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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Falta dinheiro para atletas do pentatlo moderno


Por Letícia Casado

Em uma sala de 30 m² no centro do Rio de Janeiro uma equipe de dez pessoas toca a o dia-a-dia da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM). Eles cuidam do esquema de treino e das finanças para bancar 230 atletas. Neste ano a confederação dispõe de R$ 1,5 milhão, do governo federal. Em 2009, foram R$ 900 mil, para auxiliar um grupo dez vezes menor. Não há patrocínio privado e nem mesmo a medalha de bronze obtida pela brasileira Yane Marques na Olimpíada deste ano, em Londres, animou empresas a investir nesse esporte que reúne natação, esgrima, hipismo, corrida e tiro.

O pentatlo moderno ainda é bastante desconhecido dos brasileiros. O atleta deve disputar cinco provas, em sequência, das 8h às 17h: nadar, esgrimir, cavalgar, correr e atirar.

O esporte custa caro. Apenas 40 atletas, dos 230 da confederação, treinam todas as modalidades. Os demais praticam três, principalmente natação, corrida e tiro. "Em Recife, botar um atleta para fazer hipismo custa R$ 350 ao mês [é um treino por semana]. Como vamos treinar vários?", questiona Celso Sasaqui, vice-presidente da CBPM. "Dinheiro é nosso fator limitante."

Segundo ele, seriam necessários R$ 2 milhões a mais para bancar de maneira adequada o treinamento e ampliar o grupo para 300 jogadores. O tiro, por exemplo, é a laser e a pistola custa cerca de € 1,5 mil (R$ 4 mil).

A CBPM tem um projeto de patrocínio aprovado pela Lei Agnelo-Piva e desde 2010 procura empresas dispostas a associar a marca ao pentatlo moderno. Sasaqui diz que já tentou vender o projeto "para cerca de 15 empresas", mas nenhuma se interessou "em adiantar 1% do imposto de renda para nós". "Já parei de fazer reunião. Tomei muito chá de cadeira, de chegar, esperar e nem ser atendido."

A confederação paga apenas os técnicos. Os fisioterapeutas são chamados em situações específicas, e fazem trabalho avulso, como freelancers.

Sasaqui conta o caso de uma garota de 11 anos que machucou o cotovelo durante um treino e precisou de assistência médica. Ela foi atendida pelo plano de saúde da mãe. "O certo seria que a gente cobrisse os gastos médicos", diz ele, "mas não temos como pagar". Antes de entrar na confederação, atletas e seus responsáveis são informados sobre as condições de cobertura médica da CBPM, segundo o executivo, e assinam termos de comprometimento.

Contratar treinador específico para o esporte é essencial, diz o executivo. O treinamento de natação deve ter 1.500 metros por dia, bem menos que os 8 mil metros diários de braçadas que o atleta daria para competir em natação. A carga precisa ser dosada de maneira adequada, senão o esportista não aguenta terminar a prova.

Desde 2003 a confederação não aceitava mais esportistas. O treino era feito unicamente no Exército, com militares. "Não sei dizer por que parou [de receber novos jogadores], mas reativamos em 2009", diz Sasaqui, que assumiu o cargo naquele ano.

A CBPM voltou então a capacitar pessoal em quatro centros de treinamento: dois no Rio, um em Recife e outro em Indaiatuba (SP).

Atingir nível para os jogos olímpicos demora, em média, oito anos, diz ele. Willian Muinhos (RJ), Felipe Nascimento (PE) e Amanda Turute (Resende, RJ) estão entre as apostas da confederação para a Olímpiada do Rio, em 2016.

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/empresas/2803830/falta-dinheiro-para-atletas-do-pentatlo-moderno#ixzz24nXTbsgH

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Sem patrocínio, Yane Marques tem apoio militar


Yane Marques chegou aos Jogos Olímpicos de Londres-2012 como uma anônima e saiu da competição como a primeira medalhista brasileira do pentatlo moderno. A atleta não possui patrocínio privado e todo apoio que tem vem do Exército.

O apoio militar começou em 2009, quando a pentatleta foi integrada ao Exército para reforçar a equipe brasileira nos Jogos Mundiais Militares do Rio de Janeiro, disputado em 2011. Desde então, Yane recebeu apoio financeiro e estrutura e viu seus resultados melhorarem muito.

"Hoje ela vive graças ao apoio do Exército e da Bolsa Federal. Isso é o que sustenta ela. Recebemos total apoio do COB para treinamentos, mas é um esporte dispendioso, não é uma coisa barata. Sem esse apoio do Exército, a gente não conseguiria", afirmou Alexandre França, treinador de Yane Marques.

Um dos pontos fundamentais para a conquista da medalha de bronze foi o programa científico do COB, que há dois anos visa melhorar a performance dos atletas. O projeto “mapeia” o atleta, identificando os treinos e a alimentação que o atleta precisa fazer para melhorar seu rendimento.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/atletas/26/26356/Sem-patrocinio-Yane-Marques-tem-apoio-militar/index.php

Yane Marques ressalta suporte do COB


Medalhista olímpica no pentatlo moderno diz que trabalho da ciência do esporte faz a diferença

Yane Marques encantou o Brasil ao conquistar uma medalha no pentatlo moderno no último dia de competições dos Jogos Olímpicos Londres 2012. A pernambucana mostrou determinação, superação e técnica apurada em um esporte que combina cinco provas distintas: natação, esgrima, hipismo, corrida e tiro. A medalha de Yane foi a 17ª do Brasil nos Jogos Olímpicos, fechando a participação do país com o seu maior número de medalhas em uma só edição. “Consegui, realizei meu sonho olímpico”, disse a atleta logo após o pódio, fazendo questão de ressaltar o suporte do Comitê Olímpico Brasileiro em sua preparação. “Nos últimos anos, temos trabalhado muito com o COB em relação à ciência do esporte: biomecânica, biomedicina, uma série de testes e exames. Isso pode fazer diferença de meio segundo numa prova. E fez diferença para eu fazer meu melhor tempo na natação”, afirmou.

Há dois anos Yane faz parte do projeto Time Brasil, gerenciado pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Selecionada quando fazia parte do top 10 do ranking mundial, a atleta passou a fazer trabalhos específicos para melhorar o desempenho, com acompanhamento bioquímico e biomecânico, contratações de técnicos específicos para auxiliar no treinamento de equitação, natação e corrida, além de investir em viagens para competições internacionais. Em 2011, Yane já estava entre as cinco melhores do mundo e em 2012 chegou a Londres como terceira colocada no ranking e chegou a Londres na sua melhor condição física e técnica para desempenhar o melhor papel possível nos Jogos Olímpicos.

Para o treinador de Yane, Alexandre França, a utilização do programa científico do COB foi determinante. Yane, entre tantos outros atletas brasileiros, foi submetida a uma série de exames bioquímicos e fisiológicos para determinar tudo o que era preciso em termos de treinamento, descanso e alimentação, entre outros fatores. “A ciência do esporte foi fundamental para o desenvolvimento de Yane, que passou a ter tranquilidade para seguir trabalhando. Esta evolução dela vem sendo mostrada durante toda a temporada. Por isso ela chegou em Londres para brigar por medalhas”, afirmou o treinador.

Fonte: http://timebrasil.cob.org.br/noticias-tb/yane-marques-ressalta-suporte-do-cob-na-preparao-para-londres-2012-033909