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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

McDonald’s oferece curso para Copa do Mundo 2014


Rede de fast food cria certificação em hospitalidade para voluntários das competições esportivas. A plataforma estará disponível a partir de fevereiro

Por Luísa Medeiros

O McDonald’s oferece gratuitamente um treinamento de hospitalidade para os voluntários selecionados para atuar na Copa das Confederações 2013 e na Copa do Mundo 2014. Os candidatos poderão realizar o curso de Certificação em Hospitalidade no site www.fifa.com a partir do dia 23 de fevereiro. A plataforma estará disponível até o final do campeonato mundial patrocinado pela cadeia de lanchonetes.

Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/26582/mcdonald-s-oferece-curso-para-copa-do-mundo-2014.html

sábado, 30 de junho de 2012

Minas cria gestão sócioambiental para a Copa


Estádio Mineirão busca certificação da Global Reporting Initiative

O Governo de Minas contratou a empresa Key Associados para trabalhar na gestão sócioambiental do estádio Mineirão. A consultoria vai apoiar a Secopa na elaboração de um relatório de sustentabilidade com base no modelo da Global Reporting Initiative (GRI), na categoria setorial de organização de eventos.

Com sede em Amsterdã, Holanda, a rede GRI é formada por membros independentes de aproximadamente 30 países com a missão de divulgar relatórios de impactos socioambientais causados pelas atividades cotidianas de uma organização. É também colaboradora oficial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. A GRI emite uma certificação (A, B ou C) baseada nos indicadores de desempenho detalhados no relatório no final do processo. O plano de ações sócio-ambientais das Olimpíadas de Londres 2012 obteve recentemente a qualificação B.

O trabalho da consultoria será dividido em três etapas durante seis meses: a primeira de análise dos projetos de sustentabilidade de Minas Gerais para a Copa de 2014, bem como de definição das diretrizes para cada um dos parceiros envolvidos; a segunda de envolvimento da sociedade civil para discussão dessas ações através de oficinas e reuniões, e, por último, o monitoramento da aplicação das propostas.

“Trata-se de uma ferramenta adequada para comunicar compromissos de sustentabilidade econômica, ambiental e social desenvolvidas pelo Estado”, resume Vinícius Lott, gerente do Projeto Copa Sustentável da Secopa. No grupo de parceiros estão incluídos o setor de hotelaria, mobilidade urbana, como a BHTrans, e construção civil, secretarias de estado, operadores de estádios, organizadores de evento, Fifa, entre vários outros.

O relatório vai detalhar os indicadores de performance que atestam um empreendimento ou ação como ambientalmente sustentável não só com relação ao meio ambiente, mas também no que se refere à empregabilidade, direitos humanos, relação com a comunidade, legado, impactos econômicos, responsabilidade de fornecedores, produtos e serviços, entre outros.

Serão analisadas várias iniciativas pela contratada, entre as quais o estudo sobre pegada de carbono. Atualmente, a Secopa e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Belo Horizonte, em parceria com a Embaixada Britânica, desenvolvem o projeto de controle da emissão de gases de efeito estufa (GEE) emitidos na atmosfera para a Copa de 2014. A iniciativa pioneira entre as 12 cidades-sede do Mundial já está em fase de cálculos para identificar os maiores fatores de emissão de GEE. O estudo partiu de pesquisas realizadas pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), em 2010, com o objetivo de elaborar um guia referencial de pegada de carbono.

Certificação Leed
Também serão focos de estudo as iniciativas ambientais para obtenção da certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) com a obra de modernização do Mineirão. O projeto do novo estádio já prevê o reaproveitamento de mais de 90% dos resíduos gerados na obra, doação e reutilização de material demolido, instalação de usina solar, construção de reservatório para uso de água de chuva, emprego de lava-rodas de veículos que transitam no canteiro com água reaproveitável e a doação da madeira a artesãos mineiros para produção de arte popular.

Outro conteúdo de análise da consultoria será o plano para redução, reutilização e reciclagem dos resíduos sólidos gerados durantes os eventos da Copa das Confederações Fifa 2013 e o projeto de despoluição da Lagoa da Pampulha.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10229/MINAS+CRIA+GESTAO+SOCIOAMBIENTAL+PARA+A+COPA.html

quinta-feira, 17 de maio de 2012

"O conceito de arena é puro marketing", diz arquiteto da Copa


Autor do novo Mané Garrincha fala também sobre sustentabilidade na arquitetura esportiva

Por Rafael Massimino

Existe diferença conceitual entre as arenas que estão em construção para a Copa e os estádios existentes no Brasil?
Nenhuma. Na verdade, foi durante a Copa dos EUA, em 1994, que os estádios começaram a ser chamados de arenas. Minha teoria é que o pessoal de marketing passou a usar esse nome para vender o produto de um modo diferente e arrecadar mais anunciantes. Mas é exatamente o mesmo produto.

Mas a arquitetura de estádios evoluiu desde 1994, certo?
Sim, e principalmente por causa das Copas, que lançam tendências. Nos EUA, ocorreu a adaptação dos estádios de futebol americano para o soccer. Já a França criou um produto novo, o estádio multiuso, com arquibancada retrátil que cobre a pista de atletismo. A Coreia e o Japão construíram estádios tecnológicos: sai o campo, gira a cobertura, abre e fecha. Na Alemanha, ganhou destaque a tradição da eficiência, e foi também a introdução de alguns conceitos verdes nos projetos.

E a África do Sul?
Apesar dessa evolução no conceito dos estádios, apenas a África do Sul não teve inovação. Simplesmente importaram projetos alemães.

Os estádios brasileiros terão qual diferencial?
Os 12 estádios da Copa terão certificado de construção sustentável. Essa é a nossa inovação. Quando se analisa o calendário mundial, vemos que isso estava na ordem do dia. Desde a ECO-92 até a Rio+20, o Brasil sempre teve papel destacado nas discussões sobre economia sustentável. A Copa e a Olimpíada foram os cenários ideais para introduzir esses conceitos na arquitetura esportiva.

Quando começou esse processo?
Por iniciativa dos alemães, a Fifa acabou criando o programa Green Goal. Recomendava redução do consumo de água, algo sobre geração de energia, mas no geral era muito básico. Para se ter uma ideia, o grande legado sustentável da Copa de 2006 foi a implantação de um programa de gerenciamento de resíduos no Allianz Arena.

De 2006 para cá já se foram seis anos sem estádios certificados. O que aconteceu nesse meio tempo?
Um exemplo que não foi muito positivo é a Olimpíada de Pequim. O Ninho de Pássaro tem placas fotovoltaicas, mas a energia gerada é ínfima perto do impacto do estádio. Alguma montanha na Austrália foi botada abaixo para extrair todo o minério necessário para a construção. A energia embutida naquele estádio é muito grande.

Usaram a sustentabilidade para fazer marketing?
A expressão correta é green wash, ou “verniz verde” em português. Está na moda dizer que meu estádio é verde, então vou inventar uma história. Mas se analisar a linha de produção não tem nada de verde. A base da concepção daquilo foi mostrar para o mundo um símbolo de poder econômico da China. A estrutura é esteticamente muito bonita. Mas foi quando comecei a perceber que a beleza não estava mais na extravagância das coisas, mas na eficiência.

Quando isso veio para o Brasil?
Em 2008, ajudei a elaborar o plano “Copa Verde”. Posteriormente, envolvemos órgãos como o Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que acabou por vincular o financiamento para a construção de estádios à obtenção dos certificados. Mas queríamos que o banco desse condições mais favoráveis de acordo com a graduação do certificado. 

Mas não foi isso que ocorreu.
Infelizmente não. Se você parte para uma graduação básica, os investimentos são muito menores. O BNDES preferiu fazer um pacotaço e oferecer até R$ 400 milhões para quem conseguisse qualquer nível de certificação. O que aconteceu com isso? Todo mundo foi para o básico.

O que diferencia os graus de certificado? 
Os 10 pré-requisitos são os mesmos para todos os certificados (simples, silver, gold e platinum). Com 20% de economia você consegue um certificado básico. Uma redução de 30% a 40% gera mais pontos e vai mudando a categoria. No caso do Mané Garrincha, todas as reduções são acima de 50%. O pulo que pretendemos fazer do gold para o platinum, que são quase 20 pontos, deve ser obtido na geração de energia solar.

Como funciona o processo de certificação?
Há vários pré-requisitos, começando pela escolha do terreno adequado. Se eles forem cumpridos, é necessário, então, gerar um modelo energético (isso porque, ao contrário de uma residência, não há como comparar um estádio com outro). O projeto e a obra recebem pontuações em categorias como reciclagem de resíduos, eficiência energética, economia de água etc. São dez itens. Durante a fase de projetos, você tem um agente de comissionamento que verifica se os sistemas projetados realmente economizam. Com a obra pronta, há uma avaliação para determinar qual grau de certificado será dado ao edifício.

Como estão as negociações para a geração de energia no estádio?
Graças ao projeto do Mané Garrincha, conseguimos uma lei para troca de energia. O Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) só certifica se você puder vender o excedente que gera. Foi um parto mudar isso. Conseguimos uma lei federal de compensação que prevê mais ou menos o seguinte: se você gera energia na sua casa de campo, o excedente pode ser compensado na sua residência em São Paulo. Ou seja, o gerador particular de energia não pode vender o excedente, apenas trocá-lo.

Quanto o Mané Garrincha vai gerar?
Você gera 2,5 MW, o equivalente a mais de duas mil residências. O estádio tem sobra de energia, já que o pico de consumo ocorrerá durante os eventos e no horário noturno. Os escritórios, por exemplo, não têm iluminação ligada durante o dia por causa da iluminação eficiente.

Foi difícil convencer as construtoras?
Para a construtora tudo é preço. Se eu vou gastar mais, estou diminuindo o lucro. Mas elas começaram a entender que não existe valor mensurável para a exposição gerada por esses projetos. A Andrade Gutierrez é uma construtora muito conceituada, mas não tinha no portfólio um projeto com certificação Leed. Agora vai poder mostrar isso para o mundo inteiro num evento midiático como a Copa do Mundo.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/9868/O+CONCEITO+DE+ARENA+E+PURO+MARKETING+DIZ+ARQUITETO+DA+COPA.html