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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Salário alto, marketing e centenário: trunfos do Palmeiras para ter Alex


Clube prepara proposta robusta para o meia, incluindo ações fora de campo até aniversário de 100 anos. Sampaio e Kleina mostram ânimo

Por Diego Ribeiro

O Palmeiras prepara uma proposta considerada “forte” para ter o meia Alex na próxima temporada. Sem precisar se preocupar com a compra dos direitos econômicos do jogador, que já rescindiu contrato com o Fenerbahçe, a diretoria vê mais facilidades para fazer um bom projeto que possa atrair o jogador.
Ainda não há nada no papel, mas alguns fatores serão colocados na oferta que será enviada ao meia de 35 anos: um salário considerado “top”, prêmios por metas na Libertadores e em outras competições, e contrato de dois anos para ser o craque do centenário do clube, em 2014.
O Verdão deve oferecer salário superior ao de nomes como Valdivia, mas ainda não sabe se precisará ou não da ajuda de um parceiro.
A ideia do Palmeiras é usar Alex em ações de marketing até a temporada em que o clube completa 100 anos. Ao lado do ex-goleiro Marcos, atual embaixador alviverde, o meia participaria de ações promocionais, seria o principal jogador da equipe e, se assim desejasse, encerraria a carreira no fim de 2014, quando estará com 37 anos.
Além disso, existe a possibilidade de o clube oferecer participação nos lucros na venda de produtos licenciados com a marca do craque. Para isso, ele deve ter direito à camisa 10, hoje utilizada por Valdivia – o Mago já se mostrou aberto a trocar de numeração para agradar ao ídolo.
– Como ele tem um histórico limpo e grande aceitação junto ao torcedor, acredito que o Alex seria um sucesso de vendas. Em relação à camisa, é barbada. Poderíamos também explorar outros produtos. Assim, o Alex se paga – afirmou um dirigente alviverde, que pediu para não ser identificado.
– Se com o Kleber, que deu no que deu, tivemos sucesso, imagine com ele? – indagou o mesmo dirigente, lembrando o atacante que joga atualmente no Grêmio e saiu brigado do clube alviverde.
A ideia do Palmeiras é preparar um projeto robusto e apresentar a Alex assim que ele chegar ao Brasil, o que deve ocorrer dentro de duas semanas. A proximidade do meia com o gerente de futebol César Sampaio e o técnico Gilson Kleina são trunfos da diretoria, mas não são fatores primordiais na escolha do jogador. O presidente Arnaldo Tirone acompanha a questão, mas deixa a dupla como “linha de frente” nas conversas com o meia.
– O César e o Kleina conhecem o Alex há muito tempo, é importante que eles tenham esse contato. Queremos oferecer um contrato bom, se possível por dois anos, para que ele possa jogar no centenário – disse Tirone.
César Sampaio ligou para Alex nesta semana e fez questão de marcar posição em entrevista ao site oficial do Palmeiras.
– Não formalizamos proposta, mas oficializamos o interesse. Ele já conhece o clube, tem uma identificação enorme e já sabe o quanto o queremos, tanto clube, quanto torcida. Como profissional, ele disse que precisa primeiro resolver questões da parte burocrática e familiar. Ele disse que ficou lisonjeado com o interesse do Palmeiras, mas não sinalizou com nada ainda. Vamos aguardar a chegada dele para abrirmos negociação – explicou Sampaio.
Alex é declaradamente o sonho de consumo alviverde para 2013 e 2014. Nos bastidores, Arnaldo Tirone até acredita que o acerto com o meia pode facilitar sua reeleição à presidência do clube, no último pleito que terá a participação só dos conselheiros – a partir a eleição seguinte, os sócios com mais de três anos de Palmeiras terão direito a voto.
– Não penso nisso. Quero reforçar o Palmeiras e montar o melhor time possível, comigo ou não na presidência ano que vem – despistou Tirone.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2012/10/salario-alto-marketing-e-centenario-trunfos-do-palmeiras-para-ter-alex.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DIS admite ajudar São Paulo a pagar por Ganso. Grêmio na cola


Fundo acena com ajuda ao time do Morumbi para pagar os R$ 23,8 milhões para o Santos. Gaúchos se reúnem com DIS para acertar salários do meia

Por Alexandre Lozetti e Marcelo Hazan

Olímpico ou Morumbi? Ganso está sendo bastante disputado. Nesta quinta-feira, um representante do DIS viajou para Porto Alegre para acertar salários e outros detalhes do meia com o Grêmio. No entanto, isto não significa que o destino dele seja o clube de Porto Alegre, pois este acerto de valores também foi feito com o São Paulo há quase um mês. É apenas uma garantia caso a negociação entre Peixe e o clube do Sul avance. O Santos prefere vender Ganso para o Tricolor gaúcho, mas o DIS pode dar uma ajudinha para que o atleta vista a camisa do Tricolor paulista.

O DIS acena com a possibilidade de ajudar o São Paulo financeiramente no pagamento dos R$ 23,8 milhões ao Santos referentes à parte do clube da Baixada dos direitos econômicos do meia. Mas ainda não combinou com o time do Morumbi quanto poderia oferecer. Se o DIS ajudar o São Paulo a pagar os R$ 23,8 milhões, a divisão do passe do atleta sofrerá alterações, tudo de acordo com os valores combinados entre os dois. Hoje, se comprar sozinho a parte do Peixe, o São Paulo ficará com 45% dos direitos econômicos, e o DIS seguirá com 55%. Caso os dois tricolores ofereçam o valor pretendido pelo Santos, deverá pesar a vontade do jogador e de seu estafe, e o São Paulo ganha a corrida.

A ajuda financeira ao São Paulo na compra da parte do Santos seria a solução do DIS para ver Ganso no Morumbi. Agora o grupo vai se reunir com o Tricolor paulista para saber quanto o clube precisaria para fechar o negócio. Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo, é aguardado para uma reunião sobre o caso ainda nesta quinta-feira. 

O motivo de o fundo de investimentos querer que Ganso vá para o São Paulo é, principalmente, o fato de Delcir Sonda, presidente do Grupo Sonda, um dos braços do DIS, ser torcedor fanático do Internacional. Ele costuma colocar jogadores no clube até mesmo sem grandes possibilidade de retorno financeiro, caso do meia argentino D’Alessandro. Ele sempre rechaçou a possibilidade de seus atletas vestirem a camisa do Grêmio, mas já tem uma justificativa caso Ganso vá para o rival: o fato de estar chateado com as dívidas que o Internacional mantém com o fundo desde 2009.

O Santos, claro, prefere ver Ganso longe do rival da capital. E por isso está vibrando com o interesse do Grêmio. Mas outro fator que pode interferir na novela é uma pendência judicial entre Santos e DIS pelo meia Wesley, hoje no Palmeiras. Quando o Peixe negociou o atleta com o Werder Bremen, da Alemanha, em 2010, deixou de repassar dinheiro pelos 25% dos direitos que a empresa tinha. Pelos cálculos dos investidores, o montante corrigido hoje é de aproximadamente R$ 5 milhões.
Na última segunda-feira, o DIS conseguiu, na Justiça, bloquear 20% das receitas do Alvinegro, em razão da dívida, mas o clube já recorre da decisão. 
Laor confirmou que gostaria de resolver essa questão na venda de Ganso. O DIS também abriu essa possibilidade. Como o grupo prefere ver seu cliente no Morumbi, em tese, é um trunfo para o São Paulo.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2012/09/dis-admite-chance-de-pagar-para-ver-ganso-no-sao-paulo-gremio-na-cola.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Flamengo adota cautela com imagem de Adriano


Por Daniel Zalaf

Nesta terça-feira, o Flamengo anunciou por meio de seu site oficial a contratação do atacante Adriano. Esta será a terceira passagem do Imperador pela Gávea, mas, ao contrário da última vez, a chegada do jogador deve ser tomada com cautela, ao menos segundo o vice-presidente de marketing do clube, Henrique Brandão.

“Antes de tudo precisamos saber se o Adriano vai jogar, quando tempo de recuperação ele vai precisar. Sabemos que será necessário muito treino, que teremos de esperar para vê-lo novamente jogando pelo Flamengo, e por isso não estamos planejando nenhuma ação no momento”, afirmou o dirigente.

Curiosamente, na última passagem de Adriano pelo rubro-negro carioca, o jogador foi recebido com grande festa e com a diretoria e os patrocinadores do clube organizando diversas ações de marketing.

Uma delas foi uma votação pela escolha do número que Adriano iria usar em campo. Durante o lançamento dos uniformes Olympikus, o jogador vestiu uma camisa do clube com um sinal de interrogação no lugar da numeração. Já nas primeiras partidas em sua volta à equipe, o atacante oscilou entre diversos números enquanto durava a votação da torcida. Como resultado, os flamenguistas escolheram o número 9 para o Imperador. Mesmo assim, após alguns jogos, Adriano decidiu usar o número 10, ignorando todo o processo.

Para a nova passagem, a diretoria do Flamengo reservou para o Imperador a mesma camisa 10, usada não somente por ele como ninguém menos que o maior ídolo da história do clube: Zico.

Mas, por enquanto, serão poucas as medidas adotadas para a chegada do Imperador. A contratação foi anunciada com uma montagem no site do Flamengo, com os dizeres “O Imperador Voltou!” e com o fundo musical da torcida rubro-negra cantando a canção que traz esse refrão e que marcou sua passagem entre 2009 e 2010.  Mas parece que para por aí. O atacante deve ser apresentado oficialmente na próxima quarta-feira, 22, em uma simples coletiva de imprensa, pelo diretor de futebol Zinho. 

Em termos financeiros, a aposta do Flamengo também é mais modesta desta vez. Na sua última estadia na Gávea, Adriano teve parte de seus altos salários paga pela fornecedora Olympikus. Já desta vez, o atleta assinou um contrato de rendimento, que prevê o valor de R$ 75 mil por partida disputada, além de uma base fixa abaixo da média do elenco.  

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/26/26464/Flamengo-adota-cautela-com-imagem-de-Adriano/index.php

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Santos agenda reunião com DIS por futuro de Ganso


Delcyr Sonda, dono da empresa, deve apresentar contraproposta para comprar os 45% dos direitos que pertencem ao Santos

Por Marcio Porto

O Santos e a DIS, empresa detentora de parte dos direitos econômicos de Paulo Henrique Ganso, têm encontro marcado para a semana que vem a fim de decidir o futuro do meia. Na reunião, o grupo deve apresentar uma contraproposta para comprar o jogador em definitivo e resolver a questão antes do término da Olimpíada de Londres.

As partes tentam um acordo para a saída do atleta, pois é consenso que a situação no Peixe ficou insustentável após as últimas tentativas de reformulação de contrato.

Delcyr Sonda, dono da DIS, quer vê-lo no Internacional, seu clube do coração, e deve elevar a oferta feita há duas semanas, quando a rusga entre Ganso e o Santos explodiu.

Na ocasião, o empresário disse que compraria a parte que pertence ao clube e que Ganso não atuaria mais no Peixe. Ele então ofereceu uma proposta, mas o Santos considerou os valores muito aquém do esperado e pediu outra oferta.

O Alvinegro possui 45% dos direitos econômicos de Ganso e o restante é da DIS. A multa rescisória para clubes do Brasil é de cerca de R$ 60 milhões, mas o Santos aceita negociar sua parte (cerca de R$ 26 milhões) por menos. Para clubes do exterior, a multa é de R$ 125 milhões.

O contrato de Ganso vai até 2015 e desde 2010 as partes brigam para renovar. O último imbróglio se deu com o meia pedindo R$ 1 milhão de 
salários e o Santos o reprovando.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/santos/Santos-agenda-reuniao-DIS-Ganso_0_740326145.html#ixzz21Cp4EJ6Z 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mais do mesmo: é grave a crise da falta de accountability no esporte nacional


Vocês lerão abaixo duas reportagens dos excelentes José Cruz e Alberto Murray sobre a falta de transparência oficializada no esporte brasileiro. Leiam e tirem suas conclusões.

Dinheiro público paga salários no Comitê Olímpico

 Por José Cruz

 O deputado Romário apelou à Lei de Acesso à Informação para que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) divulgue os salários de seus funcionários, por ser um órgão privado que recebe recursos públicos.
 “Seria simpático dar essa transparência”, disse Romário. Eu particularmente, não trabalharia na CBF por menos de R$ 150 mil mensais. Há salários assim no COB?”
 A pergunta foi ao presidente do Comitê Olímpico, Carlos Arthur Nuzman, na audiência pública desta quarta-feira, na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados.
 “Somos obrigados a colocar online, ao TCU e CGU, todas as informações financeiras com gastos públicos. Os dados são auditados e estão disponíveis”, respondeu Carlos Nuzman.
 “E nesses gastos disponíveis estão incluídos os salários? – quis saber o deputado Romário.
 “Não”, disse Sérgio Lobo, diretor financeiro do COB, um tanto constrangido, respondendo a pedido de Nuzman.
 A resposta resumida, seguida de rápido silêncio, deixou implícito que salários são pagos com recursos públicos, mas com a concordância dos órgãos de fiscalização do governo federal.
 “Logo, devem se tornar públicos em obediência à Lei de Acesso à Informação”, concluiu Romário, após a audiência.
 Sem revelar valores, Sérgio Lobo afirmou que parte dos recursos da Lei Agnelo Piva pagam salários no COB. Os recursos, vindos das loterias federais, contemplaram o Comitê com R$ 904 milhões no primeiro decênio, entre 2001 e 2011?
 Para Essa operação interna, até agora desconecida, o COB dispõe de dados de uma empresa especializada no assunto para calcular o salários de seus técnicos compatíveis com os de mercado, segundo Sérgio Lobo.
 A Lei Agnelo Piva foi criada em 2001 e funciona da seguinte forma: 2% das arrecadações das loterias federais sáo repassados aos comitês Olímpico e Parolimpico para aplicação eprojetos de esporte?
 As despesas são auditadas pelo Tribunal de Contas da União. No COB, um sistema de comunicação instantanêa permite que técnicos do TCU acompanhem a movimentação da conta no mesmo momento em que o uso dedeterminado recurso é realizado.

 Altos Salários do Comitê Olímpico Brasileiro São Pagos Com Dinheiro Público.

 Por Alberto Murray

 Hoje Carlos Nuzman esteve em Brasília D.F., acompanhado de assessores, para uma audiência pública da Câmara dos Deputados. Estou fora do Brasil. Nem bem acabou a sessão amigos e companheiros de luta pela transparência no esporte ligaram-me para relatar os acontecimentos.
 Ao contrário das outras vezes, em que os ouvintes era obrigados a escutar longos, exaustivos e inúteis discursos da cartolagem, dessa vez, o encontro foi produtivo.
 E graças a boa atuação do Deputado Romário que fez perguntas corretas, precisas. Foi em uma resposta dada ao Deputado que a cúpula do Comitê Olímpico Brasileiro admitiu que os salários pagos aos seus executivos não estão na prestação de contas “on line” ao TCU. Admitiram que utilizam dinheiro do povo para remunerar executivos de uma entidade que insistem chamar de privada, qual seja, o Comitê Olímpico Brasileiro. Leiam o artigo de José Cruz, em seu Blog, que muito bem trata do assunto.
 Segundo fui informado, as perguntas do Deputado Romário criaram grande e visível constrangimento na diretoria do Comitê Olímpico Brasileiro. Nuzman, intensificando seus tiques, mostrou absoluto desconforto.
 Quem me acompanha sabe que, para mim, isso não é novidade. Sempre denunciei neste espaço que os altíssimos salários pagos pelo Comitê Olímpico Brasileiro a seus superintendentes e diretores contratados é feito com recursos públicos. Jã discorro sobre o assunto em programas de televisão e em artigo publicado na Folha de São Paulo.
 Um dos erros mais graves do Comitê Olímpico Brasileiro foi inflar a valores estratosféricos a sua folha de pagamentos. Já provamos e comprovamos que cerca de metade do que arrecada o Comitê Olímpico, é gasto em sua própria burocracia. E, por essa razão, sobra menos para as Confederações, para os atletas.
 É uma inversão de valores o dinheiro público sustentar salários muito altos de seus executivos, com dinheiro público, muito mais do que ganham a Presidência da República, Ministros de Estado, Ministério Público, Magistrados e Procuradores.
 Tomara que agora essas autoridades voltem-se para essa séria questão.
 Um Comitê Olímpico que vive de dinheiro do povo para satisfazer seus próprios caprichos, não pode se dizer, juridicamente, entidade privada. Perde essa condição, do ponto de vista legal. E mais do que isso, vários de seus serviços contratados com terceiros, também pagos com dinheiro do povo, tais como jurídicos, consultorias, contábeis e outros NÃO são feitos por licitação pública, como os obriga o Decreto regulamentador da Lei Piva.
 É certo que agora o Comitê Olímpico Brasileiro colocará seus lobistas e serviçais para abafar esse escândalo, no Congresso Nacional e na imprensa. Mas que eles não sucumbam às pressões implacáveis da trupe do Comitê Olímpico Brasileiro. Que a imprensa denuncie esse fato. E que as autoridades competentes investiguem.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Santos e Ganso não chegam a acordo, mas negociação segue


Presidente Luis Alvaro Ribeiro e meia se reúnem, mas impasse financeiro impede renovação

Por Marcelo Hazan

Ainda não foi desta vez que Santos e Paulo Henrique Ganso selaram um novo contrato. Na noite de terça-feira, o presidente Luis Alvaro Ribeiro se reuniu com o camisa 10 para oferecer uma proposta e parabenizar o meia pelo nascimento da filha Maria Victória. Mas um impasse quanto ao novo salário do jogador impediu o acordo. Mesmo assim, a negociação segue entre as partes.
Ganso é a segunda maior estrela do Santos, atrás apenas de Neymar, e recebe aproximadamente R$ 130 mil, um dos salários mais baixos entre os titulares do clube. Mesmo assim, o meia já disse que não tem pretensão de ganhar como o amigo atacante.
O Peixe oferece novo vínculo com vencimentos de R$ 350 mil e participação nos direitos de imagem do jogador, além de profissionais para ajudar a gerir a carreira do atleta, como já ocorre com Neymar. O meia, porém, não concorda e, pelo valor proposto, prefere manter o atual contrato, no qual é dono único dos ganhos com a sua imagem.
- A negociação com o Ganso continua, está aberta. Tem contrato até 2015 e todos estão cumprindo. Estamos discutindo e não se chegou a uma conclusão. O presidente conversou com ele na terça, mas mais para parabenizar pelo nascimento da filha. Estamos fazendo tudo com tranquilidade - diz o vice-presidente Odílio Rodrigues.
Pela proposta santista, a multa de € 50 milhões e a vigência do contrato até fevereiro de 2015 permaneceriam iguais. Hoje, a DIS, empresa que gerencia a carreira do meia, tem 55% dos direitos econômicos do atleta, enquanto o Peixe possui os 45% restantes. A "novela" para acertar um novo acordo já se arrasta desde agosto de 2010, quando o jogador rompeu os ligamentos do joelho esquerdo e Neymar renovou com o Alvinegro.
Após o enorme esforço feito para retornar bem antes do previsto para as semifinais da Libertadores contra o Corinthians, em função da artroscopia no joelho direito, Ganso faz trabalho de reforço muscular e readquire a forma física, prejudicada pela volta precoce. Depois de desfalcar o Alvinegro diante do Coritiba, é possível que o camisa 10 enfrente a Portuguesa, neste domingo, às 16h, no Canindé, pelo Brasileirão.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/santos/noticia/2012/06/santos-e-ganso-nao-chegam-acordo-mas-negociacao-segue.html