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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bandeira olímpica chega ao Complexo do Alemão, e protocolo é quebrado mais uma vez


À tarde, o símbolo será levado à Praça do Canhão, em Realengo

Pot Thamine Leta

RIO - A bandeira olímpica - vinda diretamente de Londres, após a festa de encerramento dos Jogos deste ano, que aconteceu no domingo - foi apresentada na manhã desta quarta-feira aos moradores do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Apesar de uma réplica do símbolo olímpico ter sido hasteada durante a cerimônia, a bandeira original foi mostrada e tocada por crianças que participavam do evento, quebrando novamente as regras Comitê Olímpico Internacional (COI).
Após a cerimônia, que aconteceu na comunidade Nova Brasília, o governador Sérgio Cabral, acompanhado do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, apresentou a bandeira original, que estava guardada em uma caixa de madeira. Como mostrou reportagem do GLOBO nesta quarta-feira, desde segunda, o símbolo vem sendo manuseado por diversas pessoas sem luvas. Para receber a bandeira, o Comitê Organizador Rio 2016 assinou um compromisso que diz, entre outras coisas, que ela não pode sair da caixa em passeios de rua nem ser desfraldada.
Em nota, a assessoria de imprensa do governador informou que “a mão inocente de uma criança de uma comunidade pacificada só dará mais glória à Bandeira. O verdadeiro Espírito Olímpico está ali”.
Cerca de 150 crianças acompanharam a cerimônia, que contou com a banda da Guarda Municipal e a apresentação de alunos do Afroreggae. Durante o evento, o governador Sérgio Cabral comentou a importância de o símbolo ser levado até a comunidade, ocupada desde novembro de 2010:
— Quando pensamos no Rio como cidade olímpica, pensamos nesse legado. Trazer a bandeira aqui é mostrar que o Rio acabou com o conceito de cidade partida: hoje a comunidade faz parte da cidade. A bandeira que percorreu o mundo hoje esta no Alemão. Quem diria isso?
Cabral estava acompanhado do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que também participou da cerimônia. Ainda nesta terça-feira, a bandeira olímpica será levada à Praça do Canhão, em Realengo, na Zona Oeste. O prefeito Eduardo Paes iria comparecer ao Complexo do Alemão, mas desmarcou o compromisso e foi ao Centro de Operações da Prefeitura, devido ao tumulto causado pelo protesto de vans no Rio na manhã desta quarta-feira.

Bandeira chegou na segunda-feira
O símbolo olímpico chegou ao Rio na última segunda-feira, trazida pelo prefeito Eduardo Paes. No dia seguinte, ele foi mostrado à presidente Dilma Rousseff, em Brasília. Após percorrer diferentes regiões do Rio, e a capital federal, a bandeira olímpica ficará exposta no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, em Botafogo, onde poderá ser visitada pelo público. Paes embarcou na quinta-feira para Londres e voltou com o governador Sérgio Cabral, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e atletas que participaram dos Jogos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bandeira-olimpica-chega-ao-complexo-do-alemao-protocolo-quebrado-mais-uma-vez-5795024#ixzz23dWh8200 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

COL e Fifa divulgam regras para cobertura jornalística


Emissoras terão uma série de restrições em relação à divulgação do conteúdo

Por Caroline Aguiar

A Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) apresentaram, ontem (13), em Brasília, como serão os processos de credenciamento de imprensa e cobertura jornalística das Copas das Confederações de 2013 e do Mundo de 2014. Como a TV Globo é detentora dos direitos de imagem dos eventos, as demais emissoras terão uma série de restrições em relação à divulgação do conteúdo. 

As demais TVs terão seis minutos de imagens disponíveis por dia. Sendo que, as cerimônias de abertura e encerramento e os sorteios só podem ser veiculados por 30 segundos. As emissoras interessadas em ter as imagens deverão avisar a Globo com, no mínimo, 72 horas de antecedência.

As imagens só poderão ser veiculadas em programas exclusivamente jornalísticos e periódicos e não poderão ser guardadas em bancos de imagens. Haverá um termo de uso de, no máximo, 48 horas e os créditos da TV Globo devem aparecer durante todo o tempo que a imagem for exibida. 

O credenciamento para os profissionais da imprensa deve ser feito exclusivamente pelo site da Fifa destinado a jornalistas. No entanto, o cadastro no mesmo não garante o credenciamento. 

Estrutura
Durante a primeira fase e as oitavas de final, os comitês de imprensa dos estádios terão 300 estações de trabalho cada. Nas quartas de final esse número sobe para 400, na semi e na decisão do terceiro lugar para 500 e na partida final chega a 800.

Depois dos jogos, haverá entrevista coletiva com os treinadores e o melhor jogador da partida. Os jornalistas também poderão tentar conversar com os jogadores na zona mista, que é o caminho entre o vestiário e os ônibus. 

Os jornalistas credenciados têm acesso apenas ao comitê de imprensa. Para participar das coletivas e transitar pela zona mista e nas tribunas e preciso ter as SADs (Supplementary Acess Devices), que são uma espécie de ingresso permitindo a entrada. As SADs serão pedidas nas vésperas do evento e entregues no dia. 

Na Copa do Mundo da África do Sul, foram 1100 profissionais de rádio e TV credenciados, 940 fotógrafos e 2560 jornalistas de imprensa escrita.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10528/COL+E+FIFA+DIVULGAM+REGRAS+PARA+COBERTURA+JORNALISTICA.html

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Caloi mostra a falta de conhecimento das empresas com as Olimpíadas


Por Eric Beting

Como já temos discutido há alguns meses aqui no blog, a realização de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos no Brasil nos próximos anos vai obrigar que o esporte no país se profissionalize como um todo. E tivemos exatamente esse exemplo vindo de um vídeo que a Caloi fez para marcar a parceria com o projeto LiveWright e a pretensão de montar um forte time de ciclismo para 2016.

A empresa criou o conceito “A medalha sua”, dizendo que para conquistar uma medalha é preciso suar a camisa. Até aí, nada de errado. O problema é o primário erro de dizer que a Caloi patrocina um projeto para buscar a “primeira medalha do ciclismo brasileiro nos Jogos Olímpicos Rio 2016″.

Como não é patrocinadora da competição, a empresa não pode se apropriar do nome do evento. É básico. E assusta ver que uma empresa que trabalha com o esporte não está preparada ao menos para saber o básico quando o assunto é tão importante quanto esse. 

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/08/09/caloi-mostra-a-falta-de-conhecimento-das-empresas-com-as-olimpiadas/

segunda-feira, 30 de julho de 2012

COI responde aos atletas que reclamam da proibição contra publicidade


O COI (Comitê Olímpico Internacional) respondeu nesta segunda a uma campanha organizada por diversos atletas que estão incomodados com as regras sobre patrocínio pessoal durante os Jogos Olímpicos de Londres.

Os atletas postaram comentários quase simultâneos no Twitter nesse domingo exigindo mudanças na regra 40 do COI. A norma impede que os atletas olímpicos usem seus nomes e imagens para fins publicitários durante a Olimpíada. A corredora americana Sanya Richars-Ross afirmou que a restrição é injusta.

Outro corredor americano, Leo Manzano, escreveu em sua página do Facebook: "estou muito desapontado com a regra 40 do COI porque tive que tirar minha foto e meus comentários da minha marca de sapatos. A regra só faz a gente se distrair e se afastar do nosso treino e da nossa experiência olímpica".

Mark Adams, porta-voz do COI, disse que a organização do comitê está tentando "proteger o dinheiro que entra nas Olímpiadas". Segundo ele, os atletas que estão reclamando são "sortudos" por terem grandes patrocinadores. "A restrição dura um mês. Temos um número enorme, cerca de 10.500 atletas, que entendem porque fazemos isso", disse.

O presidente do COI, Jacques Rogge, afirmou que a posição do comitê é clara: "temos que proteger os patrocinadores porque sem patrocínio os jogos não acontecem".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1128366-coi-responde-aos-atletas-que-reclamam-da-proibicao-contra-publicidade.shtml

A emboscada é muito mais legal


Por Erich Beting

Ainda quero escrever um livro sobre o tema, mas o fato é que o marketing de emboscada é o que tem de mais legal num grande evento esportivo como são os Jogos Olímpicos. Com todas as regras impostas pelas entidades organizadoras desses megaeventos, ser criativo é a melhor alternativa. Ou, pelo menos, a mais legal do ponto de vista do marketing.

Especialmente durante os Jogos Olímpicos, em que o COI cria diversas regras tanto para quem patrocina quanto para quem “não foi convidado para a festa”, o trabalho do departamento de marketing de uma empresa que patrocina as Olimpíadas torna-se, sinceramente, muito menos criativo do que aquele de quem não está com o convite oficial da festa mas quer ser um penetra daqueles de causar estrago.

Imagine você dentro de uma empresa que patrocina os Jogos. Você não pode tirar sarro de quem está lá, mesmo que tenha uma situação que lhe peça isso. Você também não pode sair querendo tomar conta de tudo, porque o COI lhe pede, de forma nada sutil, que você não ultrapasse os limites impostos por ele para adequar todas as marcas que ajudam a pagar a conta e engordar os cofres da instituição.

O que lhe resta de alternativa a não ser cumprir o cronograma protocolar, salvo um ou outro momento de brilho criativo? São tantas as regras que, no final das contas, você ficou mais engessado do que se estivesse quebrando a cabeça para ser um penetra de classe.

A primeira ação de emboscada que vi foi antes mesmo de embarcar. Já no voo para Londres recebi um folheto do Banco do Brasil me convidando para acompanhar as “competições esportivas em Londres” (leia a matéria completa aqui). Vai, vamos combinar que é bem mais legal dizer “competições esportivas” do que Olimpíadas ou algo do gênero. Ou realmente alguém acha que eu estou a caminho de Londres para ver críquete ou rúgbi?

Da mesma forma, pelo centro da cidade de Londres, o que mais se viu neste primeiro dia de contato olímpico foi empresa aproveitando os lugares de maior movimento das pessoas para anunciar seu apoio a atletas, atividade física e quetais.

Viva a emboscada! Pelo menos ela nos exige criatividade e audácia. Uma boa iniciativa de marketing também precisa, necessariamente, desses ingredientes.

*O blogueiro viaja a convite da Adidas

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/29/a-emboscada-e-muito-mais-legal/

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O COI e seu problema com as mídias sociais


Por Erich Beting

A uma semana da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, o Comitê Olímpico Internacional continua com sua cruzada para tentar minimizar ao máximo o uso das redes sociais por parte dos atletas que estarão nas Olimpíadas. A declaração da vez foi a de Sebastian Coe, presidente do comitê organizador e bicampeão olímpico em 1980 e 1984. Para ele, o uso excessivo do Twitter pode atrapalhar o desempenho esportivo do atleta.

O problema maior do COI, porém, diz respeito à amedrontadora tese de proteção dos direitos daqueles que pagam, e muito, para ser os patrocinadores oficiais dos Jogos. O terrorismo que é feito para proteger quem paga a conta, porém, acaba prejudicando a difusão dos Jogos Olímpicos em maior nível.

Sim, ainda é pequeno o impacto das mídias sociais no fluxo de informações em todo o mundo. Perto da TV, o alcance mundial de  Twitter ou de um Facebook é bem menor. Só que o maior problema para o COI é que, nesse caso, com as mídias sociais o atleta passa a ter um canal próprio de comunicação, longe dos rigores dos microfones vigiados das zonas mistas de imprensa.

E isso potencializa a falta de controle do comitê sobre a divulgação dos Jogos. Desde meados dos anos 80, quando criou o programa para resgatar a imagem das Olimpíadas e faturar ainda mais com o evento, o COI controla simplesmente tudo o que está ligado aos Jogos. E, com as mídias sociais e milhares de atletas, isso fica impossível.

Mas o que foi o ocaso do comitê no passado pode vir a ser, no futuro, o problema da entidade para um maior fortalecimento dos Jogos. Hoje, a mídia social ainda não é a forma de comunicação mais propagada do mundo. Mas, em breve, será o meio de entrada das pessoas para o consumo da informação. E, aí, ignorar a força desse meio pode ser um tiro no pé.

Uma mostra disso veio dos atletas dos Estados Unidos. O comitê olímpico americano tem exigido que os atletas vistam os tênis da Nike, patrocinadora da entidade, na roupa de passeio. Os não-patrocinados pela fabricante têm contra-atacado e postado fotos nas redes sociais com os pés descalços, num gesto que lembra, e muito, o protesto de Jesse Owens lá em 1936, ou  os de Tommie Smith e John Carlos nos Jogos de 1968, quando imitaram as saudações dos Panteras Negras.

O grande segredo de marketing das Olimpíadas é o alcance mundial que qualquer acontecimento que há numa edição dos Jogos ganha. E, ao querer banir as mídias sociais, o COI dá um passo atrás, perdendo aquela que hoje é uma eficiente ferramenta de comunicação com o público, especialmente o jovem, grande objeto de desejo da entidade.

O COI segue com problemas com as mídias sociais. O primeiro passo para resolvê-lo seria entender que, assim como a entidade ganha dinheiro a partir da venda dos direitos de TV, poderá ter os veículos mais populares da internet como um importante parceiro comercial. Mas, vindo da entidade que demorou uma década para entender a força da internet, não fica difícil imaginar que, em 2020, talvez, os atletas não tenham sua liberdade de expressão tolhidas e possam se comunicar “pelo bem dos Jogos”.

Fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/07/20/o-coi-e-seu-problema-com-as-midias-sociais/