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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Profissionais reclamam da falta de incentivo para o handebol no AM


Dirigentes e técnicos acreditam que um trabalho mais eficaz de base nas escolas públicas de Manaus ajudaria no crescimento da modalidade

Por Frank Cunha

Após a realização do Campeonato Amazonense de Handebol infantil, com a participação de oito equipes de cada naipe e com apenas 14 dias de disputas, profissionais envolvidos com a modalidade declaram ao GLOBOESPORTE.COM que lamentam a pouca participação de equipes e, principalmente, a falta de incentivos.

Sem dinheiro e profissionais para massificar o esporte, o presidente da LIHAM, Jefferson Oliveira, disse que a preocupação é encontrar talentos por causa do início tardio dos atletas na modalidade e pela falta de interesse das escolas na iniciação esportiva.

- A garotada que vem jogar praticamente está iniciando no handebol, do zero. Estão iniciando com 16 anos, o que é incorreto. Os técnicos pegam atletas que veem em um jogo é trazem para jogar. A secretaria de educação, tanto da prefeitura quanto do estado, não se preocupa com a iniciação esportiva na escola. Nosso trabalho é de rendimento. Não somos renumerados para nada e não temos como entrar em escolas ou centro de excelência pra fazer a modalidade - declarou o presidente.

Responsável pela arbitragem e coordenador técnico da Liga de Handebol do Amazonas (LIHAM), Rubens Zaguri acredita no crescimento do esporte pelo nível apresentado no campeonato amazonense da categoria em 2012.

- Foi uma competição boa, apesar do número reduzido de equipes. Falta um trabalho mais efetivo dentro das escolas. As federações precisam de um apoio maior para melhorar nosso nível. Esperamos que nos próximos campeonatos tenhamos mais equipes escolares participando para melhorar nosso campeonato - explicou Zaguri.

Campeão pela primeira vez com a equipe masculina infantil do Dance Hall/Colégio Militar de Manaus (CMM), o técnico Nilson Santos acredita que a única alternativa para o handebol evoluir no Amazonas é a inserção do esporte dentro das escolas.

- É lá (escola) de onde vem o esporte. Hoje em dia sou professor, mas vim de dentro de uma escola. Se você tiver o apoio do estado ou da prefeitura para trabalhar dentro da escola e poder participar dos campeonatos, mudaria tanto na parte educacional, de segurança e na pedagogia das crianças nos bairros -explicou o treinador.

Destaque na final masculina do infantil pela equipe do Dance Hall/Colégio Militar de Manaus, que venceu Adalberto Valle por 17 a 16, na manhã de sábado (17), no ginásio do colégio militar, Lucas Emanuel, de 14 anos, pratica handebol há três anos. Para ser campeão, o time dele teve que se superar, pois não realizou nenhum treino antes da final.

- Para início, precisamos mais de incentivo. Nós temos campeonatos aqui, mas nada comparado a São Paulo. O que falta é um incentivo para chamar mais pessoas para ter uma equipe em união e conjunto e mais treinamento. Nós não treinamos nenhuma vez na semana. Juntamos a equipe e jogamos o que sabemos e vencemos - declarou o atleta.

O Campeonato Amazonense de Handebol infantil contou com a participação de oito equipes (Dance Hall/CMM,Villa Lobos, Adalberto Valle e Vicente Telles), nos naipes feminino e masculino. A competição terminou na manhã deste sábado (17), com Dance Hall/CMM, campeão no masculino, e o Nova Vida campeão, no feminino.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/am/noticia/2012/11/profissionais-reclamam-da-falta-de-incentivo-para-o-handebol-no-am.html

terça-feira, 25 de setembro de 2012

UniCEUB expõe troféu da NBB nas escolas


Por Rodolfo Gomes

O Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), um dos patrocinadores do time de basquete da cidade, iniciou uma exposição itinerante do troféu de campeão do Novo Basquete Brasil (NBB).

O projeto está percorrendo escolas do ensino médio de todo o Distrito Federal, públicas e privadas, para que os alunos tenham acesso à taça que premiou a equipe do UniCEUB/BRB/Brasília com o tricampeonato do NBB.

A exposição conta com displays em tamanho real de jogadores da equipe brasiliense e a presença de pelo menos um atleta da equipe para interagir com os alunos, seja concedendo autógrafos, tirando fotos ou até mesmo participando de uma clínica de basquete.

Há também sorteios de kits promocionais cedidos pela Rede Globo e pela Liga Nacional de Basquete (LBN). O projeto vai se estender até o início da temporada 2012/2013 do NBB, prevista para 24 de novembro, e a cada semana duas escolas são percorridas.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26917/UniCEUB-expoe-trofeu-da-NBB-nas-escolas/index.php

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Rúgbi ganha espaço em palco improvável: a escola pública


Ela ainda é considerada uma modalidade de elite; em SP, porém, será levada a crianças dos CEUs - uma tentativa de popularizar um futuro esporte olímpico

Por Davi Correia

Criado na Grã-Bretanha, o rúgbi é um dos esportes mais tradicionais entre os europeus. Em países com colonização britânica, como Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, é o jogo mais popular. Pesquisas recentes revelam que ele está entre as três modalidades mais praticadas em todo o planeta. Mas, apesar de tanta popularidade no exterior, o rúgbi ainda tem um grande mercado a conquistar: o Brasil, onde ele é visto como um esporte de elite, praticado apenas por atletas de maior poder aquisitivo. Ajuda a reforçar essa imagem o fato de que alguns dos melhores times do país são formados para disputar torneios de faculdades particulares. Muitos jogadores, inclusive os que defendem a seleção brasileira, pagam para jogar. Em entrevista ao site de VEJA, Sebá, cantor da banda Inimigos da HP e praticante do esporte, resumiu a situação: "Aqui, o rúgbi sempre foi para pouca gente. Sempre tive de pagar as viagens e os uniformes da seleção. Estava lá por amor. Só jogava quem podia." Um projeto desenvolvido em São Paulo, porém, pretende dar o pontapé inicial para mudar esse quadro, levando a modalidade justamente a quem menos esperava praticá-la - ao invés dos estudantes de instituições privadas, os alunos da rede pública de ensino.

O projeto é uma parceria da ONG Hurra! com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O objetivo é apresentar a modalidade aos alunos, dando início a um processo de popularização do esporte. "Existe uma questão histórica que transforma o rúgbi em um esporte de imagem elitista, mas a realidade já mudou", garante Eduardo Pacheco, presidente da Hurra!, confiante no sucesso da empreitada. Neste domingo, o projeto receberá 500 alunos (com idade entre 10 e 16 anos) e 50 professores de 23 Centros Educacionais Unificados (CEUs), na Arena Paulista, na Zona Leste. É o segundo ano consecutivo que a Hurra! promove aulas para difundir o rúgbi. Em 2011, 14.000 alunos e 14 CEUs participaram do projeto. O intuito, porém, não é o de fazer do rúgbi um concorrente de modalidades como futebol, vôlei e basquete no país. "Ele precisa ser um esporte que ajude a educar", diz Pacheco. Seja qual for a estratégia para difundir o rúgbi entre os brasileiros, o investimento na modalidade acontece em um momento importante. O rúgbi de sete está entre as modalidades que farão sua estreia nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Como país sede, o Brasil tem vaga garantida. O tempo é curto demais para formar novos talentos até 2016 através do projeto nas escolas. Levar o esporte a um novo público, porém, certamente ajudará a aumentar o interesse pela modalidade.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/o-rugbi-ganha-espaco-num-palco-improvavel-a-escola-publica#