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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Puma lança chuteiras evoSPEED no Brasil


A Puma, empresa alemã de material esportivo, lançou, no Brasil, a linha de chuteiras evoSPEED. Os artigos são inspirados na sapatilha que Usain Bolt usou para conquistar a medalha de ouro na prova dos 100 metros rasos em Londres-2012.

“Além de visualmente chamativa e da conexão com Bolt, a chuteira evoSPEED é considerada a mais tecnológica entre todas as já produzidas pela marca”, disse Marcelo Nicolau, gerente de marketing da Puma no país.

A novidade já está vestindo os pés do goleiro Rafael, do Santos, e do volante Guilherme, do Corinthians. Os próximos a utilizá-la serão Loco Abreu (Figueirense), Denilson (São Paulo), Antônio Carlos (Botafogo), Jadson (Botafogo) e Thomás (Flamengo).

“É um calçado que atende às principais reivindicações dos boleiros quando o assunto é chuteira: tem tecnologia que a torna extremamente leve, é impermeável e a proteção do calcanhar é flexível, impedindo o surgimento de bolhas”, explicou Nicolau.

Na Europa, Mario Gómez, do Bayern de Munique, Kun Agüero, do Manchester City, e Falcão Garcia, do Atlético de Madri, são alguns dos grandes jogadores que atuam com a evoSPEED.  

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26903/Puma-lanca-chuteiras-evoSPEED-no-Brasil/index.php

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Túlio terá chuteira com contagem regressiva para milésimo gol


Apresentado na última segunda-feira pelo Botafogo, o atacante Túlio Maravilha voltou ao clube para concluir seu último projeto como atleta profissional. O jogador pretende atingir mil gols em suas contas, e deixou para marcar os últimos sete na equipe alvinegra. A contagem regressiva será acompanhada por chuteiras especiais feitas pela Puma.

Fornecedora oficial de material esportivo do Botafogo, a Puma fará chuteiras especiais para Túlio na sequência. Na reestreia no clube, por exemplo, ele usará calçados com as inscrições “993” e “faltam 7”, que foram feitas pelo tatuador Markone.

A contagem regressiva é apenas um dos detalhes da chuteira. O calçado também possui uma arte alusiva ao Campeonato Brasileiro de 1995, torneio em que Túlio foi o grande nome da conquista do Botafogo.

Outro detalhe do produto é a inscrição “1000 Maravilha”, que faz referência ao apelido do atacante de 43 anos.

Fonte: http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/26/26542/Tulio-tera-chuteira-com-contagem-regressiva-para-milesimo-gol/index.php

domingo, 15 de julho de 2012

Quando o futebol encontra a alta costura na Itália


Numa fábrica perto de Veneza são fabricadas as chuteiras usadas pelos grandes craques

Por Miguel Caballero

MONTEBELLUNA — O pé do atacante sueco Ibrahimovic tem quase o dobro do tamanho do pé do lateral brasileiro Roberto Carlos. O marfinense Drogba ostenta dois grandiosos joanetes no pé direito, enquanto o dorso mais elevado dos pés do volante italiano Gattuso faz com que ele pareça caminhar sobre duas caixas, o que deve aumentar o impacto nas habituais entradas duras nos adversários. Os de Neymar e de Ronaldinho Gaúcho têm formato parecido, embora os do craque moicano sejam um pouco mais finos.
É necessário que estes moldes de plástico que repousam numa pequena estante de madeira num galpão da cidade italiana de Montebelluna reproduzam exatamente o formato dos pés dos grandes jogadores. É a partir deles que verdadeiros artesãos como o italiano Renato Michielon fabricam, sob medida, e quase manualmente — apenas com o auxílio de máquinas de prensa e de costura, além de colas especiais — as ferramentas de trabalho de craques como Neymar, Cristiano Ronaldo, Puyol, Drogba, Ronaldinho, Sneijder e muitos outros.
— É uma honra para quem gosta de futebol e trabalha com isso ver as chuteiras que passaram pelas suas mãos fazer os gols mais bonitos que a gente vê. Muitas jogadas começam nas minhas mãos — brinca Michielon.
Montebelluna é uma cidadezinha de 30 mil habitantes a 30 minutos de carro de Veneza, numa região da Itália com tradição na produção de calçados. Foi ali que a Nike montou uma pequena fábrica dedicada exclusivamente a produzir as chuteiras que serão usadas pela sua primeira linha de craques. Afixado em cortiça numa das paredes do galpão, estava exposto na semana passada o último pedido de Ronaldinho Gaúcho, enviado do Brasil. Já anotado como jogador do Atlético-MG, constavam do papel o tamanho da chuteira e os pedidos para que fossem em preto e branco e apenas com a inscrição “R 10”. O número de pares enviados a Belo Horizonte dá a dimensão da exclusividade do trabalho feito ali: apenas dois.
A orientação fenomenal
Ronaldinho já foi o grande nome da Nike, posto hoje ocupado pelo seu xará português, mas a grande referência continua sendo o Ronaldo mais antigo, já aposentado. Há pouco menos de 20 anos, uma frase dita pelo Fenômeno norteia até hoje o processo de fabricação das chuteiras para jogadores de ponta. Até então, acreditava-se que uma chuteira deveria ser o mais confortável e acolchoada possível. Perguntado sobre como gostaria de ter um calçado produzido para ele jogar, Ronaldo foi claro aos executivos e artesãos da empresa: “se possível, gostaria de jogar descalço e com travas nas solas dos meus pés”.
Desde então, leveza e sensibilidade ao contato com a bola são predicados fundamentais para as chuteiras de primeiro nível. Com o avanço tecnológico, hoje cada chuteira é feita sob medida para o pé de cada um, e a cada modelo há uma inovação lançada, seja em design ou nos materiais usados, evitando pepinos como a bolha que maltratou Ronaldo durante a Copa de 2006.
Além de atender a pedidos sobre as chuteiras e pagar salários milionários para ter craques como garotos-propaganda, mimar seus jogadores é primordial. É aí que entra em campo Mauro Bianchin, um bonachão italiano que faz a ponte entre a pequena fábrica de Montebelluna e os jogadores. Houve um problema com uma trava, rasgou-se uma chuteira, é necessário fazer uma substituição, Mauro pega um avião e se desloca pela Europa atrás dos craques. Virou amigo de muitos e coleciona histórias.
— Uma vez fui a Madri levar um chuteira a Ronnie. Passavam Figo, Raúl, Roberto Carlos, ele foi o último a sair do CT. Quando me viu, gritou meu nome, exigiu que eu jantasse e saísse com ele, mas eu tinha que voltar para a Itália. Nem se lembrava da chuteira que tinha pedido — diverte-se Mauro, contando que atender aos supercraques é sempre prioridade número um. — Se, por exemplo, o Cristiano Ronaldo liga pedindo uma chuteira nova, a gente para tudo na fábrica e ela fica pronta em um dia.

Homenagens na chuteira
Foi a falta deste cuidado a mais com as estrelas que fez a Nike sofrer sua principal derrota neste mercado, há seis anos. Em 2006, Lionel Messi trocou a fornecedora pela rival Adidas. À época, seu pai vinha alertando a empresa americana de que havia o interesse da concorrente alemã. A Nike confiava no contrato que tinha ainda alguns anos de duração, e não quis tratar da renovação. A Adidas acabou levando o melhor jogador do mundo, e dificilmente o perderá. Hoje, a Nike aposta em Cristiano Ronaldo no mercado europeu e Neymar para o Brasil, sede da próxima Copa do Mundo.
Eles têm o atendimento mais estelar, mas todos os jogadores de primeiro nível possuem chuteiras personalizadas. A maioria pede a inscrição de seus nomes, ou de familiares, no calçado. Mensagens religiosas e logomarcas são vetadas. Um pedido do zagueiro do Barcelona Puyol para homenagear em sua chuteira o jovem jogador do Bétis Miki Roqué, que morreu aos 23 anos, é lembrado pelos funcionários do galpão.
* O repórter viajou a convite da Nike

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/quando-futebol-encontra-alta-costura-na-italia-5480147#ixzz20jl9b71z