlán dificilmente teriam o mesmo mercado, além das benesses pessoais que encontraram por aqui.

Mas o caminho para que o Campeonato Brasileiro seja de fato uma referência no mercado mundial ainda é muito difícil de ser percorrido. A começar pelo absurdo fato de não termos uma entidade que represente o interesse conjunto de nossos clubes. Como fazer um campeonato ser um produto se não há alguém que responda por ele? Com quem uma empresa precisa falar para poder comprar uma cota de patrocínio para todo o evento?

Isso impede, por exemplo, acordos de mídia para explorar a imagem do Campeonato Brasileiro para o exterior. Sem falar nas oportunidades perdidas pelo fato de a empresa simplesmente não ter a mínima vontade de negociar com 20 clubes separadamente para fechar um acordo único.

Outro fator importante e que está ligado a esse primeiro é para quem o futebol brasileiro é feito. Por conta dos acordos de transmissão, o Brasileirão é produzido para a TV. Não há preocupação em fazer jogos em horários decentes com a realidade do país e de forma a privilegiar o dia de jogo. A audiência televisiva tem mais importância do que a ida do torcedor ao estádio. Isso, por mais craque que você tenha dentro de campo, é um fator inibidor da presença de público e, consequentemente, do embelezamento de uma partida pelo fato de contar com um estádio lotado.

Além disso, continuamos a maltratar o torcedor que pretende ir a um jogo com estádios velhos, sem estrutura e, para piorar, com um preço abusivo no ingresso. Se formos comparar com o serviço que é oferecido ao torcedor, o tíquete médio do Campeonato Brasileiro deve ser um dos de pior custo-benefício do futebol mundial.

Como já disse aqui, contratações como as de Seedorf e, agora, Forlán, tem muito mais um apelo técnico do que de marketing. Ainda mais por diversas condições peculiares do futebol no Brasil. Enquanto não melhorarmos o produto futebol, não adianta ter os melhores jogadores. Os estádios continuarão sem preencher mais de 50 a 60% de sua capacidade, salvo raras exceções. Além disso, o público do exterior não vai aumentar o interesse no campeonato daqui por conta da falta de opções para assistir ao campeonato além do fuso horário brasileiro, aquele de interesse das emissoras de TV.

Temos uma oportunidade muito grande de fazer o futebol brasileiro se fortalecer como produto. Para isso, seria preciso montar um plano estratégico para o Campeonato Brasileiro para os próximos cinco anos. Só tem um “detalhe”. Quem é a instituição que seria a responsável por montar esse plano junto com os clubes, aprovar com todos eles e colocar em prática?

Pois é… Dificilmente voltaremos a ter grandes nomes em atuação no Brasil no médio/longo prazo. Do jeito que a coisa está, a farra vai acabar tão logo a biruta da economia mude. Ou contra o país ou a favor dos grandes centros da Europa. A única chance de mudar isso seria o futebol abrir o olho para a necessidade de união entre os clubes.

Mas isso a ganância do dinheiro da TV do ano passado minou. Agora até vai. Mas, daqui a pouco, a maré vai levar os peixes graúdos para outro continente. E é bom já começar a olhar com carinho para a América do Norte…

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/09/seedorf-forlan-ronaldinho-neymar-sera-que-agora-vai/

sábado, 7 de julho de 2012

Internacional tem plano de marketing para Forlán


Por Lucas Turco

O Internacional tem um plano de marketing para arcar com os custos da contratação do uruguaio Diego Forlán, eleito o melhor jogador da última Copa do Mundo. O clube usará a imagem do atleta para lucrar.

O Internacional não gastou com a contratação do uruguaio, que teve o contrato rescindido com a Inter de Milão e assinou um acordo de três anos com o clube colorado. Os diretores do time gaúcho planejam usar acordos publicitários do atleta para lucrarem.

No acordo, todo patrocínio do Forlán que tenha o envolvimento do Internacional ,o clube ficará com 30% e o jogador com 70% do valor. Quando o caso for o oposto, o Internacional viabilize patrocínios para o atleta, as duas partes terão 50% do valor acordado.

 “Fizemos uma parceria em que tanto o Internacional quanto o jogador ganharão dinheiro. Essa foi uma ótima estratégia para aproveitar a imagem do jogador”, disse Luciano Davi, vice de futebol do Internacional.

O clube não terá a ajuda de empresas parceiras para arcar com os custos do salário do jogador.No entanto, o plano de marketing auxiliará no pagamento. Especulasse que o valor mensal gire torno de R$ 415 mil, o que seria um dos mais altos do elenco.

“Especialmente no caso do Forlán o Internacional não contará com parceiros, mas existem cláusulas de patrocínio que nos ajudam”, completou Luciano Davi.

O atleta, que vestirá a camisa 7, desembarcará em Porto Alegre na tarde de sábado e acompanhará a partida do seu novo clube, válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro,  contra o Cruzeiro, às 18h30. 

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/25/25891/Internacional-tem-plano-de-marketing-para-Forlan/index.php