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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fórum em São Paulo discute gestão e políticas públicas para o esporte

A 4ª edição do Fórum Nacional - Brasil o País do Esporte ocorrerá em São Paulo, no dia 1de dezembro, e reunirá autoridades esportivas e experts para discutir melhores práticas em gestão, negócios e políticas públicas para o esporte. O objetivo é explorar o potencial transformador das oportunidades trazidas pela realização da Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e Paraolimpíadas nos próximos anos.
 O evento ocorre no Sesc Consolação e contará com quatro painéis de discussão. O primeiro tem como temática 'O esporte como política pública: um projeto transformador para o País' e conta com a presença do secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, José Benedito Pereira Fernandes, do secretário de Esportes Lazer e Recreação da cidade de São Paulo, Bebetto Haddad, e da deputada estadual Célia Leão, integrante da Comissão de Assuntos Desportivos da Assembléia Legislativa .
O segundo painel discute 'Marketing esportivo: novas oportunidades, valorização da marca, imagem e reputação das empresas', com o sócio-diretor da Traffic, J. Hawilla, o diretor-executivo da Unideias, José de Lorenzo Messina, e o diretor de marketing da Federação Paulista de Futebol, Jaime Franco.
Já na parte da tarde, o tema do terceiro painel de discussão é 'Infraestrutura e novos equipamentos valorizando as práticas esportivas'. O debate contará com o presidente da Major Events International (MEI), Dennis Mills, o presidente da Playpiso, Décio Chusid, e a coordenatora técnica de gerência de desenvolvimento físico-esportivo do Sesc, Regiane Galante.
O quarto painel encerra o Fórum, com o tema 'O desafio das cidades na organização de grandes eventos: Copa do Mundo e Olimpíadas/Paraolimpíadas'. O coordenador de relações internacionais e esportivas da Bahia para a Copa do Mundo, Marco Antonio Rocha Costa, o secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho de São Paulo, Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, o secretário de articulação de Grandes Eventos de São Paulo, Walter Feldman, o vice-presidente da Sinaenco, Eduardo de Castro Mello e a diretora de projetos estratégicos da Empresa Paulista de Turismo e Eventos, Raquel Verdernacci, são os participantes.

Fórum Nacional - Brasil O País do Esporte
Data: 1de dezembro de 2011
Horário: 8h30 às 17h30
Local: SESC Consolação
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, n245 - Vila Buarque - São Paulo/SP
Inscrições: www.forumbrasilpaisdoesporte.com.br ou forumdeesportes@institutoadvb.org.br
Informações: (11) 3051 7582/ 3052 0527 - IRES - Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Investimento em telecomunicações para Copa deve chegar a R$ 60 bi

Planejamento da infraestrutura esbarra em definição pela Fifa de locais-chave para Mundial de 2014

Por Marcelo Parreira Brasília, DF
 
O governo brasileiro estima que o investimento em telecomunicações até a Copa do Mundo de 2014 chegue a R$ 60 bilhões. A grande maioria dos recursos será de empresas privadas, mas R$ 3,2 bilhões sairão de cofres públicos, divididos entre o Plano Nacional de Banda Larga e investimentos específicos para a Copa. A previsão é que a Telebras - empresa estatal - vá investir R$ 200 milhões na construção da infraestrutura necessária para que as rede de banda larga chegue aos pontos finais considerados fundamentais para a realização do Mundial, como estádios, centros de mídias e hoteis onde ficarão hospedadas as seleções e a equipe da Fifa.
Os números foram divulgados na reunião da chamada Câmara Temática de Infraestrutura, que reúne representantes do governo federal e das cidades-sede. A câmara é uma das nove existentes, que tratam ainda de assuntos como sustentabilidade, transparência, estádios e segurança pública na preparação para o Mundial.
O orçamento de R$ 200 milhões é, por hora, uma estimativa. Isso porque a Fifa ainda não passou ao governo uma lista definitiva desses locais. Segundo o gerente de projetos do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, José Gontijo, o governo brasileiro tem conversado com a entidade para tentar acelerar essa definição, que ainda passa por negociações comerciais. Alguns locais, no entanto, só serão definidos ao fim de 2013, como os centros de treinamento.
- Eu chego com a minha rede a Brasília, por exemplo, mas para que endereço eu tenho que ir? A Fifa tem que me dizer isso para eu fazer da melhor forma possível. A gente enviou uma correspondência à Fifa para solicitar essa informação, e eles disseram que vão fazer um cronograma de entrega de locais porque esses pontos estão sendo negociados. É tudo uma negociação comercial da Fifa com esses entes, mas ao mesmo tempo o governo precisa saber para fazer esse planejamento.
O gerente de grandes clientes da Telebras, Arthur Dayrell, também ressaltou o problema, e disse até que a demora na definição destes pontos de interesse pode prejudicar a qualidade da estrutura a ser fornecida. Em alguns casos, inclusive, o serviço de banda larga pode não ser fornecido por fibra ótica, mas por rádio.
- É uma briga constante, no bom sentido, em cobrar e exigir esses endereços, até sob pena de não atingirmos o nível exigido pela Fifa.
Outro problema encontrado até agora é na definição das responsabilidades de cada parte na infraestrutura. Para isso, o governo quer fazer, assim como já ocorre nas questões de mobilidade urbana, estádios e aeroportos, uma matriz de responsabilidades específica para telecomunicações. A relação com as sedes, entretanto, pode não ser tão tranquila. Durante a reunião da Câmara Temática, alguns representantes reclamaram da falta de clareza sobre a atuação do governo federal no setor e da separação mais exata das tarefas. Por outro lado, questionados por uma representante da Telebras, apenas três dos representantes das sedes presentes afirmaram ter lido o host agreement, documento que trata dos compromissos feitos pelas sedes em relação à Fifa. Um deles chegou a afirmar que "nunca havia sequer ouvido falar" do documento.

Internet 4G
A despeito dos problemas, o governo prevê que a internet 4G - muito mais rápida do que a banda larga atualmente disponível no Brasil, mas já oferecida na Europa e nos Estados Unidos - estará disponível nas 12 sedes já na Copa das Confederações. Isso porque a Anatel tem até abril do próximo ano para licitar a faixa de radiofrequência necessária à oferta do serviço, e o edital prevê que as empresas que vencerem a concorrência terão o prazo de um ano para que o serviço esteja à disposição nas sedes dos jogos.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2011/11/investimento-em-telecomunicacoes-para-copa-deve-chegar-r-60-bi.html

Clubes podem disputar licitação para gestão do Maracanã, afirma secretária

Márcia Lins confirma lançamento do edital para início de 2012 e diz que equipes cariocas dificilmente administrarão o estádio de forma isolada

Por Márcio Iannacca Rio de Janeiro

Flamengo e Fluminense podem disputar um clássico fora das quatro linhas a partir do início de 2012. Tudo por conta do processo de licitação para a gestão do Maracanã, que será lançado provavelmente no início do ano que vem. A informação foi confirmada nesta terça-feira pela secretária de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Márcia Lins, durante a coletiva de apresentação da Soccerex, convenção de negócios que acontecerá na Cidade Maravilhos de 26 a 30 de novembro, na praia de Copacabana.
De acordo com a secretária, a empresa EBC (Empresa Brasil de Comunicação) está realizando estudos para definir qual será a melhor forma de gestão do estádio, que será reaberto em fevereiro de 2013. Porém, a intenção do Governo do Estado do Rio de Janeiro é definir a concessionária que vai cuidar do "Maior do Mundo" até o início do segundo semestre de 2012.
- Os clubes podem e devem participar do processo. O estádio vai virar uma grande arena multiuso. É a casa da Seleção Brasileira, dos grandes clubes do Rio de Janeiro e já foi a casa do Santos no passado. O estádio será concessionado para ser melhor operado e para oferecer o melhor possível em termos de receita e qualidade para o público. Claro que todas as pontas precisam estar amarradas, mas a forma profissional de gestão precisa ser amarrada. É preciso ter alguém que entenda da gestão de arena, de museu, do segundo ponto turístico mais visitado da cidade, de gestão de um lugar para eventos e do futebol. Os clubes estão atentos ao processo - afirmou Márcia Lins.
Porém, na opinião da secretária, a tendência é que os clubes se unam à empresas acostumadas com a gestão de arenas multiusos para entrar na briga pela concessão. Para exemplificar, Márcia Lins citou as dificuldades do Botafogo de gerir o Engenhão.
- Não vejo os clubes participando de forma isolada desse processo. É só observar o que acontece com o Botafogo no Engenhão. Eles têm dificuldades, não é fácil. É difícil administrar de forma isolada. Tenho certeza de que os clubes vão estar envolvidos no processo.
Márcia Lins preferiu não antecipar alguns itens do processo de licitação. Segundo ela, tudo será divulgado de forma transparente no início de 2012.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2011/11/clubes-podem-disputar-licitacao-para-gestao-do-maracana-afirma-secretaria.html

Fecomércio: eventos esportivos são oportunidade para superar gargalos

22/11 - 14:23
Por: Lisia Minelli

Debate sobre Eventos Esportivos: Uma década de oportunidades para o Brasil
Dando continuidade aos seminários sobre Eventos Esportivos, a Fecomércio reuniu, na manhã desta terça-feira (22/11), um grupo de especialistas e empresários para um debate com o tema “Eventos Esportivos: uma década de oportunidades para o Brasil”. Estavam presentes no evento Jeanine Pires, presidente do Conselho de Turismo e Negócios da Fecomérico - SP; Gilson Novo, diretor do Grupo Águia; Anita Pires, presidente da Abeoc Nacional; Ricardo Pereira, vice-presidente Executivo do Grupo Alatur; Toni Sando, diretor Superintendente do SPCVB; Robin Johnson, gerente da América Latina do VisitBritain; e José Estevão Cocco, conselheiro e diretor do Comitê de Marketing Esportivo da Ampro. Jeanine abriu o encontro falando da importância em se aprofundar o assunto em torno dos grandes eventos esportivos. “O objetivo do Conselho é entender melhor esses eventos e com isso, pensar no planejamento e realização deles. Mas além disso, pensar no que acontecerá depois dos eventos, em especial no setor do turismo”, disse.

Gilson Novo começou sua apresentação falando da expertise do Grupo Águia – e da empresa Match Hospitality – na participação de grandes eventos esportivos, além de sua estrutura e comprometimento com a sustentabilidade. Ele ainda explicou o que é hospitality e falou da grande expectativa das empresas estrangeiras em vir ao Brasil para a Copa. “A procura está sendo muito grande e a FIFA tem certeza de que esta será a maior Copa já realizada”, comentou. Entre as oportunidades, Novo acredita que muitos produtos e serviços poderão ser criados para esse público. Segundo ele, a previsão é que cerca de 600 mil turistas desembarquem no Brasil para a Copa. Desse total, 37% serão da América do Sul, 29% da Europa e 24% dos Estados Unidos. “Estamos estudando o perfil dos visitantes de cada país para melhor atendê-los. A operação será muito complicada, porque além de todos os problemas de infraestrutura, temos ainda o fator emocional para cuidar”, explicou. O diretor também contou sobre o trabalho organizacional que estão fazendo para atender a esse público de hospitality, que é muito exigente.

Das oportunidades que surgirão com esse volume de visitantes, o diretor destacou que em média o país receberá 200 eventos relacionados a Copa até 2014. “Serão reuniões, shows, jantares entre outras coisas. As oportunidades estão nas atividades relacionadas, como locação de veículos, fretamento de aeronaves executivas, aluguel de equipamentos, tradutores, guias, entretenimento e muito mais”, enfatizou. Para Novo, o maior legado que os grandes eventos esportivos deixarão é a vontade quando turista que veio para jogos de retornar. “Se fizermos bem, eles voltarão. E é isso que devemos buscar, excelência em serviços para conquistar esse cliente”, finalizou. Jeanine complementou falando que além de toda complexidade e oportunidade apresentadas por Novo, não deve-se esquecer que esta é apenas uma parte de tudo o que vai acontecer nesse período no país.

Para Anita Pires, o limite para as oportunidades dessa Copa e Olimpíadas será a capacidade e criatividade dos brasileiros em realizar tudo o que será oferecido. “Devemos ainda aproveitar esse período para superar alguns gargalos que o país apresenta, como a qualificação e a falta de dados do setor de turismo”, disse. Já para Ricardo Pereira, é importante também fazer um levantamento do que está sendo investido e do retorno que esse investimento trará. “Como sociedade, temos que brigar para que o sucesso da Copa se prolongue para depois dela”, declarou. Robin Johnson contribuiu falando da experiência de Londres em conquistar a candidatura para sediar as Olimpíadas 2012. “O foco da campanha a candidatura foi o investimento nos jovens e a reestruturação do lado leste de Londres. Legados que ficarão para a cidade depois que os jogos acabarem”, disse. Ele comentou que um estudo feito na cidade revelou que 74% dos benefícios acontecem depois do término das Olimpíadas. E finalizando o debate, José Estevão Cocco lembrou da importância do marketing na detecção das oportunidades que os eventos trarão para o Brasil.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Estádio do DF tem 40% das obras concluídas

Por Agência Brasil, de Brasília
 
As obras do Estádio Nacional de Brasília estão com mais de 40% da fase de concretagem já realizada, segundo avaliação dos técnicos do Tribunal de Contas do Distrito Federal. De acordo com o relator do processo no tribunal, Manoel de Andrade, os dados indicam a regularidade da obra. O estádio, com capacidade para 70 mil pessoas, será utilizado para jogos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014.
A visita faz parte do acompanhamento permanente das obras destinadas à Copa do Mundo. A cada seis meses, é feito um relatório sobre gastos e o andamento do empreendimento. O último relatório, apresentado em julho deste ano, apontou 20% da obra realizada e um custo de R$ 131 milhões. O estádio está orçado em R$ 671 milhões e, até o momento, já foram gastos R$ 180 milhões na obra.

Adidas apoia, mas restringe franquias de Flu e Palmeiras

Por: RODRIGO CAPELO

Em meio às negociações com Fluminense e Palmeiras para aprovar a abertura de redes de franquias, a Adidas impôs as condições necessárias para tal. A fabricante de materiais esportivos alemã incentiva que os parceiros deem continuidade ao negócio, mas não irá resignar do direito de produzir vestuário, calçados e acessórios.
 "Nós temos direito tanto de fabricar produtos com a marca Adidas quanto só com a marca dos times, o que chamamos de unbranded. O ponto é que as propostas que os clubes receberam envolvem a abertura desse direito", explica Ricardo Di Sora, gerente de marketing esportivo da empresa, em entrevista à Máquina do Esporte.
 A companhia alemã não irá criar problemas em relação a artigos que ela não irá produzir e comercializar no Brasil, de acordo com o executivo, como canecas ou roupa de cama. Aqueles produtos que estiverem dentro da zona de atuação, nas três vertentes já citadas, entretanto, não devem ser liberados para empresas terceirizadas.
 Essa restrição imposta pela Adidas para aprovar o negócio colide diretamente com o que as gestoras de franquias estão oferecendo aos clubes. No Palmeiras, a cúpula da equipe escolheu a Meltex para gerir essa futura rede de lojas, e a ideia é justamente que a empresa produza determinados produtos, além de gerenciar o negócio.
 Uma das vantagens de empresas como Meltex e SPR Franquias - parceira de Corinthians, São Paulo e Vasco em negócios similares - sobre fabricantes de material esportivo, como a Adidas, é que essas companhias estariam aptas a produzir confecções "efêmeras" com mais agilidade. Mas Di Sora refuta essa desvantagem.
 "A melhor maneira de responder é lembrar que o Fluminense foi campeão brasileiro, e dois dias depois já tinha camiseta de campeão brasileiro no mercado. É tudo questão de se planejar e executar. A Adidas está preparada, e o mercado brasileiro tem essas demandas", avalia o gerente de marketing esportivo da empresa alemã.
 A respeito das negociações com dirigentes de Palmeiras e Fluminense, Di Sora acredita que ambos os lados terão de ceder dentro das possibilidades, e, diz ele, a chance de que esse processo arranhe de algum modo a relação entre eles é ínfima. "Numa relação boa, fraterna, sempre há alternativas", conclui o executivo.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/gestao/22/22928/Adidas-apoia-mas-restringe-franquias-de-Flu-e-Palmeiras/index.php

Dirigente: Brasil não tem mão de obra qualificada em gestão esportiva

Por: Eliano Jorge

Técnicos e ex-jogadores de vôlei tornaram-se alvo de cobiça do futebol brasileiro. Bebeto de Freitas virou diretor do Atlético Mineiro e presidiu o Botafogo. Renan Dal Zotto vem elevando a arrecadação do Figueirense com marketing. Na década de 1990, José Carlos Brunoro e José Roberto Guimarães sagraram-se campeões por Palmeiras e Corinthians, respectivamente. Bernardinho foi cogitado para trocar as quadras pelos gramados nos anos 2000.
O presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ary Graça, não escapou desse assédio. Mas garante que jamais aceitaria propostas para trabalhar com o principal esporte do País.
- Claro, dois clubes já me convidaram. Mas futebol realmente não dá. O grande bem é a paixão, e o grande mal é a paixão. Só tem passional, não tem profissional autêntico. Os conselheiros não se entendem, brigam entre si, é uma loucura - avaliou para Terra Magazine.
Ele conta que conselheiros botafoguenses o chamaram na década de 1980, apelando ao seu passado de atleta alvinegro. Recentemente, a investida partiu do Fluminense, seu clube do coração. Porém, Graça refuta qualquer hipótese boleira. Na sua opinião, essa busca por cartolas tem uma explicação simples:
- Não há mão de obra qualificada em gestão esportiva. As pessoas não dão a menor importância, mas é fundamental - declarou num debate, no Museu do Futebol, em São Paulo, sexta-feira (18).
Ele atacou o amadorismo e cobrou modelos empresariais para o esporte nacional:
- Tem que acabar com dirigente voluntário. Não existe. Todos têm que ser profissionais e receberem por isso. Não pode o português, dono de padaria, ser presidente do Vasco. Vai gerir o clube como se fosse uma quitanda.
Desde 1997, Graça comanda a CBV, além de ter sido vice-presidente a partir de 1975. "Vocês veem que sou a favor do continuísmo", ironizou. "Entrei com uma cabeça de ex-banqueiro, pensando em dar dinheiro a longo prazo (para a entidade)".
Pelos cálculos de que dispõe, o esporte corresponde a 3,8% do Produto Interno Bruto brasileiro, ou seja, do total de riqueza gerada dentro do País. "Mais do que a área de finanças: seguradoras, bancos...", comparou o carioca de 68 anos.
Ele diz que a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 no Brasil tem provocado assédio a funcionários da CBV, com ofertas de salário triplicado. "São pessoas que eu treino há 14 anos", afirmou.
Também vice da Federação Internacional de Voleibol e presidente da Confederação Sul-Americana e da União Pan-Americana, Ary Graça considera muito bem preparada a equipe administrativa da CBV, mas lamenta um grande desnível no âmbito das federações estaduais. E destaca que árbitros e treinadores têm sido capacitados a distância pela entidade nacional.
Outra carência que ele expôs foi a de profissionais de psicologia do esporte. E exemplificou: "É difícil convencer o cara para não gastar o primeiro salário com um carrão. Os atletas vêm de classes sociais muito baixas".