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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Intervenções urbanas para a Copa vão deixar diferentes legados


Salvador e São Paulo têm expectativas distintas no pós-evento; debate ocorreu ontem em Brasília

Cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, São Paulo e Salvador têm expectativas distintas quanto aos legados que o evento deixará. Enquanto Salvador vê na Copa uma oportunidade para modernizar seu velho centro, estimulando ainda mais o turismo, São Paulo quer aumentar a capacidade do sistema de transporte para promover sua utilização pelos proprietários de automóveis, mudando a cultura local.

Essas foram algumas das vantagens apresentadas por representantes das duas prefeituras e governos estaduais, ontem (13), durante o  seminário Copa 2014: Oportunidades para a Sustentabilidade Urbana – evento promovido pelo Ministério do Esporte em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), onde foram apresentados estudos de caso de sustentabilidade a partir das intervenções urbanas.

“Quando o planejamento para a Copa foi feito, optamos por dar prioridade à infraestrutura já instalada, até porque já existe estrutura para a ida ao estádio. Nossos planos de investimentos não foram para aumentar essa infraestrutura, mas para aumentar a capacidade dessas linhas [de transporte]”, disse o representante do governo do estado de São Paulo, Daniel Glaessel Ramalho.

“A cereja do nosso bolo será a conscientização da população de que é muito melhor se locomover por meio desse tipo de transporte. Não adianta investimentos e não adianta fazermos nada, se não promovermos, antes, uma mudança cultural, de forma a, ao experimentar o transporte público, a população veja o ganho de tempo que ele proporciona, se comparado ao carro. Dessa forma, a opção passará a ser natural”, acrescentou.

Para se conseguir fazer isso, haverá diminuição do intervalo entre veículos coletivos, controle automatizado de tráfego e, principalmente, investimento em sinalização. Atualmente, 45% dos deslocamentos em São Paulo são feitos por meio de veículos individuais. A meta dos governos estadual e municipal é que, na Copa, esse percentual caia para 40%, e, até 2020, para 30%.

Em Salvador, os benefícios serão mais estéticos. “Como o estádio fica em uma área próxima ao centro da cidade e ao Centro Histórico, estamos aproveitando a oportunidade para revitalizá-los, de forma a estimular o turismo”, disse a coordenadora de Infraestrutura da Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo, Adriana Diniz, representante do governo baiano.

“A estimativa de fluxo de turistas [em decorrência da Copa] não nos assusta porque a Bahia já recebe mais de 2 milhões de turistas por ano, número bem superior ao esperado para o evento”, acrescentou o superintendente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Antônio Brito.

Para embelezar ainda mais a cidade, está prevista a derrubada de alguns armazéns do Porto de Salvador. “Nossa cidade tem sol nascente e poente no mar. Esses armazéns serviam de barreira visual para a Baía de Todos os Santos de quem está no bairro do Comércio [um dos principais pontos turísticos, onde está localizado o Mercado Modelo]”, explicou o presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Luiz Cézar Baqueiro.

“O novo porto [com terminal de passageiros para navios de turismo] é um sonho antigo que resgatará [na região] a relação com o mar. Com a derrubada dos armazéns, vamos proporcionar a integração da paisagem com a Baía de Todos os Santos, já que a cidade, com o passar do tempo, foi dando as costas a ela, o que muito degradou sua imagem”, disse Baqueiro.

Fonte: http://www.portal2014.org.br/noticias/10701/INTERVENCOES+URBANAS+PARA+A+COPA+VAO+DEIXAR+DIFERENTES+LEGADOS.html

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bradesco pede ‘cumplicidade do bem’ em megaeventos


Por Guilherme Costa

A infraestrutura esportiva preocupa. As intervenções urbanas são outro tema que merece atenção especial. Contudo, o Bradesco resolveu concentrar atenção em outro aspecto da preparação do Brasil para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016: a criação de um sentimento nacional em torno dos megaeventos.

O tema foi levantado por Jorge Nasser, diretor de marketing da instituição financeira, no último sábado. Ele fez uma rápida intervenção na segunda edição do Fórum Nacional do Esporte, evento organizado pelo grupo Lide.

“Está na hora de termos uma cumplicidade do bem. Nós aprendemos a vibrar apenas com o primeiro lugar e criticar os medalhistas de bronze, por exemplo. Chegou o momento de assumirmos um papel e mudarmos esse comportamento. Como disse Nelson Rodrigues, nós somos um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Precisamos desenvolver esse sentimento”, disse o executivo.

Como exemplo, Nasser citou a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu). A entidade é uma das seis que o Bradesco patrocina via Lei de Incentivo ao Esporte. “Muita gente vem me perguntar por que o rúgbi. Eu sempre respondo com outra pergunta: por que não?”, relatou.

A defesa de um sentimento nacionalista tem relação com o que o Bradesco espera para os megaeventos – o banco é patrocinador dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. Prova disso é que esse tema também permeia a campanha de comunicação da instituição financeira para o esporte em 2012, sintetizada pelo slogan “Agora é BRA”.

“A campanha traduz o compromisso com a brasilidade, algo importante para os Jogos Olímpicos e para o banco”, resumiu Nasser.

Em palestra no fórum, o tema também foi abordado por Cândido Leonelli, diretor-executivo de marketing do Bradesco: “O que me marcou muito em Londres foi a valorização do orgulho nacional. A população local estava realmente envolvida com o evento”.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26699/Bradesco-pede-%E2%80%98cumplicidade-do-bem%E2%80%99-em-megaeventos/index.php