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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Propriedade intelectual é essencial para alavancar indústria esportiva no Brasil


A indústria do esporte movimentará US$ 133 bilhões (mais de R$ 260 bilhões) em 2013 no mundo inteiro, mas nada disso seria possível sem a propriedade intelectual. Ao proteger marcas, patentes e outros direitos de quem investe no esporte, a sociedade garante o retorno necessário e, portanto, o sucesso  desta indústria e seus grandes eventos globais. 

Esta é a lição que o Brasil aprende a partir das experiências internacionais, apresentadas no seminário PI & Esportes, realizado no Rio de Janeiro, nos dias 12 e 13 de setembro. Do sucesso no marketing esportivo, protagonizado por clubes como Barcelona e Real Madrid, aos eventos globais do porte de Copa do Mundo e Olimpíadas, fica claro que o País tem muito a se beneficiar com o Mundial de 2014 e os Jogos de 2016.

- Estes eventos contribuem para estimular a economia, atrair investimentos e turistas, além de incentivar o desempenho esportivo dos atletas. Mas, para garantir o retorno dos investimentos, é fundamental o respeito à propriedade intelectual - comentou David Faulks, que atuou na organização dos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000.      

Agora, com a Copa e os Jogos do Rio de Janeiro se aproximando, as atenções começam a se voltar para o Brasil - e o País pode usar isso para desenvolver sua indústria esportiva. Como ressaltou Steve Solot, da AmchamRio, desde a escolha do Brasil e do Rio para estes eventos, cresceu o interesse até mesmo da indústria cinematográfica - filmes como Crepúsculo e Os Mercenários, além do comercial da Johnnie Walker usam a cidade como plano de fundo.

A questão é o País aproveitar esta visibilidade para ampliar a inovação, desenvolver sua indústria esportiva e deixar um legado importante para a sociedade.

- O Rio é uma marca reconhecida mundialmente e, como Londres, a cidade estará numa vitrine nos próximos anos. O esporte será uma ferramenta para a inovação - comentou a secretária de Esportes, Márcia Lins.


Fonte: http://www.inpi.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1607:propriedade-intelectual-e-essencial-para-alavancar-industria-esportiva-no-brasil&catid=50:slideshow&Itemid=146

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ompi: esporte pode contribuir para desenvolvimento socioeconômico do Brasil


Rio de Janeiro - Estudo da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), agência das Nações Unidas (ONU) especializada em propriedade intelectual, mostra que a indústria esportiva global alcançará, em 2013, faturamento em torno de US$ 133 bilhões, englobando negócios em artigos esportivos estimados em US$ 300 bilhões por ano.

A economia do esporte ganha importância no Brasil com a realização de eventos como a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Somente a Copa do Mundo poderá injetar R$ 112 bilhões na economia brasileira, de acordo com estudo elaborado pela consultoria Ernst & Young, em parceria com a Fundação Getulio Vargas.

Atenta às possibilidades que se abrem para as empresas nacionais com esses eventos, a Ompi e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) promovem na próxima semana, no Rio de Janeiro, o seminário internacional O Uso da Propriedade Intelectual na Indústria do Esporte. O evento reunirá especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir como a propriedade intelectual pode ser um instrumento de promoção do desenvolvimento socioeconômico, a partir do esporte.

A vice-diretora do escritório da Ompi no Brasil, Beatriz Amorim-Borher, disse à Agência Brasil que uma das missões da agência internacional é a cooperação técnica com países em desenvolvimento, "para que eles entendam e usem melhor o sistema de propriedade intelectual de acordo com as suas prioridades de desenvolvimento econômico e social".

Segundo ela, nesse contexto de cooperação técnica, o Brasil tem demandado, por meio do Inpi, a capacitação de profissionais e a promoção do tema da propriedade intelectual em áreas vinculadas a políticas governamentais recentes de inclusão da inovação como estratégia de desenvolvimento industrial e em questões ligadas ao patenteamento nas áreas de fármacos e de software (programas de computador).

Beatriz admitiu que o setor do esporte pode abrir muitas portas para o uso do sistema de propriedade intelectual por países de alta competência tecnológica, mas também por países que são mais fortes na área agrícola e em indústrias menos sofisticadas. "O esporte sempre é um meio de ganho econômico".

Ela ressaltou, entretanto, que para que o Brasil venha se beneficiar do volume elevado de negócios previstos pela indústria esportiva nesses grandes eventos, terá de proteger seus ativos por meio de vários mecanismos, entre eles o registro de marcas e patentes. "O importante é que o uso desses mecanismos esteja dentro de um contexto de estratégia de negócio das indústrias nacionais".

A vice-diretora lembrou que o ganho pode vir pela proteção da marca de produtos e eventos, pelos direitos de imagem, por patentes para tecnologias esportivas. Lembrou ainda que o Brasil tem desempenho muito bom na área de produtos para atletas paralímpicos, inclusive. Ela sustentou a necessidade de o país trabalhar bem a questão da propriedade intelectual para ter o retorno desejado dos eventos esportivos.

Como o esporte tem ligação direta com o desenvolvimento social dos países em desenvolvimento, ele se torna estratégico para que haja um avanço nessa área, disse Beatriz. "Mas tem que ter consciência de que isso é importante e incluir uma estratégia também de negócio, dando destaque para a inovação", acrescentou.

Para ela, a inovação é um elemento fundamental ao desenvolvimento do esporte e da economia em geral, mas não se restringe apenas à tecnologia. "Pode ser inovação em modelo de negócios, pode ser uma marca. Pode ser uma série de outros elementos dentro do negócio".

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto

Fonte: http://www.agrosoft.org.br/agropag/222793.htm