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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Grêmio leiloa de placas a catraca do estádio Olímpico


O Grêmio realiza um leilão virtual com mais de mil peças do estádio Olímpico, que será demolido para a construção de um empreendimento.

Entre os objetos leiloados estão placas de aviso sobre entrada e saída de veículos, espaço para deficientes físicos acesso aos setores do estádio, mesas, cadeiras, quadros, escrivaninha e catraca, além de outros objetos.

Um grande pregão presencial está agendado para março de 2013 no estádio Olímpico, quando outras peças significativas e de grande valor histórico do acervo serão arrematadas.

Na última quinta-feira, foi realizada o primeiro pregão e 25 itens foram leiloados. Na oportunidade, R$ 15 mil reais foram arrecadados.

Segundo o executivo de marketing do Clube, Paulo César Verardi, um dos principais itens leiloados foi uma das bolas utilizadas no clássico Gre-Nal, que marcou a despedida oficial do estádio. Autografada pelos atletas do Grêmio, o valor atingido pela relíquia foi de R$ 5.600. Ela será colocada novamente à leilão em outras oportunidades com este valor base.

O Grêmio estreou a Nova Arena no último dia 8, quando venceu o Hamburgo por 2 a 1.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1203124-gremio-leiloa-de-placas-a-catraca-do-estadio-olimpico.shtml

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Acervo de jogos será exposto em museu no Rio


História inclui originais de todas as versões das medalhas de ouro, prata e bronze cunhadas desde que Atenas celebrou a primeira edição contemporânea do evento, em 1896

Por Luiz Ernesto Magalhães

RIO - Da Grécia antiga aos Jogos Olímpicos da era moderna, há muito o que contar sobre a história de grandes campeões e recordes quebrados. Parte dessa história — que inclui originais de todas as versões das medalhas de ouro, prata e bronze cunhadas desde que Atenas celebrou a primeira edição contemporânea do evento, em 1896 — estará em exibição, a partir de novembro, no Museu Histórico Nacional, na Praça Quinze. A exposição ficará no Rio por três meses e, depois, desembarcará em São Paulo, onde ocupará os salões da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Pelo menos mais dois estados brasileiros ainda serão escolhidos para sediar o evento, que tem como objetivo estimular o espírito olímpico dos brasileiros, em contagem regressiva para receber a próxima edição da competição, em 2016. Em Londres, a mostra segue até o próximo domingo no Royal Opera House, em Covent Garden, como parte da programação cultural das Olimpíadas britânicas.

O acervo pertence ao museu do Comitê Olímpico Internacional (COI), com sede em Lausanne, na Suíça. Criado em 1990, pelo ex-presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, o espaço cultural, que passa por reformas, se propõe a preservar a memória olímpica. Entre os materiais mais antigos estão uma escrivaninha onde trabalhava o historiador francês Pierre de Coubertin (1863-1937), considerado o pai do formato atual das Olimpíadas. Depoimentos do barão sobre o movimento olímpico também estão disponíveis em áudio.
A exposição remete à história de peças de uniformes de 16 ex-atletas, como a sapatilha usada pelo corredor americano Jesse Owens. Negro, Owens conquistou quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, em plena era hitleriana, quando o ditador alemão tentou usar os jogos para promover a pretensa superioridade da raça ariana.

A amostra em Londres serve ainda como uma aula de história sobre o movimento olímpico. Para apresentar um filme sobre as olimpíadas gregas, os ingleses usam como tela uma réplica gigante de um vaso grego. Nas paredes são exibidas informações como a que relata que o auge das competições ocorreu entre 396 a.C. ao 1º século da era cristã.

Nessa época, as olimpíadas duravam cinco dias. A pira onde é acesa a chama olímpica em Olímpia (Grécia), antes de peregrinar pelo mundo, também consta do acervo. Além disso, a exposição conta com todas as tochas dos jogos olímpicos, uma tradição iniciada na edição de Berlim (1936).

Em Londres, os visitantes entram em grupos nas salas de exibição. Após passarem um tempo observando o acervo, são levados a outro recinto. Na saída, de brinde, o visitante ainda pode tirar uma foto com uma das cópias da tocha de Londres. De acordo com a direção do museu, até 3 mil pessoas visitam a exposição todos os dias. Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o formato da exposição terá novidades no Rio.
— O formato da exibição será diferente. Queremos uma exposição com mais interatividade. Já contratamos empresas de sonorização e cenografia para desenvolver o projeto — disse Christiane Parquelet, diretora cultural do COB.

Christiane acha importante, por exemplo, contextualizar o vínculo da família de Coubertin com a cultura brasileira. Julienn Bomaventure, avô do barão de Coubertin, integrou a primeira missão artística francesa a desembarcar no Brasil em 1816, a convite do imperador Dom Pedro I. Na mesma missão, estavam o pintor Jean Baptiste Debret e o arquiteto Grandjean de Montigny, que projetou, entre outros edifícios, a fachada da Praça do Comércio (hoje Casa França-Brasil).

O custo estimado da apresentação no Brasil deverá ser de R$ 8 milhões, incluindo seguros e montagem do acervo. O projeto terá incentivos fiscais da Lei Rouanet e o COB está negociando com patrocinadores. Em Londres, onde a exposição tem entrada franca e está incluída na agenda cultural das Olimpíadas, a exibição tem sido considerada um sucesso. Até alguns ex-atletas já foram ver a mostra. Como a bielorussa Olga Koburt, campeã olímpica de ginástica em Munique (1972) com apenas 14 anos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/acervo-de-jogos-sera-exposto-em-museu-no-rio-5710226#ixzz22tOFVULk